Curso Desenvolvimento Espiritual Integral à Luz dos Ensinamentos da Fé Bahá'í



Segunda Parte - Sexta Lição
A ORDEM ADMINISTRATIVA BAHÁ’Í


Algo prático, atual e atuante

Na primeira parte do Curso, aprendemos como Bahá’u'lláh nos faz ver a nossa verdadeira realidade como seres humanos, o potencial grandioso que temos à nossa disposição para superar os nossos instintos inferiores pelo desenvolvimento de nossas qualidades espirituais superiores latentes, levando-nos a uma vida diária sadia e harmoniosa e à paz interna.

Nesta segunda parte do Curso, foi-nos dado conhecer o destino glorioso da humanidade, apesar das atuais deficiências e dificuldades que se vê no mundo. Vimos porque nenhum homem pode se isolar de seus semelhantes, e que todos devemos conhecer e participar de soluções dos problemas da comunidade onde vivemos, da nação a qual pertencemos, e de todo o planeta, como "a grande pátria" de todos os seres humanos, irmãos verdadeiros que somos na humanidade, filhos de um mesmo Criador Supremo e pai de todos nós.

Conheçamos ainda, os Princípios da Ordem Mundial de Bahá’u’lláh, que são os meios práticos, divinamente ordenados para a época de hoje, para conduzir a humanidade ao seu destino final, de paz, de progresso, tanto material como espiritual, de convivência fraterna, integral e mundial - verdadeiro Reino de Deus na Terra.

A boa novidade a relatar, agora, é que a Fé Bahá’í não é apenas teórica, um punhado de lindos e utópicos ensinamentos, irrealizáveis no momento, algo para o futuro.

A verdade é que, felizmente, todos os ensinamentos bahá’is são já uma realidade mundial sendo vividos por milhões de seguidores de Bahá'u'llah, em mais de 300 países, ilhas e territórios livres do mundo, em todos os continentes, e em mais de cento e dez mil localidades no planeta.

Há uma organização perfeita funcionando.

A administração da Fé Bahá'í

A religião afastou-se das outras atividades humanas. De fato, nossa espantosa civilização ocidental conseguiu dividir a vida (e portanto, o povo), em compartimentos separados. Comércio, lazer, política, religião, vida social, são consideradas atividades isoladas e distintas, com as quais nos acomodamos em hora e dia.

A religião deveria ser a coordenadora de todas as funções do homem, o espírito penetrante que dá significado e finalidade a cada uma das suas ações. Assim o é para os bahá’is. A feição distintiva da Ordem Administrativa repousa no fato de qual ela prevê não um sistema eclesiástico, mas um caminho social através do qual a energia de uma humanidade renascida possa achar expressão, e no qual os princípios espirituais de Bahá'u'lláh possam vitalizar todos os variados aspectos da vida.

Na Ordem Mundial de Bahá'u'llah não existe cisão entre a religião e as outras atividades humanas, quer sejam governamentais, econômicas ou culturais. Não há sacerdócio profissional, nem política partidária, e o poder econômico é o servo da justiça. A religião torna-se a arte de viver e, através do Convênio de Bahá'u'lláh, a verdadeira fonte de unidade.

O Convênio Baha'i

Em todo sistema religioso anterior, o desaparecimento do Fundador deixou o caminho aberto para a discórdia e o partidarismo. Lembremo-nos apenas das crenças existentes, para ver que elas todas estão divididas em seitas numerosas.

Não existem seitas bahá’ís. E, devido ao Convênio, nunca poderão existir.

Bahá'u'lláh deixou provisões divinamente estabelecidas para evitar qualquer tipo de cisma ou interpretações errôneas de Sua Palavra. A 'Abdu’l-Bahá determinou a posição distintiva, claramente estabelecida em Testamento, de intérprete oficial de Seus Ensinamentos. Sua palavra é igual em validez, se bem que subordinada em grau, à do próprio Bahá'u'lláh.

'Abdu’l-Bahá perpetuou este Convênio através das provisões de Sua Última Vontade e Testamento, documento esse que tem sido descrito como a Carta da Nova Ordem Mundial que é, ao mesmo tempo, a glória e a promessa desta, a Revelação Suprema. 14

Nesse documento, nomeia Shoghi Effendi o Guardião da Fé Bahá'í, e, também oficialmente, o designa como intérprete dos Ensinamentos Bahá’ís e continuador do Convênio. O Guardião não cria nenhuma lei, apenas pode interpretar a Escritura de Bahá'u'lláh e dar andamento, planejando e estimulando os bahá’ís em todo o mundo, aos Planos Mundiais dados por 'Abdu'l-Bahá, esclarecendo as funções e orientando a vivência das instituições administrativas da Fé Bahá’í.

Shoghi Effendi faleceu em 1957 e, desde seu passamento, toda a Administração Mundial da Fé Bahá’í repousa na instituição prevista pelo próprio Bahá'u'lláh - a Casa Universal de Justiça - que é um organismo eleito pelas Assembléias Espirituais Nacionais a cada cinco anos, com nove membros, eleitos dos bahá’ís do mundo inteiro, e que deliberam sempre em forma conjunta, não podendo mudar em nada as leis e os ensinamentos de Bahá'u'lláh, de 'Abdu’l-Bahá e as interpretações de Shoghi Effendi.

A Casa Universal de Justiça esta sediada em Haifa, Israel, em cuja cidade se localiza o Centro Mundial da Fé Bahá'í. Bahá'u'lláh e 'Abdu’l-Bahá, por injunções da própria vida, de Seus desterros e prisões, acabaram Seus dias terrenos justamente na Terra Santa, em Israel. Seus sepulcros são lugares sagrados e de peregrinação para os bahá’ís do mundo inteiro.

As Assembléias Espirituais

Cada pais tem uma Assembléia Espiritual Nacional, como órgão máximo da Administração Bahá'í a nível nacional, e cada cidade tem a Assembléia Espiritual Local, que é a responsável administrativa pelos assuntos da Fé Bahá'í na cidade. Ambas são eleitas anualmente pelos bahá’is maiores de 21 anos de idade, podendo participar das Assembléias Espirituais homens ou mulheres, de qualquer posição social ou grau de instrução, não havendo propaganda política ou indicação de candidatos nas eleições bahá’is.

Todos os bahá’is recebem a orientação necessária sobre suas atividades bahá’is das respectivas Assembléias Espirituais, que representam o ponto focal da comunidade, a luz que ilumina o caminho da ação prática dos bahá’ís, que trabalham juntos como um só corpo, com alegria e o coração cheio de amor, procurando servir ao semelhante e à comunidade onde vivem, sem nenhum preconceito racial, social ou religioso, procurando integrar todos no verdadeiro espírito de fraternidade bahá'í:

A terra é um só país e os seres humanos seus cidadãos.

Sois todos as folhas de uma áarvore, as gotas de um só oceano. Bahá’u’lláh


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