Álcool e Outras Drogas

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O consumo de bebidas alcoólicas é um dos maio­res vícios sociais na atualidade em todo o mundo. Assim como outras drogas, o álcool interfere nas mentes das pessoas e faz com que percam a faculdade de pensar claramente, levando-as a cometerem atos dos quais se arrependerão. 

De uma maneira geral, o uso de drogas é uma das causas mais comuns da violência, da ruína da saúde e da vida familiar, impedindo o ser humano de desenvolver seu potencial de grandes realizações pessoais e para o bem da sociedade. Bahá'u'lláh escreveu:

"Ó Filho do Espírito! Eu te criei rico; por que te empobreces? Nobre te fiz; com o que te rebaixas? Da essência da sabedoria, Eu te concedi a existência; por que buscas iluminação de outro, senão de Mim? Da argila do amor, te moldei; como é que te ocupas com outro? Volta teus olhos a ti mesmo, a fim de que, dentro de ti, Me possas encontrar, forte, poderoso, O que subsiste por Si próprio."

Orações para a Libertação de Vícios

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De acordo com os ensinamentos bahá'ís, o alto padrão de conduta pessoal que cada indivíduo deve buscar para si exige a abstenção total de bebidas alcoólicas, do ópio e de outras drogas formadoras de vício.

"O intelecto e a faculdade de compreensão são dons de Deus pelos quais o homem é diferenciado de outros animais", escreveu 'Abdu'l-Bahá. "Desejará um homem sábio perder esta Luz na escuridão da embriaguez? Não, por Deus! Isto não o satisfará! Preferivelmente fará aquilo que desenvolverá seus poderes de inteligência e compreensão e não o que aumentará sua negligência, desatenção e decadência. Este é um texto explícito no livro Perspícuo, Onde Deus tem revelado toda virtude apreciável e exposto todo ato repreensível. 

Com relação ao fato de o consumo de bebidas alcoólicas ser expressamente proibido no Kitáb-i-Aqdas'Abdu'l-Bahá explicou:

"A razão para esta proibição é que o álcool desencaminha a mente e causa o enfraquecimento do corpo... Em resumo, espero que possas vir a ter inebriar com o vinho do amor de Deus, encontrar êxtase eterno e receber alegria e felicidade inexaustíveis. Todo vinho tem como efeito secundário a depressão, exceto o vinho do Amor de Deus. 

Não existe, segundo as leis bahá'ís, a proibição do uso do tabaco. Cada bahá'í deve ser livre para tomar a sua própria decisão com relação a este tema. Shoghi Effendi esclarece, contudo, que apesar de "fumar não envolver um problema moral e não ser proibido, por razões de saúde e de asseio é vigorosamente desestimulado." 

Ao optar por cultivar ou não o hábito do fumo, os membros da comunidade são instados pela Casa Universal de Justiça a considerar, além de sua própria saúde, o bem-estar das pessoas que os cercam: 

A importância do apoio médico

Casa Universal de Justiça encoraja as pessoas que desejam se livrar de vícios relacionados ao uso de álcool e outras drogas que, "além de orar e de suplicar", consultem atendimento médico qualificado para auxiliá-las nesse processo.

"O uso do fumo, assim como outros costumes pessoais, deveria subordinar-se às ponderações de cortesia. O bahá'í em sua vida diária, quer seja ele fumante ou não, deveria sempre ser consciente dos direitos daqueles que estão à sua volta e evitar fazer qualquer coisa que fosse ofensivo a outros.

Acerca do uso do tabaco e do ópio, 'Abdu'l-Bahá afirmou:

"Em verdade, são evidentes o prejuízo e o desperdício deste infrutífero ato de fumar. Prejudica o corpo, enfraquece os nervos e impede o cérebro de nutrir pensamentos nobres. Desperdiça-se o próprio tempo e esbanja-se os próprios recursos. Nem mata a sede nem sacia a fome. Alguém dotado de inteligência certamente abandonará este hábito prejudicial e irá ao encalço daquilo que promova sua saúde e seu bem-estar."

A Casa Universal de Justiça orienta que os bahá’ís "não devem usar agentes alucinógenos, incluindo LSD, peiote e substâncias similares, exceto quando prescrito como tratamento médico. Tampouco devem se envolver em experiências com tais substâncias."

"No que diz respeito às assim chamadas virtudes “espirituais” dos alucinógenos,... a estimulação espiritual deve vir do ato de volvermos nosso coração para Bahá’u’lláh, e não através de meios físicos como drogas e agentes químicos. Da descrição dada em sua carta parece que agentes alucinógenos são uma forma de tóxico. Desde que se exige dos amigos, inclusive da juventude, a estrita abstenção de todas as formas de tóxicos e, além disso, espera-se deles que conscienciosamente obedeçam à lei civil de seu país, é obvio que devem se abster de usar estas drogas."

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"O raciocínio mostra que o uso do ópio é uma espécie de demência, e a experiência atesta que quem o usa é completamente excluído do reino humano. (...)  Pois o ópio prende-se à alma, tanto que morre a consciência de quem o usa, apaga-se sua mente, e suas percepções são destruídas. Transforma em mortos os vivos. Extingue o calor natural. Não se pode conceber maior dano do que aquele que o ópio inflige. Felizes os que nunca lhe mencionam o nome – considerai, pois, como é infeliz quem o usa."

- ‘Abdu’l-Bahá

"Quanto ao haxixe, (...) este é o pior de todos os tóxicos e sua proibição foi explicitamente revelada. Seu uso causa a desintegração do pensamento e o completo torpor da alma. Como poderia alguém procurar esta fruta da árvore infernal, e partilhando dela, ser levado a exemplificar as qualidades de um monstro? Como poderia alguém usar esta droga proibida, e assim privar-se das bênçãos do Todo-Misericordioso? (...) este iníquo haxixe extingue a mente, congela o espírito, petrifica a alma, destrói o corpo e deixa o homem frustrado e perdido." 

- ‘Abdu’l-Bahá