Bahá'ís comemoram o Dia do Imigrante

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Bahá'ís comemoram o Dia do Imigrante

Existem algumas controvérsias quanto à data em que se comemora o Dia do Imigrante. Numa rápida pesquisa na internet, o leitor encontrará 21 de junho, 25 de junho e, ainda, em 1º de dezembro como dias da festividade.

O Dia do Imigrante é comemorado desde 1957, quando o então governador de São Paulo, Jânio Quadros, determinou, por meio do Decreto Nº 30.128, o dia 1º de dezembro, que naquele ano, coincidia com o primeiro domingo do advento. “Artigo 1.º - Fica instituído o 'Dia do Imigrante', a ser comemorado pelo Departamento de Imigração e Colonização, da Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, anualmente, no lº Domingo do Advento”, afirma o decreto. O Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro período do Ano litúrgico católico. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.

No entanto, o dia 25 de junho tornou-se a data oficial por coincidir com o encerramento das atividades da Semana da Imigração Japonesa, que começa no dia 18 do mesmo mês.

De maneira geral, imigrante é aquela pessoa que mora num país diferente daquele em que nasceu. No Brasil, a imigração aconteceu ao longo dos 500 anos por vários motivos, entre guerras, incentivos comerciais ou fuga de algum tipo de perseguição. É o caso de muitos bahá'ís iranianos que vieram para o Brasil, principalmente a partir da segunda metade do século 20.

Said Akhavan é um deles. Ele saiu do Irã com a família em 1975, fugindo da intensa perseguição que antecedia a Revolução. "Faltavam quatro anos para a Revolução Islâmica e a situação no Irã já estava complicada para os bahá'ís. Eu já era casado e tinha dois filhos. Saí do país mais por causa deles", afirma Said, que, aqui no Brasil, é mais conhecido como Sr. Akhavan. A família foi primeiro para o Canadá, onde ficaram até 1988, quando vieram para o Brasil. Na ocasião, Akhavan foi participar de um projeto junto ao Governo Federal em Manaus. "Na época, todos os iranianos que viessem para o Brasil ganhavam status de imigrante imediatamente. Duas semanas depois de chegar eu e minha família tínhamos status de imigrante", conta Akhavan, que também ainda afirma que foi muito bem recebido no Brasil, que considera sua casa. Atualmente Akhavan mora em Brasília, onde atua como colaborador na coordenação diplomática da Sede Nacional Bahá'í, desenvolvento ações junto às embaixadas para fortalecer os vínculos de amizade com representantes de outros países. Para ele o Dia do Imigrante é uma data é muito importante e serve para lembrar do país de origem e da perseguição que muitos bahá'ís sofrem até os dias de hoje.

A perseguição aos bahá'ís no Irã se baseia em uma política de Estado e que vem sendo implementada desde o início da Fé Bahá'í, mas que foi intensificada com a Revolução Islâmica em 1979, quando houve uma oficialização, quando foram definidas as linhas de ação para a supressão da Comunidade Bahá'í Iraniana. Essa estratégia passa pela negação do acesso à educação, do sufocamento econômico, cultural e social, para fazer com que a Fé Bahá'í se tornasse inviável dentro do e fora do Irã. Por isso, ainda hoje os bahá'ís se espalham pelo mundo, levando consigo valores como a unidade humana onde quer que estejam.

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