ELIZABETH IDANG NJANG
1928-1983

            Elizabeth Idang Njang nasceu em 30 de julho de 1928 em uma vila perto de Calabar na Nigéria. Tendo perdido seus pais ainda quando pequena, ela foi criada por parentes e se tornou uma dedicada membro da Igreja de Cristo. Seu primeiro casamento, com um homem que desenvolveu um sério problema com bebidas, foi sentenciado ao fracasso. Entretanto, um filho nascido desta união eventualmente abraçou a Fé Bahá’í, servindo como um secretario da Assembléia Espíritual Local antes de sua morte durante  a guerra civil na Nigéria.
             Em 1956 a Sra. Njang conheceu seu futuro esposo, o Sr. O.E. Njang, quem até o presente é Membro do Corpo Auxiliar na Nigéria. Ambos estavam participando de uma cerimônia na qual o vinho de palma, uma tradicional bebida alcoolica,  estava sendo servido. Ela notou que somente ele estava se abstendo de beber. Sua curiosidade sobre a Fé aumentou quando ela o ouviu falando a outros sobre Bahá’u’lláh. Ela começou a participar de sessões de aprofundamento conduzidas pelo Sr. Njang e três outros amigos. Dentro de um ano ela abraçou a Fé e retornou à sua antiga igreja, onde ela audaciosamente anunciou para a congregação que Cristo havia retornado na Glória do Pai. Este evento, enquanto causou a ela uma imediata expulsão da Igreja, marcou o inicio de um quarto de século de dedicados serviços  à Causa Bahá’í.
             Em 1958 a Sra. Njang foi chamada a servir como professora de tempo integral pela então Assembléia Espiritual Nacional do Oeste Norte Africano e no mesmo ano ela e seu marido levaram a Mensagem de Bahá’u’lláh à tribo Ejagham, no sudeste da Nigéria. Finalmente, na Convenção Anual em Victoria, Camarões Ocidental, em 1960, ela tanto impressionou os delegados por sua devoção e dinamismo que as Mãos da Causa de Deus participantes se referiram a ela como ‘a Táhirih da Nigéria’.
             Ela foi eleita membro da Assembléia Espiritual Nacional do Centro-Oeste Africano em 1967. Antes disso ela havia servido como coordenadora do Comitê Nacional de Ensino dos Bahá’ís da Nigéria e como coordenadora da Assembléia Espiritual Local por muitos anos. Em 1979 ela organizou a Conferência Bahá’í de Mulheres na área de  Calabar-Mamfe, da qual participaram mais de uma centena de mulheres bahá’ís.
             Eventualmente a Sra. Njang decidiu retornar a sua vila natal e se engajar na agricultura de forma a ajudar na alimentação de seu neto orfão e aprofundar três novas Assembléias Espirituais Locais naquela área. Finalmente, em 17 de março de 1983, ela veio a falecer após uma rápida doença e foi colocada para descansar na presença de aproximadamente uma centena de amigos.
             Em um país onde o ministério religioso é frequentemente visto como um meio para se atingir enriquecimento material, a Sra. Njang foi constantemente ridicularizada por ser uma ‘mulher pastora’ de uma ‘igreja’ que não remunerava seus trabalhadores. Ela respondia a tais escárneos dizendo que ela e seu marido eram em realidade os ricos, ainda que fora de um senso material comum. Em um continente onde as mulheres estão ainda começando a desenvolver suas potencialidades latentes, ela é lembrada como um destacado exemplo a ser seguido pelas mulheres bahá’ís da Africa e de outros lugares.
             Ao saber do passamento da Sra. Njang, a Casa Universal de Justiça enviou o seguinte telegrama à Assembléia Espiritual Nacional da Nigéria em 28 de março de 1983:
PROFUNDAMENTE PESAROSOS PASSAMENTO DEVOTADA SERVA BAHAULLAH ELIZABETH IDANG NJANG. SEU ESPIRITO DEDICAÇÃO SEUS ATIVOS SERVIÇOS FÉ MERECEM SER EMULADOS SEUS COMPANHEIROS E CRESCENTE GERAÇÃO PROMOTORES CAUSA SAGRADA DEUS. TRANSMITA PARENTES AMOROSAS CONDOLENCIAS. ASSEGURAMOS FERVOROSAS ORAÇÕES SEPULCROS SAGRADOS PROGRESSO SUA ALMA REINO ABHA.

 The Bahá’í World, Vol. XVIII, 1979-1983, pp. 819-20.

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Todos os textos fazem parte do livro "Histórias de Bahá'ís Afro-Descendentes", compilado por Gabriel Marques.