Curso Desenvolvimento Espiritual Integral à Luz dos Ensinamentos da Fé Bahá'í



Primeira Parte - Sétima Lição
VIVÊNCIA ESPIRITUAL INTEGRAL


Amor ao próximo

Ele ensina que, assim como a flor está escondida no botão, também um espírito de Deus habita no coração de todo homem, não importa sua aparência exterior, por mais dura e desagradável que seja. O verdadeiro bahá’í, pois, trata todas as pessoas do mesmo modo que um jardineiro trata uma bela e rara planta. Sabe que nenhuma intervenção impaciente de sua parte poderá fazer que o botão se transforme em uma flor; somente Deus, por intermédio dos raios solares, pode fazer isso.

'Abdu'l-Bahá diz ainda:

Entre os ensinamentos de Bahá’u’lláh, há um que exige do homem, sob todas as condições e circunstâncias, que perdoe e mesmo ame ao seu inimigo, e considere o malévolo como pessoa bem intencionada. Isso não quer dizer que se veja a alguém como inimigo, e então suporte e tolere. Isso seria hipocrisia e não amor verdadeiro. Não, pelo contrário, deveis ter os vossos inimigos como amigos, as pessoas que vos desejam mal como pessoas que vos desejam bem, e tratá-las de acordo. Vosso amor e bondade devem ser verdadeiros... não apenas por tolerância, porque a tolerância não vindo do coração é hipocrisia.30

Olhos que não vêem o pecado

Em nenhum assunto são os ensinamentos bahá’ís mais imperativos e incondicionais do que em recomendar completa abstenção de fazer censura.

Cristo falou com veemência sobre o mesmo assunto, mas hoje geralmente se acha que o Sermão da Montanha seja composto de "Conselhos de Perfeição" que não se pode esperar sejam seguidos pelo cristão comum. Não só Bahá’u’lláh, como ‘Abdu’l-Bahá, tornam per-feitamente claro, porém, que tudo o que Eles dizem é, realmente, para ser cumprido. Lemos em Palavras Ocultas:

Ó Filho do Homem!
Não murmures os pecados alheios enquanto tu mesmo fores pecador. Se transgredires esta ordem, mal-aventurado serias; disto dou testemunho.

Ó Filho do Homem!
Não atribuas a nenhuma alma o que não desejas que te seja atribuído, nem digas o que não cumpres. É este Meu mandamento a ti: Observa-o.31

'Abdu'l-Bahá diz que devemos:

Guardar silêncio sobre os defeitos dos outros, pedir a Deus por eles, e ajudá-los com bondade a corrigir seus defeitos; que devemos olhar sempre para o bem e nunca para o mal; que, se um homem tiver dez qualidades boas e uma só má, devemos olhar para as dez e nos esquecer desta última; e que, se um homem tiver dez qualidades más e apenas uma boa, devemos olhar para esta última e nos esquecermos das demais, que jamais consintamos pronunciar - ao falarmos de outra pessoa - ainda que inimiga - uma só palavra que não seja bondosa.32

Humildade

Enquanto somos aconselhados a não reparar nas faltas dos outros, mas olhar para suas virtudes, somos aconselhados, por outro lado, a descobrir nossas próprias faltas e a não levar em conta nossas virtudes. Bahá’u’lláh assim se exprime em PALAVRAS OCULTAS:

Ó Filho do Ser!
Como podes esquecer tuas próprias faltas, e te ocupar com as faltas alheias? Quem assim procede é condenado por Mim.

Ó Emigrantes!
A língua, Eu a designei para Me mencionar; não a corrompais com a difamação. Se a flama de vosso próprio ego vos sobrevier, lembrai-vos de vossas próprias faltas e não das faltas de Minhas criaturas, já que cada um de vós conhece a si mesmo mais do que aos outros.33

Embora nos seja aconselhado que reconheçamos nossas faltas e delas nos arrependamos com sinceridade, é definitivamente proibida a prática da confissão aos padres ou a outras pessoas. Diz Bahá’u’lláh:

Ó pecador, quando seu coração estiver livre de tudo, exceto de Deus, deverá pedir perdão só a Deus. Confessar-se diante dos servos (isto é, diante dos homens) não é permissível, pois isso não é meio nem causa do Perdão Divino. Tal confissão, diante das criaturas, leva à humilhação e ao rebaixamento, e Deus - exaltada seja Sua Glória - não deseja que as Suas criaturas sejam humilhadas. Verdadeiramente, Ele é compassivo e benévolo... O pecador deve, entre si e Deus, implorar mercê do Mar da Misericórdia e pedir perdão ao Céu da Compaixão.34

Veracidade e Honestidade

São palavras de Bahá’u’lláh:

Verdadeiramente, a honestidade é a porta da tranqüilidade para todos no mundo e sinal de glória provindo da Presença do Misericordioso. Quem a esta atingir terá atingido a tesouros de riqueza e abundância.35

Diz, ainda:

O princípio da Fé consiste em diminuir as palavras e aumentar as ações. Aqueles cujas palavras excedem os atos sabei, verdadeiramente, que sua inexistência é melhor que sua existência, sua morte melhor que sua vida.36

‘Abdu’l-Bahá fala o seguinte, sobre a veracidade:

A veracidade é a base de todas as virtudes do homem. Sem a veracidade, o progresso e sucesso da alma em todos os mundos de Deus são impossíveis. Quando este atributo sagrado for estabelecido no homem todas as outras qualidades divinas também serão realizadas.37

A vida para a qual Bahá’u’lláh convida Seus seguidores é certamente de tal nobreza que em toda a vasta extensão das possibilidades humanas, nada há mais nobre e belo que o homem possa aspirar. A compreensão do ser espiritual dentro de nós mesmos, significa a compreensão da verdade sublime de que nós viemos de Deus e a Ele havemos de retornar. Essa volta a Deus é a meta gloriosa do bahá’í.


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