CARMELO
        A MONTANHA SAGRADA DE DEUS

         "Chama Sião, ó Carmelo, e anuncia as boas novas: Aquele que estava oculto aos olhos dos mortais é chegado! Sua onitriunfante soberania está manifesta e Seu onienvolvente esplendor está revelado.... Verdadeiramente este é o Dia no qual, tanto a terra como o mar, se regozijam por esta proclamação, o ida para o qual foram guardadas estas coisas que Deus, pela generosidade além do alcance da mente e do coração mortais, destinou para revelação. Em breve Deus desfraldará majestosamente o Seu Arco sobre vós e manifestará o povo de Bahá, que foi mencionado no Livro dos Nomes."

        No dia 31 de agosto de 1987, a Casa Universal de Justiça anunciou aos seguidores de Bahá'u'lláh, em todo mundo, que se abria, então, à comunidade bahá'í, a oportunidade de construir os edifícios restantes do seu Centro Mundial nas encostas da Montanha Sagrada de Deus, no Monte Carmelo.

        Com essa declaração a Casa Universal de Justiça apresentava a etapa culminante de um projeto de quase cem anos iniciado por Bahá'u'lláh com a revelação da Epístola do Carmelo, a Carta Régia do Centro Mundial de Sua Fé, que criou "a metrópolis do Reino de Deus na terra". O Centro Mundial Bahá'í se desenvolveu através de acontecimentos dramáticos e esforço permanente numa terra que durante todo esse século resistiu a guerras e tumultos. Começou com a visita de Bahá'u'lláh ao Monte Carmelo. Continuou com os esforços de 'Abdu'l-Bahá para iniciar a construção das seis câmaras originais do Santuário do Báb e ali sepultar os restos mortais do Manifestante Precursor.. Expandiu-se dramaticamente na administração do Guardião, através da conclusão do Santuário do Báb e a instalação da superestrutura da sua cúpula dourada, a compra de lotes de terra no outro lado da frente do Monte Carmelo, a criação dos jardins e terraços preparando o caminho para o Santuário e o projeto de um Arco sob o aparo do Santuário que abrigaria as agências administrativas da Fé, iniciadas com a construção do edifício dos Arquivos. Com o estabelecimento da Casa Universal de Justiça, se conseguiu sua etapa atual de desenvolvimento com a construção da Sede do Corpo Supremo.

        Agora a última, e talvez a fase mais desafiadora do desenvolvimento do Centro Mundial, encontra-se à frente do mundo bahá'í. Envolve a conclusão dos três edifícios restantes no Arco, a ampliação do edifício dos Arquivos e a conclusão dos terraços, da base ao topo do Monte Carmelo. Não persiste nenhum obstáculo à culminação dos 100 anos de labor, exceto a nossa própria relutância em agir.

        Nos dias mais sombrios do Seu aprisionamento em Akká, Bahá'u'lláh escreveu: "Não temais. Estas portas serão abertas, minha tenda será armada no Monte Carmelo e o máximo regozijo se realizará". Após nove anos de encarceramento na "Maior Prisão", a despeito da ordem explícita de confinamento pelo sultão da Turquia, o mufti (intérprete da lei islâmica) da cidade, ele mesmo, veio a Bahá'u'lláh para solicitar-lhe deixar os limites dos muros da cidade.

        Quatro vezes Bahá'u'lláh caminhou no Monte Carmelo. Na última visita em 1891, que durou três meses, Ele pôs em movimento o processo que estava para transformar a aparência do Carmelo e a impulsioná-lo para o seu fadado desenvolvimento. "Um dia, recorda Balyusi, quando permanecia perto de alguns ciprestes solitários aproximadamente a meio caminho acima das encostas do Monte Carmelo Bahá'u'lláh apontou para uma extensão de rocha imediatamente abaixo de Si, dizendo a Seu filho mais velho que naquele ponto deveria ser construído o mausoléu para cultuar os restos mortais do Profeta-Mártir, o glorioso Arauto do Seu próprio advento..."

        Foi também nesta visita que Bahá'u'lláh revelou Sua Epístola do Carmelo, num promontório acima da Cova de Elias. "Rendei agradecimentos a vosso Deus, ó Carmelo," escreveu Bahá'u'lláh. "Regozijai-, pois, Deus estabeleceu, neste dia, sobre vós o Seu Trono e fez-vos o repositório dos seus sinais e a alvorada das evidências da Sua Revelação.

        O Carmelo, os cristão acreditavam ser aonde Cristo deveria retornar na glória do Pai. Os templários alemães estabeleceram uma colónia no sopé do Monte Carmelo. Uma ordem cristã, séculos antes, construíra um mosteiro perto da cova de Elias, esperando Cristo abençoá-lo com Sua presença. Bahá'u'lláh esteve na colónia germânica e visitou o mosteiro, contudo, nem os templários nem os monges reconheceram-No. Tendo falhado em apreciar o Seu status não foram capazes de se unir e servir ao Objeto do desejo dos seus corações

        * * *

        Na Epístola do Carmelo, Bahá'u'lláh escreveu: "Chama Sião, ó Carmelo, e anuncia as boas novas: Aquele que estava oculto aos olhos dos mortais é chegado. Sua onitriunfante soberania está manifesta e Seu onienvolvente esplendor está revelado. Estai alerta para não vacilardes ou parardes. Apressai-vos adiante e circungirai a Cidade de Deus que desceu do céu, a Caaba celestial em torno da qual circularam em adoração os favorecidos de Deus, os puros de coração e a companhia dos anjos mais exaltados... Verdadeiramente este é o Dia no qual, tanto a terra como o mar, se regozijam por esta proclamação, o dia para o qual foram guardadas estas coisas que Deus, pela generosidade além da mente e coração mortais, destinou para a revelação. Em breve, Deus desfraldará majestosamente o Seu Arco sobre vós e manifestará o povo de BAHÁ que foi mencionado no Livro dos Nomes.

        A "Cidade de Deus" e "a Caaba Celestial", explicou Shoghi Effendi, se referem ao Santuário do Báb. "... exatamente como no reino do espírito, a realidade do Báb foi aclamada pelo Autor da Revelação Bahá'í como O Ponto em torno de quem giram as realidades dos Profetas e Mensageiros, por conseguinte, neste plano visível Suas sagradas relíquias constituem o coração e o centro do que pode ser considerado como nove círculos concêntricos..."

        O círculo mais afastado, declara Shoghi Effendi, é o próprio planeta, o mais profundo é o "sarcófago alabastrino no qual está depositada a jóia mais inestimável, as santas cinzas do Báb. "Tão preciosas são estas cinzas que a própria terra circundando o edifício cultuando-as, foi exaltada pelo Centro do Convênio de Bahá'u'lláh... ao passo que o túmulo mesmo, que abriga estas cinzas Ele proclamou como o ponto em torno do qual o Concurso do alto circula em adoração". É para este Ponto Sagrado que "como intuiu 'Abdu'l-Bahá, "reis peregrinos ascenderão para prestar humilde tributo" ao Arauto-Mártir da Fé de Bahá'u'lláh.

        O Arco descrito na Epístola do Carmelo, observou o Guardião, é o "estabelecimento do Centro Administrativo Mundial da Fé no Monte Carmelo". Este centro inclui "edifícios previstos por 'Abdu'l-Bahá para abrigar agências auxiliares, seguindo uma órbita circular em torno das instituições gêmeas da Guardiania e a Casa de Justiça".

        Estes Edifícios circundarão, na forma de um arco dilatado e seguindo e um estilo harmônico de arquitetura, os locais de repouso da Mais Sagrada Folha... do irmão dela... e da mãe deles... A conclusão definitiva deste empreendimento estupendo marcará a culminação do desenvolvimento de uma Ordem Administrativa de amplitude mundial e divinamente estabelecida cujos primórdios podem se remontar aos anos distantes da Era Heróica da Fé. Este processo amplo e irresistível, sem precedente na história espiritual da humanidade e que se sincronizará com duas evoluções não menos significativas - o estabelecimento da Paz Menor e a evolução das instituições bahá'ís - atingirão a sua meta na Era Áurea da Fé, através da elevação do padrão da Maior Paz e a emergência, na plenitude do seu poder e glória, do Centro focal das agências constitutivas da Ordem Mundial de Bahá'u'lláh. O estabelecimento final da Sede da futura Comunidade Mundial Bahá'í sinalizará, de imediato, a proclamação da soberania do Fundador da nossa Fé e o advento do Reino do Pai repetidamente louvado por Jesus Cristo.

        Foram dezoito anos antes que 'Abdu'l-Bahá pudesse cumprir a responsabilidade a Ele atribuída por Bahá'u'lláh na visita ao Monte Carmelo. As intrigas dos rompedores do Convênio e a hostilidade governamental tornaram difícil cada passo tomado concernente à construção do mausoléu. "Cada pedra daquele prédio, cada pedra que a ele levava, afirmou 'Abdu'l-Bahá, levantei-a e coloquei-a com lágrimas infinitas e a um custo tremendo."

        Finalmente, no dia 21 de março de 1909, 'Abdu'l-Bahá pode concluir Sua meta. Shoghi Effendi descreveu as circunstâncias daquele dia: "'Abdu'l-Bahá fez transportar o sarcófago de mármore com muito trabalho para a câmara mortuária para ele preparada e à noite, com a luz de uma única lâmpada, ali colocou, com suas próprias mãos - na presença de crentes do oriente e do ocidente e em circunstâncias ao mesmo tempo solene e comovente, o ataúde de madeira contendo os sagrados restos mortais do Báb e do Seu companheiro."
         "Quando tudo estava terminado e os vestígios terrenos do Profeta-Mártir de Shiraz foram finalmente depositados em segurança no seio da Montanha Sagrada de Deus para o seu repouso eterno. 'Abdu'l-Bahá pôs de lado o Seu turbante, retirou os sapatos e tirou Seu manto e curvou-se baixo sobre o sarcófago ainda aberto, Sua cabeleira prateada tremulando na cabeça e Seu rosto transfigurado e luminoso, repousando em Sua fronte na beira do caixão de madeira e, soluçando alto, chorou com tal ímpeto que todos os que estavam presentes choraram com Ele. Naquela noite Ele não pode dormir, tão esmagado estava pela emoção.

         A afirmação do Guardião de que a construção do Arco e o desenvolvimento do Centro Mundial serão sincrônicos com o estabelecimento da paz menor e a maturação das asembléias nacionais e locais exemplificam o significado espiritual da tarefa à mão. O problema é mais do que construções de prédios. É o desdobramento de um processo vital no Plano de Deus - um processo essencial num período crucial da história humana, um momento decisivo no destino da humanidade.

         "os ventos de Deus se enfurecem", escreveu a Casa Universal de Justiça na sua mensagem de Ridván de 1990, "perturbando os velhos sistemas, acrescentando incentivos ao profundo anseio por uma nova ordem nas relações humanas e abrindo o caminho para o hasteamento da bandeira de Bahá'u'lláh em terras onde, até então, esteve excluída. A rapidez das mudanças sendo operadas mexe nas expectativas que inspiram os nossos sonhos no término da década do século vinte".

         Nos seus escritos o Guardião descrevia e esperava "conversão em massa da parte destas mesmas nações e raças e como um resultado de uma cadeia de eventos graves e, possivelmente, de natureza catastrófica e que, por enquanto, não podem ser, mesmo obscuramente, visualizados, revolucionarão repentinamente os haveres da Fé, desarranjarão o equilíbrio do mundo e fortalecerão, mil vezes mais, a força numérica bem como o poder material e a autoridade espiritual da Fé de Bahá'u'lláh." A Casa Universal de Justiça observou: "Este é o tempo para o qual devemos nos preparar; esta é a hora cuja vinda é nossa tarefa apressar."

         "A grande obra de construir terraços e planejar ajardinamentos nos seus arredores e edificar os edifícios restantes do Arco," escreveu a Casa Universal de Justiça, "trarão à vida uma estrutura do Centro Mundial grandemente aumentada que será capaz de vir de encontro aos desafios de séculos vindouros e do formidável crescimento da comunidade bahá'í que o amado Guardião disse-nos para esperar". Além de se preparar para as necessidades materiais deste esperado crescimento, o desenvolvimento do Centro Mundial também libera as energias espirituais necessárias para a sua concretização e para o incremento dos outros processos do Plano de Deus para a humanidade. "Já vemos o efeito das energias espirituais que a conclusão da Sede da Casa Universal de Justiça liberou e o novo impulso que isto trouxe para o avanço da Fé. Quem pode aferir quais transformações serão efetuadas como resultado da conclusão de cada estágio sucessivo deste grande empreendimento?
         Quando Shoghi Effendi se tornou Guardião em 1921, as propriedades bahá'ís em Haifa consistiam do Santuário do Báb, uns poucos lotes de terrenos e a casa de 'Abdu'l-Bahá. Tão precária era a situação da Fé que em 1922, Muhammad-Alí, meio-irmão de 'Abdu'l-Bahá e o principal violar do Convênio de Bahá'u'lláh, apoderou-se das chaves do Túmulo Sagrado de Bahá'u'lláh. Shoghi Effendi foi atormentado por uma variedade de provações que assaltaram-no, partindo de dentro e de fora da Causa.

         Posteriormente, Shoghi Effendi recuperou as chaves do Túmulo. ele planejou, quando levantou a estrutura administrativa da Fé no mundo, por em segurança o centro da Fé na Terra Santa. Este processo abarcou toda a extensão do seu ministério e envolveu a evolução das instituições internacionais bahá'ís, tais como o estabelecimento das Mãos da Causa, o Conselho Internacional Bahá'í, a ampliação e embelezamento dos Santuários e propriedades.

         O trabalho de Shoghi Effendi no Santuário do Báb exemplificou a extensão do seu envolvimento nesta obra: da visão à supervisão da construção real . Ruhíyyih Khánum explicou: "Durante 1948 o próprio Shoghi Effendi incumbiu-se - pela segunda vez em vinte anos - da escavação da rocha atrás do Santuário, a fim de alargar a área, suficientemente, para ser construída a arcada. Este foi um enorme trabalho envolvendo a remoção de centenas de metros quadrados de rocha... Desde manhã cedo até escurecer, freqüentemente, mais de oito horas em pé, dia após dia e mês após mês, ele dirigia o trabalho. Certamente não era tarefa sua fazer isto, mas, ele estava determinado a assegurar que fosse feito, não apenas rápida, mas, economicamente e não havia ninguém mais com força de vontade e vigor exigido para tomar o seu lugar. Foi com maneiras como estas, com determinação infatigável e perseverança persistente que Shoghi Effendi fez dos Lugares Sagrados no Centro Mundial aquilo que os nossos olhos hoje vêem.

         O Arco será construído. A Paz Menor será estabelecida. Haverá conversão em massa para a Fé de Bahá'u'lláh. Os crentes, no entanto, não podem esperar para que estas coisas ocorram. "Este é o tempo para qual devemos nos preparar agora; esta é a hora cuja vinda é nossa tarefa apressar" "... não é para nós esperarmos passivamente pelo cumprimento definitivo da visão de Shoghi Effendi. Nós poucos, colocando toda nossa confiança na providência divina e considerando como um privilégio divino os desafios que enfrentamos, devemos ir em direção à vitória com os planos nas mãos.

         A velocidade do progresso do projeto dependerá da participação e sacrifício de cada crente individual. Em 1987 a Casa Universal de Justiça indicou que devemos "acumular rapidamente uma reserva de cinqüenta milhões de dólares, nos quais, os planos para a construção podem realisticamente começar a ser executados". A partir de janeiro de 1990 tinham sido contribuídos US$ 26 milhões; o equilíbrio restante era "necessitado urgentemente agora" observou o Corpo Supremo. A resposta do mundo bahá'í empurrou este total para mais de US$ 43 milhões até outubro de 1990. O número US$ 50 milhões, entretanto, representa apenas a soma necessária para iniciar a construção.

         Onde estão os crentes de substância que, exatamente como o afnán que doou sua fortuna para o primeiro Mashriqu'l-Adkár em Ishaqábád, derramarão sua riqueza em abundância para o progresso da Fé? Do seu exemplo famoso 'Abdu'l-Bahá escreve: "O afnán despendeu tudo que possui para levantar este edifício, exceto pela soma insignificante. Esta é a maneira de fazer um sacrifício. Isto é o que significa ser fiel."

         Onde estão, também, os crentes que, embora privados de posses materiais significativas, como a mulher que vendeu seu cabelo para contribuir para o Templo Mãe do Ocidente, em Wilmette, encontrarão uma maneira de sacrificar-se pela Causa do seu Bem-Amado? A ela 'Abdu'l-Bahá escreveu: "Tivésseis vós solicitado a minha opinião, de maneira alguma teria consentido que devêsseis cortar sequer um único fio dos vossos belos e ondulados cachos; não, eu mesmo teria contribuído em vosso nome para o Mashriqu'l-Adkár. Essa vossa ação, entretanto, é um testemunho eloqüente do vosso nobre espírito de dedicação... E embora seja essa parte perecível do vosso corpo que sacrificastes no caminho de Deus, contudo...,, obtereis glória imperecível e alcançareis a vida eterna."

         Em 24 de maio de 1990, a Casa Universal de Justiça anunciou ao mundo bahá'í o início da obra nos terraços. O projeto para a conclusão do Arco começou.

        CINCO PROJETOS PARA A CONCLUSÃO DO ARCO

        (As descrições dos projetos são de uma carta da Casa Universal de Justiça de 31 de agosto de 1987)

        OS TERRAÇOS DO SANTUÁRIO DO BÁB

         "Nos seus planos para o desenvolvimento do Monte Carmelo, 'Abdu'l-Bahá intuiu dezenove terraços monumentais, do sopé da montanha à sua crista, nove levando aonde fica o próprio Santuário do Báb e nove acima dele. Estes planos sempre foram consultados por Shoghi Effendi e ele terminou de forma preliminar, os nove terraços que constituem o acesso ao Santuário, a partir da avenida central da antiga Colónia Templária Alemã.

        O CENTRO INTERNACIONAL DE ENSINO

         "O Centro Internacional de Ensino será a sede daquela instituição que está investida especificamente com as funções gêmeas da proteção e propagação da Causa de Deus. A própria instituição referida pelo amado Guardião nos seus escritos foi estabelecida em junho de 1973, trazendo à realização das Mãos da Causa de Deus estando presente na Terra Santa e proporcionando a expansão, no futuro, das funções com que foi dotado o organismo".
         

        O CENTRO PARA ESTUDOS DE TEXTOS
         "Este Centro será a sede de uma instituição de eruditos bahá'ís, o florescimento do atual Departamento de Pesquisa do Centro Mundial e assistirá a Casa Universal de Justiça em consultar os Escritos Sagrados e preparará traduções e comentários sobre textos autorizados da Fé.

        O EDIFÍCIO DOS ARQUIVOS INTERNACIONAIS

         "Decidimos construir na parte ocidental uma ampliação do subsolo do atual Edifício dos Arquivos, para prover acomodação para o escritório central dos crescentes Arquivos do Centro Mundial. Esta instituição está encarregada da responsabilidade pela preservação dos Textos Sagrados, relíquias e documentos históricos da Causa de Deus".

        A BIBLIOTECA INTERNACIONAL BAHÁ'Í

         "Esta biblioteca é o depósito central de toda literatura publicada sobre a Fé, e é uma fonte essencial de informação para as instituições do Centro Mundial sobre todos os assuntos relacionados com a Causa de Deus e as condições da humanidade. Em décadas futuras suas funções devem crescer e ela servirá como um centro ativo para o conhecimento em todos os campos e se transformará no núcleo de grandes instituições de investigação e descobertas científicas."

        ALGUMAS PERGUNTAS
         

        PORQUE NOS ESTÁ SENDO SOLICITADO DINHEIRO?

         O desafio à nossa frente não é levantar fundos, é a construção do Arco no Monte Carmelo. Porém, como afirmou Shoghi Effendi: "O progresso e execução de atividades espirituais estão dependentes e condicionados aos meios materiais." O dinheiro é o meio pelo qual realizamos nossa meta.

         Escassez de fundos nunca foi o problema central na expansão da Fé. Nosso problema, indica a Casa Universal de Justiça, é espiritual e não material. Quando nós compreendermos inteiramente o significando das tarefas prestes a acontecer e a promessa que este projeto tem para o progresso da Causa e o destino da humanidade, nós faremos os sacrifícios necessários para conseguir nosso propósito.

         As contribuições para o Fundo, declara o Guardião: "constituem uma maneira prática e eficaz pela qual todo crente pode por à prova a medida e o caráter de sua fé e para mostrar com ações a intensidade da sua devoção e vinculação à Causa."

        PORQUE CONSTRUIR O ARCO NESTA ÉPOCA ?

         A Casa Universal de Justiça indicou que este é o tempo para iniciar este projeto. O desenvolvimento do Arco, afirmou o Guardião, sincronizar-se-á com o estabelecimento da Paz Menor e com o amadurecimento das assembléias locais e nacionais - dois processos agora em andamento. Além disso, nosso relacionamento com Israel e com a cidade de Haifa criou uma oportunidade e uma obrigação favoráveis a iniciar a construção.

         A construção do Arco é uma parte integral do progresso da Causa neste momento. Ela "criará uma estrutura do Centro Mundial grandemente aumentada que será capaz de ir ao encontro aos desafios dos séculos vindouros e do formidável desenvolvimento da comunidade bahá'í que o amado Guardião disse-nos para esperar.

         O Corpo Supremo descreveu o relacionamento entre o progresso sobre o Arco e a liberação do poder espiritual: "Já vemos o efeito das energias espirituais que a conclusão da Sede da Casa Universal de Justiça liberou e o novo impulso que isto deu ao progresso da Fé. Quem pode aferir quais transformações poderão ser levadas a cabo como resultado da conclusão de cada estágio sucessivo deste grande empreendimento?"

        PORQUE CONSTRUIR EDIFÍCIOS, QUANDO A HUMANIDADE TEM TANTAS OUTRAS NECESSIDADES PREMENTES?

         A Revelação de Bahá'u'lláh proporciona o remédio curativo para todas as doenças afligindo a humanidade. Os edifícios construídos são tanto um símbolo exterior dos princípios promulgados por esta Revelação como estruturas físicas que abrigarão as instituições da Fé - os canais material e espiritual para a execução dos Seus ensinamentos.

        QUAL A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO UNIVERSAL?

         A Casa Universal de Justiça comparou a participação universal pelos indivíduos no trabalho da Causa com as células no corpo orgânico. "No corpo humano, toda célula, cada órgão, cada nervo tem de exercer a sua função. Quando todos agem assim o corpo é saudável, vigoroso, radiante pronto para atender qualquer chamada. Nenhuma célula, seja a ais humilde, vive separada do corpo, quer servindo-o ou dele recebendo. Isto é verdade no corpo da humanidade... e é tremendamente verdadeiro no corpo da comunidade mundial bahá'í.

         A participação de todo crente individual - através do ensino, vivendo a vida bahá'í, contribuindo para o Fundo e lutando para ganhar uma melhor compreensão do significado da Revelação de Bahá'u'lláh - "é de máxima importância" e "é uma fonte de poder e vitalidade ainda desconhecida para nós". Por sua vez a comunidade oferece ao indivíduo "saúde, segurança e a superabundância das generosidades de Bahá'u'lláh que são derramadas através da Sua Ordem divinamente ordenada.

        PORQUE O SACRIFÍCIO É DECISIVO PARA O ÊXITO DO PROJETO DO ARCO?

         "Bahá'u'lláh estabeleceu a Sua Causa durante uma vida inteira de sacrifício. Pelos sacrifícios incontáveis dos Seus seguidores a Fé se difundiu a fim de que possamos receber suas bênçãos ilimitadas. "E uma vez que a Beleza Antiga foi exposta dia e noite no campo do martírio", escreveu 'Abdu'l-Bahá, "vamos por nossa vez trabalhar muito... vamos por de lado as nossas vidas e renunciar nossos dias breves e numerados". Através dos nossos sacrifícios faremos a nossa parte para servir à Causa de Bahá'u'lláh.

         Shoghi Effendi afirmou: "Não pode haver qualquer limite para a contribuição de alguém para o Fundo Nacional. Quanto mais se der, melhor será, especialmente quando tais oferendas necessitem o sacrifício de outras necessidades e desejo da parte do doador. Quanto mais duro o sacrifício mais meritório ele será, naturalmente, à vista de Deus".

        COMO DEVEMOS CONTRIBUIR PARA MANTER O ARCO?

         Os meios materiais para manter a Fé vêm de duas fontes: pagamento do Huqúqu'lláh e contribuições ao Fundo. Embora ainda não obedecido pelos crentes no Ocidente, os indivíduos podem assumir o privilégio de pagar o Huqúq, que a Casa Universal de Justiça descreveu como "um sacrifício oferecido e relacionado com Deus e um ato de sujeição levando à promoção da Sua Causa".

         Considerando o fundo, cada crente individual tem a obrigação espiritual de contribuir para os quatro principais fundos da Fé: Local, Nacional, Continental e Internacional. Enquanto contribuindo diretamente para cada Fundo os indivíduos estão livres para resolver ratear sua ajuda entre os Fundos, baseados nas necessidades apresentadas por eles pelas instituições da Fé.

         A Casa Universal de Justiça descreveu dois objetivos para satisfazer as necessidades do Arco: acumular rapidamente uma reserva de cinqüenta milhões de dólares, na qual planos para construção podem realisticamente começar a ser executados e para a prover uma renda dentre vinte e vinte e cinco milhões de dólares para o Fundo Internacional Bahá'í, para cada um no próximos dez anos".

         Concernente à responsabilidade do indivíduo em relação ao Fundo Internacional o Guardião escreveu: "a participação dos crentes individuais, através de contribuições transmitidas diretamente para a Terra Santa são imperativas e além do alcance da jurisdição das Assembléias Nacional e Local".

         As Assembléias Local e Nacional têm também a obrigação de sustentar o Fundo Internacional e o projeto do Arco, através de contribuições de seus Fundos. Os indivíduos ajudam as iniciativas tomadas pelos seus representantes eleitos, contribuindo para os Fundos Local e Nacional.

         Por exemplo, a Casa Universal de Justiça validou o compromisso feito pela Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá'ís dos Estados Unidos para ajudar o Arco. "Estamos muito encorajados pela sua ação altamente meritória em formular um orçamento que inclui uma contribuição de magnitude sem precedente para o Fundo Internacional Bahá'í. Estamos confiantes de que os membros da muito amada Comunidade Bahá'í Americana... se levantará com determinação inflexível e devoção exemplar para enfrentar o desafio colocado a sua frente".

        Bahá'í Huqúqu'lláh Trust    Bahá'í International Fund
        21300 Avalon Drive     P.O. Box 155
        Rocky River, OH 44116    Haifa 31001 Israel

        Fundo Nacional Bahá’í
        Caixa Postal 7035
        71619-970 Brasília, DF

        Cabograma do dia 24 de maio de 1990 da Casa Universal de Justiça
         

         A TODAS ASSEMBLÉIAS ESPIRITUAIS NACIONAIS

        Com sentimentos de profunda alegria anunciamos aos seguidores de Bahá'u'lláh em toda terra que na manhã de vinte e três de maio, cento e quarenta e seis anos após a Declaração do Báb, trabalho prolongamento terraços começou. Esta histórica ocasião marcada pela visita Seu Santuário e Santuário de 'Abdu'l-Bahá pelas Mãos da Causa de Deus: Amatu'l-Bahá Ruhíyyih Khánum e Ali-Akbar Furutan, os Membros da Casa Universal de Justiça e Membros Conselheiros do Centro Internacional de Ensino, com Fariburz Sahba, arquiteto dos Terraços e gerente do Projeto do Arco para orar por divinas confirmações permitam contínuo andamento este empreendimento majestoso. Subseqüentemente planos detalhados foram examinados para prolongamento asa oriental do terraço principal do Santuário, tornando-o igual à asa ocidental existente.

        Glorioso empreendimento criação sepultura condizente Arauto-Mártir Fé, foi intuido pelo próprio Bahá'u'lláh, foi iniciado solenemente por 'Abdu'l-Bahá que levantou, com esforço infinito, estrutura original e nela colocou os sagrados restos mortais do Báb, foi continuado vigorosamente por Shoghi Effendi que completou Edifício Central embelezou-o com formosa superestrutura e ligou-o com a Avenida Central Colônia Templária através construção primeiros nove terraços e construção mais nove para realizar conceito monumental atingir do sopé à crista Montanha Sagrada.

        Rogamos colaboração amigos toda terra cerrar fileiras amparar este sagrado empreendimento agora ligado inseparavelmente Projeto Arco expressar adequadamente sua consciência magnitude generosidade conferida à humanidade pelo ministério e sacrifício abençoado Báb, demonstrar seu compromisso ao apelo de Bahá'u'lláh na Epístola do Carmelo para estabelecer sobre aquela Montanha Sede do Trono de Deus e cumprir através suas generosas contribuições as visões de 'Abdu'l-Bahá e de Shoghi Effendi de florescimento instituições poderosas Fé na Montanha do Senhor.