Defensores de direitos humanos no Irã recordam o sexto aniversário do aprisionamento dos líderes bahá’ís

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Defensores de direitos humanos no Irã recordam o sexto aniversário do aprisionamento dos líderes bahá’ís

GENEBRA, 15 de maio de 2014, (BWNS) – Numa demonstração de solidariedade sem precedentes, personalidades iranianas influentes, ativistas de direitos humanos, jornalistas e um proeminente líder religioso reuniram-se nesta semana em Teerã para recordar o sexto aniversário do aprisionamento dos sete líderes bahá’ís iranianos e expressar apoio por eles.

Notícias dessa reunião altamente significativa se espalharam rapidamente ontem via internet e através de redes sociais. O destaque da cobertura foi uma foto dos que se reuniram numa residência privada em torno de uma grande fotografia dos sete.

A reunião reflete um crescente movimento de iranianos dentro e for a do país que sustentam a crença de que “o Irã deve ser para todos”, rejeitam a perseguição aos bahá’ís do país e se opõem à postura do governo de oprimi-los, conforme observou a Casa Universal de Justiça, numa carta dirigida aos bahá’ís do Irã.

Foi publicado um relato detalhado da reunião no SahamNews, um web-site reformista iraniano. “Até o ano passado, não podia haver qualquer possibilidade de uma reunião como essa e nós não podíamos sequer falar sobre o sofrimento que temos em comum”, disse Nasrin Sotoudeh, proeminente advogada e defensora de direitos humanos que recentemente foi libertada da prisão de Evin. A Sra. Sotoudeh foi encarcerada com várias mulheres bahá’ís, incluindo Mahvash Sabet e Fariba Kamalabadi, duas mulheres entre os sete membros do grupo de líderes bahá’ís. “Mahvash e Fariba mantiveram seu ânimo com extraordinária perseverança e continuam com espantosa bravura”, prosseguiu ela. “Estamos aqui juntos porque a comunidade bahá’í foi oprimida e nossas mães e pais não deram atenção a esse assunto.”

“Conhecemos os bahá’ís por suas qualidades de honradez e retidão”, disse Nargess Mohammadi, proeminente ativista de direitos da mulher presente na reunião.

“Espero que algum dia nossa sociedade atinja o estágio em que os bahá’ís também possam trabalhar e estudar”, disse a Sra. Mohammadi, vice presidente do Centro dos Defensores de Direitos Humanos, que defendeu os sete no tribunal e foi fundado pela vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Shirin Ebadi.

Outros proeminentes ativistas e líderes presentes na reunião incluíam: Muhammad Maleki, o primeiro diretor da Universidade de Teerã após a Revolução Islâmica; Masumeh Dehghan, ativista e esposa de Abdolfatah Soltani, bem conhecido advogado que representou os sete e que atualmente se encontra na prisão; e Jila Baniyaghoob e Issa Saharkhiz, dois jornalistas proeminentes que também já estiveram na prisão.

SahamNews citou Sr. Maleki dizendo: “eu sei muito bem que os bahá’ís são proibidos de ir para a universidade. Todas as crenças devem ser respeitadas. Vamos honrar as crenças uns dos outros e deixar as discórdias de lado... Devemos trabalhar a partir de princípios comuns como liberdade.”

O Ayatollah Abdol-Hamid Masoumi-Tehrani, um clérigo muçulmano de alta posição que recentemente clamou por coexistência religiosa, também estava presente na reunião. “As perspectivas têm que mudar. E acho que agora é um momento oportuno para isso, disse Ayatollah Tehrani.

Muhammad Nourizad, ex-jornalista do jornal semioficial Kayhan, que recentemente esteve na prisão, também estava presente na reunião. “Antes de ir à prisão, eu estava oprimido pelo preconceito. Mas, depois que fui libertado, o peso esmagador do preconceito foi liberado e meu ponto de vista mudou”, afirmou.

Matéria original: "Human rights champions in Iran commemorate sixth anniversary of imprisonment of Baha'i leaders" 

 



 

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