Ridván: “O Mais Grandioso Festival”

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Ridván: “O Mais Grandioso Festival”

Começa hoje a celebração do Ridván, período mais sagrado para os bahá'ís de todo mundo

 

O Ridván inicia-se no pôr-do-sol de 20 de abril e vai até o pôr-do-sol de 2 de maio de cada ano. É um período de renovação espiritual em que os bahá'í celebram a ocasião em que Bahá'u'lláh anunciou ser O Prometido de todas as religiões mundiais, O anunciado pelo Báb. Essa declaração aconteceu no Jardim do Ridván (que significa “Paraíso”), em Bagdá, no ano de 1863. Nessa ocasião, Bahá'u'lláh permaneceu por doze dias no Jardim em companhia de familiares e seguidores, antes de partir para o exílio em Constantinopla.

O Ridván também marca o começo do ano administrativo bahá'í. O ano que se inicia (2014-2015) corresponde ao ano administrativo 171 da Era Bahá'í. Dessa forma, no primeiro dia do Ridván, acontecem as eleições das Assembleias Espirituais Locais. As Assembleias Nacionais também são eleitas nesse período. Como a religião bahá’í não possui clero, estes são os organismos que administram as atividades da Comunidade Bahá’í.

Imagem histórica do Rio Tigre, onde está localizado o Jardim do RidvánAs atividades de trabalho e estudo são suspensas em três Dias Sagrados do Ridván, que são o primeiro (21 de abril), o nono (29 de abril) e o décimo segundo (2 de maio). Essas datas foram dotadas de importante significado espiritual, e portanto consistem em feriados no calendário bahá'í. Elas marcam, respectivamente: a data da proclamação de Bahá'u'lláh com O Manifestante de Deus para esta Era, portanto o início da dispensação bahá'í; a chegada da Sagrada Família (esposa e os três filhos de Bahá'u'lláh) ao Jardim de Ridván; e a partida de Bahá'u'lláh e da Família para o exílio em Constantinopla. Por isso, alguns anos mais tarde, o próprio Bahá'u'lláh designou o Festival de Ridván como “O Mais Grandioso Festival” e “o Rei dos Festivais”.

Durante o primeiro dia no Jardim, Bahá'u'lláh fez ainda outros três anúncios: a abolição da guerra religiosa, permitida no Islã e, sob certas condições, pelo Báb; que não haveria outra manifestação de Deus por mais mil anos; e que todos os nomes de Deus foram plenamente manifestos.

Os eventos no Jardim de Ridván foram descritos pelo Guardião da Fé Bahá'í e bisneto de Bahá'u'lláh, Shoghi Effendi, no livro “A Presença de Deus”, de acordo com o registro realizado pelo cronista Nabíl:

"Todos os dias antes do alvorecer, os jardineiros colhiam as rosas que se alinhavam ao longo das quatro avenidas do jardim, e as depositavam no centro do chão de Sua abençoada tenda. Tão grande era a pilha formada que, quando os Seus companheiros vinham reunir-se com Ele para tomarem o chá da manhã, era-lhes impossível verem-se entre si. Bahá'u'lláh entregava todas essas rosas com Suas próprias mãos àqueles que cada manhã Ele dispensava de Sua presença, para serem entregues, em Seu nome, aos Seus amigos árabes e persas da cidade.

"Certa noite – a nona noite da lua crescente – calhou de ser eu um dos que, do lado de fora, vigiava a Sua abençoada tenda. Ao aproximar-se a meia-noite, vi-O deixar a Sua tenda, passar pelos lugares onde dormiam alguns dos Seus companheiros, e começar a passear, ao luar, indo e voltando, pelas avenidas ladeadas de flores. Tão intenso era o cantar dos rouxinóis nos quatro cantos do jardim que somente quem estivesse junto Dele poderia ouvir a Sua voz. Continuou a caminhar até que, parando no meio de uma dessas avenidas, observou: 'considerai estes rouxinóis. Tão grande é o seu amor por estas rosas, que, despertos, do anoitecer até a alvorada, entoam as suas melodias e comungam, ardentemente apaixonados, com o objeto da sua adoração. Como podem, pois, aqueles que pretendem inflamar-se com a rósea beleza do Bem-Amado, preferir o sono?'

"Por três noites sucessivas vigiei e circulei em torno da Sua abençoada tenda. Cada vez que me aproximava do Seu leito, encontrava-O desperto, e todo o dia, desde a manhã até o cair da noite, eu O via, envolvido na incessante conversa que mantinha com a corrente de visitantes, que continuava a fluir de Bagdá. Nem uma só vez vislumbrei nas Suas palavras o menor indício de dissimulação."

 

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