Transformando a sociedade

Os Escritos bahá’ís explicam que a humanidade passou pelo estágio da infância e que agora se aproxima de sua maturidade coletiva. As mudanças revolucionárias que ocorrem atualmente são características desse período de transição. Pouco a pouco, práticas e concepções amplamente aceitas estão se tornando obsoletas, e novos padrões de pensamento e ação que refletem os imperativos dessa maturidade estão criando raízes.

A maturidade da humanidade é caracterizada pelo reconhecimento da unicidade dos seres humanos e pela expressão desse princípio em ação. Assim como na operação do corpo humano, em que milhões de células diversas atuam de maneira a manter um sistema único saudável, o novo estágio da humanidade baseia-se na unidade na diversidade e em relações cooperativas e harmoniosas entre indivíduos, instituições e comunidades.

A construção da unidade em uma sociedade diversa não pode estar baseada na imposição ou no uso da violência de qualquer tipo, tampouco implica uniformidade. Ao invés de construir barreiras e separações entre os diferentes segmentos da sociedade, é preciso conectá-los e fortalecer suas relações inerentes de interdependência. Em um ambiente de cooperação, o exercício de poder sobre os outros pode ser substituído por esforços que liberam os poderes do espírito humano – poderes do amor, do perdão, do serviço abnegado, da justiça e da ação unificada.

Para que uma mudança dessa natureza ocorra, é necessário que os arranjos institucionais da sociedade habilitem todas as pessoas a participar e a oferecer sua contribuição a um processo de aprendizagem coletivo para a construção de uma sociedade unida e justa. Fundamental a esse processo é o acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade na ciência e na religião. O entendimento e as percepções geradas a partir dessas duas fontes complementares de conhecimento permitem que superstições e preconceitos sejam superados, que soluções criativas e efetivas para os problemas da sociedade sejam desenhadas, que populações inteiras sejam mobilizadas e que os poderes do espírito humano sejam liberados.

Em um processo como esse, assim como em qualquer empreendimento coletivo, o êxito está relacionado à capacidade de consultar e de dialogar. O propósito dessa consulta não deve ser apenas tomar decisões – embora isso seja importante - mas também ser um meio para explorar diferentes perspectivas, para fortalecer os laços de confiança e amor, para receber e considerar novas percepções sobre questões complexas e para promover a ação sistemática. Com diferentes níveis de formalidade, o princípio da consulta pode caracterizar a vida de famílias, iniciativas comunitárias, instituições e sociedades inteiras.

Construindo comunidades vibrantes 

Canalizando capacidades e talentos locais em bairros e povoados para a promoção do bem-estar de toda a população  

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