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Prisão, confisco, negação dos direitos civis básicos: um aumento na perseguição aos bahá'ís no Irã

Tradução do artigo do Bahá'í World News Service. Para ler a versão original em inglês, acesse https://news.bahai.org/story/1384/ .

As autoridades iranianas têm impedido os bahá'ís em todo o país de obterem carteiras de identidade nacionais, privando-os de serviços públicos básicos." (Crédito: Arshia.jumong CC BY-SA; imagem ligeiramente modificada)





28 de janeiro de 2020

BIC GENEBRA - As autoridades iranianas estão impedindo os bahá'ís de todo o país de obterem carteiras de identidade nacionais, ao mesmo tempo em que os bahá'ís têm sido, injustamente, alvos de uma série de invasões domiciliares, confiscos, prisões e ataques a propriedades. Essas ações fazem parte de uma onda de perseguição contra a comunidade bahá'í no Irã.


Membros de várias minorias religiosas no país enfrentam restrições na solicitação de uma nova carteira de identidade nacional, ao retirarem uma facilidade anterior que permitia a seleção da opção “outra” em vez de uma das quatro religiões reconhecidas - Islamismo, Cristianismo, Judaísmo ou Zoroastrismo. A decisão de remover tal opção agora impede que os Baha'is obtenham suas carteiras de identidade, privando-os de serviços públicos básicos, como solicitar um empréstimo, descontar um cheque ou comprar imóveis.


“Apesar das contínuas alegações de autoridades iranianas no país e nos fóruns da ONU de que os bahá'ís têm direitos à cidadania”, diz Diane Ala'i, representante da Comunidade Internacional Baha'i (BIC) em Genebra, “as autoridades estão institucionalizando mais um mecanismo que visa destruir a comunidade bahá'í como uma entidade viável; estendendo assim uma campanha de perseguição incansável por quatro décadas contra os bahá'ís em praticamente todas as dimensões da vida - cultural, social, educacional e econômica. Mesmo assim, os bahá'ís do Irã continuam a se esforçar para viver de acordo com os ensinamentos de sua fé, que defendem a veracidade como 'o fundamento de todas as virtudes humanas'. Como podem os bahá'ís que solicitam suas carteiras de identidade nacionais, seja para empregos no setor público, ou se matricularem em universidades, estarem sendo punidos simplesmente por serem verdadeiros?”

Um tribunal determinou que todas as propriedades pertencentes aos bahá'ís na vila de Ivel - algumas desde meados do século XIX - fossem confiscadas com o fundamento de que os bahá'ís teriam "uma ideologia perversa" e, portanto, não possuiriam “posse legítima” de qualquer propriedade.

Em uma outra ação preocupante, um tribunal determinou que todas as propriedades pertencentes aos bahá'ís na vila de Ivel - algumas das quais existentes desde meados do século 19 - fossem confiscadas com o fundamento de que os bahá'ís teriam “uma ideologia perversa" e, portanto, não teriam “posse legítima ”de nenhuma propriedade. Houve outros ataques às propriedades bahá'ís e confiscos de seus bens nos últimos três meses, incluindo um caso em que um lar bahá'í foi totalmente destruído.


Além disso, dezenas de bahá'ís foram presos e outras dezenas receberam sentenças de prisão com motivação religiosa. Essas sentenças combinadas equivalem a quase um século de tempo de prisão, com algumas pessoas condenadas a mais de dez anos de encarceramento.

“A Comunidade Bahá'í Internacional está alarmada com a recente onda de perseguição contra a Comunidade Bahá'í no Irã e exorta a comunidade internacional a dar destaque a essas questões, que representam uma deterioração futura ainda maior”, diz Bani Dugal, Representante da BIC.


A vila de Ivel, Mazandaran, abriga uma comunidade agrícola há séculos, e os bahá'ís há mais de 160 anos.

Para obter mais informações sobre a situação dos bahá'ís no Irã, visite o site da Comunidade Bahá’í Internacional (https://www.bic.org/focus-areas/situation-iranian-bahais), que inclui arquivos das perseguições bahá'ís no Irã (https://iranbahaipersecution.bic.org/).


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