Naw-Rúz – ano 173 da Era Bahá’í - 20 de março de 2016

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Naw-Rúz – ano 173 da Era Bahá’í - 20 de março de 2016

Aos

Participantes da Celebração do Ano Novo Bahá'í

Queridos amigos,

Chegou o Naw-Rúz – o ano novo bahá'í - e todas as coisas se fazem novas, numa realidade visível e palpável. Há ciclos para todas as coisas e estes se renovam continuamente e, para nós na Terra, a cada trezentos e sessenta e cinco dias completa-se uma re-evolução, com a renovação do ciclo anterior. No hemisfério norte é o fim do inverno e início da primavera, quando a natureza se rejuvenesce, enquanto no hemisfério sul tem-se o equinócio de outono.

Os calendários marcam a passagem do tempo e cada ciclo registra momentos comuns e outros extraordinários, para os quais se requer uma atenção, uma celebração especial! E, sabidamente, o Dia em que vivemos é um Dia especial, uma época extraordinária! Um tempo aclamado nas Escrituras Sagradas de todas as religiões do passado como o Dia de Deus, o Rei dos Dias, no qual “um momento fugaz excede em valor séculos de uma era passada”, um Dia cujo igual “jamais foi visto, nem pelo sol nem pela lua...”! Quão gratos, portanto, devemos ser à Bahá’u’lláh, que 'apesar de nossa falta absoluta de merecimento, graças à Sua Misericórdia, insuflou em cada um de nós o espírito da vida neste século divinamente iluminado, reuniu-nos sob o estandarte do Bem-Amado do mundo e se dignou a nos conferir aquela dádiva almejada em vão pelos mais poderosos das épocas passadas.”

A verdadeira gratidão, entretanto, não é um mero pronunciamento verbal, mas, sobretudo, um agradecimento nascido do coração, levando cada um de nós a manifestar suscetibilidades espirituais, refletidas em ações concretas em benefício do bem-comum. Assim, portanto, em “resposta a estas dádivas, cada um deve realizar boas ações e auto-sacrifício, amar aos servos de Deus, dar até mesmo a vida pelos demais, mostrar bondade para com todas as criaturas”, desprendendo-se do mundo e, dia e noite, se esforçando por atingir o beneplácito de Deus.

A prece é o alimento que sustenta a vida do espírito. E, assim “como o orvalho da manhã, ela traz frescor ao coração e o limpa, purificando-o dos apegos ao ego insistente. É um fogo que queima os véus e uma luz que conduz ao oceano da reunião com o Todo-Poderoso. Nas suas asas, a alma voa nos céus divinos e achega-se à realidade divina. De sua qualidade depende o desenvolvimento das capacidades ilimitadas da alma e a atração das graças de Deus”, como explica os Escritos bahá’ís. A adoração deve estar intimamente unida ao serviço ativo, estando todos conscientes daquilo que Bahá’u’lláh explicou: “Aquele que não realiza boas obras nem atos de adoração é como uma árvore infrutífera. É como uma ação que não deixa um traço sequer.”

Ao adentrar agora o primeiro dia do mês de Bahá (Esplendor) do ano 173 da Era Bahá'í, quando um novo alento de vida é soprado sobre todas as coisas criadas – dia de radiância e alegria –, possam suas energias revitalizadoras se irradiarem ao longo de todo o novo ano, reanimando os espíritos com ações de serviço, assim como 'capacitando cada um e todos na educação de gerações mais jovens, no empoderamento da juventude, na educação espiritual de crianças, no aprimoramento da capacidade de recorrer à influência da Palavra de Deus para acompanhar outros no campo do serviço, e no avanço social e econômico de populações à luz dos ensinamentos divinos para esta época’.

Com amorosas saudações bahá'ís,

Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá'ís do Brasil

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