LOUIS G. GREGORY
1874-1951“Profundamente deploro lamentável perda ternamente amado, de nobre mente, coração dourado, Louis Gregory, orgulho (e) exemplo (para) aderentes negros (da) Fé, intensamente sinto perda (de) alguém tão amado, admirado (por) ‘Abdu’l-Bahá e em quem Ele confiava. Merece posição (de) primeira Mão (da) Causa (de) sua raça. Emergente geração Bahá’í continente africano gloriar-se-á (em) sua memória (e) emulará seu exemplo. Recomendo realizar reuniões em memória (no) Templo (em) sinal de reconhecimento (de sua) posição única, destacados serviços. — Shoghi”
Cabograma recebido em 6 de agosto de 1951.
Ternamente amado e universalmente respeitado Louis G. Gregory faleceu em 30 de julho de 1951. Ainda que estivesse fisicamente fraco há muitos meses, seu espírito luminoso e coração magnânimo eram tão notórios, tão irresistíveis, que ninguém previu sua partida repentina.
Uma semana antes, apenas, ele havia organizado e realizado uma reunião em sua casa, em Eliot, Maine, durante a qual discutiu as profecias existentes na Bíblia e sua importância em conjunção com os perigosos dias da atualidade. A dozena ou mais de pessoas que ali se reuniram, para sempre conservarão na memória a lembrança daquela reunião, que foi a sua última. Sentado em sua escrivaninha, com seu sorriso radiante e caloroso, dando as boas-vindas à todos, com sua dignidade espiritual indescritível - uma evidência manifesta do mundo no qual viveu - ele realizou a reunião com alegria e radiância.
Seu corpo descansa no cemitério de Eliot, Maine. Na quarta-feira, à tarde, 1º de agosto, foi realizada uma cerimônia em sua memória no salão da Casa de Confraternização, absolutamente lotado, não apenas com os membros da Comunidade Bahá’í de Eliot, mas também com os muitos amigos que estavam participando de atividades na Escola Bahá’í de Green Acre. Neste salão ele havia realizado reuniões de ensino, reuniões para contatos, e conferências sobre amizade racial, tema que era tão querido ao seu coração, e pareceu apropriado que neste belo lugar as orações dos amigos fluíssem em gratidão por aquela vida maravilhosa que havia vivido em seu meio, e em súplica por seu progresso eterno.
Em 24 de novembro de 1951, um serviço em sua memória foi realizado na Casa Bahá’í de Adoração, em Wilmette, Illinois, sob os auspícios da Assembléia Espiritual Nacional. Teve o comparecimento de amigos de várias partes dos Estados Unidos e Canadá que vieram para homenagear esta grande alma.
Louis Gregory nasceu em Charleston, Carolina do Sul, em 6 de junho de 1874. Seu pai faleceu quando ele tinha cinco anos de idade; até sua mãe casar-se novamente, ela e seus dois filhos passaram dificuldades, e, às vezes, eles passaram fome. Seu padrasto era bondoso com ele e ao alcançar a juventude, o pai o empregou como aprendiz de um alfaiate. Mais tarde, seu padrasto pagou os gastos de seu primeiro ano na Universidade Fisk, e Louis conseguiu se auto sustentar e cursar a Universidade obtendo bolsas de estudo, trabalhando na limpeza, passando roupa e trabalhando de para os estudantes, e, às vezes, trabalhando como garçom durante as férias de verão.
Depois de se formar na Fisk, ele ensinou no Instituto Avery, uma pequena escola particular mantida por pessoas do Norte, para ajudar alunos de capacidade intelectual excepcional. Ele tinha estudado nesta escola quando criança. Após este período de ensino, ele começou a estudar Direito na Universidade Howard, obtendo seu bacharelado em direito em 26 de março de 1902. Após ter prestado os exames necessários, ele começou a advogar em Washington, D.C., onde se associou a outro advogado, James A. Cobb. Eles mantiveram a sociedade advocatícia até 1906, quando Louis aceitou uma posição no Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. James A. Cobb, mais tarde designado Juiz da Corte Distrital, assim escreveu sobre Louis Gregory:
“Tive o privilégio de ter conhecido intimamente o Sr. Gregory de 1895 até pouco tempo de seu falecimento. Eu o conheci como aluno, professor, advogado praticante, palestrante e amigo, e em cada uma destas faculdades ele era forte e destacado. Em outras palavras, ele foi um aluno excelente, uma figura adorável e uma pessoa dotada de uma grande mente, a qual ele dedicou ao melhoramento da humanidade. Aqueles de nós que o conheciam bem, podem tão somente lamentar sua perda, mas deve existir algum conforto no fato de que ele viveu longamente e bem, e que aqueles com quem ele teve contato foram e são melhores, graças à sua associação com ele. De fato, ele foi um daqueles que enriqueceu a vida da América.”
Louis ouviu pela primeira vez sobre a Fé Bahá’í, na época em que era um funcionário do Governo, em 1908. Sempre falou com grande amor e apreço do culto cavalheiro sulista branco, um colega do mesmo Departamento, que inicialmente trouxe a Causa à sua atenção, dizendo: “Acho que isto é algo que te interessará. Eu sou muito velho para pesquisá-lo. Você é jovem e eu gostaria que o fizesse.” Ainda que este cavalheiro não tenha aceito a Fé, ele foi o instrumento que colocou Louis em contato com o Sr. e Sra. Joseph Hannen, bahá’ís de Washington, D.C., que o ensinaram e exemplificaram com suas vidas a beleza dos Ensinamentos, atraindo, assim, seu coração. A primeira Epístola de ‘Abdu’l-Bahá dirigida a ele veio através do Sr. Hannen.
Atualmente conhecemos relativamente pouco sobre sua infância e juventude. A fotografia de sua mãe revela uma pessoa de grande amor e beleza espiritual. Não temos nenhuma fotografia de seu pai. Ao nos darmos conta do quão preparado Louis estava para os ensinamentos bahá’ís, bem podemos avaliar o quanto realmente havia sido profunda e ampla sua vida interior. Não há dúvida de que ele fora criado para um grande destino e que o tempo mostraria que na história de sua raça, ele despontaria dentre seus líderes. De fato, em resposta a sua carta à ‘Abdu’l-Bahá, comunicando sua aceitação da Fé, ‘Abdu’l-Bahá o convocou a que se tornar-se a causa de guia tanto da raça branca como de cor. Nesta linda Epístola, ‘Abdu’l-Bahá escreveu:
“Ó Tu Cortejador da Verdade! Tua carta foi recebida. Seu conteúdo indicou que atingistes a Mais Grandiosa Guia. Agradeças a Deus por teres atingido tal Benção, descoberto o Caminho do Reino e recebido as Boas Novas do Universo do Altíssimo. Esta Dádiva divina é conducente à Glória Sempiterna em ambos os mundos.
É minha esperança que possas tornar-te o Arauto do Reino; tornar-te o meio através do qual as pessoas brancas e de cor cerrem seus olhos às diferenças raciais e contemplem a realidade da humanidade, isto é: a unidade universal que é a unicidade do reino da raça humana, a harmonia básica do mundo e o aparecimento da Munificência do Todo-Poderoso.
Em resumo, não consideres a fragilidade de teu corpo e tua limitada capacidade; consideres a Munificência e Providência do Senhor do Reino, pois Sua confirmação é grande e Seu Poder sem paralelo e incomparável. …”
Com o coração pleno de anelo, Louis solicitou permissão para visitar o Sagrado Limiar e em resposta recebeu outra Epístola no início de 1910:
“ …Solicitaste permissão para te apresentar nesta Terra Santa; atualmente isto não está de acordo com o que é sábio. Adia este assunto para uma ocasião mais apropriada.”
Entretanto, graças à Generosidade Divina as portas se abriram, e em 1911 quando ‘Abdu’l-Bahá estava em Ramleh, no Egito, Louis O visitou. Ele chegou em Ramleh em 10 de abril de 1911. Ali, e mais tarde em Haifa e Akká onde foi visitar os santuários sagrados do Báb e de Bahá’u’lláh, ele sorveu profundamente do oceano da inspiração, guia e firmeza. Suas anotações sobre esta visita e extratos de algumas das Epístolas que ele recebeu de ‘Abdu’l-Bahá, foram impressos em um livreto intitulado Um Vista Celestial.
Em Epístolas escritas naquela época, as palavras de ‘Abdu’l-Bahá descrevem esta visita, pois era evidente não se tratava de uma peregrinação comum. ‘Abdu’l-Bahá escreveu a um bahá’í americano:
“O Sr. Gregory chegou com o máximo amor e espiritualidade e retornou com felicidade infinita. Ele aumentou sua fé e encontrou firmeza e constância. Indubitavelmente vereis estas coisas por ocasião de sua chegada. É minha esperança que ele possa se tornar a causa de aumento do amor dos amigos e servas do Misericordioso.”A outro ‘Abdu’l-Bahá escreveu:
“O Sr. Gregory está presentemente em grande felicidade; ele esteve em ‘Akká e visitou o Sagrado Limiar e a Suprema Corte. Ele está agora, dia e noite em companhia dos amigos de Deus e de ‘Abdu’l-Bahá, num estado de alegria e felicidade. Ele retornará à América em breve, e vós, as pessoas brancas, deverão então reverenciá-lo e dar as boas-vindas a este brilhante homem de cor, de tal maneira que todas as pessoas fiquem atônitas.”
Louis não retornou diretamente aos Estados Unidos, mas, por solicitação de ‘Abdu’l-Bahá visitou a Alemanha, envolta em confirmações celestiais. Disto estamos seguros porque em uma Epístola a um dos amigos alemães, ‘Abdu’l-Bahá escreveu:
“Sua carta chegou e seu conteúdo demonstra que o Sr. Gregory, por ter visitado os Sepulcros Sagrados, foi dotado de um novo poder e de uma nova vida. Ao chegar em Stuttgart, mesmo sendo de cor negra, ele brilhou tal qual uma luz brilhante na reunião dos amigos. …”
Louis Gregory voltou aos Estados Unidos radiante e feliz, pleno de zelo e determinação para levar realizar as expectativas e esperanças de ‘Abdu’l-Bahá. Ele iniciou uma tarefa à qual deu continuidade até a sua morte - unificar os povos brancos e de cor do mundo e ajudar a demonstrar a unicidade da humanidade.
Durante a visita de ‘Abdu’l-Bahá aos Estados Unidos em 1912, foi oferecido um almoço em Sua homenagem, por Mirzá Alí-Kuli Khan e Madame Khan, ambos bahá’ís. Khan era naquele tempo chargé d’affaires da Delegação Persa na capital. Muitas pessoas proeminentes foram convidadas; alguns faziam parte da vida social e oficial de Washington, bem como alguns poucos bahá’ís. Apenas uma hora antes do horário do almoço, ‘Abdu’l-Bahá mandou informar a Louis Gregory que ele poderia vir encontrá-Lo para a entrevista prometida. Louis chegou na hora combinada e a entrevista nunca que acabava; ‘Abdu’l-Bahá parecia que queria prolongá-la. Quando o almoço foi anunciado, ‘Abdu’l-Bahá abriu o caminho e todos O seguiram para a sala de jantar, exceto Louis. Todos estavam sentados, quando repentinamente ‘Abdu’l-Bahá ficou de pé, olhou em volta e então disse a Mirzá Khan: "- Onde está o Sr. Gregory? Traga o Sr. Gregory! Não havia mais nada que Mirzá Khan pudesse fazer, a não ser encontrar o Sr. Gregory que afortunadamente ainda não havia deixado a casa, mas estava quieto esperando uma oportunidade para fazê-lo. Finalmente o Sr. Gregory entrou na sala com Mirzá Khan. ‘Abdu’l-Bahá, que era, na realidade, o anfitrião (assim como O era, onde quer que estivesse), a essa altura, já tinha reorganizado dos lugares na mesa e havia preparado um lugar para o Sr. Gregory, dando a ele o lugar de honra, à Sua direita. Ele afirmou estar muito feliz por ter o Sr. Gregory ali e, então, da maneira mais natural, como se nada fora do comum tivesse acontecido, continuou dando uma palestra sobre a unicidade da humanidade.
Nos primeiros meses de 1914, dirigindo-se ao Sr. e Sra. Gregory, ‘Abdu’l-Bahá escreveu:
“Ó vós, duas almas crentes! Eu me recordo continuamente de vocês. Suplico a Deus que através de vós, possa ser obtida uma boa camaradagem entre as raças branca e de cor, pois vós sois o exemplo desta realização… Sei também que vosso pensamento e menção, de dia e de noite, está na orientação das almas… brancas e negras. Portanto, sede extremamente felizes, pois estais confirmados nesta grande questão.”
Quando, em 1920, a Sra. Agnes Parsons visitou ‘Abdu’l-Bahá na Terra Santa, Ele solicitou que ela realizasse, em Washington, D.C., a primeira Conferência para Amizade e Unidade entre pessoas brancas e de cor. Apoiada por um competente comitê, a Sra. Parsons organizou esta Conferência. Foi realizada em Washington, de 19 a 21 de maio de 1921, com grande sucesso, reunindo importantes e capazes representantes tanto das pessoas brancas como de cor. O evento se tornou um protótipo de muitas reuniões similares, realizadas em pequenas e grandes cidades através dos Estados Unidos e Canadá nos anos por vir. O Sr. Gregory foi um dos palestrantes e publicou os anais da Conferência em Star of the West
É provável que individualmente nenhum instrutor da Causa tenha viajado mais extensamente através dos Estados Unidos que o Sr. Gregory. Vivendo na maior simplicidade, sacrificando a cada passo, deu, através do país, palestras em escolas, faculdades, igrejas, fóruns, conferências e falou com indivíduos. Com uma maravilhosa mistura de humildade e coragem, de ternura e adamantina firmeza e constância, ele se encontrou com pessoas de todas as camadas sociais, ricos e pobres, educados e ignorantes, e lhes deu a taça da Água da Vida. Ele falou em escolas protestantes, católicas e judias e a grupos sem confissão religiosos, e foi bem recebido em todas as partes.
Seu espírito radiante e gentil abriu as portas para aqueles que vieram depois ele; muitos instrutores bahá’ís buscando uma abertura para ensinar, deparou-se com as seguintes palavras: “Ó, sim! Nós conhecemos o Sr. Gregory e o amamos. Sendo seu amigo, é bem-vindo.”
Por mais de trinta e cinco anos Louis Gregory foi o principal promotor do trabalho de Amizade Racial. Como coordenador ou membro do Comitê Nacional Bahá’í para Unidade Racial, e foi um ou outro por muitos anos, ou como indivíduo, ele foi incansável em suas atividades de promoção da unidade.
Green Acre, em Eliot, Maine, foi o cenário de muitas Conferências de Unidade, nas quais lideres proeminentes compartilharam a tribuna com o Sr. Gregory, a força motriz e o organizador, muitas vezes atuando completamente nos bastidores. Ele nunca perdeu de vista a meta.
Foi eleito membro da Assembléia Espiritual Nacional e serviu fielmente durante muitos anos. Ao ser eleito, Shoghi Effendi lhe escreveu dizendo que acolhia com prazer sua eleição, mas que desejava que ele se concentrasse, primeiro e acima de tudo, no trabalho de ensino e que organizasse seus assuntos de tal forma que nenhuma responsabilidade administrativa interferisse na condução efetiva de seu trabalho de ensino. Louis Gregory realizou isso organizando suas viagens de ensino de tal forma que os itinerários permitiam-lhe participar das reuniões da Assembléia Espiritual Nacional.
Que seus fieis, fidedignos e confiáveis serviços eram apreciados é evidente pelas muitas cartas que ele recebeu do Guardião através dos anos. Ele fez o Guardião feliz. Em uma de suas cartas, Shoghi Effendi escreveu:
“ Sua carta infundiu força e alegria em meu coração…Pela sua própria estimada pessoa, tenho tão somente admiração e gratidão pela constância heróica, sabedoria madura, energia incansável e cintilante amor com que conduz seu trabalho de serviço à Causa de Bahá’u’lláh. Dificilmente se dá conta da ajuda que é para mim em minha árdua tarefa.”
As capacidades de Louis Gregory foram versáteis, pois tanto brilhou como delegado à Convenção, como secretário da Convenção, como secretário de atas da Assembléia Espiritual Nacional, como palestrante e como escritor. Artigos por ele escritos foram publicados no Star of the West, The Bahá’í Magazine, World Order Magazine e em quase todos os números do The Bahá’í World. Estes artigos, assim como as palestras que proferiu, são ponderados, verdadeiros e plenos do espírito de amor e exultação que caracterizaram a sua vida.
Duas vezes, a convite do grande educador negro Booker T. Washington, Louis Gregory visitou o Instituto Tuskegee e foi solicitado a se dirigir aos estudantes falando sobre a Fé Bahá’í. A resposta dos estudantes aos ideais e princípios bahá’ís foi extremamente entusiasta. Aqui ele travou conhecimento com aquele destacado gênio negro e homem de Deus, Dr. George Washington Carver, que demonstrou ter a mais profunda apreciação pela Fé. Este foi o início de uma amizade cada vez mais profunda e rica. Sempre que o Sr. Gregory visita Tuskegee, o que fez muitas vezes, tinha conversas compreensivas e amigáveis com o Dr. Carver, em seu famoso laboratório ou em seu aposento.
A posição espiritual de Louis Gregory foi tão bem centrada nos Ensinamentos e em sua completa obediência a ‘Abdu’l-Bahá e ao Guardião, que ele levantou bem alto nos céus a bandeira da unicidade, mas nunca se tornou o centro de controvérsias. Ele demonstrou paciência infinita, já que sua fé na meta de suas esperanças era tão grande que possuía uma visão a longo prazo, e ele enfrentou a toda oposição ou intolerância com compreensão e aquiescência radiante. Seu coração estava cheio de fogo, mas ele conhecia os desejos de ‘Abdu’l-Bahá e transmutou aquele fogo em luz brilhante.
Quando uma grave operação e uma crescente debilidade física encurtou as suas viagens, ele foi obrigado a ficar em Eliot e se contentar com viagens mais curtas, Louis Gregory se voltou às correspondências e ao estudo mais profundo dos Ensinamentos. Sua percepção espiritual se tornou cada vez mais vívida. Ele reviveu novamente os momentos culminantes de sua vida. Ele se aproximou cada vez mais do amado de seu coração, o Guardião. Em retrospectiva, compreendemos que estava sendo preparado para aquela transição que sobreveio repentinamente a um grande personagem, a um grande amante de toda a humanidade, ao “coração dourado”, Louis Gregory.Harlan F. Ober - The Bahá’í World, Vol. XII, 1950-1954, pp.666-670.
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Todos os textos fazem parte do livro "Histórias de Bahá'ís Afro-Descendentes", compilado por Gabriel Marques.