Comunidade Bahá’í do Irã enfrenta mais uma onda de prisões e fechamento de lojas

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Comunidade Bahá’í do Irã enfrenta mais uma onda de prisões e fechamento de lojas

Num ataque coordenado pelas autoridades iranianas à Comunidade Bahá’í no sábado (15 de novembro), quinze bahá’ís foram detidos em três cidades depois de suas casas serem atacadas e investigadas. As detenções ocorreram nas cidades de Teerã, Isfahan e Mashhad, os nomes confirmados são os seguintes:

Teerã: Sr. Sahba Farnoush, Sra. Negar Bagheri, Sra. Nava Monjazeb, Sr. Yavar Haghighat, Sr. Navid Aghdasi e Sra. Helia Moshtagh;

Isfahan: Sr.Keyvan Nik-Aien, Sra. Parvin Nik-Aien, Sra. Yeganeh Agahi, Sr. Matin Janamian e Sr. Arshia Rowhani;

Mashhad: Sra. Sanaz Eshaghi, Sra. Nika Pakzadan, Sra. Farzaneh Daneshgari e Sra. Nagmeh Zabihian.

Além disso, mais de cinco lojas foram fechadas pelas autoridades nas cidades de Ghaem Shahr, Kerman e Rafsanjan. Essas violações aconteceram um dia depois que a Comunidade Bahá’í comemorou dois dos mais importantes dias sagrados bahá’ís: os aniversários do Báb e de Bahá’u’lláh (13 e 14 de novembro).

No dia posterior aos ataques (20 de novembro) a ONU expressou “séria preocupação” com as contínuas violações de direitos humanos no Irã, afirmando que o crescente engajamento com a comunidade internacional em algumas frontes não significa que não há mais expectativa de que o Irã mantenha os padrões internacionais para seu povo.

“Em setembro, o presidente Hassan Rouhani disse à ONU que um ‘novo capítulo’ foi aberto este ano para seu país, mas a passagem dessa resolução hoje mostra que a comunidade internacional ainda espera ações no campo dos direitos humanos, e não meras palavras”, disse Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá’í junto às Nações Unidas, depois da votação na ONU.

Dugal destacou as prisões ocorridas no final de semana que antecedeu a votação, demonstrando a persistência da campanha do governo em repressão aos bahá’ís. “O fato lamentável é que as violações de direitos humanos no Irã continuam sem diminuição desde que o presidente Rouhani assumiu o poder há dois anos, conforme mostram as contínuas detenções e encerramento de lojas – e a seriedade desta resolução [das Nações Unidas]. A resolução cita uma ampla variedade de abusos, tais como a inexistência do devido processo legal, ampla discriminação às mulheres e perseguição de minorias, incluindo membros da Fé Bahá’í”, declarou Dugal.

A resolução foi aprovada pela Terceira Comissão da Assembleia Geral, que monitora questões de direitos humanos no mundo todo. A votação foi de 76 a 35 com 68 abstenções. Entre outras coisas, a resolução expressa “séria preocupação” sobre “as contínuas e severas limitações e restrições ao direito à liberdade de pensamento, consciência, religião ou crença”.

O texto aprovado pela ONU também conclama o governo do Irã a libertar as sete lideranças bahá’ís e “eliminar, na lei e na prática, todas as formas de discriminação, incluindo o fechamento de comércios e outras violações de direitos humanos contra pessoas pertencentes a minorias religiosas reconhecidas e não reconhecidas”.

A resolução detalha de maneira bastante específica todas as violações de direitos humanos que atualmente continuam no Irã, e expõe claramente como o Irã pode cumprir as suas obrigações sob a lei internacional. “Por exemplo, ela pede ao Irã total cooperação com o Relator Especial sobre direitos humanos no Irã, aceitando suas repetidas solicitações para visitar o país, e pede ao Irã que siga as recomendações feitas na Revisão Periódica Universal no ano passado”, disse a Sra. Dugal. 

A resolução foi proposta pelo Canadá, tendo outros 42 países como cossignatários. Ela foi aprovada logo depois da divulgação dos relatórios sobre direitos humanos no Irã de Ahmad Shaheed, o Relator Especial sobre direitos humanos no Irã, e do Secretário Geral Ban Ki-moon, ambos os quais expressaram preocupação pelas contínuas violações do Irã da lei internacional de direitos humanos.

Notícia original: "Baha'is face new wave of arrests in Iran" / "UN condemns Iran for continuing human rights violations"

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