Religiões realizam ato em defesa dos direitos das mulheres

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Religiões realizam ato em defesa dos direitos das mulheres

A Comunidade Bahá'í marcou presença no ato em defesa dos direitos das mulheres que aconteceu no último dia 5 na Esplanada dos Ministérios, em frente à Praça dos Três Poderes, em Brasília. O evento, que teve como tema “As Religiões pelos direitos das Mulheres” e foi organizado pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Comunidade Bahá’í, Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Associação Nacional dos Praticantes de Wicca (Abrawica) e Federação Umbanda e Candomblé. Também estiveram presentes representantes da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

A abertura do ato foi realizada pela secretária-geral do CONIC, Romi Benke, que falou sobre a importância da unidade entre as religiões e de como o evento pode contribuir para a afirmação dos direitos das mulheres. “Esse ato reafirma nosso compromisso para que o Brasil seja um Estado Democrático de Direitos para todas as pessoas, independente de cor, cultura, religião, orientação sexual, e assim por diante. Como religiões nós somos promotoras da paz”, declarou Romi.

A representante da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, Raimunda de Macena, ressaltou a importância da luta pela ampliação dos direitos das mulheres. “Vamos somar nossos esforços pela liberdade e garantia dos direitos das nossas mulheres espalhadas pelo Brasil afora”, declarou Raimunda em nome da Secretaria.

Mavesper Cy Ceridwen, sacerdotisa Wicca e presidente da Abrawicca, comemorou a parceria com a Comunidade Bahá'í. “O pessoal da Fé Bahá'í é nosso grande parceiro, por isso é uma alegria estar aqui. Um evento como esse é extremamente importante para qualquer religião. Reconhecer que um dos valores mais importantes é a cultura de paz e o respeito à diversidade é essencial para evitar as violências que o fundamentalismo provoca”.

Outro momento foi para lembrar e fazer memória à mulheres, religiosas ou não, que tiveram suas vidas interrompidas por causa do seu engajamento social e do seu comprometimento religioso. Mulheres que, segundo Romi, “tiveram suas vidas interrompidas por causa de uma cultura patriarcal e sexista que legitima a violência contra as mulheres”. Representantes das religiões presentes homenagearam algumas dessas mulheres. Ceres Araújo (DF) e Ana Beatriz Rangel (RJ) falaram um pouco sobre algumas mulheres bahá'ís:

Táhirih (1817-1852) – Poetisa, teóloga e defensora dos ensinamentos do Báb no Irã. Foi uma das primeiras a defender os direitos das mulheres no mundo. Táhirih foi martirizada em agosto de 1852 em Teerã.

Leonora Armstrong (1895-1980) - Precursora da Fé Bahá'í no Brasil. Ela dedicou toda sua vida ensinado a Fé.

Mona Mahmudnizhad (1965-1983) - Bahá'í iraniana que, junto de nove outras mulheres bahá'ís, foi sentenciada a morte por enforcamento em Xiraz, sob a acusação de pertencer à Fé Bahá'í e não negar sua fé.

Fariba Kamalabadi e Mahvash Sabet – As duas encontram-se atualmente presas, cumprindo pena de 20 anos no Irã, servindo voluntariamente como coordenadoras de uma instituição de ensino superior para os bahá'ís, a quem o Regime nega acesso ao ensino superior. Apesar dos esforços do regime, a instituição é reconhecida pelas maiores instituições do mundo, entre as quais Harvard.

Mavesper também falou sobre a importância de as religiões participarem da luta pela eliminação da violência enorme que ainda existe em nossa sociedade, não apenas contra a mulher, mas outras minorias, incluindo as religiosas. “Isso é um problema de todos, apesar de muita gente achar que é um problema pequeno, não é. No Brasil uma mulher é morta por um marido ou companheiro a cada 17 minutos. Então se esse ato durar uma hora e meia, mais ou menos dez mulheres terão sido assassinadas. Isso tem que acabar e as religiões precisam assumir a responsabilidade de atuar ativamente para que isso aconteça”, declarou a sacerdotisa.

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