CONIC se declara solidário aos bahá'ís presos no Irã

Noticias / CONIC se declara solidário aos bahá'ís presos no Irã

CONIC se declara solidário aos bahá'ís presos no Irã

Nesta tarde (13 de maio) o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), eviou uma carta declarando seu apoio aos líderes bahá'ís presos no Irã e ao aiatolá Tehrani, que, recentemente, presenteou a Comunidade Internacional Bahá'í com uma iluminura, em defesa do respeito à diversidade religiosa no mundo. 

O texto será lido durante o ato promovido pela Comunidade Bahá'í do Brasil amanhã, em frente ao Congresso Nacional, em defesa dos prisioneiros religiosos. O evento contará com a presença da Comunidade Bahá'í do Brasil, lideranças dos movimentos inter-religiosos e grupos ligados à defesa dos direitos humanos. Na ocasião, um banner de 10x15m produzido pelo artista plático bahá'í Siron Franco em defesa da liberdade religiosa será estendido no gramado. A concentração dos apoiadores começará às 7h e a programação terá início às 8h, quando será formado um círculo de mãos dadas em torno do banner. Convidados especiais se pronunciarão em defesa das lideranças bahá'ís e por todos aqueles que sofrem intolerância religiosa no Irã e em todo o mundo.

Dia 14 de maio marca o início do sexto ano desde que sete lideranças bahá'ís foram aprisionadas injustamente no Irã, com base exclusivamente em suas crenças religiosas e ações pelo desenvolvimento de sua comunidade nacional. Mahvash Sabet, Fariba Kamalabadi, Jamaloddin Khanjani, Afif Naeimi, Saeid Rezaie, Behrouz Tavakkoli e Vahid Tizfahm vêm sofrendo os horrores da prisão, tendo passado períodos prolongados em confinamento solitário, sem acesso à defesa, e em condições que são uma verdadeira afronta aos padrões do direito internacional de direitos humanos. Organismos internacionais como as Nações Unidas, a Anistia Internacional e a Human Rights Watch são alguns dos defensores desses inocentes, sentenciados a 20 anos de prisão, as penas mais longas entre as de todos os prisioneiros de consciência no Irã. O rigor dessas sentenças reflete a determinação do governo de oprimir completamente a Comunidade Bahá'í Iraniana, consistindo atualmente no exemplo mais grave de perseguição religiosas patrocinada por um governo em todo mundo.

Em diversos países estão sendo realizadas ações pela libertação imediata das lideranças bahá'ís e de todos os prisioneiros de consciência que se encontram nas prisões do Irã. No Brasil, o Congresso Nacional tem demonstrado sua preocupação acerca do caso por meio de dezenas de pronunciamentos proferidos em Plenário e em Comissões, ressaltando a importância de uma consciência global de defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa em todas as partes do mundo.

Segue abaixo o texto da carta na ítegra:

Um estribilho de uma música muito conhecida no movimento ecumênico brasileiro diz: “Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão. Se fecharem os poucos caminhos, mil trilhas nascerão”.

A atitude sensível de Ayattolah Tehrani de ofertar, em solidariedade, aos irmãos e irmãs Baha´is, uma Iluminura, ou seja, uma obra caligráfica composta por escritos do profeta fundador da Fé Baha´í, nos mostra que a construção da paz se faz cotidianamente colocando nossos dons a serviço. Esta atitude é uma trilha aberta em favor do diálogo entre religiões.

Através de seu testemunho, Ayattollah Tehrani nos chama a atenção para o que deveria ser a essência do convívio humano: abertura para o diálogo e o fortalecimento de pontes que possibilitem a convivência pacífica entre as diferentes expressões religiosas e culturais.

Como Conselho de Igrejas Ecumênico, acreditamos que é tarefa primordial das religiões fomentar e apoiar todas as formas de cooperação voltadas para a promoção do bem comum. Os exclusivismos religiosos, a incitação ao ódio e ao preconceito são expressões da ruptura da Aliança com Deus, por isso, precisam ser superados.

Mais do que um presente, esta Iluminura carrega em si uma exortação profética, a de que os ensinamentos dos textos e livros sagrados precisam estar a serviço da promoção do respeito e do reconhecimento de que o Espírito de Deus é livre, transcende os desejos e vontades humanas. Trata-se de uma atitude que nos convida a sermos profetas e profetizas em favor do diálogo. Enquanto seres humanos sofrem violência por causa de sua opção religiosa e são impedidos de praticar sua fé não podemos ficar calados.

Desejamos que o gesto de Ayattolah Tehrani desencadeie uma grande onda de atitudes em favor do respeito entre as religiões para que a paz entre os povos seja concreta.

CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS DO BRASIL

RSS

Para subscrever a nossa feed RSS de notícias clique aqui