ELLSWORTH BLACKWELL
1902 - 1978Ellsworth Blackwell nasceu em Greenville, Mississipi, no dia 01 de agosto de 1902, sendo os seus pais Philip e Mary Blackwell, daquela cidade. Ele freqüentou a Universidade de Iowa e foi um membro da fraternidade de Kappa Alpha Psi. Em 1937 casou-se com Ruth Browne, membro da comunidade bahá’í de Chicago e desta união nasceu um filho, Philip Ellsworth, que faleceu ainda na infância.
Ellsworth se tornou bahá’í em 1934, em Chicago, tendo estudado a Fé nas reuniões para contatos promovidas pelo Sr. e Sra. Edgar Edwards e daí em diante participou ardentemente de todas as fases do ensino e do trabalho administrativo da Causa de Bahá’u’lláh. Serviu na Assembléia Espiritual de Chicago e foi, por um tempo, membro da Assembléia Espiritual Nacional dos Bahá’ís dos Estados Unidos. Sua atividade de pioneirismo estendeu-se por quase um quarto de século, começando em 1940, durante o primeiro Plano de Sete Anos de Shoghi Effendi, quando Ellsworth e sua esposa se estabeleceram no Haiti - numa região onde o Sr. e Sra. Louis G. Gregory haviam permanecido por seis meses no ano de 1934 - e chegando ao final com o seu falecimento, ocorrido em seu posto de pioneirismo na cidade de Kananga, Zaire, no transcurso do presente Plano de Cinco Anos da Casa Universal de Justiça. Os Blackwells ficaram no Haiti de 1940 a 1943; retornando para um segundo período que se iniciou em 1950, por ocasião do segundo Plano de Sete Anos e voltou para lá novamente no ano de 1960, permanecendo até 1975. A primeira Assembléia Espiritual do Haiti foi formada na sua capital, Porto Príncipe, no ano de 1942 e em 1961 foi eleita a primeira Assembléia Espiritual Nacional; Ellsworth foi o primeiro coordenador daquelas instituições. Posteriormente, tornou-se o primeiro membro do Corpo Auxiliar no Haiti, servindo naquela função até o ano de 1970, quando retornou ao serviço administrativo da Fé no Haiti, a nível nacional.
Durante os seus longos anos no Haiti, os Blackwells foram fortalecidos e encorajados pelas cartas de Shoghi Effendi, com quem mantinham freqüente correspondência. Em 15 de abril 1941, pouco tempo após terem eles chegado ao Haiti, como os primeiros pioneiros, Shoghi Effendi lhes escreveu do próprio punho: “O trabalho que vocês têm realizado, os sacrifícios que têm passado, a missão histórica que iniciaram, são altamente louváveis, meritoriosos e inesquecíveis. Eu estarei orando especialmente por vocês dois para que, em qualquer campo que vierem a servir nos dias vindouros, Bahá’u’lláh possa fortalecer, guiar e abençoá-los, e ajudá-los a enriquecer os anais de seus serviços de pioneirismo”. Em 21 de dezembro de 1941, Shoghi Effendi escreveu: “ Eu desejo assegurá-los, pessoalmente, do meu mais profundo e contínuo reconhecimento de seus devotados e verdadeiramente históricos serviços. Perseverança coroará os seus esforços com glórias imperecíveis. Sejam confiantes e nunca descansem em seus esforços, os quais a geração ascendente irá louvar e admirar. Vocês estão freqüentemente em meus pensamentos e orações. Eu ficarei sempre feliz em poder receber as suas notícias e estarei orando para que as suas mais acalentadas esperanças possam ser rápida e completamente realizadas”.
Em outubro de 1975 os Blackwells foram como pioneiros para a república Malagaxe, na ilha de Madagascar, onde Ellsworth serviu na Assembléia Espiritual Nacional de 1976 a 1977. Finalmente, em 1977, foram designados para a República do Zaire, na África Central. Ellsworth ascendeu ao Reino de Abhá em 17 de abril de 1978, depois de uma curta doença, o primeiro pioneiro a dar a sua vida naquela nação africana. Um brilhante monumento branco assinala o seu lugar de descanso, de onde se vê a paisagem verde ondulante da região rural próxima a Kananga.
Ellsworth Blackwell foi também ativo no Rotary Internacional no Haiti, Madagascar e Zaire. Esteve presente ao seu funeral um representante do Rotary Club de Kananga, que fez um pronunciamento junto à sua sepultura.
Ellsworth foi um orador e instrutor bahá’í de grande renome e sua voz foi ouvida em muitos distantes recantos do mundo; era tido em alta consideração por todos que o conheceram e que com ele trabalharam na nossa amada Fé.
No dia 20 de abril de 1978, a Casa Universal de Justiça enviou cabograma prestando-lhe o seguinte tributo:
“ENTRISTECIDOS FALECIMENTO VALOROSO SERVO DE LONGA DATA CAUSA BAHÁ’U’LLÁH ELLSWORTH BLACKWELL PONTO DESTACADOS ESFORÇOS PIONEIRISMO ENSINO SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS MUITAS TERRAS EVIDENCIAM SUA DEVOÇÃO DEDICAÇÃO FÉ ELE ARDENTEMENTE AMOU PONTO ASSEGUREM ESPOSA FAMÍLIA AMIGOS ORAÇÕES SAGRADOS SEPULCROS PROGRESSO SUA ALMA REINO ABHÁ.”Ruth Blackwell - The Bahá’í World, Vol. XVII, 1976-1979, pp. 452-453
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Todos os textos fazem parte do livro "Histórias de Bahá'ís Afro-Descendentes", compilado por Gabriel Marques.