Governo do Irã interdita comércio nas principais cidades do país

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Governo do Irã interdita comércio nas principais cidades do país

Na manhã do dia 25 de outubro representantes do governo iraniano interditaram, sem nenhuma justificativa, 79 estabelecimentos comerciais de proprietários bahá'ís nas cidades de Kerman, Rafsanjan e Jiroft. O ataque faz parte das ações perpetradas pelo governo do Irã contra a Comunidade Bahá'í, minoria religiosa alvo de violência por parte dos radicais islâmicos, e é mais uma clara afronta aos direitos humanos e civis da população.

A ação foi executada no momento em que o histórico de direitos humanos do Irã passa pelo crivo do mecanismo de Revisão Periódica Universal das Nações Unidas (RPU), ferramenta do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) que avalia cada um dos 193 Estados-membros da ONU a cada quatro anos. Essa revisão visa avaliar o cumprimento das obrigações e compromissos internacionais assumidos pelos Estados em matéria de direitos humanos.

As autoridades iranianas também aproveitaram a ausência dos comerciantes que estavam de recesso devido à observância de uma data sagrada bahá’í, para proceder com a interdição ilegal. Avisos foram colados nas fachadas das lojas informando que os proprietários teriam violado as normas de administração de negócios e as práticas comerciais. "Essa unidade comercial foi interditada devido à violação de normas/leis comerciais. O proprietário desta unidade comercial deve se apresentar à polícia"(foto).

Os membros da comunidade bahá’í estão realizando todos os esforços para obter justiça pelos meios legais que têm a seu dispor, apesar de estar claro que essas ações são conduzidas pelo Estado iraniano.

O representante da Comunidade Bahá’í do Brasil, Iradj Roberto Eghrari, considera “lamentável” o ocorrido. “Representantes de um Estado que alega que sua Constituição e leis se baseiam nos ensinamentos e princípios islâmicos deveriam considerar o impacto de suas ambiguidades sobre as gerações mais jovens e sobre o futuro de seu país. Os bahá’ís do Irã buscam unicamente contribuir com o avanço de sua nação como cidadãos leais e cumpridores da lei. A pressão internacional é essencial para que esta e todas as demais formas de discriminação contra os bahá’ís do Irã possam chegar a um fim. O Brasil, como importante parceiro do Irã, deve assumir uma postura forte diante desse ato de perseguição”, afirma Eghrari.


Para ler a notícia original (em inglês), ver imagens e ter acesso a links, acesse: www.news.bahai.org/story/1027

 

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