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Estudantes universitários se envolvem em conversas sobre mudança social

CENTRO MUNDIAL BAHÁ'Í, 13 de Setembro de 2020 - Nesse período de incertezas, jovens em especial têm se deparado com várias perguntas sobre a direção em que o mundo está se dirigindo e o papel que eles desempenham. A fim de auxiliar estudantes universitários a navegarem essas perguntas, o Instituto para Estudos em Prosperidade Global (ISGP) tem criado espaços em que jovens se encontram para discussões focadas.

Jovens ao redor do mundo têm explorado questões sobre a mudança social e a pandemia em encontros promovidos pelo Instituto para Estudos em Prosperidade Global.

Um participante do Canadá diz: “Ao identificar conceitos espirituais relevantes - como a unidade e a justiça - nossas discussões estão nos ajudando a refletir sobre a situação atual e a obter novas perspectivas.”


Esses encontros, realizados em sua maioria pela internet, complementam um programa de quatro anos de seminários oferecidos pelo ISGP a estudantes universitários, que estão aproveitando a oportunidade para reexaminar muitos dos conceitos e ideias estudados nos seminários sob a ótica da pandemia e seus esforços para servir a sociedade nesse momento.


“Um dos conceitos que tem trazido clareza a nossa análise da atual condição vem dos ensinamentos bahá’ís, que diz que a humanidade está alcançando sua maturidade coletiva, quando sua unicidade essencial será reconhecida e dará forma a novas estruturas sociais. Esse movimento em direção à maturidade envolve ambos processos de desintegração e integração. Mas se tudo o que vemos é a desintegração, então nós não adquirimos uma visão acurada e ficamos sem esperança. Através dessas discussões estamos aprendendo a detectar progresso, não importa quão sutil possa ser, e a pensar sobre as maneiras pelas quais podemos contribuir à nossa sociedade”, diz um participante da França.


Jovens participando em um encontro do ISGP na África do Sul.

Em qualquer país em que residam, a crise de saúde está tornando mais aparente aos participantes e seus colegas a necessidade de reconsiderar o relacionamento entre o indivíduo e a sociedade.


Um participante da França diz: “Muitas pessoas estão revisitando noções prevalentes de o que significa ser um bom cidadão e ideias sobre o ‘contrato social’. Não prejudicar os demais simplesmente não é suficiente. Reconhecer nossa unicidade essencial e tornar isso uma realidade implica em algo muito maior.”


“A crise de saúde tem exposto ainda mais as desigualdades que existem na nossa sociedade e tem tornado mais evidente a responsabilidade que todos nós temos com aqueles ao nosso redor,” diz um outro participante.


Um estudante da Rússia declara: “Novas concepções são necessárias baseadas na unidade orgânica da humanidade, a nobreza da alma humana, e o duplo propósito moral do indivíduo de desenvolver suas próprias capacidade inerentes e contribuir para a transformação da sociedade.”


Tais discussões estão conduzindo participantes a examinarem ainda mais a relação entre a ciência e a religião, particularmente como a ciência e a religião - vistos como sistemas evolutivos de conhecimento e prática - podem trabalhar juntos para erradicar preconceitos e superstições e impulsionar o progresso humano.


Estudantes universitários no Brasil em um encontro do ISGP.

Um participante do Brasil declara: “Uma grande quantidade de informação está sendo propagada nas mídias sociais sobre o vírus que é fonte de confusão. Se usamos a ciência como um meio para a investigação do mundo, iremos entender os métodos e as ferramentas através dos quais podemos chegar a conclusões sobre a realidade. A religião nos ajuda a compreender como princípios espirituais, como a justiça e a interconexão da humanidade, podem ser aplicados a questões como a desigualdade econômica que têm se tornado ainda mais exacerbados durante a pandemia.”


Um facilitador da República Centro-Africana (RCA) descreve esforços dos participantes de oferecer informação confiável sobre a crise de saúde a suas comunidades.


“Ação unificada guiada pela ciência e pela religião é necessária para encontrar soluções para a pandemia. Estamos aprendendo a utilizar a ciência - se manter informado do que os cientistas ao redor do mundo estão dizendo sobre a pandemia, consultando entre si para considerar novas informações - para ajudar nossas famílias e vizinhos ao dispersar a desinformação que obscurece o pensamento das pessoas e propaga a confusão, medo, desesperança e o preconceito. Ao mesmo tempo, somos guiados pelos conceitos espirituais explorados nos ensinamentos bahá'ís, particularmente o entendimento de que a toda a humanidade é como um único corpo e o que afeta uma nação pode afetar qualquer outra."


Estudantes universitários do Jordão em um encontro do ISGP.

Participantes dos encontros têm enfatizado o cuidado e a sabedoria necessários ao utilizar as redes sociais para discutir a atual crise de saúde. “Existem conversas online sobre a pandemia que parecem ser progressivas em natureza e atrativas para jovens preocupados com a transformação da sociedade”, disse um participante da Índia. “Mas alguns têm um fundo político-partidário, que pode rapidamente se transformar em debates muito acalorados que levam à discórdia.”


Outro participante da Índia diz: “A forma pela qual expressamos nossos pensamentos e ideias, combinando uma linguagem que analisa a realidade social de forma crítica, com uma linguagem de esperança e possibilidades, tem se tornado ainda mais importante durante a pandemia.”


Enquanto estudantes universitários refletem sobre os conceitos e ideias discutidos durante esses encontros, eles estão identificando conversações construtivas ao redor deles nas quais eles podem participar com seus colegas estudantes e outros, como o papel da religião na sociedade, a educação intelectual e moral das crianças e da juventude, e as dimensões material e espiritual da verdadeira prosperidade.


Enquanto reconhecem o valor de contribuir para o discurso público em diversos espaços sociais, os participantes também estão vendo como é possível efetivar a mudança social ao nível da comunidade.


“Pensar sobre como qualquer um de nós pode mudar a sociedade é muito complexo,” diz um participante da Rússia. “Nós podemos, entretanto, enxergar a mudança através dos esforços de pessoas agindo juntos no nível da vizinhança ou da aldeia, e no âmbito de suas profissões. Nós podemos aprender sobre serviço e cooperação nesses níveis.”


“Um desafio que permanece é que muitas vizinhanças urbanas são grandes, semelhantes ao tamanho de uma pequena cidade. Mas a pandemia encolheu nosso espaço e nos fez enxergar nossos vizinhos sob uma ótica diferente. Pessoas que moram em arranha-céus se ajudando tem dado um vislumbre de como pode ser a vida em comunidade em pequena escala, e como a unidade pode ser construída em diferentes ambientes.”


Uma série de encontros em andamento têm ocorrido no Canadá, e ao redor do mundo, para que jovens continuem a estudar os materiais do seminário do ISGP.

Essas discussões estão proporcionando paz aos participantes, ajudando-lhes a resistir os efeitos desanimadores das forças desintegradoras da sociedade e a enxergar como podem alinhar seus esforços com as forças da integração que estão impulsionando a humanidade em direção a um futuro brilhante.


“Esse não é o momento de deixar o tempo escapar, esperando por um retorno da chamada ‘normalidade’”, diz um participante da Índia, ecoando os sentimentos de muitos outros envolvidos nessas conversas. “Existe tanto a se fazer se queremos contribuir de forma construtiva durante esse período.”


Fonte: Bahá'í World News Service, original em inglês disponível aqui


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