Brasília recebe a I Conferência Nacional de Instituições Regionais

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Brasília recebe a I Conferência Nacional de Instituições Regionais

Leia essa e outras notícias no Bahá'í Brasil - edição 39

Nos dias 6 e 7 de dezembro Brasília recebeu a I Conferência Nacional de Instituições Regionais Bahá’ís. O evento aconteceu a convite da Assembleia Espiritual Nacional e dos Conselheiros Continentais residentes no Brasil. 

As atividades reuniram cerca de 120 pessoas, entre elas os membros dos Conselhos Regionais, recém-nomeados em 26 de novembro, e também contou com a presença dos membros dos Corpos Consultivos do Instituto de cada região, membros do Corpo Auxiliar, Coordenadores Regionais do Instituto, membros da Assembleia Espiritual Nacional e os Conselheiros Continentais Ingrid Conter e Pejman Samoori, além da participação de Jorge Blandón (pessoa recurso designado pela Casa Universal de Justiça para apoiar os processos de fortalecimento dos Conselhos Regionais no Brasil).

Ao longo dos anos, a Casa Universal de Justiça tem colocado, diante do mundo bahá’í, uma série de planos globais com o propósito de orientar os indivíduos, a comunidade e as instituições bahá’ís no avanço sustentável e sistematizado do processo de entrada em tropas.

Em países com extensão territorial grande, existe um esquema de atuação descentralizada das Assembleias Espirituais Nacionais por meio de seus Conselhos Regionais. No caso do Brasil, existem seis conselhos, que são nomeados após um processo de eleição sugestiva. Os Conselhos, diferentes de comitês nacionais, estão vinculados à Assembleia Nacional, mas também recebem guia e orientação dos Conselheiros Continentai.

Na ausência de um clero, faz-se necessário que os três participantes do plano (indivíduos, instituições e comunidade) trabalhem juntos pela multiplicação das atividades centrais, a saber: reuniões a nível dos lares de bahá’ís e seus amigos “que fortalecem o caráter devocional da comunidade”; “aulas que nutrem os tenros corações e mentes das crianças”; “grupos que canalizam as ondas de energia dos pré-jovens”; ou “círculos de estudos, abertos a todos, que permitem pessoas de vários antecedentes avançar em pé de igualdade e explorar a aplicação dos ensinamentos em suas vidas individuais e coletivas”. É partir de tais atividades, que a Casa designa de “atos de serviço cruciais para a perpetuação do próprio sistema”, que muitas vezes surgem outras atividades.

A Assembleia Nacional vê a estrutura administrativa bahá’í como um instrumento, um meio e não um fim. O fim seria a criação de “um ambiente conducente à capacitação espiritual” que, como nos traz a mensagem de Ridván de 2010, faz com que indivíduos se vejam “como agentes ativos de seu próprio aprendizado, como protagonistas de um esforço constante para aplicar conhecimento a fim de realizar transformação individual e coletiva”.

O principal propósito dessa Conferência foi alinhar uma visão renovada e um entendimento mais profundo dos processos de construção de comunidade, de modo a que possam melhor estabelecer seus planos específicos de concretizar as metas pendentes do atual Plano de Cinco Anos. 

Aproveitando sua primeira reunião ordinária nesta ocasião, todos os Conselhos Regionais elegeram também seus respectivos oficiais. Os Conselhos compreendem seu papel e suas tarefas, e com o aprendizado dos anos, ao lerem sua realidade, podem nomear e apoiar Comitês de Ensino de Área (CEAs), que permitem que comunidades preparadas avancem para o próximo marco de desenvolvimento.

Neste último ano do atual Plano de Cinco Anos, a Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Brasil estima que se alcancem uma série de metas. Por isso, essa reunião serviu também para a criação de uma unidade de visão de longo prazo, no sentido de fortalecer as estruturas regionais.

AConferência serviu também para que os Conselhos Regionais de todo o Brasil, com as demais instituições com as quais trabalham “ombro a ombro”, possam melhor efetivar as suas atividades em ciclos de ação, reflexão, estudo e consulta — um estudo que implica recorrer constantemente aos escritos da Fé assim como análises de padrões de desenvolvimento. 

Era evidente o clima de amor, amizade e espiritualidade entre os amigos presentes, que se inspiraram das consultas e estudos. A Conferência instigou nesses amigos uma consciência renovada da visão, empoderando as instituições para que estejam mais confiantes na realização das tarefas. Após uma avaliação da Assembleia Nacional, será decidido se a experiência será ou não repetida em anos futuros.


É importante recordar que, no atual ciclo de planos, há dois processos que ocorrem simultaneamente. O primeiro, é aquele no qual os amigos percorrem ao longo dos cursos de capacitação do instituto, gerando capacidade para o serviço. A Casa de Justiça nos recorda no Ridván de 2010 que:

(…) os hábitos que os amigos estão formando nos círculos de estudo para trabalhar com pensamentos completos e complexos e para alcançar o entendimento serão estendidos às várias esferas de atividade.

Com a capacitação surge o desejo de servir, e o desejo de servir abre novas oportunidades que demandam mais recursos humanos capacitados. Paralelamente a essa movimentação, ocorre o segundo movimento: o avanço de agrupamentos de um estágio a outro. Espera-se que, no mundo inteiro, 5 mil agrupamentos atinjam a meta de estar no primeiro marco, e o Brasil envida esforços para contribuir com 180 agrupamentos.

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