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O Prêmio e Regulamento
Escultura Símbolo do Prêmio
Rúhíyyih Rabbani, uma Cidadã do Mundo

 

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Resumos biográficos dos agraciados com o Prêmio Cidadania Mundial 1999


HELENA GRECO
FEIZI MILANI
JOSÉ GREGORI
WAGNER GONÇALVES
NILMÁRIO MIRANDA
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DOS DIREITOS DA INFÂNCIA ANDI
FUNDAÇÃO ABRINQ PELOS DIREITOS DA CRIANÇA
CANAL FUTURA
FÓRUM PERMANENTE CONTRA A VIOLÊNCIA EM ALAGOAS
NISE DA SILVEIRA POST MORTEM

 

 



HELENA GRECO

Helena Greco nasceu em Abaeté, a 15 de junho de 1916. Sua primeira transgressão foi a leitura dos clássicos quando ainda vigia o index librorum proibitorum. Conseguiu adquirir formação humanista em pleno internato dominicano, no Colégio Santa Maria. Talvez tenha sido esta a fonte onde ela bebeu para desenvolver mais tarde a capacidade de indignação que é sua marca registrada. Sua participação política, reconhecida nacional e internacionalmente, tem como marco a gloriosa luta pela anistia ampla, geral e irrestrita, da qual ela se tornou praticamente sinônimo, a partir de 1977. Helena é farmacêutica de formação, trabalhou alguns anos nessa área, milita no seu Sindicato e se sente honrada em ter uma sala no Conselho Regional de Farmácia com o seu nome. Helena foi presidente e fundadora do Movimento Feminino pela Anistia/MG, do Comitê Brasileiro pela Anistia/MG e do Comitê Executivo Nacional destas entidades. Foi ainda a representante do Brasil no Congresso pela Anistia no Brasil, em Roma, em julho/79. Em maio de 1995 recebeu o Prêmio Chico Mendes de Resistência oferecido por um grupo de entidades coordenado pelo Tortura Nunca Mais/RJ. Em outubro do mesmo ano, Helena foi jurada no Tribunal Nacional Contra o Trabalho Infantil em Brasília, e articulou em Belo Horizonte o Grupo de Trabalho Contra o Trabalho Infantil/MG, cujo objetivo é a ratificação da convenção 138 da Organização das Nações Unidas. Hás 3 anos foi ao México para participar do Tribunal Internacional contra o Trabalho Infantil. Estes são breves traços deste vasto painel humano chamado Helena Greco. Ela tem dentro de si uma voz divina que lhe diz que a mais amada dentre todas as coisas é a justiça.

 


FEIZI MILANI

Feizi Milani é graduado em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas (1988) e especializado em Hebeatria, (Medicina do Adolescente), pela USP e UERJ e em Psicologia do Adolescente pela UFSE. Há vários anos trabalha com jovens, pais e profissionais e instituições que com eles lidam, tendo por base uma visão holística do ser humano, um ênfase na educação integral, e em áreas de formação de lideranças, aprimoramento pessoal e gerencial, desenvolvimento comunitário e planejamento estratégico.

Experiência Profissional
Atua no Projeto Educar é Ensinar a Viver, ONG cuja missão é “promover a educação e a capacitação visando o desenvolvimento integral do indivíduo e da comunidade, na condição da presidente eleito do Colegiado Administrativo. Também é responsável pela capacitação de lideranças comunitárias e pela coordenação do Planeta Paz, grupo de adolescentes que atuam como agentes de mudança social através da educação ambiental (desde 1993).
Capacitador em Voluntariado Jovem credenciado a nível nacional pelo Programa Voluntários/Comunidade Solidária (1999).
Coordenador em Formação Holística de Jovens pela Universidade Holística Internacional (UNIPAZ), em seu Campus Avançado—Bahia, sendo responsável pela concepção metodológica e execução pedagógica do programa (desde 1998).
Presta atendimento médico e terapêutico a adolescentes em consultório (Espaço Phoenix) e em ambulatório (Centro de Saúde de Fazenda Coutos).
Participa de três grupos internacionais transdisciplinares de estudo e ação, enfocados, respectivamente, na Filantropia, Resiliência Infanto-Juvenil, e Diversidade Racial.
Selecionado para o Kellogg International Leadership Program—KILP, integrando o grupo de 60 fellows contemplados pela Fundação Kellogg em reconhecimento à sua liderança no campo do desenvolvimento comunitário (1995-98).
Facilitador credenciado do programa de arte-educação ambiental 'O Amanhã Pertence às Crianças', tendo capacitado um grupo de jovens como multiplicadores (1997).
Facilitador credenciado do curso de aprimoramento pessoal e gerencial Plenitude Humana, tendo capacitado um grupo de professores e dirigentes escolares, com carga horária de 80 horas-aula (1997-98).
Selecionado como fellow pelo Salzburg Seminar, Áustria, para a sessão 346 (maio 1997).
Aprovado em 1o. lugar no concurso público para hebeatra da Prefeitura do Salvador (1996).
Elaborou e coordenou o projeto 'Crescer e Ser', desenvolvido pelo Serviço Social do Mosteiro de S. Bento e Fundação Odebrecht, visando o dsenvolvimento pessoal e social de adolescentes de comunidades populares e sua atuação voluntária como multiplicadores (1994-94).
Participou da concepção e coordenação do projeto Formação de Adolescentes Voluntários, desenvolvido pela Fundação Odebrecht, tendo alcançado grande êxito e repercussão na educação integral de adolescentes e exercício da cidadania (1993-94).
Selecionado pelo Partners of The Americas para o seminário internacional sobre “Prevenção de AIDS na comunidade”, nos Estados Unidos, atuando, desde então, como multiplicador do treinamento recebido junto a escolas públicas e ONG’s (1993).
Implantou e coordenou o Programa Adolescência Sadia na Secretaria de Saúde de Lauro de Freitas/BA, incluindo ambulatório de adolescentes com atendimento individual e grupal, orientação aos pais e ações educativas nas escolas (1990-94).
Prestou consultoria à Secretaria de Educação do Estado da Bahia, Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, Secretaria de Turismo e Juventude do Distrito Federal, Secretaria da Criança e do Adolescente de Sorocaba, FNUAP, Associação para o Desenvolvimento Coesivo da Amazônia e, Assoicação Masrour par ao Bem-Estar e Educação da Família.
Ministrou mais de 250 conferências e workshops, em escolas, universidades, congressos e insituições científicas e comunitárias em todo o Brasil e alguns no exterior.
Publicou trabalhos pela Academia Nacional de Medicina, escola de Pais do Brasil, e nas revistas Educação do CEAP e Dois Pontos; co-autor do Manual para Educadores de Adolescentes de Comunidades Populares.
Visitou dezenas de instituições e comunidades para intercâmbio de experiências na África do Sul, Argentina, Austrália, Bolívia, Botsuana, Estados Unidos, Índia, Inglaterra, Israel, México, Portugal, República Dominicana, Venezuela e Zimbábue.
Paticipou de vários seminários no exterior, tendo inclusive coordenado trabalhos de grupo com integrantes de diversas nacionalidades, etnias e credos.
Coordenou o Escritório de Meio-Ambiente da Comunidade Internacional Bahá’í, no Rio de Janeiro, durante a ECO ’92, cujas iniciativas incluíram a contrução do Monumento à Paz, a programação das Noites Culturais e da Vigília Ecumência, a realização de um seminário internacional e o apoio à Árvore da Vida (maio a setembro de 1992).
Coordenou o planejamento e organização de diversos congressos e seminários,eincluindo o II Seimpósio nacional da Paz na Era Nuclear e Encontro nacional de Meédicos pela Paz (Goiânia, 1988), II Conferência Nacinla de Integração (Salvador, 1996).
Atuou em diversos programas de Educação para a Paz desenvolvidos nos estudos de Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondîona, Acre, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia (so semestre de 1982 e 1o semestre de 1981).
Trabalhou na redação, produção e apresentação de programas educativos para rádio (em Vitória) e para a TV (em Maceió), além da produção de um vídeo para jovens.

 


JOSÉ GREGORI

José Gregori nasceu em 13 de outubro de 1930. Concluiu em 1950 o Curso de Direito, pela Universidade de São Paulo (USP). Dentre as dezenas de atuações em instituições, muitas delas em cargos de direção, destacamos sua participação como Conselheiro da Fundação Anchieta de Cultura, São Paulo, Presidente da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo, Membro fundador da Comissão Teotônio Villela de Direitos Humanos. Foi Deputado Estadual em São Paulo no período 1983/1986. No Ministério da Justiça dentre outras funções, desempenhou as seguintes: Ouvidor-Geral da República, Coordenador Geral do Programa Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal (lançado em 13.05.95), Coordenador e Co-autor da Lei No.9.140/95 (Desaparecidos Políticos). Membro do Grupo de Estudos Constitucionais da Universidade de Campinas - UNICAMP. Atualmente exerce a função de Secretário Nacional dos Direitos Humanos. José Gregori tem desempenhado ao longo dos últimos anos diversas missões de representação do Brasil no exterior. Chefiou a Delegação Brasileira à “VII Conferência Internacional Anticorrupção”, realizada em Beijing - China, em 1995, evento no qual propôs estudos integrados para a constituição de uma Agência Internacional Contra a Corrupção. Chefiou a Delegação da visita do Brasil à China para temas relativos aos Direitos Humanos. José Gregori tem buscado diminuir a distância entre intenção e gesto porque sabe que "a luz de um bom caráter excede a luz do sol".

 


WAGNER GONÇALVES

Wagner Gonçalves nasceu em 27 de março de 1947, em Goiânia-GO.

Gonçalves faz seu estudo superior na Faculdade de Direito do Centro de Ensino Unificado de Brasília-CEUB, qual foi concluído em 1972.

Suas atividades profissionais incluem: assessor do MEC (1972/1973); advocacia com exclusividade (1974/1982); membro da 2a Câmara do Primeiro Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda (início do mandato em 1o/08/1979 e término em 12/07/1982); vice-presidente da referida 2a Câmara a partir de 1o/08/1980; membro da Câmara Superior de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda a partir de 1o/08/1980 (término em 12/07/1982); procurador da República, aprovado em concurso de provas e títulos em 1982 (posse em 12/07/1982); Membro do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, como representante da Procuradoria Geral da República (período de 16/08/1985 a 16/08/1987); membro relator da comissão sobre Importação de Alimentos (1987); membro da Comissão de Defesa dos Direitos do Cidadão, criada pelo Dec. No 73.714, de 15/12/1986, como representante do Ministério Público Federal-1986, 1987 e 1988; membro da Comissão de Combate à Fraude em Produtos de Origem Animal (MA) também como representante da Procuradoria Geral da República; promovido por merecimento ao cargo de Procurador Regional da República; e promovido por merecimento ao cargo de Subprocurador-Geral da República.

Cargos ou funções exercidas no âmbito do Ministério Público Federal são os seguintes: Coordenador de Defesa de Direitos e Interesses Indígenas; Coordenador da 5a Câmara de Defesa do Patrimônio Público e Social; membro do Conselho Superior do Ministério Público Federal (dois biênios—encerra-se o segundo em 30/06/99); procurador Federal dos Direitos do Cidadão (atualmente), cargo que exerce desde 17/04/1996; membro do Conselho de Defesa dos Dieitos da Pessoa Humana do Ministério da Justiça; Coordenador do Fórum Nacional Contra a Violência no Campo e presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (período de 18/16/1993 a 12/05/95).

Vários de seus trabalhos foram publicados em várias revistas e jornais.

Algumas palestras, também, foram feitas em diversas oportunidades sobre: direitos indígenas, direitos humanos e atuação da Justiça, minorias e discriminação, atuação da polícia judiciária, etc.

 


NILMÁRIO MIRANDA

O nome de Nilmário Miranda é hoje uma referência importante no movimento de defesa e desenvolvimento dos direitos humanos no Brasil. Deputado federal pelo PT de Minas Gerais, exerce seu terceiro mandato consecutivo, depois de ter sido deputado estadual no seu Estado. Nilmário preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, cuja criação ele mesmo propôs e foi seu primeiro presidente, em 1995.

Não foi fácil criar uma Comissão de Direitos Humanos no Congresso Nacional. Tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal já haviam recusado em várias oportunidades propostas nesse sentido. Ao apresentou seu requerimento para instalar a Comissão, entretanto, Nilmário já havia percorrido um bem-sucedido caminho na luta parlamentar em prol dos direitos humanos, um fator que, associado à circunstância do crescimento da organização social por esses direitos, transformou a idéia numa realidade. Hoje a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados está consolidada como organismo atuante e respeitado, caracterizado pela atuação corajosa mas equilibrada, eficaz e pluralista, vocacionada para as parcerias com a sociedade civil e outras instituições do Estado. A militância de Nilmário na Comissão de Direitos Humanos, quer como seu fundador e presidente por dois períodos, quer como membro permanente, contribuiu efetivamente para que esse órgão do Congresso Nacional conquistasse seu espaço e prestígio que detém hoje.

A trajetória de Nilmário Miranda começa em Belo Horizonte, onde nasceu em 1947, filho de Oldack Caetano de Miranda e Nelly Dapieve de Miranda. Com os pais começou seu aprendizado de amor à solidariedade, a compreender a importância da participação política e o significado da lealdade aos valores humanos universais. Viveu sua infância em Teófilo Otoni, na região nordeste do Estado de Minas Gerais, acompanhando a família que ali trabalhou por muitos anos no restaurante popular que possuía. Essa experiência iniciou Nilmário numa outra paixão que ele passou a cultivar mais tarde, primeiro movido pela necessidade do cárcere, depois como um prazer em meio à família e aos: a culinária. Uma de suas especialidades é criar pratos sutis a partir do que houver disponível na geladeira, seja o que for.

Casado com Stael Luíza Rocha de Santana e pai de Vítor, Renata e Fernanda, Nilmário cultiva uma amorosa relação familiar. Para ele, harmonizar a extensa agenda de homem público com a convivência com a esposa e os filhos é um exercício cotidiano que mistura dever e prazer. A intensa amizade com os filhos permitiu que os três jovens absorvessem os valores humanos transmitidos por Stael e Nilmário, sendo hoje cidadãos estruturados e felizes.

Os vínculos estreitos com a família são legado que Nilmário recebeu de seus pais. E foi motivado pelas idéias que recolhia no seio familiar, nas leituras e no inconformismo diante das desigualdades sociais e do sistema de arbítrio instalado pelo regime militar, ainda bem jovem Nilmário abraçou o sonho socialista, participando, nas décadas de 60 e 70, primeiro do movimento pelas reformas de base em Teófilo Otoni e, depois, do movimento estudantil em Belo Horizonte. Militante de um dos grupos políticos proscritos nos anos de chumbo, a POLOP, conheceu a amarga experiência da prisão política por três anos e meio e teve seus direitos políticos cassados por cinco anos. Ao ser libertado, no final dos anos 70, não hesitou em retornar à militância, passando a desempenhar um papel de liderança na construção do movimento popular e sindical na região industrial da Grande Belo Horizonte. Junto com outros companheiros, criou e dirigiu o Jornal dos Bairros, um instrumento de mobilização de comunidades pobres em torno de direitos como o acesso à moradia, ao saneamento e outros serviços públicos. Nessa ocasião, ajudou a criar o embrião de um movimento nacional de desenvolvimento urbano.

Formou-se em Jornalismo na tradicional Universidade Federal de Minas Gerais, em 1979, tendo trabalhado como jornalista no Sindicato dos Bancários de Minas Gerais e no Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, associando a atuação profissional à militância política e social. Em 1980, faz pós-graduação em Ciência Política na Universidade Federal de Minas Gerais e, em 1982, conclui, no CIESPAL, do Equador, o curso de especialização em Comunicação Popular. Entre 1983 e 1985, Nilmário trabalha como chefe de gabinete do Partido dos Trabalhadores na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

O projeto de criação do Partido dos Trabalhadores, na esteira da mobilização operária ocorrida a partir do final dos anos 70, com a participação de intelectuais e religiosos progressistas, contou desde o primeiro momento com um Nilmário entusiasmado, dotado de grande capacidade de trabalho e articulação. Virtudes que ele empregou na função de secretário de Organização da seção mineira do PT, de 1983 a 1985, depois como secretário-geral da agremiação. Foi um período em que Nilmário percorreu o vasto interior de seu Estado, prestando uma reconhecida contribuição para a aglutinação e capacitação de novos militantes do PT, o que emprestou ao partido uma feição socialmente mais ampla e humanamente mais rica.

Num dos momentos históricos memoráveis da cidadania brasileira, a retomada da ordem democrática e a intensa mobilização social que culminaram nas constituintes nacional e estaduais, Nilmário é eleito, em 1986, deputado estadual constituinte. Na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, destaca-se pela sua atuação, tendo sido líder da Bancada do PT em 1989, e prestado relevante contribuição na elaboração da Constituição do Estado, inclusive como presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia e integrante da Comissão de Defesa do Meio Ambiente. Nessa época, Nilmário Miranda também foi membro da Executiva Estadual e do Diretório Nacional de sua agremiação.

Em 1990, Nilmário Miranda é eleito pela primeira vez deputado federal, sendo reeleito em 1994 e 1998 com votação sempre crescente. Embora tenha se destacado na Câmara dos Deputados sobretudo por sua atuação em direitos humanos, ao longo destes três mandatos parlamentares teve participação significativa no processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor e na CPI do Orçamento. Ao lado dos movimentos populares, participou da coleta de assinaturas para o primeiro Projeto de Lei de Iniciativa Popular apresentado à Câmara dos Deputados, do qual se tornou o patrono por indicação das entidades. O projeto cria o Conselho e o Fundo Nacional pela Moradia Popular. Atuou em defesa de uma política urbana destinada a assegurar a universalização do direito à moradia e mais qualidade de vida para o povo.

Foi vice-presidente da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara; integrou diversas outras comissões permanentes e temporárias; foi vice-líder do PT em duas ocasiões e ocupou outras importantes funções na direção nacional e estadual de seu partido, inclusive a de secretário nacional de Direitos Humanos. Por quatro anos consecutivos tem sido apontado como um dos "Cabeças do Congresso Nacional" em pesquisa anual publicada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - O DIAP - que congrega mais de 900 entidades sindicais de trabalhadores.

A trajetória do deputado Nilmário Miranda no Congresso Nacional se confunde com o próprio processo de afirmação dos direitos humanos no Poder Legislativo brasileiro. Ao lado de outros parlamentares atuantes na área, como o deputado Hélio Bicudo e a deputada Rita Camata, que participaram de comissões temporárias para investigar temas importantes de direitos humanos, criam as condições para que a Câmara dos Deputados instale uma Comissão permanente específica para os Direitos Humanos. No começo dos anos 90, Nilmário propõe a criação e preside a Comissão Especial Externa sobre os Desaparecidos Políticos. Os trabalhos dessa Comissão, conduzidos pelo deputado, foram essenciais no processo que culminou na aprovação da Lei 9.140, em 1995, estabelendo as condições para a reparação moral das pessoas mortas por motivos políticos, bem como a indenização financeira a seus familiares.

Posteriormente, representando a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Nilmário Miranda integrou a Comissão Especial do Ministério da Justiça que analisou os processos sobre os desaparecidos. Nela, lutou para que prevalecesse uma interpretação menos restritiva da lei, possibilitando a inclusão sem vetos de diversos militantes políticos que deram sua vida por um ideal de igualdade e democracia. Por ocasião do 20º aniversário da Lei da Anistia Política, comemorado em agosto deste ano, Nilmário Miranda lançou o livro Dos filhos deste solo. Escrito em parceria com o jornalista Carlos Tibúrcio, o livro registra em 650 páginas a história de cada um dos mortos e desaparecidos políticos que emergiu dos trabalhos da Comissão Especial do Ministério da Justiça, constituindo-se numa fonte preciosa de pesquisa de um período de nossa história política recente.

A preocupação com o restabelecimento da verdade histórica dos anos de chumbo levou Nilmário a empenhar-se num outro objetivo agora perto de ser alcançado: a reabertura das investigações sobre o caso Riocentro - o maior atentado político de nossa história recente, que colocou em risco a vida de nove mil pessoas, em 1980. Depois de realizar uma série de audiências com testemunhas ignoradas à época, Nilmário reuniu elementos suficientes para convencer o Ministério Público Militar a reabrir o caso.

Mas Nilmário não limitou sua atuação nos direitos humanos ao resgate da verdade histórica obscurecida até hoje pela ditadura militar. Pelo contrário, talvez sua contribuição mais marcante para o movimento pelos direitos humanos tenha sido no sentido da incorporação de novos temas, de empenhar-se em favor dos direitos dos setores mais excluídos e vitimizados por violações de seus direitos fundamentais. Isso se traduziu em inúmeras atividades por ele promovidas e incentivadas, dentro e fora do Congresso Nacional, em favor dos direitos da mulher, da criança e do adolescente, do negro, das populações indígenas, das minorias étnicas, homossexuais. Atuou com prontidão e eficiência contra a impunidade nos massacres de trabalhadores sem-terra ocorridos em Eldorado do Carajás e Corumbiara e nos episódios de violência policial contra pessoas pobres.

Para se dimensionar o crescimento institucional dos direitos humanos, no qual Nilmário participou tão destacadamente, é importante mencionar que, quando a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados foi instalada, em 1995, só havia organismos assemelhados em três Assembléias Legislativas no país. Hoje elas estão funcionamento em 25 unidades da Federação. Foi de Nilmário a iniciativa de criar o Fórum Legislativo Nacional de Direitos Humanos, que possibilitou uma grande interação e estímulo à criação de novas comissões nos estados e municípios. Mesmo cobrado por ficar muito tempo fora de seu Estado, Nilmário tem percorrido todo o Brasil fazendo palestras, debates, participando de diligências e outras atividades que têm contribuído para difundir e organizar a ação em torno dos direitos humanos. Outra iniciativa de Nilmário que contribuiu para disseminar e unir o movimento pelos direitos humanos foi a Conferência Nacional de Direitos Humanos, que já realizou quatro edições anuais bem-sucedidas, com a participação, em cada uma delas, de mais de 300 entidades e 600 pessoas. Esses eventos, já consolidados como os mais representativos da área no Brasil, apresentaram conjunto de propostas ao Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado pelo presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em 1996, e para sua posterior implementação, além da criação de programas estaduais de direitos humanos. No que diz respeito à produção de novas leis, a Comissão presidida por Nilmário desempenhou função relevante na aprovação de várias leis recentes, como a que tipificou o crime de tortura, aprovou o Estatuto dos Refugiados e criou o programa de proteção a testemunhas e vítimas de crimes.

Na área externa, Nilmário tem se esforçado na busca de uma aproximação com outras organizações de direitos humanos de outros países. Um projeto iniciado em 1995, quando esteve na Costa Rica, participando da III Reunião da Comissão Interparlamentar de Direitos Humanos, e na República Dominicana, em reunião da Comissão de Direitos Humanos do PARLATINO. Nesses encontros, estabeleceu frutífera cooperação com seus colegas latinoamericanos, tendo resultado na visita ao Brasil de diversos especialistas em direitos humanos dos Estados Unidos, Canadá, México, Argentina, Chile, Inglaterra, França, Holanda, que revelaram suas experiências exitosas não só aos membros da Comissão de Direitos Humanos da Câmara como a representantes de outras organizações. Em 1998, Nilmário, na condição de membro da Comissão de Direitos Humanos do PARLATINO, visitou presídios de nove países da América Latina, os detentores das melhores e das mais indignas condições, suscitando idéias para atuação no Brasil e um relatório encaminhado a instituições internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Esforçou-se sempre em imprimir ao trabalho da Comissão a universalidade que caracteriza os direitos humanos. Nessa linha, tem sido uma das vozes mais presentes no país em defesa da paz mundial e da solidariedade para com os povos de outros países. Desde anos atrás, quando poucos se importavam com a tragédia de Timor Leste, já estava o Nilmário sensibilizando seus colegas para a questão, ajudando a criar a Frente Parlamentar de Solidariedade àquele país. A cada guerra ou perseguição étnica ou política, inclusive contra os povos mais esquecidos, como os africanos, o presidente da Comissão de Direitos Humanos tem desempenhado um papel vigoroso na mobilização da Câmara dos Deputados, entidades da sociedade civil e organismos internacionais para expressar a solidariedade e a disposição do povo brasileiro de boa-vontade em ajudar de uma forma adequada. Por ocasião da visita ao Brasil do líder espiritual e político do Tibet, Nilmário, ao contrário de muitos homens públicos, não hesitou em preparar uma bela homenagem ao Dalai Lama, realizada no Salão Negro do Congresso Nacional. Igualmente, quando se acirraram os conflitos internos na Colômbia, a primeira instituição pública brasileira a assumir uma iniciativa solidária foi a Comissão de Direitos Humanos, cujo presidente coordenou uma subcomissão que deslocou-se para o país vizinho, além de ter recebido em audiências públicas no Brasil o vice-presidente da República e ativistas de direitos humanos daquele país, entre outros movimentos úteis no sentido buscar uma participação mais importante do Brasil na busca da paz, descartando apoio a propostas descabidas de intervenção na Colômbia.

Outra característica fundamental dos direitos humanos - que é a sua indissociabilidade - também tem sido valorizada pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos. Ele foi um dos que liderou o movimento, ora em curso, de colocar na agenda política e do movimento dos direitos humanos, a dimensão econômica, social e cultural desses direitos, sem exclusão e sim com associação, da dimensão mais conhecida e trabalhada, que é a dos direitos civis e políticos.

A universalidade e a indissociabilidade dos direitos humanos tem sido cultivada no cotidiano por Nilmário Miranda. Tem como princípio situar os direitos humanos acima de fronteiras de qualquer espécie, sejam ideológicas, políticas, espirituais ou quaisquer outras. Provavelmente resultaram dessas virtudes e da grandiosidade de sua contribuição pública, Nilmário Miranda foi distinguido com a Medalha da Ordem do Mérito Legislativo, da Assembléia Legislativa de Minas Gerais; a Medalha de Honra ao Mérito Tiradentes pela Polícia Militar do Estado de Minas Gerais; a Medalha de Mérito Santos Dumont pelo Governo do Estado de Minas Gerais e uma Menção Honrosa do Prêmio Franz de Castro Holzwarth de Direitos Humanos, da OAB de São Paulo. Em 21 de abril de 1999, Nilmário recebeu, em Ouro Preto, a Grande Medalha da Inconfidência, principal comenda do Estado de Minas Gerais.

Um traço típico de Nilmário é sua capacidade de identificar interfaces e promover a soma de diferentes atores na luta pelos direitos humanos, um traço que não só enobrece sua alma como tem agregado eficiência à sua militância. Sua condição de parlamentar de oposição ao Governo Federal, que ele sustenta convicto, não lhe tem impedido de suscitar parcerias com órgãos de direitos humanos do Poder Executivo e manter uma convivência cordial e produtiva com seus representantes. Ele é membro atuante do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, do Ministério da Justiça, o principal organismo do Poder Executivo na área, tendo acumulado uma extensa relação de serviços prestados naquele forum. Também atua em cooperação com outras instituições de âmbito estadual onde haja espaço para a cooperação no sentido da afirmação dos direitos humanos. Enfim, para Nilmário Miranda, se a causa é sincera em defesa dos direitos humanos, ele quer ser seu parceiro, seja você quem for.

 


AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DOS DIREITOS DA INFÂNCIA ANDI

Fundada em 1992, a ANDI—Agência de Notícias dos Direitos da Infância—é atualmente presidida por sua fundadora, jornalista Âmbar de Barros e dirigida pelo jornalista Geraldinho Vieira.

A Infância e a Adolescência em Situação Social de Risco

Contribuir para a formação de uma cultura jornalística que investigue a situação de crianças e jovens brasileiros em situaçáo social, sempre sob a ótica de seus direitos, é o objetivo da ANDI.

A ANDI dialoga com os meios de comunicação através do oferecimento permanente de sugestões de pautas—denúncias e experiências sociais bem sucedidas—além de colocar-se como prestadora de serviços à mídia perquisando fatos, personagens, perquisas e estatísticas relevantes para a defesa dos direitos da infância e da adolescência.

Anualmente é divulgada a Pesquisa ANDI—Infância na Mídia, que destaca os temas mais abordados pelos 50 jornais de maior circulação do país e nas revistas de maior impacto nacional. A pesquisa procura fornecer aos veículos analisados uma visão sobre sua atuação na área dos direitos da infância, alertando contra modismos e omissões.

Semanalmente é editada e distribuída para assinantes a Análise do Clipping, documento de cerca de 20 páginas contendo um resumo das principais notícias sobre a infância e a adolescência veiculadas pela média impressa (mais de 50 jornais e revistas). Trata-se de um clipping organizado por áreas (Educação, Saúde, Direitos, Exploração Sexual, Drogas, Cultura e esportes, Violência, etc.)

A Analise do Clipping é um valioso instrumento de informação para ONGs, estudantes, pesquisadores, mobilizadoes sociais e jornalistas. Pode ser recebida por fax, correios ou via endereço eletrônico. É inesgotável fonte de pauta.

A Pequisa ANDI—Infância na Mídia e a Análise do Clipping são editadas pelas ANDI em aliança estratégica com o Instituto Ayrton Snna e apoio do UNICEF.

Os Adolescentes e a “Mídia Jovem”

A ANDI mantém permanente diálogo com os profissionais dos cadernos de jornais dedicados ao público jovem, com as revistas especializadas e programas de televisão, sempre com o objetivo de oferecer sugestões de matérias que possam representar a inserção de temáticas sociais à pauta desses veículos.

É prioridade para a ANDI possibilitar maior visibilidade na mídia para os projetos sociais em Arte e Educação, e principalmente para o “protagonismo juvenil”.

Semanalmente é editado o boletim Radicais Livres, com resumos das notícias mais relevantes veiculadas pela “mídia jovem”.
A cada seis meses é publicada e divulgada a Pesquisa ANDI—Os Jovens na Mídia, detectando temas mais aborados e mesmo o conteúdo da publicidade veiculada nos cadernos de jornais e revistas para o público jovem.

Radicais Livres e Pesquisa ANDI—Os Jovens na Mídia são editados pela ANDI em aliança estratégica com o Instituto Ayrton Senna e UNESCO, com apoio do UNICEF.

Formando Profissioais do Futuro

A ANDI trabalha com equipe de jornalistas profissionais e com estagiários. O “Programa de Capacitação Profissional para estudantes Universitários” trabalha com estudantes dos últimos quatro semestres dos cursos de Jornalismo, e eventualmente de outra área, de faculdades brasilienses. O Programa—na parte desenvolvida na sede da ANDI em Brasília—é apoiado pela Fundação W.K.Kellogg. Estudantes do ensino médio prestam serviços voluntários à ANDI em seus diversos setores. Além dos estudantes universitários que se capacitam na sede da ANDI, integra-se ao Programa o Ciranda (Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência), experiência inspirada e apoiada pela ANDI no Paraná.

Os estagiários são iniciados nas principais questões sociais relativas à infância e adolecência através de workshops permanentes com especialistas em diversas áreas. Experimentam noções práticas de checagem de informação, construção de pautas e textos jornalísticos, além de análise quantitativa e qualitativa do noticiário.

Uma vez por ano, os estagiários da ANDI visitam projetos sociais bem sucedidos em companhia de jornalistas profissionais e educadores. Com biblioteca especializada, a ANDI antende estudantes de todos os níveis de ensino para pesquisas e trabalhos escolares.

O programa de estágio para estudantes de jornalismo é uma realização da ANDI em parceria com a Fundação Kellogg.

Jornalista Amiga da Criança

Com o objetivo de reconhecer a importância dos profissionais de jornalismo para a defesa dos direitos de crianças e adolescentes, a ANDI e a Fundação Abrinq Pelos Direitos da Criança criaram uma rede informal de mobilização social, “diplomando” em 1997 sessenta e cinco profissionais de várias partes do país.

O projeto Jornalista Amigo da Criança tem o objetivo de capacitar os profissionais de imprensa, fornecendo material privilegiado sobre infância e adolescência e promovendo viagens para que jornalistas conheçam projetos sociais bem sucedidos na área; com patrocínio da Sasse Seguros e apoio do UNICEF, Embratur, Vasp e McCann Erickson.

Parceiros que fazem um mundo novo

Os trabalhos desenvolvidos pelas organizações não governamentais em defesa dos direitos da criança e do adolescente são para a ANDI sua mais importante referência de informação.

Mantendo permanente contato com as iniciativas civis, incentivando sua profissionalização no relacionamento com a mídia e procurando facilitar o contato entre os mmobilizadoes sociais e os profissionais de jornalismo, a ANDI entretanto não se apresenta como “assessora de imprensa” dessas entidades ou de seus parceiros financiadores.

São, ONGs e financiadores, os inspiradores e parceiros da ANDI para o aprimoramento da cultura jornalística sobre a infância e a adolescência.

Prêmio ANDI-Cinema pela Infância

Em 1996, a ANDI criou e atribuiu pela primeira vez o “Prêmio ANDI-Cinema pela Infância”.

Correm os filmes em curta ou longa metragem que participam da mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e que contribuam para a reflexão sobre os aspectos relevantes para a infância e a adolescência no Brasil. Concorrem ainda os filmes que representem entretenimento educativo para o púvlico infanto-juvenil.

Parceiros da ANDI

A ANDI vem potencializando suas ações através do estabelecimentos de parcerias com entidades da sociedade civil e do poder público. As parcerias estabelecidas pela ANDI têm sido de grande importância para os resultados que a Agência têm alcançado nos seus sete anos de existência. A ANDI tem como principais parceiros UNICEF-Brasil, Instituto Ayrton Senna, UNESCO, Fundação W.K.Kellogg, Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, BNDES, Embratur e Sasse Seguros.

Recohecimentos da ANDI-Premiações

· Em 1996, a ANDI mereceu o Prêmio Criança, atribuí pela Fundação Abrinq apartir de indicações de entidades do Terceiro Setor.

· Em 1997, a Revista Imprensa atribuiu à ANDI o Prêmio Líbero Badaró-Contribuição a um novo jornalismo.

· Ainda em 1997, o governo dos Estados Unidos convidou a direção executiva da ANDI a compartihar sua experiência com dezenas de veículos de comunicação e organizações não governamentais de três diferentes estados norte-americanos.

· O governo federal brasileiro e a sociedade civil representada no Prêmio Nacional de Direitos Humanos prestigiou a ANDI com Menção Honrosa. Pelos trabalhos desenvolvidos na Agência, seu diretos executico-jornalista Geraldinho Vieira-foi indicado ao mesmo Prêmio Nacional na categoria Personalidades.

· Em 1998, a Escola Net concedeu ao site da ANDI na Internet o selo Página Nota 10, pelos serviços prestados à Educaçao.

· Ainda neste ano, a ANDI foi honrada pelo Instituto Ayrton Senna com placa em homenagem aos serviços prestados ao Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo.

· O grupo Folha de S. Paulo reconhece, através do Guia Folha, o site da ANDI na Internet como um dos mais importantes sites brasileiros de Educação.

· Também em 1998, a ANDI é reconhecida com o Prêmio Criança e Paz-Betinho 98, atribuído pelo UNICEF.

 


FUNDAÇÃO ABRINQ PELOS DIREITOS DA CRIANÇA

Fundada em 13 de fevereiro de 1990

A Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança é uma entidade sem fins lucrativos, de Utilidade Pública Federal, que tem como objetivo básico promover os direitos elementares de cidadania das crianças. A Fundação Abrinq trabalha para melhorar a qualidade de vida das crianças através de projetos e da articulação da sociedade, especialmente da iniciativa privada.

Missão
Sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre as questões da infância, promovendo o engajamento social e empresarial em propostas para a solução dos problemas das crianças, através da ação política na defesa de seus direitos e de ações exemplares que possam ser disseminadas e multiplicadas.

Objetivo
O principal objetivo é promover os direitos elementares de cidadania das crianças conforme definido na Convenção Internacional dos Direitos da Criança (ONU, 1989), Constituição Brasileira (1988) e Estatuto da Criança e do Adolescente (1990).

Áreas Estratégicas: Ação Política
Comunicação
Gerenciamento de Projetos
Catação de Recursos

Áreas de Atuação: Saúde e Nutrição
Educação e Cultura
Trabalho Infantil
Família e Comunidade
Defesa de Direitos

A seguir estão descritas algumas atividades e projetos desenvolvidos pela Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança:

Programa Empresa Amiga da Criança. Engajamento de empresas no combate à exploração do trabalho infantil e no investimento em projetos de melhoria da qualidade de vida das crianças.

Programa Crer Para Ver. Apoio e financiamento a projetos que visam à melhoria da qualidade da escola pública.

Projeto Prefeito Criança. Incentivo, valorização e subsídio aos prefeitos que assumirem a infância como prioridade da gestão municipal, desenvolvendo políticas públicas e planos de ação voltados à defensa dos direitos da criança e do adolescente.

Projeto Nossas Crianças. Mobilização e articulação da sociedade em benefício de crianças e adolescentes atendidos em entidades sociais na região metropolitana de São Paulo, através do sistema de adoção financeira e capacitação técnico-gerencial de entidades sociais.

Projeto Bola pra Frente*. Captação de recursos e capacitação de educadores de entidades sociais para a prática da educação corporal com crianças.

Projeto Adotei Um Sorriso. Movimento voluntário da classe odontológica com o objetivo de proporcionar saúde bucal a crianças e adolescentes.

Programa de Educação Infantil. Envolvimento da iniciativa privada na construção de núcleos de atendimento e formação em educação infantil.

Projeto Bibloteca Viva. Ampliação de oportunidades culturais e educacionais, através de acesso a livros de qualidade e à leitura mediada por educadores capacitados.

Projeto O Livro Vai à Escola*. Distibuição de livros infanto-juvenis a bibliotecas de escolas públicas.

Projeto Brinquedoteca*. Publicação e distribuição do livro “O Direito de Brincar: A Binquedoteca”, capacitação de educadores de entidades sociais, montagem e doação de acervo de brinquedos.

Programa Cidadania Jovem. Sensibilização e mobilização de jovens para as questões de cidadania, oferecendo-lhes canais de engajamento e participação.

Projeto Prêmio Criança. Reconhecimento anual de quatro instituições ou personalidades que se destacam na defesa dos direitos das crianças.

Campanha de Reintegração Familiar. “Anjo da Guarda”: incentivo às famílias a acolherem provisoriamente crianças em situação de abandono ou de desintegração familiar.

Campanhas de Saúde. “Pré-Natal é Vida” e “Soro Caseiro”*: informações preventivas para o combate da mortalidade infantil.

Projeto Dá Para Resolver! Jornal bimestral sobre iniciativas empresariais na área da infância e adolescência.

Projeto Rádio Eldorado. Programa semanal de notícias sobre iniciativas empresariais na área da infância e adolescência.

10 Medidas Básicas para a Infância Brasileiira: Publicação contendo informações sobre políticas públicas na área da infância e adolescência.

Voluntariado: Publicação contendo proposta de organização do trabalho voluntário no Brasil.

Captação de Recursos. Participação de empresas e indivíduos, através de contribuições à Fundação Abrinq, para financiamento de ações que beneficiam a criança e o adolescente brasileiro.

* Projetos encerrados

 

 

 

CANAL FUTURA

No ar desde 22 de setembro de 1997, mais do que um canal de televisão, o Futura é um projeto de Educação para o Brasil.

Princípios
O Futura tem como princípios educativos que orientam a sua programação: ética, o incentivo ao espírito comunitário e ao espírito empreendedor e a valorização do pluralismo cultural. São esses os princípios básicos deste canal, que se diferencia de todos os outros por um criterioso trabalho de mobilização comunitária. Na prática, isso significa que além de uma programação cuidadosamente elaborada, você dispõe do apoio contínuo de uma equipe de profissionais de educação para levar o Futura até sua comunidade e garantir a eficácia da ação educativa.

Nossos Parceiros
O canal Futura é o resultado de uma iniciativa pioneira de 15 grupos empresariais privados, e uma realização de quem acredita que a educação é fator primordial para o desenvolvimento do país.

Os parceiros que tornaram o canal Futura um realidade säo: Banco Itaú, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Fundação Bradesco, Fundação Odebrecht, Fundação Vale de Rio Doce, Grupo Votorantim, Instituto Ayrton Senna/Compaq, Rede Globo, Sadia Concórdia S.A., Sebrae/Nacional, Rede Brasil Sul (RBS) e Turner Broadcasting System/CNN.

Implementadores
Implantado pela Fundação Roberto Marinho e operado pela Globo Sat, a distribuição do sinal do canal Futura é feita por diversos meios. Na TV a cabo através do sistemas NET/Multicanal, pelas antenas miniparabólicas do sistema Sky/Net e também por antenas parabólicas convencionais.

Nosso Público
O público do Futura é formado por donas casa, trabalhadores, estudantes, crianças, professores, enfim, todos aqueles que buscam conhecimentos práticos para as suas profissões e para sua vida.

 

 

 


FÓRUM PERMANENTE CONTRA A VIOLÊNCIA EM ALAGOAS

O Fórum Permanente Contra a Violência em Alagoas, fundado em 1991, é uma ampla articulação de diversos segmentos sociais (pastorais, ONGs, sindicatos, entidades estudantís, associação de moradores, movimentos populares, instituições públicas etc.) tendo como objetivo central:
A luta para desnaturalizar a violência e a promoção dos direitos humanos de todas as pessoas.
Neste sentido, o Fórum, desde a sua fundação, integra holisticamente na sua intervenção política-educativa as várias dimensões que historicamente têm marcado a atuação das entidades de direitos humanos em nosso país: a denúncia, a ação propositiva e ação educativa.
Enquanto articulação da sociedade civil alagoana, o FPCV/AL criou mecanismos visando a elucidação e o enfrentamento simultâneo das relações históricas e cotidianas que configuram uma realidade de extrema violência, tanto simbólica, quanto material, sobre e entre a população alagoana. Desta forma, o Fórum tem atuado sistematicamente, ora formulando e encaminhando denúncias públicas, ora pressionando as autoridades governamentais, ora através da apresentação de propostas de políticas públicas na área da proteção e promoção ou realizando ações educativas.
Além de promover periodicamente debates, palestras, seminários e conferências para os mais distintos públicos e lugares, o Fórum Permanente Contra a Violência em Alagoas vem desenvolvendo três importantes projetos educativos, a saber:

¨As oficinas urbanas contra a violência, cujo o objetivo central é capacitar lideranças populares da periferia de Maceió para atuar no combate à violência e na promoção dos direitos humanos. Nas oficinas contra a violência as lideranças se apropriam dos mecanismos legais e extralegais de proteção aos direitos humanos.

¨As oficinas Viver Vida, visando o resgate da globalidade das pessoas numa realidade de violência, a partir das significações imaginárias sociais expressadas através de suas linguagens e atitudes presentes no seu modo de sentir, pensar e agir no cotidiano, no sentido de desmistificar a realidade violenta. Essas oficinas foram realizadas na mata norte do Estado de Alagoas com trabalhadores(as) rurais ligados aos sindicatos e/ou ao trabalho pastoral.

¨O programa de educação em direitos humanos na Polícia Militar do Estado de Alagoas, buscando formar os policiais militares numa concepção humanista e cidadã, centrada no respeito aos direitos humanos. O programa já realizou dois cursos específicos de direitos humanos com duração de quatro meses e assessora os professores da disciplina de direitos humanos na PMAL.

 

 

 


NISE DA SILVEIRA
(POST MORTEM)

A Dra. Nise Magalhães da Silveira nasceu em Maceió, em 15 de fevereiro de 1905. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1926 e já em 1933 obtém a aprovação no concurso para médico psiquiatra da antiga Assistência a Psicopatas e Profilaxia. Foi presa como comunista e afastada do serviço público, de 1936 a 1944. Fundou em 1946, a Seção de Terapêutica Ocupacional no antigo Centro Psiquiátrico Nacional. Em 1952 cria o Museu de Imagens do Inconsciente. Incansável, em 1956, funda a Casa das Palmeiras. Nos anos 57 e 58 realiza estudos no Instituto C. G. Jung, de Zurique com bolsa do Conselho Nacional de Pesquisa, participando em 1957, do II Congresso Internacional de Psiquiatria, reunido em Zurique, com o trabalho Experiencias Artísticas na Esquizofrenia e a terapia ocupacional com o Dr. Pierre Le Gallais.
Este é apenas um vislumbre de toda uma vida, bem vivida de 93 anos, dedicada aos que sofrem com doenças mentais, doenças da alma. Centenas de eventos, seminários, simpósios e conferências a Dra. Nise virá a promover, participar, emprestar o brilho de sua inteligência e a agudeza de sua sensibilidade humana e científica. Dezenas de livros irá publicar, livros que logo seriam traduzidos para diversos idiomas. Destes destacamos Jung, vida e obra. José Álvaro Editor, 1968 - Terapêutica Ocupacional - teoria e prática, 1979 - Imagens do Inconsciente, 1981 - A emoção de lidar, 1986 - Os inumeráveis estados do ser, 1987 - Cartas a Spinoza. Editora Numen, 1990 - O mundo das imagens, 1992. De 1979 a 1981, exerce a função de supervisora científica do projeto de Treinamento Terapêutico e Manutenção do Museu, realizado no Museu do Inconsciente. No exterior, foram criadas diversas Associações inspiradas no trabalho da Dra. Nise da Silveira. Destacamos a "Association Nise da Silveira - Images de L'Inconscient - Paris" e o renomado "Museo Attivo delle Forme Inconsapevoli, Gênova."

 
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