Página Inicial      Bahá'u'lláh    Báb     'Abdu'l-Bahá    Os Sete Vales
Ensinamentos    Leonora Armstrong   Reuniões    Congresso    Brasília  Email

Sou o Ponto Primaz, do qual geraram todas as coisas criadas. Sou o Semblante de Deus, e nunca Seu esplendor se esvairá; sou a luz divina, e jamais decrescerá o Seu brilho...

Sou um dos pilares que sustentam o Verbo Primaz de Deus. Quem quer que me tenha reconhecido, terá sabido tudo o que é direito e verdadeiro, terá atingido a tudo o que seja bom e digno...

O Báb


Biografias

Bahá'u'lláh
Báb
'Abdu'l-Bahá


 


 

O BÁB

Uma breve biografia



Cúpula do Santuário do Báb, Monte Carmelo, Haifa, Israel

A Fé Bahá’í iniciou-se com o extraordinário jovem de nome Mírzá ‘Alí Muhammad que mais tarde adotou o título de “O Báb”, A Porta de Deus. Ele nasceu em Shiráz, no sul da Pérsia, em 20 de outubro de 1819. Era um Siyyid, isto é, um descendente do Profeta Maomé. Seu pai, um conhecido negociante, morreu pouco depois de Seu nascimento, ficando Ele aos cuidados de um tio materno, comerciante em Shiráz, que O criou. O Báb aprendeu a ler na infância, recebendo a educação elementar usual. Seu professor mais tarde, tornou-se um de Seus dedicados discípulo. Seu tio, Hájí Siyyid ‘Alí, também veio a ser adepto sincero, sendo martirizado por ser babí. Aos quinze anos entrou no comércio, primeiro com Seu tutor, depois com outro tio que morava em Búshihr, nas costas do Golfo Pérsico. 

Quando jovem, distinguia-Se pela grande formosura pessoal e o encanto de Suas maneiras, como também por Sua piedade excepcional e nobreza de caráter. Casou-Se com cerca de vinte e dois anos de idade. O filho nascido deste casamento morreu quando ainda criança, no primeiro ano do ministério do Báb. 

Na noite de 22 de maio de 1844, duas horas e onze minutos depois do por do sol, na própria cidade de Shiráz, berço de Seu nascimento, o Báb falou a um humilde estudante persa, como Cristo pela primeira vez também falara a simples pescadores: 
 “Esta noite, esta exata hora, será comemorada nos dias futuros como uma das maiores e mais significativas datas da humanidade. Rende agradecimentos a Deus por te haver ajudado, com Sua graça, a atingir o desejo de teu coração, por haveres sorvido do vinho selado de Suas palavras. ‘Bem-aventurados os que a isto atingem’”.


Santuário do Báb, Monte Carmelo, Haifa, Israel

O jovem estudante, a quem o Báb pela primeira vez revelou Sua mensagem, guardou viva impressão daquela inesquecível ocasião e das primeiras palavras do Báb: 
“Em verdade, a alvorada de um novo Dia despertou. O Prometido é entronizado no coração dos homens”. 
“Sentei-me, encantado por Suas Palavras”, recordou o estudante. “Perdi, completamente, a noção do tempo. Essa Verdade, tão subitamente me revelada, caiu sobre mim como um raio. Entorpeceu-me os sentidos. Em seguida, o fascínio, a alegria, o espanto e a admiração sacudiram o mais íntimo de minha alma. Acima de tudo, senti-me feliz e fortalecido. Havia me transformado em uma nova pessoa. Todas as delícias, todas as glórias inefáveis que o Todo-Poderoso relatou em Seu Livro como as inestimáveis possessões do Paraíso, estas eu parecia estar experimentando nessa noite. Parece-me que estava num lugar do qual em verdade se poderia verdadeiramente dizer: “Ali nenhuma faina nos alcançará, nenhuma fadiga nos haverá de tocar; não ouvirão ali nenhum discurso vão, nem falsidade alguma, mas, sim, apenas a exclamação: Paz! Paz! Sua exclamação ali será, Glória a Ti, ó Deus! e Sua saudação ali será: ‘Paz!’ E o término de Sua exclamação, ‘Louvor a Deus, Senhor de todas as criaturas!’ 
O Báb havia proclamado: “Eu sou” – exclamou – “Eu sou o Prometido! Sou Aquele cujo nome há mil anos vindes invocando, cuja menção vos tem feito levantar, cuja vinda há muito esperais testemunhar, e de cuja Revelação tendes rogado a Deus que não tarde a hora. Em verdade vos digo, é dever que pesa sobre os povos do Oriente e do Ocidente obedecer Minha palavra e hipotecar fidelidade à Minha Pessoa”. 

Com essa Declaração histórica, rompeu a aurora de uma Era que assinala a consumação de todas as épocas. 
 Os dezoito primeiros discípulos do Báb foram denominados “Letras do Vivente”, sendo Ele próprio a décima nona. Estes discípulos Ele os enviou a diferentes partes da Pérsia e do Turquestão para anunciarem o Seu advento. O fogo de Sua eloqüência, o prodígio de Seus escritos rápidos e inspirados, Sua extraordinária sabedoria e conhecimento, Sua coragem e Seu zelo de reformador despertaram entre Seus discípulos o maior entusiasmo, excitando porém um grau correspondente de alarme e inimizade entre os ortodoxos muçulmanos. Mais de dez mil pessoas de todas as classes, ricas e pobres, doutas e ignorantes, aceitaram entusiasticamente Seus ensinamentos e deram suas vidas como mártires em Seu caminho. O próprio Báb sofreu uma longa série de encarceramentos, deportações, interrogatórios diante de tribunais, açoites e indignidades, que só terminaram com Seu martírio em 1850. 
 Compara-se às vezes o Báb a João Batista, mas a Sua Missão não foi meramente a de um arauto ou precursor. O Báb foi em Si um Manifestante de Deus, o Fundador de uma religião independente, embora limitada em tempo a um curto período de anos. Os bahá’ís acreditam que o Báb e Bahá’u’lláh foram Co-Fundadores da Sua Fé, sendo as seguintes palavras de Bahá’u’lláh testemunho desta verdade: “Que tão breve período tenha separado esta mais poderosa e admirável Revelação e Minha própria Manifestação anterior, é um segredo que nenhum homem pode desvendar e um mistério que mente alguma pode penetrar. Sua duração havia sido preordenada, e ninguém jamais descobrirá sua razão, a não ser que, e não antes de informar-se do conteúdo do Meu Livro Oculto”. Em Suas referências a Bahá’u’lláh, porém, o Báb mostrou uma humildade absoluta, declarando que, no dia de “Aquele que Deus tornará manifesto.”:  Ouvir e recitar um único versículo dEle é melhor do que recitar mil vezes o Bayán (isto é, o Livro Sagrado do Báb). 


Patamares do Santuário do Báb, Monte Carmelo, Haifa, Israel

O Báb, em Seus numerosos Escritos, que em sua grande maioria foram revelados durante o período de Seu encarceramento em Máh-kú e Chihríq localizados na fronteira ocidental da Pérsia, exorta Seus discípulos a distinguirem-se pela cortesia e pelo amor fraternal, fez Ele também esmerados comentários e interpretações dos versículos do Alcorão, revelou preces, diversas dissertações sobre os vários ramos da doutrina da Unidade Divina... estimulando sempre à correção de caráter, desprendimento de estados mundanos, e dependência das inspirações de Deus. A essência, entretando, e o propósito das Suas composições eram os louvores a Bahá’u’lláh, que breve haveria de aparecer, a qual era Seu único objetivo e meta, Seu anelo e desejo mais acariciado. Pois Ele considerou Sua própria vinda a de um arauto de boas novas e via Sua própria e verdadeira natureza como simples meio de manifestar as perfeições maiores de Bahá’u’lláh. 

O historiador francês, A. L. M. Nicolas, escreveu sobre o Báb dizendo: - “Sua vida é um dos mais dignificantes exemplos de coragem que a humanidade teve o privilégio de observar.” Nicolas também comparou aquele tempo com o de Cristo, nas seguintes palavras: - “Ele se sacrificou pela humanidade... Como Jesus, Ele (O Báb) pagou com a vida a proclamação que fez de um reino de concórdia, eqüidade e amor fraternal.” 

Edward Granville Browne, outro grande historiador inglês deixou registrado o seguinte testemunho sobre o Báb: “Quem não seria atraído pelo meigo espírito do Báb? O infortúnio e a perseguição que sofreu; a pureza de sua conduta e de sua juventude; sua coragem e infinita paciência diante da desgraça... mas, acima de t udo, sua trágica morte – tudo é motivo para grangear a nossa simpatia em favor do jovem Profeta de Shiráz.” 

Um renomado colunista francês testificou: “Toda a Europa foi abalada de piedade e indignação... Entre os literários de minha geração, em Paris de 1890, o martírio do Báb era ainda um tópico tão recente quanto o foram as primeiras notícias de sua morte. Escrevemos poemas sobre ele. Sarah Bernhardt pediu a Catulle Mendes que escrevesse uma peça tendo como tema essa histórica tragédia.” 

Um drama foi publicado em 1903, intitulado “O BÁB”. Foi representado em um dos principais teatros de São Petersburgo. Também em Londres foi o drama divulgado e traduzido para o francês e para o alemão (pelo poeta Fiedler). 

Sir Francis Younghusband, em sua história dos tempos escreve: - “A história do Báb foi a história de um heroísmo espiritual insuperável... sua vida foi um daqueles eventos dos últimos cem anos que é realmente digno de nossos estudos.” 
Atualmente os Seus sagrados restos mortais se encontram num Sepulcro lindamente situado no declive do Monte Carmelo, na cidade de Haifa, Israel, na Terra Santa – a   poucas milhas do lugar onde Bahá’u’lláh passou os últimos anos de vida e onde jazem agora Seus restos mortais. Entre os milhares de peregrinos que de todas as partes do mundo vêm prestar homenagem no Sepulcro Sagrado de Bahá’u’lláh, nenhum deixa de oferecer uma prece também no Santuário de Seu devoto Precursor, o Báb.