UM TRIBUTO À MEMÓRIA DE
AMATU'L-BAHÁ
RÚHÍYYIH KHANUM

   
Foz do Iguaçu
 
            Bela cidade brasileira que faz fronteira com a Argentina e com o Paraguai, Foz do Iguaçu, com seus 300 mil habitantes é uma cidade jovem e um dos principais cartões postais do Brasil. Ruhíyyih Khanum já conhecia as famosas cataratas do Quênia (Nyahururu Falls) e do Niagara. Em 1967 conheceu as Cataratas do Iguaçu, e agora, quase 30 anos depois, ela expressou o desejo de conhecer essa cidade:

            “No sul do Brasil... está  uma das maiores vistas do mundo... Iguaçu... um dos espetáculos mais maravilhosos e inspiradores do planeta. Eu vou voltar a Iguaçu para ver as cataratas de novo antes de morrer... É tão bela!” Ela podia, com convicção afirmar: “Eu vi todas as grandes cataratas.”

            28 de agosto de 1996, quarta-feira - Amatu’l-Bahá Ruhíyyih Khanum chega em Foz do Iguaçú no dia 28 de agosto, às 14:30. É calorosamente recebida pelo Sr. Eduardo Constantinopolos, presidente da Fundação Cultural, representante do Prefeito da cidade, e amigos bahá’ís do Paraguay e de Foz do Iguaçu.
            Na sala vip do Aeroporto, a banda de música do 34º Batalhão de Infantaria executa músicas populares brasileiras em sua honra e inúmeros passageiros curiosos para saber quem era ela, formam um corredor humano para admirá-la. Ela estava feliz, com um sorriso encantador.
           29 de agosto, quinta-feira - Ruhíyyih Khanum visita as Cataratas do Iguaçu. Ali, diante daquele espetáculo de magia e amor, poder e ternura, estava Ruhíyyih Khanum contemplando as águas tonitroantes do Iguaçu. Estaria se lembrando do coração do meigo ‘Abdu’l-Bahá ao contemplar quase no início deste século o espetáculo das Cataratas do Niágaras? Recordar-se-ia das aflições vividas pelo amado Guardião em seus 36 iluminados anos de Guardiania? Recordaria ainda as feições amorosas de sua querida Mãe se estabelecendo como pioneira na Argentina, este país fronteiriço a Foz do Iguaçu? Estaria lembrando das noites em que seu pai, Sutherland debruçava-se sobre a prancheta de arquiteto e extraía dalí a superestrutura da Rainha do Carmelo, o Santuário do Báb, na Montanha de Deus? Ou estaria se recordando dos dias dificeis que se sucederam a 4 de novembro de 1957 quando a pérola de maior preço retornou aos mares de onde havia surgido? Ali, diante do espetáculo das águas, esta senhora esguia, de porte majestoso, qual uma rainha, contemplava o que a Providência Divina lhe oferecia: a música das águas anunciando a proximidade de Deus. E diante destas imagens temos a certeza de que a vida de Amatu’l-Bahá Ruhíyyih Khanum tem sido um exemplo de coragem, determinação, fé e amor. Um amor inquestionável de que caminhamos para um novo mundo, um novo céu, uma nova terra. Um mundo onde o amor de Bahá tenha Sua morada e Seu ninho. Nos olhos de Amatu’l-Bahá a certeza de que ela conquistou para nós o significado de ser cidadã do mundo.
            Logo em seguida, Amatu’l-Bahá Ruhíyyih Khanum visitou a Binacional Itaipu, a maior represa hidroelétrica do mundo. Ruhíyyih Khanum foi recepcionada com honras de Chefe de Estado pelo cerimonial da Itaipu Binacional. Foi-lhe apresentado no auditório, um filme sobre a construção da represa, suas consequências  sobre o meio-ambiente e os passos dados por Itaipu para a proteção do meio-ambiente na área que circunda a represa, o qual ela considerou maravilhoso, e uma cópia deste vídeo-tape foi um dos presentes que Itaipu à ilustre visitante.
            De acordo com o protocolo seguido para Chefes de Estado que visitam a Itaipu, Amatu’l-Bahá Ruhíyyih Khanum foi convidada a plantar uma árvore no jardim formado de árvores plantadas por reis, chefes de estado, primeiro-ministros, que visitaram Itaipu. Uma placa foi colocada indicando a espécie da árvore, com o seu nome e a data do evento. Quando Ruhiyyih Khanum viu o cenário de dentro do seu   carro, encheu-se de animação, correu ao local sem qualquer ajuda, pegou o pequeno pé de guajuvira com suas próprias mãos e com evidente experiência preparou o solo, colocou a árvore no buraco, pegou a pá, puxou e arrumou em volta toda a terra necessária para encher o buraco Ruhíyyih Khanum dispensou a ajuda profissional, geralmente requisida por outros dignatários, e disse “esta é minha árvore; já plantei mais árvores do que qualquer um de vocês”. Então perguntou qual altura esta árvore atingiria e disse que este foi o momento mais estimulante de sua visita, e a que a deixou
ainda mais feliz.
            Esta tocante homenagem da Itaipu Binacional é extremamente oportuna e justa quando recordamos que a Sra. Rabbani é Presidente honorária do Sacred Literature Trust, sediado em Manchester, Inglaterra, desde 1989; é membro do Comitê Internacional de Apoio do Centro Internacional para a Paz, e seu associado, o Museu da Paz, em Verdun, França; desde março de 1991; é membro honorária do Clube de Budapeste, desde 1995 e é citada no Who’s Who in Religion (Quem é Quem na Religião).
            Enquanto “Comunidade Bahá’í Internacional”, os bahá’ís podem ser localizados  em todos os países, territórios e principais ilhas do mundo. Eles estão credenciados junto a ONU como uma ONG (Organização Não-Governamental) com caráter consultivo; enviam suas delegações às convenções e conselhos internacionais e são ecologistas fervorosos. A Sra. Rabbani é benfeitora do World Wildlife Fund for Nature (WWF), o Fundo Mundial para a Natureza.
           31 de agosto, sábado, 10 horas - No imponente auditório do Country Club de Foz do Iguaçu, realizou-se o último grande evento no Brasil que foi abençoado com a presença de Mão da Causa de Deus Ruhíyyih Khanum. Seicentos e cinquenta participantes da Conferência, que vieram de nove diferentes países e dezoito  nacionalidades, ficaram encantados com o amor ilimitado com que Ruhíyyih Khanum lhes saudava. Ela conquistou, verdadeiramente, o coração de todos os amados de Deus.
            Neste evento internacional, ela destacou que os indígenas são a mais importante questão nesta parte do mundo. A diversidade de grupos culturais, a felicidade e espiritualidade brilhando nas faces dos amigos em geral e, em particular, dos representantes indígenas tocou e comoveu-a profundamente.
            Na Conferência Internacional Ruhiyyih Khanum enfatizou a importância da educação às crianças, a formação de seus caracteres e destacou a citação de ‘Abdu’l-Bahá sobre ensino aos índios. Ruhíyyih Khanum ficou muito feliz com uma canção executada por amigos do Paraguay, em sua homenagem, finalizada por cinquenta crianças (de duas escolas locais e crianças bahá’ís que participavam da Conferência), que acenavam portando cada uma dois balões coloridos. Eram carinhosas canções de amor dedicadas a Ruhíyyih Khanum. Diversas vezes Amatu’l-Bahá disse que foi uma excelente conferência e que agora devemos rapidamente nos levantar e pôr em prática tudo o que consultamos e aprendemos durante estes dias.