Relator Especial da ONU parabeniza documentário sobre a negativa de acesso à educação aos bahá’ís no Irã

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Relator Especial da ONU parabeniza documentário sobre a negativa de acesso à educação aos bahá’ís no Irã

O Relator Especial da ONU sobre direitos humanos no Irã, Ahmed Shaheed, elogiou o filme “Educação Não É Crime” ("To Light a Candle", em inglês), que retrata alguns aspectos da perseguição aos bahá’ís no Irã. Para ele o documentário de Maziar Bahari é uma iniciativa importante para tornar pública a situação enfrentada pelos jovens bahá’ís que são impedidos do acesso à educação superior no Irã.

O filme foi exibido durante um evento paralelo à 28ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que aconteceu na última semana em Genebra. O Relator fez referência ao filme e declarou que "é importante utilizar um meio acessível como um filme documentário para passar mensagens sobre direitos ". Depois, dirigindo-se à plateia Shaheed, completou: "Considero os bahá’ís como a minoria mais perseguida no Irã".

O relator demonstrou bastante preocupação com o cenário atual de direitos humanos no Irã, principalmente contra os bahá'ís. "Estou bastante perturbado pela existência do que parece ser uma política sistemática de discriminação contra os bahá’ís, inclusive no setor da educação”. Além disso, Shaheed lamentou que a política, bastante explícita, chega ao ponto de expulsar os bahá’ís das universidades, caso suas crenças religiosas se tornem conhecidas.

Também estava presente no evento o diretor do filme, Maziar Bahari, um jornalista e cineasta irano-canadense que esteve preso no Irã em 2009. "Não sou bahá’í, mas me preocupo profundamente com a situação dos bahá’ís no Irã e dos direitos humanos em geral no país. Ao longo dos últimos 35 anos, sempre que vemos que a situação no Irã se torna mais repressiva, observamos que as primeiras vítimas são os bahá’ís. Como o Dr. Shaheed bem colocou, os bahá’ís são a minoria mais perseguida no Irã, e como tal são como um barômetro daquilo que acontece no Irã", declarou Bahari.

A exibição do filme foi promovida pela Comunidade Internacional Bahá’í e pela Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH). Representantes de diversos países, ONGs, ativistas de direitos humanos e outros grupos que participam das sessões do Conselho de Direitos Humanos da ONU compareceram ao evento.

"Educação Não É Crime" destaca a resposta pacífica e construtiva dos bahá’ís à persistente negativa de acesso às universidades imposta aos jovens. Essa ação é somente uma das dimensões de uma campanha abrangente patrocinada pelo governo para perseguir os bahá’ís naquele país. Atualmente o filme está sendo exibido em diversos países, inclusive no Brasil.

Leia a matéria original (em inglês)

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