Quatro bahá’ís são libertados no Irã

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Quatro bahá’ís são libertados no Irã

Quatro bahá’ís que permaneciam presos há quatro anos por envolvimento com o Instituto Bahá’í de Educação Superior (BIHE) no Irã, foram soltos após cumprir suas sentenças. Porém, a preocupação com os outros presos continua.

Ramin Zibaie, Farhad Sedghi, Noushin Khadem e Mahmoud Badavam foram detidos no dia 21 de maio de 2011, num ataque coordenado quando 17 bahá’ís de diversas cidades do Irã foram detidos por causa de seu envolvimento com o BIHE, uma iniciativa informal para prover estudos de nível universitário para jovens privados do direito de educação superior no país.

De acordo com Bani Dugal, a principal representante da Comunidade Internacional Bahá’í nas Nações Unidas: “A Comunidade está contente com a libertação desses prisioneiros”. Entretando, Dugal ressaltou o fato de que eles continuam preocupados com as sete lideranças bahá’ís que permanecem presas.

Logo após a Revolução Islâmica do Irã, estudantes bahá’ís foram expulsos da universidades do país, professores e palestrantes demitidos das suas posições. Depois de anos de tentativas para reverter as decisões do governo em uma forma de satisfazer as necessidades dos estudantes da comunidade, professores se uniram em um trabalho voluntário para ajuda-los em sua jornada acadêmica. Mas até mesmo essa iniciativa é considerada ilegal pelo governo do Irã. “A persistência nesses atos desumanizantes só serve para expor a determinação irracional das autoridades para impedir o progresso social e econômico dos bahá’ís.”, afirma Dugal.

Os bahá’ís detidos em maio de 2011 foram julgados entre setembro e outubro do mesmo ano. Badavam, Zibaie, Khadem e Sedghi foram levados ao tribunal em dias diferentes e informados de seus vereditos enquanto estavam algemados. Também não foram oferecidos aos presos e seus advogados uma cópia escrita dos vereditos, mas, de acordo com pessoas que testemunharam o julgamento, os bahá’ís foram acusados de “serem membros da desencaminhada seita bahá’í com vistas a atos contra a segurança do país” e de “colaboração com o Instituto Bahá'í de Educação Superior”.

Para a Comunidade Internacional Bahá’í essas acusações foram vagas e sem qualquer fundamento. Eles questionam o que seria ilegal para o governo daquele país, já que os membros estavam tentando passar seus conhecimentos para os jovens estudantes, privados de seus estudos. “Afinal de contas, o que é ilegal? Uma política governamental que exclui seus cidadãos da educação superior com base em suas afiliações religiosas, ou os esforços de uma comunidade de educar seus próprios jovens?”, completou Dugal.

Notícia original: Four released while seven remain in prison 

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