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Campanha mobiliza sociedade brasileira em defesa aos bahá'ís iranianos

A Secretaria Nacional de Ações com a Sociedade e o Governo da Comunidade Bahá'í do Brasil (SASG) lançou, em junho deste ano, uma campanha nacional nas redes sociais intitulada ‘O que você faria sem?’ com o objetivo de expor a situação da perseguição aos bahá’ís iranianos, a qual se agravou em meses recentes. A iniciativa fez parte de um esforço internacional de conscientização para pressionar o governo iraniano a respeitar os Tratados Internacionais de Direitos Humanos.


Desde o surgimento da Fé Bahá'í em meados do século XIX, seus seguidores são perseguidos no Irã. A partir da Revolução Iraniana de 1979, essa oposição se tornou sistemática e direitos de acesso à educação, ao trabalho, a um processo judicial justo, e à liberdade religiosa têm sido violados.


Linha do tempo mostra perseguição à comunidade bahá’í do Irã desde seus primórdios


A série de postagens nas redes sociais da campanha detalharam esse histórico e mostraram qual têm sido a resposta dos bahá’ís naquele país frente às injustiças. Durante décadas de opressão, os bahá’ís têm adotado uma postura descrita pela Comunidade Internacional Bahá’í (BIC) como “resiliência construtiva”.


“Podemos afirmar que a comunidade bahá’í responde de maneira não-violenta. Porém, não se restringe a isso. Os bahá’ís do Irã reconhecem que o fim da perseguição depende de um processo de transformação social que implica em perseverança e uma perspectiva de longo prazo”, explica Renata Amado, assessora da SASG, “ou seja, eles buscam contribuir para o melhoramento da localidade onde vivem, na medida do possível, por meio de projetos educacionais e de desenvolvimento socioeconômico, focando em processos de integração para a construção de uma nova sociedade.”


Dentre os milhares de internautas alcançados pela campanha, muitos se mobilizaram em solidariedade. “Várias pessoas compartilharam informações sobre o assunto em seus perfis pessoais nas redes sociais e se levantaram para promover ações de níveis local e estadual em defesa da comunidade bahá'í do Irã”, ressalta Renata. “Dentre essas ações, foram publicadas notícias em jornais, uma rádio realizou um programa especial de entrevistas e grupos de diálogo inter-religioso enviaram ofícios à embaixada do Irã.”


Em uma dessas correspondências, o Grupo de Diálogo Interreligioso (GDI) de Londrina (PR) manifestou seu “repúdio e incompreensão a qualquer intolerância religiosa” e ressaltou “a importância da liberdade de consciência, que deveria ser concedida a todos os homens e promovida pelo Estado”.


No encerramento da campanha, bahá’ís iranianos que residem atualmente no Brasil foram convidados para um painel ao vivo com o tema "O que fizemos sem liberdade?". No evento, transmitido no Facebook e no YouTube, eles relataram suas experiências de viver como minoria religiosa perseguida em seu país de origem. Histórias de casas invadidas, tratamentos discriminatórios, prisões, negação do direito à educação e desaparecimentos deixaram evidente a força dessa população e comoveram aqueles que assistiram ao painel.


Bahá’ís iranianos, que hoje residem no Brasil, compartilham sua experiência vivendo como minoria religiosa no Irã no painel ao vivo “O que fizemos sem liberdade?”

Mohsen Javidan, um dos painelistas participantes, relatou as inúmeras dificuldades que enfrentou para ter acesso à educação durante a sua infância no Irã. No entanto, ele explica que "essas experiências formaram minha cabeça, me dão firmeza no que eu acredito, porque um dos maiores princípios que eu aprendo na Fé Bahá’í é a educação, a pesquisa na verdade. É isso que transforma a humanidade e é para isso que os bahá’ís estão trabalhando.”


A campanha recém finalizada se soma a uma série de empreendimentos que a Comunidade Bahá'í tem empreendido há décadas junto a representantes da sociedade civil, da mídia e do governo brasileiro para chamar a atenção para a perseguição sofrida pelos bahá’ís iranianos e reivindicar a proteção dos seus direitos.


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