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Resumos biográficos dos agraciados com o Prêmio Cidadania Mundial 1997


OLYA ROOHIZADEGAN
GLADYS DE SOUZA FLORIANI
HÉLIO BICUDO
ZULEIKA ALAMBERT
FUNDO CRISTÃO PARA CRIANÇAS - FCC
NUBES - NÚCLEO PARA O BEM-ESTAR SOCIAL
CENTRO PROJETO AXÉ DE DEFESA E PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE
COMISSãO DE DIREITOS HUMANOS E ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DA SEÇÃO DO ESTADO DO RJ DA OAB
LUIZ PAULO TELES FERREIRA BARRETO

 

 



OLYA ROOHIZADEGAN

Olya Roohizadegan nasceu em 1943, na cidade de Jahrum, Irã.
É autora do livro A HISTÓRIA DE OLYA, em lançamento no Brasil pela Editora Planeta Paz.
Trabalhou por cerca de dez anos na Companhia Iraniana de Petróleo, como gerente de pessoal.
Em 1982, durante um período dos mais fortes e cruéis das perseguições aos bahá’ís no Irã, o Governo Islâmico revolucionário determinou que a Companhia de Petróleo demitisse todos os funcionários que fossem membros da Fé Bahá’í. Olya foi demitida por ser bahá’í e por ter participação destacada na administração bahá’í na cidade onde residia naquela época, Shiráz, sul do Irã.
Sua casa foi atacada por guardas revolucionários e ela levada à prisão. Durante os dois meses em que esteve presa, passou por interrogatórios intensos, diariamente, por pressões de todo tipo e torturas mentais, a fim de que renegasse sua fé e revelasse os nomes de outros bahá’ís, o que ela recusou decididamente, tendo então sido sentenciada à morte.
Foi libertada mediante o pagamento de fiança de elevado valor, mas logo em seguida tentaram prendê-la novamente. Conseguiu fugir para a capital, Teerã, e de lá para o Paquistão, onde obteve o status de refugiada junto às Nações Unidas. Foi-lhe permitido ir à Inglaterra, como refugiada, onde viviam seus dois filhos mais velhos.
Chegou a Londres em março de 1984.
Dez de suas companheiras de prisão foram condenadas à morte por enforcamento, pelo fato de serem bahá’ís e terem se negado a renunciar sua fé. Tais execuções abalaram o mundo e provocaram incontáveis protestos oficiais junto ao governo do Irã de parte de governos e organizações de defesa dos direitos humanos.
Olya prometera às suas amigas que se fosse libertada iria contar ao mundo todo a história do sacrifício e da coragem imbatível daquelas mulheres extraordinárias.
Conforme prometido, Olya escreveu toda a história daquele período trágico em um livro, que intitulou de "A História de Olya", publicado pela primeira vez, em inglês, em 1993, e cuja edição em português está sendo lançada em agosto/97 no Brasil, com a presença da autora. Este livro já está traduzido para o alemão e para o espanhol.
Logo após ter-se estabelecido na Inglaterra, Olya iniciou uma série de viagens pela Europa e América do Norte, tendo visitado várias cidades do Reino Unido, Alemanha, Áustria, Luxemburgo, Estados Unidos e Canadá, viajando também para a Austrália e Nova Zelândia, inclusive para testemunhar junto à Comissão de Direitos Humanos em Genebra, Suiça.
Suas viagens receberam ampla cobertura da imprensa e suscitaram vivo interesse de parte de instituições ligadas aos Direitos Humanos e das Nações Unidas, bem como de muitos líderes de pensamento - devido ao impacto que suas informações e narrativas de experiências pessoais provocavam junto às pessoas.
Manteve entrevistas com Ministros de Estado, representantes de organizações de defesa dos direitos humanos, jornalistas, diretores e alunos de universidades e escolas. Todos que a ouviam falar ficavam muito impressionados com a sinceridade e detalhadamento das injustiças que ela e suas amigas bahá’ís tiveram de suportar, fruto de um fanatismo cego e cruel.
Em apelo à ONU para interceder em favor dos oprimidos bahá’ís no Irã, Olya falou perante a Comissão de Direitos Humanos, em Genebra, e no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Seus apelos foram atendidos imediatamente, e desde então, não só as Nações Unidas, como os principais governos do mundo ocidental têm repetidamente se dirigido ao governo do Irã para garantir liberdade religiosa aos bahá’ís e restabelecer-lhes todos os direitos de cidadania. Muito já foi conseguido e, aos poucos, espera-se que a situação se normalize definitivamente.
Olya vive atualmente na cidade de Chelmsford, Essex, Inglaterra, com o esposo e o filho mais jovem. Seus dois filhos mais velhos residem na Austrália.

 

 


GLADYS DE SOUZA FLORIANI

Uruguaia de nascimento, considera-se cidadã do mundo, uma vez que teve uma vivência em diversos países latino-americanos e europeus.
De pai brasileiro e mãe uruguaia, militou desde jovem em movimentos sociais, visando a construção de uma sociedade mais justa e democrática para todos os cidadãos.
Ainda no Uruguai iniciou seus estudos de Medicina e Obstetrícia, concluindo este último em seu país.
Sofreu perseguição política em seu país, Uruguai, no início dos anos 70, quando exilou-se no Chile, durante o Governo Democrático da Unidade Popular, presidido por Salvador Allende. Ainda no Chile inseriu-se em trabalhos comunitários e de saúde, mas em função do golpe de estado de 1973 teve que deixar o país, asilando-se inicialmente no Panamá e dirigindo-se, em seguida, para a Bélgica, onde permaneceu até 1980. No Chile conheceu seu atual marido, brasileiro, com o qual casou-se na Bélgica, tendo dois filhos Nicolas e Nádia, ambos em fase de formação acadêmica.
Na Bélgica, concluiu seus estudos de medicina em 1980, pela Universidade Livre de Bruxelas.
Retornando ao Brasil, juntamente com sua família, trabalhou como pediatra, ao mesmo tempo que desenvolvia atividades sócio-políticas, na área da cultura e da educação para a integração latino-americana.
Foi idealizadora e primeira presidente da Casa Latinoamericana, uma instituição voltada à educação e à difusão da cultura latino-americana no Paraná, sendo inúmeras as atividades aí realizadas, desde a sua fundação em 1985.
Destacam-se entre as principais, no campo da solidariedade e defesa dos direitos humanos: apoio à luta dos povos indígenas do Brasil, formação de comitês de denúncia contra a fome e de apoio à luta pela democratização do continente: Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai.
Atualmente coordena a Comissão Sócio-Cultural da Cidade de Curitiba, uma iniciativa ampla de vários segmentos representativos da cidade, com vistas a estreitar os laços culturais dos países do Cone Sul e de toda a América. Continua desenvolvendo uma série de atividades na Casa Latino-americana, na condição de Vice-Presidente desta instituição.
É autora de um método inovador de ensino da língua espanhola, com ênfase nos aspectos sócio-culturais latino-americanos.
Tem participado de inúmeras palestras no Brasil, Argentina e no Uruguai sobre sua experiência na organização das atividades de integração.

 


HÉLIO BICUDO

Hélio Bicudo nasceu em 05.07.1992, em Mogi das Cruzes (SP).
Formou-se na Faculdade de Direito da USP (Largo de São Francisco), 1946.
Membro-Fundador da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo.
Presidente do "Centro Santo Dias de Defesa dos Direitos Humanos", da Arquidiocese de São Paulo.
Membro da Comissão Teotônio Vilela de Defesa dos Direitos Humanos.
Membro-Associado do Fórum Interamericano de Direitos Humanos (FIDEH).
É coordenador de subcomissão para o estudo do Sistema Penitenciário na América Latina e da questão dos desaparecidos políticos.
Membro do Conselho de Defesa da Pessoa Humana, do Ministério da Justiça.
Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), a mais antiga Associação de advogados do Brasil. São admitidos apenas os advogados de alto saber jurídico mediante eleição dos membros.
Conselheiro da Fundação ABRINQ pelos Direitos da Criança.
Recebeu a medalha "Sobral Pinto", concedida pela PUC, de Minas Gerais,
Promotor Público, de 1947 a 1958.
Chefe da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo - gestão Carvalho Pinto, de 1959 a 1962.
Chefe de Gabinete do Ministério da Fazenda do Brasil, na gestão Carvalho Pinto, em 1963.
Ministro-Interino da Fazenda, em 1963.
Prêmio do Tribunal Internacional Contra o Trabalho Infantil; pela sua luta pelos Direitos Humanos, 1976.
Procurador da Justiça, de 1958 a 1979.
Investigou as atividades do Esquadrão da Morte, em São paulo, no período de 1969 a 1970.
Membro do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhodores, 1982/1989.
Secretário dos Negócios Jurídicos da Prefeitura de São Paulo (gestão Luiza Erundina), no período de 1989 a 1990.
Membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação da Câmara dos Deputados (1991/1996).
Membro da delegação brasileira à 2a Conferência Mundial dos Direitos Humanos promovida pela ONU, realizada em Viena (Áustria), em junho de 1993.
Em janeiro de 1994, recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, concedido pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos.
Em março de 1994, participou, a convite, do 3o Congresso Portoriquenho de Direitos Civís, realizado em San Juan, Porto Rico, onde fez conferência sobre a violência contra meninos de rua e o problema da prostituição infantil no Brasil.
Em janeiro de 1994, recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, concedido pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (Brasil).
Em fevereiro de 1995, prestou depoimento, por solicitação da Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), em Washington D.C., sobre a situação dos Direitos Humanos no Brasil.
No período de 27 de março a 4 de abril de 1995, esteve na Itália, nas cidades de Trento, Macerata e Nápoles representando o Parlamento Brasileiro no Tribunal Permanente dos Povos sobre "A violação dos direitos fundamentais da infância e dos menores"; atuando como relator e, depois, como jurado de outros casos apresentados ao tribunal.
Presidente do Tribunal Nacional Independente Contra o Trabalho Infantil (1995).
Atuou como 1o. Vice-Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (1995).
Em junho de 1995, participou em Bruxelas da XII Conferência Interparlamentar União Européia/América Latina, na qualidade de representante do parlamento brasileiro,
Em abril de 1996, participou em Genebra - Suíça, na qualidade de Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e representante do parlamento brasileiro, da 52a Reunião da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Em abril de 1996, participou em Brasília, na qualidade de Presidente, da 1a Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada na Câmara dos Deputados.
Em junho de 1996, participou na Cidade do México, na qualidade de Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e representante do parlamento brasileiro, da Reunião do "Consejo Pontifício para La Família".
Em junho de 1996, participou na cidade de Concepción - Chile, na qualidade de Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e representante do parlamento brasileiro, quando foi designado coordenador de subcomissão para o estudo do Sistema Penitenciário na América Latina e da questão dos desaparecidos políticos.
Em dezembro de 1996, foi relator da Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados, que apurou responsabilidades de parlamentares em fraude no Orçamento da União.
Atuou como Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados - 1996.
É autor do projeto que deu origem à Lei No.9.299, de 7 de agosto de 1996, transferindo da Justiça Militar para Justiça Comum a competência para processar e julgar crimes praticados por Policiais Militares.
Em março de 1997, na semana de 17 a 22, participou em Genebra - Suíça da 53a Sessão da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, como observador parlamentar, integrante da Delegação Brasileira.
Março de 1997, no período de 13 a 15, participou em Roma - Itália, do Seminário Colóquio sobre Iniciação da Pessoa no Sistema Jurídico Romanista (aspecto de dereito privado e direito público), promovido pela ASSLA - Associazione di Studi Sociali Latino- Americani.
Em maio de 1997, participou da Reunião Conjunta dos Parlamentos Europeu e Latino-Americano, em Caracas - Venezuela.
Em junho de 1997, participou como delegado observador da XXVII Assembléia Geral da OEA, realizada em Lima - Peru.
É membro eleito da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em eleição realizada em 04/06/1997, para um mandato de 4 anos, pela Assembléia Geral da OEA.
Eleito Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores - PT, em 1990, sendo reeleito em 1994, com 55.722 votos.
Autor de três emendas constitucionais, que:
1a) propõe modificações na estrutura policial;
2a) apresenta mudanças na estrutura do Poder Judiciário, e;
3a) trata da organização do Sistema Penitenciário.
Destacou-se no combate às arbitrariedades do ex-presidente Collor, sendo o primeiro parlamentar a apresentar o pedido de seu "impeachment".
Tornou-se referência nacional na luta contra a pena de morte no Brasil (1985/1995).
Autor de vários livros, dentre eles:
1. "O pequeno valor nos delitos patrimoniais", Prêmio Jurista Costa e Silva, concedido pela Associação Paulista do Ministério Público, (1954).
2. "A Lógica das Provas em Matéria Criminal", 1960, de Framarino Dei Malatesta. Notas atualizadas, juntamente com o professor Alexandre Correia Filho.
3. "Atualização do livro "Do Delito e do Delinqüente", de autoria do professor Braz Florentino, Henrique de Souza, Ed. Saraiva e Edusp, 1965.
4. "O Delito e o Delinqüente", 1965.
5. "Sobre o Projeto do Código Penal Brasileiro", 1965.
6. "Cem anos de Direitos e Justiça no Brasil", 1974.
7. "Meu Depoimento sobre o Esquadrão da Morte" (traduzido em vários idiomas: francês, alemão, espanhol e italiano), editado pela Comissão de Justiça e Paz, de São Paulo, 1975.
8. "Direitos civís no Brasil. Existem?", Editora Brasiliense, 1982.
9. "Segurança Nacional ou Submissão", Editora Paz e Terra, 1984.
10. "Lei de Segurança Nacional - Leitura Crítica", Edições Paulinas, 1986.
11. "Direitos Humanos e Ordem Constitucional no Brasil", Ed. Ática, 1987.
12. "Do Esquadrão da Morte aos Justiceiros", Edições Paulinas, 1988.
13. "Violência: o Brasil Cruel e sem Maquiagem", editora Moderna, coleção polêmica, 1994.

 


ZULEIKA ALAMBERT


Zuleika Alambert nasceu em 23 de dezembro de 1922, em Santos, São Paulo.
Tem formação em Ciências Contábeis e concluiu o Curso Intensivo de Economia, de Filosofia e História do Movimento Operário Internacional, Moscou. URSS
Assistente Técnico Parlamentar na Assembléia Legislativa.
Secretária de Estado de Negócios Metropolitanos, São Paulo.
Presidente (Conselho Estadual da Condição Feminina - Presidente (1986-1987).
Coordenadora da Comissão de Educação, Cultura e Meio Ambiente(1994-1996).
Conselheira e Vice-Presidente do Conselho (1995).
Livros publicados
"Uma jovem brasileira na URSS", Editorial Vitória - Rio de Janeiro 1953.
"Estudantes fazem história", Editorial UNE Rio de Janeiro 1964.
"A Situação e Organização da Mulher" (Cadernos CMB) Editorial Global - São Paulo março de 1980.
"Feminismo: O Ponto de Vista Marxista", Editora Nobel - São Paulo 1986.
"Metodologia do Trabalho com Mulheres" (Cadernos da União de Mulheres de São Paulo), São Paulo - fevereiro de 1990.
"Mulher: Uma trajetória épica"
Como escritora feminista participou em mais de duzentos eventos internacionais, nacionais, estaduais e locais, como expositora, entre eles:
Aspectos Feministas do Abortamento: VIII Congresso Médico Universitário do ABC, 1983.
Mulher e Educação: No V Congresso Estadual da APEOESP Osasco, 1984.
Mulher e Cultura. Semana de Mulher na Cultura, Mobilização e Mídia, Delegacia Regional de Cultura de Sorocaba, 10/09/85.
Mulher e Democracia: Encontro Estadual de Vereadores e Prefeitas de São Paulo, Águas de Lindóia, 1986.
Ética Médica e Reprodução Humana: Conferência Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro 1988.
A Mulher no Processo Integração da América Latina: Semana de Perspectiva para integração Latino Americana, ILAM, 1987.
Intervenção para Redução da Mortalidade Materna: V Semana da Mulher, Prefeitura Municipal de Guarulhos, 1988.
Mulher e Acidentes de Trabalho: II Semana Intersindical de Prevenção a Acidentes de Trabalho, São Paulo, 1990.
Avaliação do Feminismo na Década de 80: Seminário Latino Americano de Avaliação do Feminismo nos anos 80 e caminhos para 90, Curitiba 1989.
Experiências da Caravana Verde, Seminário sobre Educação Ambiental dos Munícipios - CEPAM, São Paulo 1993
Mulher e Meio Ambiente, Encontro Mulher - Poder e Violência - NEMGE, São Paulo 1993.
Mulher e Cultura: IV Seminário Nacional Mulher-Educação-Cultura e Saúde, Porto Alegre 1994, Preparação para a IV Conferência de Beijing.
Conferência de Mulheres Brasileiras rumo à Beijing. Rio de Janeiro 1995.
Participação em eventos internacionais
Fórum das ONG’s da América Latina e do Caribe, Mar Del Plata (Argentina). Preparação para a Conferência de Beijing, 1994.
Conferência Mundial da ONU sobre Habitação - HABITAT II, Istambul, Turquia, 01 a 15/07/1996.
Atuação política
Tem destacada atuação política desde os anos 40, durante a II Grande Guerra, tendo participado de atos públicos e manifestações em defesa de presos políticos, por anistia geral e irrestrita, pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte.
Em 1947 foi eleita Deputada Estadual pela baixada santista, onde juntamente com Conceição Neves Santa Maria seriam as primeiras mulheres no Estado a terem assento no Palácio 9 de julho.
Em 08/05/47 o Supremo Tribunal Eleitoral votou a cassação do registro do PCB. Em um contexto de forte repressão, e já sem o suporte de um Partido legalizado, mas ainda na qualidade de Deputada, participou do grande comício no Vale do Anhangabaú em defesa dos mandatos comunistas.
Em 1948 teve o mandato cassado pela Assembléia Legislativa do Estado em cumprimento da sentença do Supremo Tribunal Eleitoral, sendo obrigada a mergulhar na clandestinidade (o motivo essencial para a busca e ordem de prisão de todos os parlamentares comunistas do país, deu-se a partir de manifesto por toda a bancada em defesa da autonomia de São Paulo, diante da ameaça de invasão do estado por tropas federais.)
Na década de 50 teve atuação redobrada em campanhas pela soberania nacional e pelo estado de direito. Atuou junto a diretoria da UNE nas seguintes campanhas: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional; Defesa do monopólio estatal do petróleo, defesa das areias monazíticas, contra a entrega de nossas riquezas às multinacionais; pelas Reformas de Base.
No Plano Cultural teve participação destacada na Campanha pela Alfabetização de Adultos; criação, desenvolvimento e movimentos de cultura popular e CPCs.
Nos anos 70 esteve exilada por motivos políticos tendo participado em 1969 em Budapest e Hungria na Federação Mundial da Juventude Democrática, onde ajudou a organizar duas importantes campanhas: Pela Libertação de Ângela Davis e Pelo término da guerra do Vietnã.
Em 1971, foi a Santiago do Chile para participar do "Encontro da Juventude Mundial contra a Guerra no Vietnã", permanecendo naquele país, onde desenvolveu a "Criação do Comitê de Mulheres Brasileiras no Exílio", dentre outras atividades.
Em 1973, foi asilada na Embaixada da Venezuela após o golpe chileno e a retirada de todos os brasileiros para centros de refugiados e embaixadas.
Em 1974, foi para Paris, como refugiada sob a proteção da ONU, tendo realizado as seguintes atividades naquele país:
Criação do Comitê de Mulheres Brasileiras no Exterior com trabalho de educação feminista com as mulheres que chegaram no Chile, primeiro contato com feministas brasileiras e francesas; participação no Congresso Internacional da Mulher, na RDA, Berlim Oriental; apoio às brasileiras que, vindas do Chile, se asilaram em diferentes países da Europa. Trabalho Específico nos Comitês de Mulheres Brasileiras em Bruxelas, Lisboa e Milão.
Em 1979, com a anistia decretada retornou ao Brasil sendo recebida no Galeão por todas as entidades feministas lá existentes no Rio de Janeiro. Quinze dias depois na Casa Grande exposição sobre o tema "Democracia e Mulher" para um público de mais de mil mulheres. Apresentou-se como uma marxista preocupada com a mulher.
Em 1983 deixou o PCB pasando a se dedicar exclusivamente à questão da mulher, tendo participação no grupo de estudos para a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina. Nesse órgão onde está há treze anos, ocupou os cargos de: Conselheira, Secretária-Geral, Presidente, Vice-Presidente, Coordenadora do Grupo de Educação, Cultura e Meio Ambiente.
Desde então vem se dedicando integralmente à promoção dos direitos humanos e da condição da mulher em nosso país.
Títulos e condecorações
1. Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão do Povo de São Paulo, por serviços prestados à cidade, Câmara Municipal de São Paulo, 26 de junho de 1986.
2. Placa de Prata "Mulher do Ano na Área do Feminismo" Comitê Nacional de Mulheres Brasileiras, Rio de Janeiro, 1988.
3. "Placa de Prata", Jogos Femininos da Primavera, Secretaria do Trabalho.
4. "Placa de Prata, 8 de março" em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, 08/03/92.
5. "Placa de Prata Cidade de Osasco", Prefeitura de Osasco, em agradecimento aos serviços prestados à comunidade, 1994
6. "Placa de Prata 8 de março", SINTETEL, 1995

 


FUNDO CRISTÃO PARA CRIANÇAS - FCC

Fundado em 1938, na China, por Dr. J. Calvin Clarke e sua esposa Sra. Helen Clarke, o Fundo Cristão é uma Organização Não-Governamental, não lucrativa ou sectária, que trabalha pela sobrevivência, proteção e desenvolvimento de crianças em mais de 37 países. É uma ONG de apadrinhamento mais antiga e respeitada do mundo.
Mais de 2,5 milhões de crianças são atualmente assistidas através de 1.339 entidades conveniadas direcionadas às crianças e seus familiares.
Iniciado no Brasil em 1965 e registrada jurídicamente em 20 de agosto de 1966 sob a supervisão geral do Dr. George C. Doepp e como Presidente Mundial, Dr. Verent J. Mills, o Fundo Cristão começou a funcionar no País com a participação de um grupo de pessoas sensibilizadas pelas precárias condições de vida das crianças nas periferias das capitais e nas zonas rurais.
Hoje, o Fundo Cristão contribui diretamente apoiando o desenvolvimento de programas nas áreas da saúde, educação para 75 mil crianças inscritas e seus irmãos, atendendo diretamente 48.795 famílias, atingindo uma população-alvo de cerca de 271.788 pessoas. Estes programas sociais são desenvolvidos pelas 138 entidades conveniadas, abrangendo 759 comunidades urbanas e rurais. Estas associações comunitárias e creches estão sediadas em 53 municípios, sendo 26 em Minas Gerais e 27 no Ceará.
O Fundo Cristão tem assento como membro efetivo nos Conselhos de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente estaduais e municipais de Minas Gerais e do Ceará, além de participar como suplente do CONANDA.
O FCC possui o título de Utilidade Pública a nível federal, estadual e municipal, sendo registrado no Conselho Nacional de Assistência Social.
Mantido exclusivamente através do sistema de apadrinhamento e de doações especiais de grupos de pessoas ou empresas, o FCC é administrado por uma Assembléia Geral, Diretoria Nacional, presidida pelo Dr. Ednilton Gomes de Soarez, atual Secretário de Estado da Secretaria da Fazenda do Ceará, por um Conselho Fiscal e por dois Conselhos Consultivos Regionais, um em Minas e outro no Ceará, formados por pessoas da sociedade que exercem atividades normativas, deliberativas, fiscalizadora como órgão de apoio. Existe também uma diretoria Executiva Nacional, composta de um Diretor de Programas e um Diretor de Administração e Finanças, que exerce a direção geral de todas as atividades do FCC nos seus Escritórios Regionais de Belo Horizonte e Fortaleza, do Centro Operacional a nível de Programas, administração, finanças e pelo Escritório de Levantamento de Fundos.
O Fundo Cristão apoia técnica e financeiramente entidades que desenvolvem programas de atendimento às crianças, adolescentes e familiares, em três tipos de entidades: associações comunitárias urbanas, grupos comunitários rurais e projetos semi-residenciais, como creches, escolas e centros de serviços.
A maior parte dos recursos - 80% - é enviada para as entidades conveniadas para apoiar as atividades de orientações, prevenção e atendimento às crianças.
Cuidado da Saúde
A partir de uma pesquisa de necessidades realizada junto às famílias inscritas, as entidades conveniadas desenvolvem um programa de saúde significativo dando ênfase ao preventivo. As entidades promovem campanhas de conscientização com palestras, orientação sobre métodos alternativos, cursos para a formação de agentes comunitários, combate às causas da diarréia, desnutrição, orientação sobre a terapia de reidratação oral, repasse de informações sobre infecção respiratória aguda e como preveni-la, incentivo ao uso de práticas de saúde tradicionais e clinicamente aprovadas e a utilização de produtos oriundos de farmácia caseira.
Organizam também atividades objetivando a prevenção e controle de doenças endêmicas, preservação da saúde bucal e higiene corporal para as crianças, jovens, familiares.
Junto com o poder público, as organizações comunitárias organizam ações básicas, garantindo o atendimento médico e odontológico para todos os beneficiários.
Apoiando a Educação
Na área de educação as entidades vêm se empenhando em integrar as crianças nas diferentes faixas etárias nas escolas e apoiando também o desenvolvimento de pesquisa entre as famílias inscritas para a verificação da situação escolar das crianças. Pode-se destacar as seguintes atividades que ajudam o bom desempenho dos programas educacionais: organização de cursos, treinamentos, palestras para crianças, jovens e pais sobre iniciação profissional, habilidades técnicas nas áreas agrícolas, desenvolvimento econômico, meio ambiente e outros, objetivando a melhoria da qualidade de vida e a mudança de comportamento individual e coletivo; articulação com outras agências para a promoção de cursos de alfabetização para os jovens e pais; implantação de atividades de creche e pré-escolar para crianças de 0-6 anos; apoio escolar para todas as crianças em idade escolar (7-18 anos) com o fornecimento de uniformes e materiais escolares, o reforço escolar como suporte necessário para o ingresso, permanência e sucesso da criança na escola.
Desenvolvendo Programas Comunitários
O Fundo Cristão e as entidades associadas esforçam-se para que a criança e seus familiares tenham um ambiente o mais harmonioso possível. Por isso acreditam e defendem que o ambiente físico, como a casa, banheiro decente, bom saneamento e áreas verdes contribuem para a saúde e o bem-estar de toda a comunidade assistida.
Apoiando Programas Produtivos
O Fundo Cristão procura despertar nos grupos comunitários e famílias assistidas o valor dos núcleos produtivos que visam a melhoria da qualidade de vida. Por isso, são realizados treinamentos sobre pequenos negócios, são criados projetos de financiamento para pequenos grupos que desejam iniciar atividades produtivas tendo em vista a produção de produtos economicamente viáveis na região, orientação para a implantação de projetos de criação de pequenos animais.

 


NUBES - NÚCLEO PARA O BEM-ESTAR SOCIAL

O Núcleo para o Bem-Estar Social-Nubes, opera desde 1985 como órgão da Associação para o Desenvolvimento Coesivo da Amazônia (ADCAM), instituição pública registrada no Conselho Nacional de Serviço Social desde sua fundação, é membro do Fórum Permanente dos Direitos da Criança e do Adolescente, é membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, sendo a Diretora do Núcleo a Vice-Presidente deste último.
A principal luta do Núcleo é a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, reconhecendo os direitos estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente quais sejam, o direito à vida e à saúde, à liberdade, ao respeito e à dignidade, à convivência familiar e comunitária, à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer, à profissionalização e à proteção no trabalho.
Coordena quatro programas centrais: dois direcionados para pré-jovens; a mulher e a família; e desenvolvimento comunitário.
As duas escolas provêem educação formal e educação moral para mais de 1.200 estudantes das comunidades pobres de Manaus, Bairro São José IV e Zumbi II, e Bairro Cidade Nova.
A escola começou como um orfanato chamado Lar Linda Tanure, em memória da mãe de um empresário brasileiro que solicitou aos bahá’ís abrirem um orfanato tão necessitado em Manaus.
A palavra "Lar" era usada no lugar de orfanato para prover uma atmosfera mais aconchegante.
O Governo do Estado do Amazonas enviava muitas crianças desde recém-nascidos até os oito anos de idade, abandonadas e maltratadas. Era o único orfanato que funcionava na cidade e que tinha a confiança das autoridades para cuidar das crianças. Inicialmente o orfanato operava em uma casa alugada, e logo era iminente a necessidade de ter uma sede própria.
Em janeiro de 1986, o Lar começou a construção de suas novas instalações, proporcionando então às crianças uma área mais ampla para salas de aula e atividades de lazer. Também dava oportunidades para acrescentar blocos para aulas e moradia. Para 1987, o Governo Federal do Brasil reconheceu o orfanato como um modelo e exemplo para outros projetos similares, e liberou a quantidade de US$ 200,000.00 para a construção de seu edifício administrativo.
A principal diferença entre este orfanato e outros é que uma família morava com eles em um ambiente familiar, onde as crianças eram educadas segundo virtudes e princípios morais. Também, uma "tia" dormia em cada quarto para dar às crianças a segurança de ter um adulto por perto. Mais de 300 crianças foram adotadas por famílias. Muitas outras retornaram para suas casas quando a situação familiar evidenciava melhorias.
No decorrer dos anos se trabalhou junto ao governo do Estado do Amazonas através do Fórum de Direitos da Criança para que o governo assumisse seu papel como protetor dos direitos humanos das crianças e adolescentes, resultando na abertura de diversos abrigos.
Durante todo este processo, as comunidades ao redor e alguns oficiais do governo solicitaram que o lar se tornasse uma Escola Primária.
Portanto, em 1991 se estabeleceu uma aula para pré-escola com 25 crianças do Lar e da vizinhança e começaram a estudar o currículo bahá’í desenvolvido pelo Instituto Ruhi, da Colômbia.
Também foi formado um grupo de pré-jovens, no qual os adolescentes recebem aulas de educação formal ao mesmo tempo em que participam no desenvolvimento comunitário, orientação educacional, agricultura, arte e atividades de lazer. Até hoje, estes jovens ainda freqüentam a Escola e participam de suas atividades. Algumas delas organizam institutos e aulas para crianças e ajudam nos diferentes projetos do Núcleo, incluindo as atividades de manutenção.
A demanda para estudar na Escola aumentou. Não existiam suficientes blocos para aulas, portanto, os administradores decidiram solicitar fundos para construir mais aulas. A Associação Masrour assumiu a construção da escola, porém leva o nome do Sr. Khamrouz Masrour, em cuja memória foi estabelecida esta Associação. A escola está registrada com o Conselho da Secretária de Educação e recentemente adicionou as séries da 5a. a 8a, para dar continuidade aos estudos dos alunos que concluíam a 4a. série, e também atendendo apelos da comunidade.
A escola provê aos alunos com um lanche, aulas de higiene, esportes e outras atividades de lazer, zela pelo desenvolvimento fisiológico e físico das crianças, e deseja re-estabelecer os serviços médicos e odontológicos.
Parte do currículo é o estudo comparativo de todas as grandes religiões, raças, nações e a eliminação de todo tipo de preconceito. A escola busca proporcionar educação formal mas é complementada com educação espiritual. Ambos tipos de educação são necessários para uma transformação integral do indivíduo, para tornar-se consciente não somente do seu próprio progresso material e espiritual, mas também responsável pelo dos outros. Neste sentido, os jovens são encorajados a aprender um ofício ou profissão para seu progresso material, no que paralelamente são ensinados qualidades espirituais e virtudes que podem aplicar no dia a dia, melhorando suas vidas e sua comunidade.
Os ofícios que se ensinam atualmente no Núcleo são: marcenaria, agricultura, mecânica e solda.
Outros cursos incluem datilografia, educação moral, balé, treinamentos gerais, Liderança Moral, e TeleCurso 2000, um programa de alfabetização de adultos.
O Núcleo administra também a Escola Novo Jardim, localizada no Bairro Cidade Nova, atendendo a 211 alunos de pré-escolar e alfabetização.

 


CENTRO PROJETO AXÉ DE DEFESA E PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE


Impossível... irrecuperável... são adjetivos que não existem no universo vocabular e na prática do Axé. A criança nunca é problema. É solução.
Problema somos nós, os adultos, que ainda não aprendemos a cuidar de nossas próprias crianças.
No Axé não há lugar nem para o autoritarismo, nem para o deixar correr. A compreeensão e a firmeza são igualmente importantes; assim como o elogio e a reprensão, a responsabilidade e o limite.
A educação para a cidadania é nosso compromisso maior com as crianças, filhas da exclusão, e seu direito fundamental à vida e a uma vida digna.
O Centro Projeto Axé de Defesa e Proteção à Criança e ao Adolescente é uma Sociedade Civil Sem Fins Lucrativos.

Finalidade
Prestação de serviços de educação e defesa de direitos a criança e adolescente em circunstâncias especialmente difíceis.

Tempo de Existência/ Atuação
Desde junho de 1990 quando iniciou suas atividades na condição de projeto vinculado ao Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua- MNMMR com apoio da Terra Nuova. Em 1991 constitui-se em pessoa jurídica autônoma.

Missão Institucional/Princípios Norteadores
Contribuir para elaboração teórica e a prática de propostas de atendimento a populações marcadas por situações existenciais de extrema pobreza.
Esta ação, privilegia o segmento mais vulnerável desse universo social: a Infância e a juventude de seus direitos, notadamente as crianças e os jovens fora da família, da comunidade, da escola e já em situação de vida nas rua.
Constituem parte integrante desta missão:
· o compromisso político com as populações pauperizadas;
· a luta permanente contra as desigualdades;
· a valorização das diferenças;
· o elevado nível de competência profissional de seus recursos humanos e formações permanentes;
· a qualidade dos serviços oferecidos, possibilidades ao educando da construção de seu projeto de vida pessoal e social;
· a disseminação e a socialização de seus conteúdos e de sua prática;
· a ética pessoal e institucional;
· os Direitos Humanos;
· o respeito pelo educando e sua estimulação à participação e ao protagonismo;
· arte e cultura como espaços privilegiados de educação, criatividade, emancipação, transformação e profissionalização;
· a honestidade, a economicidade, a transparência e a publicidade do gerenciamento dos recursos financeiros que constituem seu orçamento;
· a construção da cidadania dos (as) educando (as);
· o gênero como especificidade, privilegiando as questões da mulher.

Objetivo Geral
Realizar em sua plenitude a MISSÃO INSTITUCIONAL, à luz do princípios norteadores, através de execução, acompanhamento e avaliação dos projetos setoriais considerando suas especificidades e interfaces.

Objetivo Específicos
· investir na defesa dos direitos assegurados à criança e ao jovem, na garantia da educação, saúde, segurança e convivência familiar, realizando, para tanto as articulações políticas necessárias;
· oferecer serviços educacionais de qualidade aos (as) educandos (as) e suas famílias a fim de possibilitar suas transformações em sua histórias pessoal e social;
· facilitar a execução dos projetos setoriais, promovendo a intersetorialidade, a circulação de informações, a sistematização do saber e do fazer, a consolidaçào da produção teórica esparsa, e a formação interna a todos os níveis;
· construir, internamente, a competência institucional necessária à articulação política e à estimulação da demanda das populações, para que serviços essenciais sejam implantados, expandidos ou melhorados em nível municipal;
· consolidar, aperfeiçoar e diversificar os serviços oferecidos pelos Centros e pelas Unidades;
· contribuir com a formaçào profissional e política de agentes de outras organizações que atuam na área social.

Metas
· atender e oferecer serviços qualitativos e diversificados a 1.000 crianças, considerando a especificidade dos serviços para o gênero feminino;
· iniciar em todos os centros e unidades a execução dos projetos setorializados respeitadas as interfaces;
· realizar articulação política para defesa e garantia de direitos nas seguintes áreas: vida e integridade, educação, saúde e moradia;
· dotar todos os centros e unidades dos recursos humanos e materiais necessários à implantação dos Projetos setoriais.
· implantação do sistema de desenvolvimento auto-sustentável, e do Centro de Produção e Comercialização, alcançando-se gradativamente a geração de recursos para cobrir, prioritariamente, as despesas decorrentes do item "recursos humanos".
· definição da Abordagem teórica, e revista e elaboração das abordagens metodológicas;
· sistematização da análise da prática;
· implantação do sistema de informatização com núcleo central e setores descentralizados;
· investimento em processo pedagógico voltado para a profissionalização de jovens, considerando os aspectos psicológicos de gênero;
· investimentos no universo de recursos humanos do Axé para tomá-lo, cada vez mais, um universo de competência e de compromisso;
· implantação do sistema de acompanhamento e avaliação em 18 meses.

Estratégias
- Elaborar e utilizar os instrumentos necessários à implementação dos projetos, planos de trabalhos, de registro das informações relativas aos (as) educando (as) e famílias, registro de acompanhamento de sua (s) história (as);
- Contemplar a transcendência como dimensão necessária a existência humana, no processo pedagógico dos beneficiários e formativo dos trabalhadores;
- Implantar o sistema de comunicação e informação interna;
- Realizar o processo de acompanhamento e avaliação;
- Utilizar, não somente a formação sistêmica e contínua, como também, a juízo dos titulares de cargos de confiança (coordenadores e gerentes), o afastamento e a substituição dos que não respondem às exigências da MISSÃO INSTITUCIONAL, aos interesses dos beneficiários e a demanda gerada pelos projetos setoriais.
- Avaliação dos titulares de cargos de confiança com função gratificada, sua nomeação, confirmação, remoção e afastamento, e em última análise, de todos os recursos humanos, é exclusiva competência da diretoria (presidência e coordenação geral).
- Esta por sua vez, além de todas as instâncias existentes de controle e limitação de poder, pode ser substituída, mediante recurso circunstanciado e assinado ao CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO.

Assim trabalhamos no Axé

- Educação de Rua
Transição de um passado de rua para um presente cidadão.

- Oficina de Idéias
Antes do retorno para casa um mergulho no mundo dos brinquedos.

- Alfabetização
Uma ponte entre a rua e a Escola.

- Empresas Educativas
Criação de novos hábitos e comportamentos. Valorização da auto-estima. Valorização de indivíduos e de grupo.

> Opa - Oficina de Papel de Arte Reciclado: Reciclar o papel e reciclar os pápeis de cada um.
> Stampaxé: Estampar formas e cores. Criações individuais e criações coletivas.
> Serralheria: Forjar o metal e forjar seu próprio caráter.
> Modaxé: Meninos e meninas desfilando sonhos e desejos, numa infindável passarela de modelos e cores.

Projeto Erê (Cultura e Arte)
Em parceria com Ilê Aiyê - Muzenza - GCAP - Escola de Circo Picolino - Grupo Apache - Balé Teatro Castro Alves.
> Banda Afro: Harmonia de sons e de inteligências. Aguenta coração!
> Capoeira: Diálogo de corpos. Ginga criança, ginga!
> Teatro: Trevas da vida de rua, Luzes da ribalta. Vitória pessoal no palco e na vida.
> Dança: Passos de dança e passos de vida. Aprendendo a dançar e aprendendo a viver.
> Artes Circenses: Da rua ao picadeiro. Do picadeiro para a vida.
> Balé: Sim, balé: clássico e moderno. Nada é impossível.

- Defesa de Direitos - Advocacia de Rua
Garantir a integridade física e psicológica do adolescente, sem jamais impedir a aplicação da lei.

- Apoio às Famílias
Derrubar o mito: menino de rua não tem família. Encontrar uma referência familiar e com ela construir uma cumplicidade pedagógica.

- Projeto Moradia
Retornar para casa, alugar um quarto, construir a própria casa.

- Centro de Educação para a Saúde
Processo pedagógico fundamentado no princípio; a Saúde é um bem - como alcançá-lo, como conservá-lo.

- Sistema de Encaminhamento ao Trabalho
Empresas públicas e privadas abrem em seu interior um espaço de iniciação profissional para os adolescentes do Axé. E se tornam também Empresas Educativas.

- Centro de Assistência Técnica e de Formação de Recursos Humanos
Aprender juntos. Estudar e Vivenciar. O ato de ensinar confunde-se com o aprender. Ciranda de solidariedade e de partilha. Ninguém é dono do saber, todos constroem na sabedoria.

- Estrutura Organizacional
· Assembléia Geral
· Conselho de Administração
· Conselho Fiscal
· Presidência
· Coordenação Geral
· Coordenação de Áreas

 

 

 

COMISSãO DE DIREITOS HUMANOS E ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DA SEÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL

A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da Seção do Estado do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil atua no sentido de garantir os direitos fundamentais da pessoa humana, conforme os princípios da Declaração Universal dos Direitos do Homem e a Constituição Federal Brasileira.
A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária atende a todos os que a ela recorrem para denunciar a violação de seus direitos e garantias.
Uma séria violação de direitos e garantias é praticada contra o idoso e a criança.
O idoso representa a sabedoria e a história do passado de pessoas e fatos. Só por esses dois pontos já teriam que ser respeitados com toda a dignidade e humildade de nossos corações.
A criança representa o futuro, a inocência, a transparência de atos, a pureza da essência do ser humano, o crescimento de uma pátria.
A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária, em parceria com o Ministério Público Estadual e Federal e o CREMERJ - Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, vem fazando fiscalizações em hospitais públicos e privados, no intuito de resguardar o bom atendimento a população, que por ora está muito precário e deficiente.
A atuação contra a violência é outro aspecto e preocupação da Comissão que cobra das autoridades públicas, sistematicamente, o cumprimento da segurança no Estado.
A Comissão tem prestado assistência judiciária a diversas pessoas par garantir seus direiros, como foi o caso de 06 (seis) deficientes visuais que foram prejudicados no Concurso Público da Escola de Administraçào Fazendária.
Como Também assistência prestada ao Sr. Emmanuel Nunes Teixeira.
Outro caso de atuação da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária, foi contra o Consulado Americano do Rio de Janeiro que estava humilhado as pessoas que procuravam aquele órgão diplomático para solicitar visto de entrada nos Estados Unidos.
A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária está permanentemente envolvida na defesa da pessoa humana.

 

 

 


LUIZ PAULO TELES FERREIRA BARRETO

Estudos Realizados

· Ciência Econômicas
· Faculdade de Economia, Ciência Contábeis e Administração de Empresas
· Centro de Ensino Unificado de Brasília - CEUB
· Ano de Formatura: 1986
· Bacharel em Direito
· Faculdade de Direito
· Centro de Ensino Unificado de Brasília
· Ano de Formatura: 1992

Experiência Profissional

Ministério da Justiça

· Chefe da Divisão de Nacionalidade - de 1986 a 1988
· Chefe da Divisão de Naturalização - de 1988 a 1990
· Chefe da Divisão de Nacionalidade e Naturalização - de 1990 a 1991
· Chefe da Divisão de Permanência de Estrangeiros - de 1991 a 1994
· Diretor do Departamento de Estrangeiros -de 1994 até a presente data

Atuação na Área de Asilo e Refúgio

Ö Participação em diversos seminários regionais promovidos pelo ACNUR - Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

a) Caracas, Venezuela - ano de 1993;
b) Buenos Aires, Argentina - ano de 1995;
c) Rio de Janeiro, Brasil - ano de 1995, como palestrante;
d) Buenos Aires, Argentina - ano de 1996;
e) Recife, Brasil - ano de 1996, como palestrante.

- Elaboração da Portaria Interministerial nº 394/91, que disciplina o reconhecimento da condição de refugiado no Brasil.

- Coordenação de reuniões tripartítes - Governo, Sociedade Civil e Nações Unidas, para avaliação da situação dos refugiados no Brasil. Tratam-se de reuniões periódicas de diversos órgãos do Governo, tais como, Ministério das Relações Exteriores, do Trabalho, da Saúde, da Educação, Polícia Federal, Cáritas Arquidiocesanas do Rio de Janeiro e São Paulo e ACNUR, coordenadas pelo Ministério da Justiça. Nessas reuniões são proferidas decisões para apoio à integração e assistência dos refugiados e asilados no Brasil.

- Elaboração, em conjunto com o ACNUR, do texto original da Lei nº 9.474/97, que implementa o Estatuto dos Refugiados no Brasil e cria o Conare, Comitê Nacional para os Refugiados.

- Relator, junto ao Conselho Nacional de Imigração, do projeto de Resolução que permite a transformação da condição de refugiado e asilado em permanência definitiva, permitindo que esses estrangeiros tenham acesso à naturalização.

 

 

 
Comunidade Bahá'í do Brasil | info@bahai.org.br