CCIR realiza ato em defesa da liberdade religiosa e de expressão

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CCIR realiza ato em defesa da liberdade religiosa e de expressão

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), em parceria com a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) e outras entidades, realizará no próximo dia 21 de janeiro (quarta-feira), a partir das 17h, na sede da ABI, o ato pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O tema desse ano será “Liberdade Religiosa e Liberdade de Expressão em Solidariedade às Vítimas de  Intolerância no Brasil e na França”. O evento contará com a presença de pesquisadores, jornalistas e religiosos, viabilizará conversa sobre esse tipo de discriminação também no Brasil.

A entidade organizadora optou pela realização de uma discussão que possa expressar a importância das liberdades de cultos, de imprensa e expressão. “Esse tipo de sentimento raivoso não constrói, a exemplo do que tem ocorrido na França. Convivemos com islâmicos na Comissão, e o que pregam não tem nada a ver com ódio, morte e intolerância. Toda pessoa que sabe a importância de sua fé respeita a do outro. Com certeza, atos terroristas não vêm de fiéis do Islamismo, e a liberdade de imprensa é essencial para o melhor desenvolvimento de todas as sociedades”, afirma Ivanir dos Santos, interlocutor da CCIR.

O 21 de janeiro

Instituído como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a data remete ao falecimento de Gildásia dos Santos e Santos, fundadora do Ilê Axé Abassá de Ogum, terreiro de Candomblé localizado nas imediações da Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã, Salvador (BA). A mãe de santo foi vítima de AVC em 21 de janeiro de 2000, após ter seu rosto estampado na capa de publicação da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) com a manchete “macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”.

“O trabalho da CCIR é pela liberdade para todos, sem demonizações de religiões e respeito também pelos que não têm fé. Somos todos cidadãos e vivemos em um estado laico. É justamente com discursos fundamentalistas como os que vitimaram Mãe Gilda que fanáticos se acham no direito de agir em nome de Deus, como na sede do jornal Charlie Hebdo. Por isso, dia 21, vamos chamar atenção da sociedade para o fato de que é preciso estarmos atentos ao respeito aos diferentes credos, incluindo ateus e agnósticos”, acrescenta Ivanir.

Serviço

“Liberdade Religiosa e Liberdade de Expressão em Solidariedade às Vítimas de Intolerância no Brasil e na França”

Quando: 21 de janeiro de 2015

Horário: 17h

Local: ABI – Auditório 9º andar

Endereço: Rua Araújo Porto Alegre, 71 – Centro – Rio de Janeiro.

Contato: Luis Antônio: 9-7634-2158 ou 9-8160-5688 / Claudia – 2232-7077

Mais informações: www.ccir.org

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