Martírio d’O Báb: um dia especial para reflexão

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Martírio d’O Báb: um dia especial para reflexão

A figura do Báb ficou conhecida no mundo como o Mensageiro Divino precursor da Fé Bahá'í, fundada em meados do século XIX. Sua principal missão foi preparar o caminho para a vinda de Bahá'u'lláh, fundador da Fé Bahá'í.

 

Ainda jovem, o persa Mírzá ‘Alí Muhammad adotou o título de “O Báb”, que quer dizer “A Porta”, e simboliza a porta de entrada da humanidade para uma nova era na qual a unidade dos povos prevalecerá. Suas palavras se difundiram rapidamente e em pouco tempo milhares de pessoas, em diferentes partes da Pérsia e do Turquestão, aceitaram Seus ensinamentos.

 

Mas ao mesmo tempo em que a eloquência de seus inspiradores escritos, sua extraordinária sabedoria e conhecimento, sua coragem e seu zelo reformador despertaram entre seus discípulos o maior entusiasmo, um grau correspondente de alarme e inimizade tomou corpo entre os ortodoxos muçulmanos, que temiam pela sua crescente influência.

 

Ao longo de sua breve trajetória, o Báb passou por diversos encarceramentos, deportações e julgamentos. Os açoites e indignidades a que foi submetido culminaram com Seu martírio em 1850, aos 31 anos. No dia 10 de Rahmat do ano 6 da Era Bahá’í (1850, no calendário gregoriano), Mirzá Hasan Khan, então Governador da cidade de Tabriz, deu ordens para que o Báb fosse levado à casa dos principais sacerdotes muçulmanos da cidade, que autorizaram a execução.

 

Contudo, pairava sobre os mulás o receio de que O Báb fosse de fato um Mensageiro divino. Neste caso, seu assassinato cumpriria a profecia islâmica sobre O enviado de Deus, que haveria de ser morto pelas mãos de muçulmanos. Para não correr esse risco, ordenou-se que o fuzilamento fosse realizado por um regimento armênio de raízes religiosas cristãs. Dada a ordem para a efetivação dos disparos dos fuzis, a multidão e as autoridades verificaram que as balas haviam atingido apenas as cordas que prendiam O Báb e seu discípulo Anis, que decidira morrer ao Seu lado. Anis estava de pé, intacto e sorrindo, enquanto O Báb havia desaparecido.

 

Após muito buscar encontraram-No em sua cela, terminando a conversa que iniciara com Seu secretário antes de ser levado à execução. Em respeito ao Báb, o coronel do regimento armênio, Sam Khan, recusou-se a levar adiante a tarefa. O pelotão de muçulmanos postou-se, então, para uma segunda leva de disparos, que lograram executá-lo.


Cumprida a profecia, o dia 10 de Rahmat tornou-se uma data sagrada no Calendário Bahá'í, sendo um dia para reflexão sobre essa importante figura para a história da humanidade.

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