ALAIN LEROY LOCKE
1886-1954Entre os distinguidos membros da Fé Bahá’í em seus primeiros dias na América aparece o nome do Dr. Alain LeRoy Locky, destacado autor e educador negro americano.
Alain Locke nasceu na Filadélfia, Estados Unidos, em setembro de 1886, onde recebeu educação elementar e secundária. Com a idade de dezoito anos ele ingressou na Escola de Pedagogia da Filadélfia, onde graduou três anos mais tarde, ingressando na Faculdade Harvard onde graduou com honras em 1907 em Filosofia e Inglês. Em reconhecimento à sua habilidade e realizações destacadas, a mesma Faculdade, em 1918, honrou o Dr. Locke com o título de Doutor em Filosofia.
Em 1918 o Dr. Locke foi premiado com a Bolsa Rhodes, a qual o qualificou para estudos durante três anos em Oxford, ao que foi seguido por um ano de especialização em Filosofia na Universidade de Berlim.
Seguindo seu retorno à casa na América, o Dr. Locke passou seis meses nos estados do sul, onde, pela primeira vez em sua vida, ele esteve face a face com o problema racial. Desde então, até a sua morte em 9 de junho de 1954, além de ensinar Filosofia na Universidade Howard, o Dr. Locke devotou seus interesses literários e vocacionais para analisar, interpretar e reconhecer as realizações culturais do Negro e suas relações com outras raças.
No início dos anos 1920 o Dr. Locke veio a ter contacto com a Fé Bahá´í em Washington, D.C. Ele imediatamente reconheceu e aceitou seus ensinamentos como a única verdadeira solução para os problemas nascentes do preconceito entre os homens. Esta crença estava refletida em suas aparições públicas e em seus escritos onde ele continuamente indicava que o rápido avanço do Negro não era uma usurpação social e economica, na qual o preconceito dos brancos lutava para colocar em ‘check’, mas que isto era parte de um avanço comum de toda a humanidade, aumentando o nivel de civilização como um todo.
Durante uma de suas viagens fora dos Estados Unidos, Dr. Locke teve o raro privilégio de visitar Shoghi Effendi, o Guardião da Fé Bahá’í, e os Sagrados Santuários do Báb, Bahá’u’lláh e ‘Abdu’l-Bahá. Suas experiências deste centro espiritual foi recordada em seu artigo ‘Impressões de Haifa’, o qual foi publicado no Volume III do The Bahá’í World. Uma outra declaração de sua convicção sobre a verdade e poder da Fé Bahá’í aparece no Volume V, sob o título de ‘A Orientação da Esperança’.
Os livros e poemas do Dr. Locke sobre os problemas raciais são numerosos, sendo provavelmente os mais conhecidos: O Negro na América, O Negro e Sua Música, e O Negro na Arte. Desde 1948, apesar de dificuldades com a saúde, até sua morte, ele foi um valoroso e ativo membro do Comitê do Livro do The Key Reporter, o informativo oficial da Phi Beta Kappa do qual ele era membro. Quando de sua morte, ele mantinha o título de Professor Emérito em Filosofia da Universidade Howard, Washington, D.C.Charlotte Linfoot - The Bahá’í World, Vol. XIII, 1954-1963, pp. 894-95.
Todos os textos fazem parte do livro "Histórias de Bahá'ís Afro-Descendentes", compilado por Gabriel Marques.