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Semana do dia 21 de Janeiro é marcada pelo senso de compromisso no enfrentamento às calamidades


No dia 21 de Janeiro comemora-se o Dia Mundial da Religião e o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, instituído em memória de Mãe Gilda de Ogum, vítima de racismo religioso. Essas datas dão visibilidade à luta pelo respeito, convivência pacífica e diálogo entre todas as religiões. Neste ano de 2021, espaços comemorativos focaram no papel da religião neste momento de calamidade.


Encontro inter-religioso aos pés do monumento do Cristo Redentor precede o início da campanha de imunização contra o COVID no Rio de Janeiro

Na segunda-feira (18), um encontro inter-religioso precedeu o ato simbólico do início da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Rio de Janeiro. Representantes de diferentes tradições religiosas se reuniram no Cristo Redentor para compartilhar mensagens de esperança e de paz.


“Por mais que a solidão seja sentida, nunca estamos sós. Diante da aflição, a fé nos sustenta, alimenta nosso espírito, enxuga nosso pranto e nos aponta os melhores caminhos”, afirmou Marilucia Pinheiro, bahá’í do Rio de Janeiro.


O programa O Poder da Fé, realizado pela Boa Vontade TV, também incorporou na edição da última quinta-feira (21), a participação de diferentes grupos religiosos. Fariba Vahdat, da comunidade bahá’í, defendeu que a religião deve auxiliar as pessoas a se tornarem instrumentos eficazes para aliviar os sofrimentos da humanidade. "Neste período de crise humanitária, a comunidade bahá'í entende, mais do que nunca, que adoração a Deus e serviço à humanidade são os processos inseparáveis e fundamentais para se vencer todos os obstáculos que temos à frente”, disse.


Representante da comunidade bahá’í compõe programa O poder da Fé, da Boa Vontade TV

O chamado ao compromisso com a ação ecoou em outro evento comemorativo, organizado pela Koinonia e pela Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns, em parceria com diversos representantes religiosos. Os presentes se uniram para pensar na superação de forças fundamentalistas.


“A cultura de paz necessita de religiosos e religiosas que de fato vivam suas religiões”, enunciou a Pastora Eliad, evangélica e membra da EIG (Evangélicas pela Igualdade de Gênero).


Os participantes expressaram seus sentimentos de fraternidade aos irmãos indígenas e membros de religiões de matriz africana, ambos alvos de violências em nosso país.

Yalorixá Jaciara Ribeiro, conta sobre a importância do Dia de Combate à Intolerância Religiosa em evento transmitido pelo Facebook

Mãe Jaciara Ribeiro, filha biológica de Mãe Gilda, ressaltou a luta constante que caracteriza a busca por reparação pelas mortes físicas e simbólicas sofridas. A Yalorixá relatou que vê no trabalho do candomblé, que é de acolhimento e partilha, uma forma de superação da intolerância: “Não é com o ódio que terminamos o ódio, e sim com amor”.


Shirley Krenak, do povo Krenak, falou sobre a espiritualidade como fortaleza: "Não existe nada mais sagrado para nós, povos indígenas, do que fortalecer nossa espiritualidade. Através dela, nos mantemos de pé para continuar lutando por toda a sociedade”.


Shirley Krenak, do povo indígena Krenak, fala de respeito e resistência em evento transmitido pelo Facebook

Neste mesmo evento, a comunidade bahá’í, representada por Vahid Vahdat, foi convidada a dialogar com Leonel Maia, representante da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, para trazer uma perspectiva do futuro.


“Há mais coisas importantes e profundas que podemos compartilhar do que diferenças [...] O padrão que nós devemos desenvolver deve ser um de encontro”, aponta Leonel.


A conversa indicou a justiça, compaixão e serviço como princípios chave que devem guiar nossos esforços. Segundo a dupla, é tarefa da religião nutrir o amor desinteressado pelos demais, que possibilitará a atuação a partir desses princípios.


Ao final, os dois destacaram a importância da escuta, humildade e apreço pela diversidade na busca por soluções para o fundamentalismo e diversas outras crises que estão afligindo a vida coletiva.


“A pandemia nos ensinou a ter humildade frente às calamidades que afligem a humanidade. [..] Nós compartilhamos um destino comum e há muito que podemos aprender uns com os outros. Nossas diferenças não precisam ser causa de conflito. Se nos unirmos, a diversidade pode ser uma grande força na vida da nossa sociedade”, disse Vahid.


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