Processo Eleitoral

Casa Universal de Justiça / Processo Eleitoral

Processo Eleitoral

A Casa Universal de Justiça é eleita através de um processo de três estágios.

Em toda comunidade nacional bahá’í, todos os bahá’ís adultos, em pleno gozo de seus direitos, com 21 anos ou mais, são qualificados para tomar parte nas eleições do nível fundamental – conhecidas como convenções regionais – realizadas uma vez a cada ano em todo o país. Nessas convenções, os bahá’ís votam, através de votação secreta, em delegados que são propriamente responsáveis para eleger as nove pessoas que servirão na Assembleia Espiritual Nacional para o período de um ano administrativo. A assembleia Espiritual Nacional é então eleita na Convenção Nacional.

Os membros de todas as Assembleias Espirituais Nacionais, por sua vez, elegem os nove membros que servirão na Casa Universal de Justiça. A eleição da Casa Universal de Justiça é realizada uma vez a cada cinco anos na Convenção Internacional Bahá’í. Com vários dias de duração, a Convenção é realizada no Centro Mundial da Fé Bahá’í em Haifa, Israel, onde os membros das Assembleias Nacionais podem visitar os Sepulcros Sagrados ao se prepararem para cumprir o dever ao qual são chamados. Enquanto entregam seus votos, eles têm em mente principalmente as passagens dos Escritos Bahá’ís que descrevem aqueles que elegem para servir em tão augusto corpo como “auroras do conhecimento e da compreensão”, “constantes na Fé Divina” e “benévolos para com toda a humanidade”1 Tal como ocorre com a eleição de todas as instituições bahá’ís, a eleição da Casa Universal de Justiça é isenta de qualquer sistema de nomeação, campanha, angariação ou propaganda eleitoral.

Os membros da casa Universal de Justiça só podem ser homens. Embora isso possa ser inesperado, é uma disposição ordenada pelo próprio Bahá’u’lláh. ‘Abdu’l-Bahá afirmou que a sabedoria disso será claramente entendida no futuro. No entanto, como os Escritos bahá’ís estão repletos de passagens com afirmações inequívocas sobre a igualdade entre homens e mulheres, a questão da exclusividade de homens para membros da Casa Universal de Justiça de modo algum pode ser considerada como um sinal de superioridade dos homens sobre as mulheres. ‘Abdu’l-Bahá escreve quer a igualdade entre homens e mulheres é um “fato consumado”.2 A Casa Universal de Justiça é inteiramente comprometida com o avanço desse princípio – em sua orientação à comunidade mundial bahá’í, através de recursos destinados ao desenvolvimento e educação de mulheres e meninas em particular, através de declarações apresentadas pela Comunidade Internacional Bahá’í nas Nações Unidas, e pela participação bahá’í em conferências, seminários e outras arenas.

1. A Última Vontade e Testamento de ‘Abdu’l-Bahá, p. 16.

2. ‘Abdu’l-Bahá, A Promulgação da Paz Universal, p. 98.