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Sou Eu o Sol da Sabedoria e o Oceano do Conhecimento. Dou alento aos esmorecidos e revivifico os mortos. Sou a Luz que guia, que ilumina o caminho. Sou o Falcão real, no braço do Onipotente. De cada ave desfalecida desdobro as asas caídas e lhe impulsiono o vôo.
  Bahá’u’lláh

 Vede o Desejado do mundo, manifesto em Sua transcendente glória! ... O Conforta- dor, prometido em  todas as Escrituras, veio agora para vos revelar todo o conhe- cimento e toda a sabedoria. Buscai-O por toda a superfície da terra, para que possais, porventura, encontrá-Lo.
  Bahá’u’lláh  

Invoca Sião, Ó Carmelo! E anuncia as boas novas: Já veio Aquele que estava oculto aos olhos mortais; está manifesta Sua soberania suprema; revelou-se Seu esplendor que a tudo abarca...
   Bahá’u’lláh


Biografias

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Bahá'u'lláh

Uma breve biografia


Bahaullah
Entrada do Santuário de Bahá'u'lláh (1819/1892), Bahji, Israel

Mirzá Husayn’Ali, posteriormente conhecido pelo pseudônimo de Bahá’u’lláh, nasceu em 12 de novembro de 1817 em Teerã, capital da Pérsia. Filho de um proeminente Ministro do Xá, Bahá’u’lláh descendia de linhagem nobre, sendo membro de uma das mais destacadas famílias de Seu país. Desde a mais tenra idade, demonstrou possuir raras e notáveis capacidades. A corte e as vantagens que esta Lhe oferecia, no entanto, nunca ocuparam o centro de Suas atenções. Em 1839, com a perda do pai, Bahá’u’lláh recusa o cargo de Ministro, então hereditário.

A partir de 1844, a vida de Bahá’u’lláh sofre uma mudança profunda. Aliando-se a um líder religioso de nome Ali Muhammad (O Báb), que se levanta para transformar os destinos do Islã, Bahá’u’lláh torna-se uma das principais forças libertárias de Seu país, o ponto focal de um movimento de transformação da sociedade persa do século XIX. Em Seus escritos, exorta os governos do mundo a observarem a justiça, defende a harmonia essencial entre a religião e a ciência e coloca-se favorável à causa da emancipação da mulher, obrigada, naquele tempo, a ocultar a face sob um véu.

Estas idéias, então revolucionárias, acabam provocando ódio e animosidade no clero muçulmano e, em 1850, o Báb é martirizado em praça pública. Nos meses subseqüentes, milhares de militantes e simpatizantes do movimento são perseguidos e mortos das formas mais brutais.

A força e o vigor dos preceitos do Báb e de Bahá’u’lláh, o heroísmo de Seus pares e a esperança de reformas estruturais que o movimento acendera em uma terra obscura já haviam, no entanto, ultrapassado as fronteiras da Pérsia e exercido poderosa atração sobre eminentes personalidades européias como Ernest Renan, Sarah Bernhardt, Edward Granville Browne, Leon Tolstoi e o Conde de Gobineau, entre outros.
 

Taj de Bahaullah
Taj de Bahá'u'lláh

 Em virtude de Sua reputação pessoal elevada, Bahá’u’lláh não é condenado à morte; porém, a partir de 1852, sofre um exílio perpétuo com Sua família e um grupo de companheiros. Acredita o governo persa que, desta forma, pode anular Sua influência e extinguir o ardor provocado por Suas idéias. O efeito, no entanto, é o contrário. Deportado sucessivamente para Bagdá, no Iraque, Constantinopla e Adrianópolis, na Turquia, e ‘Akká, na atual Israel, Bahá’u’lláh vai conquistando um número cada vez maior de amigos e admirandores.

Durante um longo exílio, que chega a durar quase quarenta anos, Bahá’u’lláh produz mais de uma centena de obras, na forma de epístolas, odes, ensaios, preces e meditações. Datam do período de Sua permanência no Iraque, dois de Seus principais Escritos: As Palavras Ocultas (1858), uma coletânea de conselhos éticos e meditações místicas e O Livro da Certeza (1862), uma exposição abrangente sobre a natureza e propósito da religião. É também, desta mesma época, um ensaio que bem pode ser considerado como Sua maior realização no campo da prosa mística: Os Sete Vales (1862), narrativa épica que descreve a jornada da alma na senda espiritual.

De Adrianópolis e, mais tarde, de ‘Akká, última etapa de Seu exílio, Bahá’u’lláh dirige-se aos governantes e líderes religiosos do mundo através de uma série de epístolas que se situam entre os documentos mais extraordinários da história da religião. Elas proclamam a iminente unificação da humanidade e o surgimento de uma civilização mundial. O majestoso âmbito de Seus conselhos e admoestações tem conquistado, desde então, a imaginação e a lealdade de milhões de pessoas de todas as raças e classes, do mundo inteiro.

Bahaullah

Em 1892, finda a vida de Bahá’u’lláh em ‘Akká, Israel. Suas reflexões sobre um mundo unido, sem fronteiras, no entanto, já abarcavam o Oriente e o Ocidente. O renomado romancista Leon Tolstoi, uma das proeminentes figuras que conheceram Sua obra, legaria à posteridade o seguinte testemunho: Passamos nossas vidas nos esforçando por desvendar os mistérios do universo; e é um prisioneiro persa, Bahá’u’lláh em ‘Akká, na Terra Santa, quem possui a chave... Os ensinamentos de Bahá’u’lláh nos apresentam agora a forma mais elevada e pura do ensinamento religioso.