Revista Malala entrevista membros da Comunidade Bahá'í

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Revista Malala entrevista membros da Comunidade Bahá'í

Marcos Alan Ferreira e Flavio Azm Rassekh analisam os principais desafios para o Oriente Médio em 2014

Em entrevista cedida à revista Malala, Marcos Alan Ferreira e Flavio Azm Rassekh falam sobre Direitos Humanos, Comunidade Bahá'í e Oriente Médio. A matéria foi produzida considerando que 2014 será um ano repleto de desafios para a região e, consequentemente, para o mundo. Os impasses entre Israel e Palestina, a transição de poder iraniano, além do papel histórico dos direitos humanos de das Nações Unidas, também fazem parte do debate.

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Os entrevistados

Marcos Alan S. V. Ferreira é docente no Departamento de Relações Internacionais e coordenador do Grupo de Estudos em Religião e Relações Internacionais, ambos na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). “Me incomodava a visão de que o muçulmano fosse rotulado e tivesse seus direitos civis limitados pelo fato de duas dezenas de homens da mesma religião ter cometido um ato condenável em território estadunidense. Ainda mais, tenho a visão de que, em uma perspectiva histórica, as grandes religiões tiveram um papel importante na construção de civilizações”.

Flavio Azm Rassekh é consultor de comunicação da Path (organização internacional de ajuda humanitária) e ativo nas discussões em fóruns internacionais que envolve o Irã, os Direitos Humanos e a Comunidade Bahá'í. “A minha atuação dentro da comunidade Bahá'í acontece em duas frentes, uma é administrativa, participando do Assembleia local dos Bahá'ís de SP e a outra é individual e está ligada a defesa dos direitos humanos no Irã. Um das bandeiras que tenho defendido como ativista é a total liberdade de expressão e credo dentro da nação persa”.

A Revista Malala

A entrevista foi publicada em março desse ano, na Edição Nº 2 da Revista Malala, que é uma parceria entre o Grupo de Trabalho Oriente Médio e Mundo Muçulmano (GTOMMM), o Laboratório de Estudos da Ásia (LEA) e a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). Além da entrevista, o veículo traz outros textos de interesse do mundo árabe.

A revista é eletrônica e tem como objetivo publicar pesquisas e fomentar o debate sobre temas referentes ao Oriente Médio, tendo em vista que as opiniões sobre a região geralmente provocam questionamentos mal entendidos e reforçam estereótipos. “A proposta do boletim eletrônico Malala é ajudar, modestamente, a diminuir os preconceitos e substitui-los por informação sólida e fidedigna; promover e testar novas ideias e interpretações; debater com respeito mútuo alguns dos grandes dilemas da contemporaneidade – enfim, abrir um espaço mental, acadêmico e civil para
aprender sobre e dialogar com esse mundo geograficamente distante, mas cada vez mais perto”.

A menina Malala

O nome da revista é uma homenagem a Malala Yousafzai, jovem paquistanesa e ativista que luta pelos direitos à educação e o direito das mulheres na região. Malala nasceu em 1997 e no início de 2009 escreveu anonimamente para a BBC relatando seu cotidiano sob o regime do Talibã. Pouco tempo depois o The New York Times lançou um documentário sobre sua vida, mostrando a intervenção militar paquistanesa na região. Malala ganhou notoriedade e foi nomeada pelo ativista sul-africano Desmond Tutu para o Prêmio internacional da Criança.

Em outubro de 2009, Malala sofreu uma tentativa de assassinato e foi baleada no rosto por talibãs, quando voltava para casa em um ônibus escolar. Apesar da polêmica que envolveu o caso, o Talibã reforçou a intenção de matar Malala e seu pai, em resposta à luta da jovem por educação, igualdade de gêneros e contra o extremismo religioso. “Para nós, mais do que um símbolo político, Malala é uma inspiração acadêmica. Ela nos leva a pensar que podemos transcender e vencer preconceitos, superar estereótipos e criar um espaço para discussão e troca de ideias sem medo, com pluralidade, coragem e abertura, sem abrir mão de textos claros, de pesquisas sérias e de debates com ideias que muitas vezes podem ser conflitantes sobre Oriente Médio e Mundo Muçulmano”, afirma a equipe editorial da Revista Malala.

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