UM TRIBUTO À MEMÓRIA DE
AMATU'L-BAHÁ
RÚHÍYYIH KHANUM


 

Perguntas e Respostas - II


A seguinte sessão de perguntas e respostas foi realizada com Amatu'l-Bahá Rúhíyyih Khanum, em  17 de agosto de 1996, no Instituto Politécnico Rural Djalal Eghrari, em Iranduba, interior da Amazônia.

             Pergunta: Como andam as construções do Arco?
             Resposta: Progredindo maravilhosamente. Essas construções que estão sendo levantadas nas encostas do Monte Carmelo, tem recebido visitas de muitos dignatários de Israel e de outras partes nesta Montanha do Carmelo. Carmel significa “a montanha do Senhor”. E milhares de milhares de turistas e pessoas mesmo que vivem lá em Israel estão vindo e visitando o Santuário que está na encosta do Monte Carmelo. E sempre que falarem sobre a Terra Santa não se esqueçam de mencionar que o governo de Israel, aquela parte que é a Terra Santa que hoje é parte de Israel, que o governo de Israel tem um relacionamento muito, muito amigável com a Fé Bahá’í. Estão nos ajudando de todas as formas possíveis. Bom! Como vocês sabem nós não aceitamos dinheiro para coisas bahá’ís de não-bahá’ís, só os bahá’ís podem contribuir para aquelas coisas que são específicamente bahá’ís. Mas afora da questão de dinheiro ninguém poderia ser de maior ajuda que o governo de Israel.

             Pergunta: Por favor, pode nos falar a respeito de felicidade. Como podemos nos tornar felizes?
             Resposta: Esses é um dos grandes mistérios de Deus. Muitas vezes a felicidade tem sua origem na infelicidade. Vocês sabem que o Brasil é um país maravilhoso com muitas pedras preciosas maravilhosas, e eu estão muito interessada, eu sou uma pessoa muito interessada em geologia e em pedra preciosa. E se vocês tivessem, alguma vez, visto um diamante, antes que se tornasse um diamante, a pedra,  o brilhante....  (...) Vocês pegam esse diamante bruto e dão a um joalheiro, que o corta, lapida esta pedra e a transforma em um brilhante e o brilhante é a pedra preciosa de maior valor do mundo. E se o diamante pudesse falar, e quando ele vai na mão desse joalheiro ele que pega e vai lapidá-lo, cortá-lo, lixá-lo, eu não sei bem o que que faz por lá, ele provavelmente, se ele pudesse falar e dizer: “ei, espera aí, você está me machucando, o que que você está fazendo?”. Sabem,  por exemplo, a gente está viajando e encontra outras pessoas e de repente uma doença é transmitida, que culpa temos nós? (...) O fato de estarmos vivos ou correr o risco de pegar determinadas coisas que acontecem conosco... Bom! Acontece, isso é resultado de estarmos vivos, mas isso é como polir o diamante, isso são coisas que pelas quais nós  passamos para que nós possamos tornar e transformar em brilhante. Bahá’u’lláh escreveu sobre tudo e escreveu também essas palavras: “Minha calamidade é tua providência.” Quem se lembra do resto para me ajudar. “Sua aparência vingança e fogo...” Necessitamos ter polimento como esse diamante bruto para que então possamos nos transformar em brilhantes. Porque se torna tão difícil para todas as pessoas acreditar na Fé Bahá’í, já que tudo prova sua veracidade? Acredito que esse seja um assunto sobre o qual nós poderíamos falar durante uma hora e provavelmente não chegaríamos a nenhuma conclusão! Algumas pessoas não estão interessadas, portanto como você pode falar com elas a respeito. Algumas pessoas têm preconceito e então não querem ouvir falar a repeito. Em algumas vezes nós somos tolos e não apresentamos a Fé Bahá’í de forma a atrair as outras pessoas. E sempre devemos nos valer do poder da oração e se temos parentes, filhos, e se nós acreditamos que para a felicidade deles seria bom que eles demonstrassem interesse de se tornar bahá’í, podemos nos agarrar no poder da oração. (...)

             Pergunta: Como os jovens bahá’ís devem se comportar com outros jovens não-bahá’ís?
             Resposta: Uma vez eu fui um jovem bahá’í que convivia com outras pessoas que não eram bahá’ís. A questão é que eu tinha padrões mais elevados de comportamento e ideais mais elevados. Eu tinha que viver de acordo com esses ideais. Não é fácil, eu sei.

             Pergunta: Por favor, gostaria que fizesse uma mensagem para nós. (pergunta feito pelo índio Jovanildo)
             Resposta: Eu só tenho uma mensagem para dar: “Ide e vão ensinar, ensinem a seu próprio povo e os alistem de baixo da bandeira do exército de Bahá’u’lláh. Porque nem nunca jamais houve nenhuma promessa mais explícita, mais clara, de maior valor do que a promessa que está nos ensinamentos bahá’ís em relação ao povo indígena. Eu não sei, mas se vocês forem por estas florestas, e encontrar um homem lá no meio da floresta e lhes perguntarem o que que ele crê que é o futuro do povo indígena talvez ele responda que “se eu puder viver de acordo com os padrões do homem branco, de acordo com o homem branco civilizado, eu possa dizer que é bom ou então eu tenha um futuro melhor.” Mas isso está totalmente baseado em valores externos, em valores materiais. Mas agora permitam que eu volte àquilo que eu falei no início. Se esses povos indígenas forem iluminados, se esses povos indígenas abraçarem essa Causa, eles iluminarão a todo o mundo. E vocês têm uma flor que é um botão, não podem muito bem julgar como é a aparência da flor quando ela abre todas as suas pétalas. Vocês poderão talvez dizer que essas são palavras muito bonitas, mas nós bahá’ís acreditamos que não são só palavras bonitas. Que é uma  promessa, uma profecia de Bahá’u’lláh através de seu filho ‘Abdu’l-Bahá e nós cremos plenamente que esta flor se abrirá e mostrará a sua grande beleza ao mundo.

             Pergunta: Como o Guardião se referiu a Amazônia, já que hoje o mundo a ela se refere como “pulmão do mundo”?
             Resposta: Bom! esse é um assuntos que nós teríamos que então nos volver para exatamente o que diz nas escrituras, nas cartas do Guardião. Eu não tenho essas cartas comigo agora, então eu não poderia fazer a citação exata disso, mas vocês podem conseguir essas citações dos Conselheiros, dos membros do Corpo Auxiliar, da Assembléia Nacional e então olhar exatamente o que foi dito.

             Pergunta: Qual seria o caminho no futuro dos indígenas da Amazônia?
             Resposta: Ensinai aos povos nas florestas. Temos as Nações Unidas, temos muitas organizações internacionais, mundiais, mas creio que realmente em relacão a Paz Menor, tem a ver, não é que o mundo todo venha a se tornar bahá’í, mas tem a ver realmente com o esforço para espalhar a mensagem de Bahá’u’lláh por todas as partes.  Amigos isso têm sido uma ocasião muito especial, muito feliz para todos, para mim e para a Srª Nakhjavani e quando nós retornarmos ao Centro Mundial nós relataremos isto para o Centro Mundial, para a Casa Universal de Justiça e para todos os amigos ali. Essa ocasião realmente foi muito memorável e nós contaremos a respeito do desenvolvimento da Fé nessa parte do mundo. Muito obrigado.