Comunidade Bahá'í participa das celebrações do centenário de Abdias Nascimento

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Comunidade Bahá'í participa das celebrações do centenário de Abdias Nascimento

Centenas de pessoas participaram neste 14 de março dos eventos comemorativos do 100 aniversário de nascimento de Abdias Nascimento. A vida do ex-Senador, Deputado, artista e defensor dos direitos humanos foi celebrada com seminários em torno da história da população afro-brasileira, além de muita música e um comovente ato inter-religioso.

 

Os eventos foram realizados na área do Cais do Valongo, no Porto do Rio de Janeiro - local conhecido por ter recebido cerca de 500 mil negros, vindos principalmente da Angola e do Congo, na época da escravidão.

 

 “Temos um carinho muito grande pela figura de Abdias e também por sua querida esposa, Elisa Larkin, que gentilmente convidou a comunidade bahá’í a participar do momento inter-religioso em homenagem a este ícone da história brasileira”, declarou Iradj Roberto Eghrari, representante da Comunidade Bahá’í do Brasil. “Foi esse carinho e respeito que procurei enfatizar durante minha breve fala. Poder dedicar uma oração ao progresso da alma desse grande amigo foi uma enorme alegria”, emocionou-se.

 

Abdias Nascimento nasceu em família humilde, e passou a ser conhecido por sua luta contra o preconceito contra os negros no Brasil. Por causa desse envolvimento, participou de diversos movimentos ligados ao combate ao preconceito e a valorização da diversidade.

 

Durante sua trajetória como homem público, teve diversos momentos de luta ao lado de bahá’ís brasileiros. Essa relação começou nos anos que antecederam a Conferência Mundial contra o Racismo, que aconteceu no ano de 2001 em Durban, África do Sul. No ano seguinte a Comunidade Bahá’í teve a honra de conceder a Abdias o Prêmio Cidadania Mundial, cuja edição destacava indivíduos com papel de relevância nacional na promoção da igualdade racial. Os anos que se seguiram foram marcados por uma intensa batalha pela conscientização da população brasileira a mundial acerca dos males do racismo, xenofobia e intolerâncias correlatas. Abdias se manteve ativo até os últimos momentos, deixando para trás um legado de coragem e determinação. Faleceu em 23 de maio de 2011 aos 97 anos, e teve suas cinzas depositadas no local que ele próprio escolheu: na Serra da Barriga, no interior de Alagoas, onde foi erguido o Quilombo dos Palmares - um dos maiores símbolos da resistência negra no Brasil.

 

 

“É uma história de quase um século de dedicação integral à causa da igualdade”, destacou o representante bahá’í. “Fosse pela militância ou pelas artes, Abdias tinha o dom de despertar nas pessoas a consciência da necessidade de transformar o mundo ao seu redor.”

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