Guerra ou Paz?

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Guerra ou Paz?

Examinando os personagens da História, passamos por extremos de horror e, mais raramente, de maravilhamento. Dois destes momentos são proporcionados por Adolf Hitler e Mahátma Gandhi. Ambos tiveram a opção de fazer o bem ou o mal e lutaram pelo que acreditavam, usando os métodos que escolheram. Ambos trilharam a mesma estrada, porém em sentido inverso – um destruindo, matando, tomando à força; o outro, edificando espíritos, sem violência, conquistando pelo exemplo.

É difícil admitir que os mesmos motivos que moveram Hitler no passado, ainda continuam, hoje, agindo nas mentes dos homens, produzindo os mesmos frutos. A humanidade está no século XXI e conserva a cabeça voltada para valores pré-históricos. Movidos por valores retrógrados, o progresso e a inteligência estão postos a serviço da ignorância maior – a guerra.

Os problemas decorrentes das guerras e sua preparação, criados graças a um grande custo social e sacrifícios de vidas, são por demais conhecidos. A guerra começa atingindo o próprio país que a prepara. Por que tanto gasto e dedicação a uma atividade que todos admitem ser um mal e dizem não querer promovê-la? “Tivesse a civilização material sido acompanhada da divina, essas armas ferozes jamais teriam sido inventadas. A energia humana teria sido dedicada inteiramente a invenções úteis e concentrada em descobertas louváveis. A civilização material é como o vidro de uma lâmpada e a divina é a própria lâmpada. O vidro sem luz permanece escuro”, diz Abdu’l-Bahá, líder da Fé Bahá’í, falecido em 1921.

A guerra é um grande problema e, para mentes tocadas por conceitos e interesses ultrapassados, é difícil aceitar a solução onde apenas o bom senso, a inteligência e o amor fraternal sejam acionados despojadamente. Em 1911, ‘Abdu’l- Bahá já dizia o que as mentes relutam  em aceitar – “A terra não pertence a um só povo, mas sim a todos os povos. Não é o lar, e sim o túmulo do homem. É por seus túmulos que esses homens estão brigando. Nada há tão horrível neste mundo quanto o túmulo, a morada dos corpos decompostos dos homens.”

Se não agirmos e educarmos para a paz, desarmando as mentes com mentes desarmadas, adotando valores e conceitos condizentes com o estágio de desenvolvimento que atingimos, corremos o risco de continuarmos formando mentes doentias e voltadas ao conflito e ao ódio.

Segundo Bahá’u’lláh, fundador da Fé Baháí e Pai de ‘Abdu’l-Bahá, é preciso atentar para esse pequeno ensinamento: “Devotai-vos à promoção do bem-estar e da tranqüilidade dos filhos dos homens. Volvei vossas mentes e vontades à educação dos povos e raças da terra, para que talvez as dissenções que a dividem possam, através do poder do Maior Nome, ser apagada de sua face, e todos os seres humanos se tornarem os sustentáculos de uma só Ordem e os habitantes de uma mesma cidade. Iluminai e consagrai vossos corações; não os deixeis profanarem-se com os espinhos do ódio ou as sarças da malícia. Vós habitais em um só mundo e fostes criados mediante a operação de uma só vontade. Bem-aventurado quem se associa a todos os homens em espírito de perfeita bondade e amor.”

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