LOT MAX SEEPÉ
1908 - 1982
PROFUNDAMENTE PESAROSOS PASSAMENTO AMADO PROMOTOR FÉ MAX SEEPE. SEUS LONGOS RECORDES DEVOTADOS SERVIÇOS SUA FIRMEZA EXEMPLAR IRÁ SEMPRE INSPIRAR CORAÇÕES SEUS COMPANHEIROS E COMPATRIOTAS. ORANDO SEPULCROS SAGRADOS PROGRESSO SUA NOBRE ALMA. ESTENDA FAMILIA AMOROSAS CONDOLÊNCIAS.
- A Casa Universal de Justiça, 06.10.82Max Seepé foi o primeiro crente de cor a abraçar a Fé na Africa do Sul. Sua declaração ocorreu em julho de 1955 quando ele tinha quarenta e cinco anos de idade. Ele era professor e tinha ensinado em muitas cidades na Africa do Sul, mas naquele tempo estava trabalhando para uma companhia de seguros, um trabalho que manteve até o final de sua vida. Ele viveu no Distrito Municipal do Ocidente, Johannesburg. Ele se distinguiu através de seus serviços como escoteiro e foi ativo na Associação de Ambulância Saint John como assistente de primeiros socorros.
O Distrito Municipal do Ocidente foi um de muitos municípios de cor de Johannesburg. O lar de Seepé logo se tornou o ponto focal do trabalho de ensino Baháí. Em seu ensino entusiasta Max foi auxiliado por sua esposa May, que ingressou na Fé depois de um ano e se tornou a primeira mulher crente de cor' na Africa do Sul. Por muitos anos Max serviu como coordenador da Assembléia Espiritual Local dos distritos municipais de Ocidente, Newclare e Sophia-town. Eventualmente esta Assembléia foi integrada com a Assembléia de Johannesburg, quando as restrições no país foram relaxadas. Max continuou a servir nesta Assembléia até seu passamento.
Nas reuniões para contatos no lar dos Seepé, Max e May eram ajudados por Florence Marumo, Peter Thebenare, Andrew Mofokeng e William Masehla. Naqueles primeiros dias, classes de aprofundamento também eram conduzidas por William Sears e sua esposa, Marguerite, em sua fazenda. Max se certificou de que a comunidade baháí do distrito de Ocidente participasse regularmente de tais classes; ele podia, de fato, ser considerado como o pai dos crentes de cor de Johannesburg.
Em abril de 1956 Max foi eleito para a primeira Assembléia Espiritual Nacional do Sul e Oeste Africano e serviu neste instituição por vinte e cinco anos. Ao tempo de seu passamento, em 03 de outubro de 1982, ele era o único membro original remanescente na Assembléia.
Durante seu período de serviços, Max demonstrou inúmeras virtudes. Ele era franco e direto na consulta, falava apenas o necessário, recebia decisões com um fácil e próprio entusiasmo da juventude e firmemente seguia na aplicação dos princípios Baháís. Sua memória fenomenal sobre os vários estágios evolucionários envolvidos no desenvolvimento da Fé na região serviram bem a Assembléia quando novos membros foram integrados. Ele acreditava firmemente na camaradagem e estava sempre entusiasmado para participar de Convenções ou conferências, independente de distância e despesas. Ele encontrou maneiras de economizar a fim de viajar e ensinar. Max demonstrou obediencia incondicional a sua Assembléia e humildade a seus irmãos de Fé. Nada era mais importante que atender às reuniões da Assembléia Espiritual Nacional; pontualidade trazia a ele grande satisfação e era raro Max estar ausente ou atrasado. O seu velho livro de orações, já flexível pelo manuseio, estava sempre no bolso junto ao peito pronto para ser usado. Ele deu uma boa ajuda a muitos países no Sul da Africa, incluindo Suazilândia, Lesotho, Botswana, Malawi, Zambia, Zululand e Mozambique, onde ele viajou, usualmente com May, em viagens de ensino ou para participar de conferências, convenções e Escolas de Verão. Ele participou da primeira Convenção Internacional para a eleição da Casa Universal de Justiça, onde ele serviu como escrutinador e permaneceu para participar do Congresso Mundial em Londres. Em 1978 foi novamente privilegiado para servir como escrutinador durante a Convenção Internacional. Ele foi o representante oficial da Assembléia Nacional em muitas conferências através dos anos e sempre cumpriu suas responsabilidades com honra e dignidade.
Em 9 de julho de 1957 o amado Guardião escreveu à Assembléia Espiritual Nacional do Sul e Oeste da África: considerando a diversidade de problemas que este Corpo recém eleito tem tido que enfrentar desde sua incepção, os graves perigos com os quais tem feito face, a vastidão da área na qual tem sido chamada a operar, e a diversidade de povos e tribos, as quais tem sido seu privilégio contatar, iluminar e dirigir, suas concretas e duradouras realizações, no curso dos últimos doze meses, tem sido tais como para evocar em meu coração sentimentos de indizível admiração pela maneira na qual tem levado a cabo suas variadas e pesadas responsabilidades. Ela tem de fato, através da sabedoria que tem demonstrado, a energia com qual tem laborado, a fidelidade com a qual tem abundantemente demonstrado, e a coragem e unidade de visão com a qual seus membros tem se levantado para realizar sua missão, estabelece um valoroso exemplo a ser emulado não apenas pelas três Assembléias irmãs do continente, mas por cada outra Assembléia Nacional ou Regional tanto no hemisferio oriental como ocidental. Max foi uma parte integral daquela Assembléia Espiritual Nacional. A mensagem enviada pelo Corpo Continental de Conselheiros para a Africa quando do passamento de Max, resume seu efeito sobre o continente:
PROFUNDAMENTE PESAROSOS TRISTES INESPERADAS NOTICIAS PASSAMENTO AMADO MAX SEEPE BEM RECORDADO ATRAVÉS CONTINENTE COMO UM DOS MAIS ENTUSIÁSTICOS PRIMEIROS CRENTES AFRICA SUL. AMOROSAMENTE TRANSMITA CARINHOSAS CONDOLÊNCIAS SUA FAMILIA SEUS MEMBROS E TODOS AMIGOS. MAIS PROFUNDA SIMPATIA CONSELHEIROS.
A última reunião de Max Seepé com os Baháís foi na Conferência Internacional realizada em Johannesburg em 19 de setembro de 1982, na conferência dedicada à Folha Mais Sagrada e realizada no ano que marca o quinquagémio aniversário de seu passamento e o vigésimo quinto aniversário do passamento do Guardião. Presente à reunião, como representante da Casa Universal de Justiça, estava o professor de Max, a Mão da Causa de Deus William Sears.
O maior desejo de Max era atender mais uma vez a Convenção Internacional em Haifa, durante o Ridván de 1983. Mas isto não foi possível. Entretanto, seus companheiros membros da Assembléia Nacional que estavam presentes pensaram nele durante aqueles preciosos dias, especialmente quando os escrutinadores apresentaram seu relatório, e fizeram orações em seu nome junto aos Sepulcros Sagrados Verdadeiramente, SUA FIRMEZA EXEMPLAR IRÁ SEMPRE INSPIRAR [OS] CORAÇÕES [DE] SEUS COMPANHEIROS E COMPATRIOTAS. Que maior tributo poderia ser prestado a um Baháí que ser chamado pela Casa Universal de Justiça UMA NOBRE ALMA!Andrew Mofokeng - The Baháí World, Vol. XVIII, 1979-1983, pp. 806-808.
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Todos os textos fazem parte do livro "Histórias de Bahá'ís Afro-Descendentes", compilado por Gabriel Marques.