UM TRIBUTO À MEMÓRIA DE
AMATU'L-BAHÁ
RÚHÍYYIH KHANUM

 

 

Perguntas e Respostas - I


A seguinte sessão de perguntas e respostas foi realizada com Amatu'l-Bahá Rúhíyyih Khanum, em  10 de agosto de 1996, no Auditório do Hotel da Bahia, em Salvador, durante a II Conferência Nacional Bahá'í de Integração.

             Pergunta: O Guardião fez alguma referência sobre o futuro da nação judaica, os judeus?
             Resposta: Não existe algo que nós possamos chamar uma nação judaica. Existe o povo judeu, que é um povo muito antigo e, na minha opinião, um povo muito dotado, com muita capacidade e temos o Estado judeu, que fica na Pales- tina, no estado de Israel, que não é composto só por judeus mas, também, possui outras minorias étnicas, como por exemplo, árabe, que também são conside- rados membros,   cidadãos desse Estado. Nós tivemos 27 Mãos da Causa, nomeados pelo Guardião. E três dentre os 27 eram judeus. (...) E todos eles como Mãos da Causa, eram responsáveis e bahá’ís muitos dedicados. Como vocês sabem, as Mãos da Causa, nós mantivemos a Fé Baha’í unida, quando o Guardião faleceu de enfarte, em Londres. E nós tivemos também muitos trabalhos realizados por bahá’ís de origem judaica, trabalhos de pioneirismo, de ensino, grandes trabalhos. É lógico, que eles são um grupo minoritário dentro da Fé Bahá’í, comparado com bahá’ís de origem mulçumana ou de origem cristã.

             Pergunta: Se a querida Mão da Causa, Amatu’l-Bahá, poderia nos dizer alguma coisa a respeito de Shoghi Effendi, o nosso Guardião?
             Resposta: Queridos amigos, eu escrevi um livro inteiro a respeito da vida do Guardião, com a biografia do Guardião, que está traduzido já também em espanhol, mas não tenho muito tempo agora a essa altura de entrar em muitos detalhes a respeito da vida do Guardião. O Guardião é o responsável por esta conferência que está acontecendo agora, porque foi ele quem trouxe o mundo bahá’í até onde estamos agora.

             Pergunta:  Como impressionar um bom número de professores e alunos de escolas de periferia dessa cidade a participar dos ensinamentos bahá’ís?
             Resposta: Nós podemos fazer uma imagem, uma comparação do ensino da Fé, é muito semelhante ao trabalho de um médico, de um doutor. O que faz um doutor? Ele, primeiro, observa o paciente, identifica quais os sintomas do paciente, quais são as dores, quais são as reclamações, o que é que tem que não vai muito bem. Então, ele oferece a ele o tratamento e o remédio. Eu tive uma experiência que me ensinou muito a respeito da Fé Bahá’í, da ordem administrativa e a respeito do ensino. Em síntese, um jovem bahá’í veio para a Terra Santa, ele era membro do Comitê de Juventude das Ilhas Britânicas. Ele havia tomado conhecimento da Fé na Austrália, ele era um ateu e entrou na Fé Bahá’í porque ninguém perguntou a ele se ele acreditava em Deus, perguntaram se ele aceitava a ordem administrativa, os ensinamentos, e ele disse que sim. Então eu perguntei a ele “mas, e agora? Agora você acredita em Deus?”. E ele disse “Sim”. Então eu perguntei a ele o quê que fez, de repente, ele acreditar em Deus”. Ele disse “eu li o livro de orações e meditações”. Cada pessoa tem sua própria porta, e existem muitas portas para entrar na Fé.

             Pergunta: Qual o verdadeiro papel das Mãos da Causa e como ficará o mundo bahá’í sem ele?
             Resposta: Eu não sei. Eu tentei ser uma boa Mão da Causa, mas não sei se cumpri bem o meu papel, não sei direito qual é ele, só sei o que vocês têem no nosso lugar, vão ficar com todo o ramo de ensino da Fé Bahá’í. A Fé é importante e ela estará conosco por mil anos.

             Pergunta: Gostaria de saber como podemos ajudar os jovens a abandonar velhos padrões e como eles poderiam adotar os padrões bahá’ís.
             Resposta: Talvez se nós mesmos fizéssemos isso daríamos nosso exemplo. Lembram o que Cristo disse naquela ocasião, registrada na Bíblia, quando estavam reunidos para apedrejar a mulher adúltera? O quê ele disse? “Aquele que não tiver pecado, que atire a primeira pedra”. Tudo que nós podemos fazer é o nosso melhor possível. Se cada um de nós fizer o melhor possível, tentar vencer suas provações, conquistar o serviço da Fé, isso é o máximo que nós podemos fazer, continuar nos esforçando para crescer.

             Pergunta: Nós sabemos que a vida nas grandes cidades está quase que impossível, para que se possa viver bem nelas. Há violência, há fome etc. Gostaria se saber se o amado Guardião, se refere, em algum momento, sobre estas grandes cidades.
             Resposta: Com certeza eu lembro do Guardião, em várias vezes, se referiu a essa questão mas, francamente, eu estou muito cansada, eu estive viajando muito e pensando em muitos outros assuntos e, com certeza, vocês podem solicitar aos eruditos da Fé, aos Conselheiros, aí presentes, que possam dar a vocês essas referências, a respeito da questão das grandes cidades.

             Pergunta: Quais são as profissões que se recomendam aos jovens bahá’ís seguirem para poderem, desta forma, também, servirem a Fé?
             Resposta: Não acredito que o serviço a Fé dependa da profissão de uma pessoa. O serviço à Fé é, acima de tudo, amor a Bahá’u’lláh, crer n’Ele e o desejo de compartilhar e servir os nossos semelhantes.

             Pergunta: Como podemos unir a comunidade em atividades de ensino e a Assembléia Local?
             Resposta: Eu não vejo porque a Assembléia Local e a comunidade não podem trabalhar juntas. Elas têm o mesmo propósito, simplesmente que trabalhem juntas.