JOSEPH ENONGENE
1931 - 1976Joseph Enongene nasceu no ano de 1931 em Nninong, Camarões e em 1953 ficou ardentemente atraído pela Fé Bahá’í, através do Sr Enoch Olinga, o Cavaleiro de Bahá’u’lláh para aquele país. Joseph era um amante da música. Ele adorava cantar e tomou parte em concertos realizados nos Jardins Botânicos de Vitória. Ao abraçar a Fé, organizou e treinou um coro e começou a compor músicas com temas bahá’ís, muitas das quais são cantadas pelos bahá’ís de Camarões até os dias de hoje. Ele foi um leal defensor do Convênio e era completamente devotado ao Guardião e à Casa Universal de Justiça. Após o falecimento do Guardião, ele acompanhou a Mão da Causa Enoch Olinga em sua viagem para ajudar os bahá’ís a compreenderem o significado do Convênio. Joseph compôs uma canção especial para esta viagem e a ensinou aos amigos nas comunidades que eles visitavam .
Quando houve um chamado para pioneiros para a Guiné Equatorial, Joseph foi um dos primeiros a se apresentar como voluntário. Ele se estabeleceu em Fernando Po, onde sofreu perseguições e acabou preso por várias semanas. Apesar de ter sido forçado a deixar seu posto, seu espírito permaneceu destemido e desanuviado alegria natural de seu temperamento. Em 1971 se estabeleceu em Tiko, onde ajudou a construir uma forte e ativa comunidade, com excelentes e animadas aulas para crianças. Tanto sua esposa Olga, como sua mãe, aceitaram a Fé e os seus filhos se tornaram estudantes entusiasmados nas aulas para os jovens. Por sua vez, seu filho mais velho, Enongene, tornou-se professor de aulas para crianças em Tiko e Tombel.
Em setembro de 1975, ele foi submetido a uma cirurgia no hospital de Tiko, sem sucesso, pois a doença era muito mais grave do que se pensava. Os visitantes o encontravam alegre e confiante. Ele então foi transferido para o hospital de Yaounde, onde começou a ensinar a Fé aos pacientes em várias alas do prédio. Quando um visitante lhe disse que ele estava sendo um “pioneiro” no hospital e que estava fazendo “ensino de extensão” Joseph ficou muito feliz. Apesar de saber estar seriamente doente, permanecia espiritualmente animado.
Durante os últimos quatro meses permaneceu em sua aldeia natal, onde, do seu leito de doente, continuava a ensinar e encorajar os amigos. Graças, em grande parte, a seus esforços, uma nova Assembléia Espiritual foi formada em Ebonemin, no Ridván de 1976.
Joseph faleceu em 17 de julho de 1976. Uma reunião em sua memória foi realizada em Tiko, com a presença da Mão da Causa Enoch Olinga e sua esposa Elizabeth. Apesar da reunião ter sido iniciada de forma solene, pouco a pouco ela foi se tornando alegre, com as histórias que os amigos começaram a ouvir do Sr. Enoch Olinga sobre a vida de Joseph e de sua grande dedicação à Fé de Bahá’u’lláh. Mais tarde, todos juntos cantaram algumas das músicas que ele havia composto. O fato de sua morte ter unido os amigos em amor e harmonia, com canções e inspiração e até risos; parecia ser o tributo mais apropriado para se render àquela devotada alma.Ursula Samandarí - The Bahá’í World, Vol. XVII, 1976-1979, pp. 412-413
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Todos os textos fazem parte do livro "Histórias de Bahá'ís Afro-Descendentes", compilado por Gabriel Marques.