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O Prêmio e Regulamento
Escultura Símbolo do Prêmio
Rúhíyyih Rabbani, uma Cidadã do Mundo

 

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Resumos biográficos dos agraciados com o Prêmio Cidadania Mundial 1996

Categoria Individual

LYGIA FAGUNDES TELLES
TIZUKA YAMASAKI
HERILDA BALDUÍNO DE SOUSA
BENEDITA DA SILVA
DANIELA MERCURY
SÔNIA SHAFA
ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA
ANA BOTAFOGO
ELZA PEREIRA CORREIA MÜLLER
MOEMA LIBERA VIEZZER
ODILA MARIA FRATINI
IVONE AMÂNCIO BEZERRA CARLOS DE SOUZA

Categoria Institucional

FUNDAÇÃO "O BOTICÁRIO" DE PROTEÇÃO À NATUREZA
GRUPO MULHER - EDUCAÇÃO INDÍGENA - GRUMIN
MOVIMENTO FEMININO COMUNITÁRIO DO RIO GRANDE DO SUL - MOFECOM




LYGIA FAGUNDES TELLES

Contista e romancista, Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo, onde reside, e formou-se em Direito na Universidade de São Paulo. Formou-se ainda na Escola Superior de Educação Física, da mesma Universidade.
A autora começou a escrever muito cedo, o que a levou, depois, a considerar seus primeiros livros "imaturos e precipitados". Segundo o professor Antônio Cândido, o romance Ciranda de Pedra (1954) seria o marco de sua maturidade intelectual. Lygia Fagundes Telles tem merecido a melhor crítica no Brasil e no exterior, onde seus livros vem sendo publicados com grande sucesso. Ganhou os mais importantes prêmios literários brasileiros, dentre os quais o Prêmio do Instituto Nacional do Livro (1958), Prêmio Guimarães Rosa (1972), Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras (1973), Prêmio de Ficção, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1973), Prêmio do Pen Club do Brasil (1977), Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1980) e o Prêmio Pedro Nava, o Melhor Livro do Ano (1989).
Membro da Academia Brasileira de Letras, também recebeu a Medalha Comen-dador da Ordem do Rio Branco, em 1985, e a Comenda Portuguesa Dom Infante Santo, em 1989.
A autora considera "livro vivo"aquele que está nas livrarias, ao alcance do leitor. Assim sendo, destacamos da relação os seguintes títulos publicados pela Editora Nova Fronteira:
Ciranda de Pedra, romance (1954), Verão no aquário, romance (1963), Antes do baile verde, contos, (1972), As meninas, romance (1973), Seminário dos ratos, contos (1977), A disciplina do amor, fragmentos (1980), Mistérios, contos (1981), As horas nuas, romance (1989), A estrutura da bolha de sabão, contos (1991), A noite escura e mais eu, contos (1995, Prêmio da Biblioteca Nacional e Prêmio Jabuti, o melhor livro de contos de 1996).
Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles é uma seleção de Eduardo Portella publicada pela Globo Editora, em 1984. Em 1987, foi lançado o livro de contos Venha ver o pôr-do-sol, pela Editora Ática. Escrito em parceria com Paulo Emílio Salles Gomes, o livro Capitu, adaptação livre do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, foi publicado em 1993, pela Editora Siciliano. Neste 1996, a Editora Ática publicou Oito Contos de Amor, coleção didática.

 

 


TIZUKA YAMASAKI

Bacharel em Comunicação (Cinema) 1975, Arquitetura (UNB), Cinema (UNB) 1970 - 1972, Cinema (UFF)1972 - 1975.

Atividades Cinematográficas

- Filmes de Longa Metragem
1996: FICA COMIGO (Direção - Argumento)
1990: LUA DE CRISTAL (Direção)
1984: PATRIAMADA (Direção - Co-roteiro - Argumento)
1983: PARAHYBA MULHER MACHO (Direção - Co-roteiro)
1980: GAIJIN - CAMINHOS DA LIBERDADE (Direção - Co-roteiro - Argumento)

Prêmios & Festivais

GAIJIN - CAMINHOS DA LIBERDADE - 1980 - BRASIL
Festival de Gramado - KIKITO (Melhor Filme-Melhor Roteiro-Melhor Cenografia
-Melhor Música-Melhor Ator Coadjuvante)
Conferência Nacional de Bispos do Brasil - CNBB (Prêmio Margarida de Prata)
Clube de Cinema do Brasil (Prêmio Curumim 80)
Air France de Cinema (Melhor Direção)
Filme também premiado na França, Cuba, Bélgica, Alemanha, EUA, Índia e Japão.

PARAHYBA MULHER MACHO - 1983 - BRASIL
Festival de Brasília (Melhor Filme-Melhor Fotografia-Melhor Trilha Sonora
Melhor Cenografia-Melhor Técnico de Som)
Filme também premiado na França, Cuba, Espanha e Colômbia.

PATRIAMADA - 1985 - BRASIL
Festival de Gramado (Melhor Som Direto)
Festival de Cinema de Ilhéus (Prêmio Jupará de Ouro)
Filme também premiado na ex-URSS, Colômbia, França (incluindo Cannes)

Tizuka Yamasaki produziu, dirigiu diversos filmes de curta-metragem, vídeos-documentários, vídeos, novelas para a televisão dentre outras atividades na área.

 


HERILDA BALDUÍNO DE SOUSA

Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher - Ministério da Justiça.
Conselheira da Cruz Vermelha Internacional - Secção Brasília - DF
Delegada do Governo Brasileiro nas Conferências Mundiais dos Direitos Humanos em Viena, da População no Cairo, e membro do Comitê Brasileiro Preparatório da IV Conferência Mundial da Mulher, em Pequim.
Conselheira da Ordem dos Advogados da Brasil Seção do Distrito Federal, eleita para o biênio 1978/1979 e reeleita para os biênios 1980/1981 e 1981/1982.
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção do Distrito Federal.
Presidente do Departamento de Assistência Judiciária da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção do Distrito Federal - Brasília.
Professora da Cadeira de Prática Forense Penal - Faculdade de Direito AEUDF - Brasília.
Professor de Ensino Técnico Comercial e Industrial. Cadeira - Elementos de Economia - Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF.
Conselheira da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica e Presidente da seção do Distrito Federal.
Presidente da região Centro-Oeste da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica.
Membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
Vice-presidente da Associação Americana de Juristas Seção Brasília - DF.
Colaboradora da Anistia Internacional.
Membro e advogada da Comissão de Justiça e Paz, Comissão Pastoral da Terra, CNBB.
Membro do Fórum contra a Violência - Procuradoria Geral da República.
Viagem à França por ocasião do Bicentenário da Revolução Francesa, a convite de Organismos Internacionais e do Governo francês.
Participante nos movimentos populares, especialmente na àrea dos Direitos da Mulher, da Violência e dos Direitos Humanos.
Participante como expositora do 1o. Seminário de Mulheres Juristas de Língua Portuguesa - Lisboa - Portugal

 


BENEDITA DA SILVA

Benedita da Silva nasceu na Praia do Pinto, antiga favela do Rio de Janeiro. Ainda criança, mudou-se para o Morro do Chapéu Mangueira, no Leme, onde mora até hoje. Conviveu, desde seu nascimento, com as dificuldades que têm as pessoas e as comunidades pobres para sobreviver.
Percebendo que a luta e a força dos trabalhadores e dos desfavorecidos só existe a partir da união, organizou o fortalecimento de sua gente. Foi professora da escola comunitária da favela Chapéu Mangueira, adotando o método Paulo Freire de alfabetização de crianças e adultos. Organizou as mulheres do Chapéu Mangueira em uma Associação, que fundou e presidiu. Foi fundadora, também, do Departamento Feminino da FAFERJ (Federação das Associações das Favelas do Estado do Rio de Janeiro), além de participar da Fundação do CEMUF (Centro de Mulheres de Favelas e Periferia). É auxiliar de enfermagem e tem formação universitária nos cursos de Estudos Sociais e Serviço Social.
Em 1982 elegeu-se vereadora pelo PT. Em 1986 elegeu-se Deputada Federal Constituinte. Participou ativamente, como titular, da Subcomissão dos Negros, Populações Indígenas e Minorias e, posteriormente, da Comissão da Ordem Social e da Comissão dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher.
Suas propostas foram inseridas na atual Constituição, tais como: co-autoria da emenda que torna o preconceito racial crime inafiançável e imprescritível; licença à gestante de 120 dias; proibição de diferença de salários; assistência em creches para crianças e dependentes até seis anos de idade; direito das presidiárias permanecerem com seus filhos durante a amamentação. Sua emenda que previa o corte de relações diplomáticas do governo brasileiro com a África do Sul, à época convivendo com o apartheid, foi rejeitada por uma diferença de apenas quinze votos. Reelegeu-se para a Câmara dos Deputados em 1990, com 53 mil votos, sendo a mais votada do PT no Rio de Janeiro. Em 1992, candidatou-se à Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, vencendo o 1º turno. Obteve 1.326.678 votos no 2º turno, apesar de não se eleger. Eleita em 1994, Senadora da República, a primeira mulher negra no Senado Federal, obtendo a primeira vaga com a maior votação, alcançando 2.248.861 votos.

Algumas das Leis de sua autoria

Lei nº 8.662 de 1993: Regulamenta a profissão de Assistente Social
Lei nº 8.242 de 1991: Cria o CONANDA ( Conselho Nacional da Criança e do Adolescente).
Lei nº 9.046 de 18 de maio de 1995
Acrescenta parágrafos ao art. 83 da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984 - Lei de Execução Penal.
1º "Haverá instalação destinada a estágio de estudantes universitários.
2º "Os estabelecimentos penais destinados às mulheres serão dotados de berçário, onde as condenadas possam amamentar seus filhos."

 


DANIELA MERCURY

Daniela Mercury, sensível as causas sociais foi nomeada Embaixadora do UNICEF no Brasil em 1995, tendo realizado alguns trabalhos nesta área como:

· Programa "CRIANÇA ESPERANÇA" 1993, 1994 e 1995.
· Programa "UN SOL PRA LOS NIÑOS" 1994, na Argentina.
· Programa "JUNTOS POR UN AMIGUITO" 1995, na Argentina.
· Programa "TELETÓN" 1995, no Chile.
· Vídeo-tapes para "Campanha de Soro Caseiro".
· Vídeo-tapes para "Campanha de Direitos Humanos".
· Vídeo-tapes para "Obras Assistenciais de Irmã Dulce".
· Vídeo-tapes para "Campanha Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes".
· Participação em cerimônia de lançamento na Bahia e posteriormente, lançamento nacional da "Campanha Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes".
· Participação em cerimônia de premiação da "Ciranda da Ciência", em São Paulo.
· Realização de show em prol do "Dia do Carinho", em Porto Alegre.
· Realização de dois shows para a fundação odebrecht com doação do cachê para os desabrigados das chuvas em Salvador e para o Coral do Instituto dos Cegos.
· Show em prol do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente - CEDECA/BA - articulador da Campanha Contra Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em 29/02/96, em Salvador.
· Participação em cerimônia de premiação do Prêmio Fundação Odebrecht/Maio/96
Além de visitas a várias instituições que trabalham com crianças e apoio à campanhas contra a fome e em prol da preservação da natureza.
Daniela já gravou dois especiais de fim de ano na TV Globo, com grande repercussão em todo país. Ganhou vários prêmios: Troféu Caymmi, Prêmio Sharp, Melhor Show do Ano pela APCA, Troféu Imprensa, Troféu Dodô e Osmar, melhor cantora do Carnaval, segundo pesquisa do IBOPE. Recebeu também alguns títulos como: Grão-Mestre da Ordem do Mérito da Bahia, Medalha Maria Quitéria, Cidadã da Cidade de Salvador, estes em reconhecimento à divugação da nossa música e da nossa cultura no Brasil e no exterior.
Todo esse reconhecimento é a expressão de sua capacidade de interpretar um modo de pensar e sentir o Brasil de hoje, como está explicitado em uma de suas canções, "Música de Rua": "Azul é a cor de um país/E cantando ele diz/Que é feliz e chora".

 


SÔNIA SHAFA

Organizadora do I Fórum Iguaçuense em Prol Direitos da Mulher.
Membro do Conselho Municipal da Condição Feminina 1992.
Organização do Centro de Valorização da Mulher de Foz do Iguaçu.
Colaboração na criação e organização da Coordenação Nacional da Mulher Bahá’i e atual membro da Coordenação desde 1988.
Elaboração de texto e mensagem para o Dia Internacional da Mulher de 1988 a 1995
Representante da Coordenação Mulher Bahá’i no Simpósio Latinoamericano da Mulher - Curitiba 1991e na Conferência Internacional da Mulher no Paraguai - 1991.
Organização do 1º Seminário sobre Mulher e Meio-Ambiente.
Elaboração de Mensagem no I Fórum sobre Prostituição Infantil em 1995, Curitiba.
Enfermeira Voluntária no Centro de Valorização da Mulher.
Enfermeira Chefe-Centro Obstétrico do Hospital Santa Izabel - Taubaté - SP 1967.
Enfermeira Obstetrícia responsável pela Maternidade de Patos - PB 1968.
Professora de Enfermagem do Convênio Escola Ana Néri/OPAS 1969.
Enfermeira de Saúde Pública da Indústria e Comércio de Minérios S/A ICOMI e Coordenadora Enfermagem 1969-1976.
Professora Curso Técnico de Enfermagem da Fundação Nilo Coelho Petrolina - PE.
Enfermeira Chefe do Hospital de Tucuruí - Empresa Hidroelétrica Tucuruí.
Enfermeira Sanitarista da Secretaria Estadual de Saúde no Departamento Materno Infantil - Curitiba.
Enfermeira de Sanitarismo do C.S. de Foz do Iguaçu.
Coordenadora do Programa de AIDS do Município de Foz do Iguaçu.
Responsável pelo Setor de Epidemiologia da U.S. Mulher - Curitiba.
Coordenação Campanhas de Vacinação em Foz do Iguaçu.

 


ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA

Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
Bacharel em Direito, Departamento de Ciências Jurídicas, PUC-Rio (1967).
Doutora em Educação, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Genebra (1987) com a tese "A Formação das Mulheres como Espelho da Ambiguidade".
Fundadora e professora do Departamento de Estudos da Mulher da Universidade de Genebra. Professora do Departamento de Letras da PUC-Rio.
Conferencista em universidades brasileiras e estrangeiras (Berkeley, Wisconsin, Lausanne, Concordia, Urbino, Copenhagen, Universidade das Nações Unidas)
Fundadora e Diretora-Executiva do Instituto de Ação Cultural (IDAC).
Coordenadora de programas e projetos nas áreas de mulher, cidadania, participação política, educação, saúde e direitos reprodutivos.
Coordenadora de pesquisas e projetos sobre os direitos das mulheres, em cooperação com a Fundação Ford, Fundação Interamericana, Women’s Forum, Alliance des Femmes pour la Démocratie, Universitá delle Donne, Church Women United.
Consultora para a área de mulher, educação, desenvolvimento e participação política de Agências do Sistema das Nações Unidas (UNIFEM, UNESCO, Divisão para o Progresso da Mulher e OIT).
Membro do Conselho Assessor do Banco Interamericano de Desenvolvimento para a área de mulher e desenvolvimento.
Membro do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Rio de Janeiro.
Coordenadora da Coalizão de Mulheres Brasileiras para a ECO-92 e da Comissão Organizadora do "Planeta Fêmea", evento das mulheres no Fórum Global.
Coordenadora Nacional da Coalizão de Mulheres Brasileiras para a População e o Meio Ambiente.
Coordenadora Internacional do projeto "Terra Feminina" sobre a participação e a voz das mulheres nas Conferências das Nações Unidas sobre Temas Globais.
Membro da Delegação brasileira à Conferência das Nações Unidas sobre População e Desenvolvimento (Cairo, 1994) e a Cúpula Mundial do Desenvolvimento Social (Copenhagen, 1995) e Membro do Comitê Preparatório da Conferência das Nações Unidas sobre a Mulher (Pequim, 1995).
Autora de livros sobre a condição da Mulher: "Mulher, Sexo no Feminino"(1981), "Mulheres em Movimento"(1983), "Le Féminin Ambigu" (1988), "A Transgressão do Feminino" (1990), "O Elogio da Diferença - o feminino emergente" (1991), "La Cultura des Femmes"(1992), "Planeta Fêmea"(1993) e "Terra Feminina" (1994).

 


ANA BOTAFOGO

Ana Botafogo é a Primeira Bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, já tendo se apresentado na Europa, Américas do Norte, Central e do Sul.
Nasceu e foi criada no Rio de Janeiro onde começou seus estudos de balé. Sua carreira profissional iniciou-se na França, com o Ballet de Marseille, de Roland Petit. Na Europa frequentou a Academia Goubbée, na Sala Pleyel, em Paris (França) a Academia Internacional de Dança Roselle Hightower, em Cannes (França) e o Dance Center (Convent Garden), em Londres (Inglaterra). Participou de festivais em Lausanne (Suíça), França, no Palácio de Versailles e na Galla Iberoamericana de la Danza, dirigida por Alícia Alonso, realizada em Madrid (Espanha) em comemoração aos 500 anos do descobrimento das Américas.
Optando por continuar sua carreira no Brasil, foi Bailarina Principal do Teatro Guaíra, da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e, em 1981, ingressou por concurso público, como Bailarina Principal do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
No seu repertório destacam-se produções completas como: Don Quixote, O Lago dos Cisnes, Coppélia, o Quebra Nozes, Romeu e Julieta, Giselle, La Sylphide, La Fille Mal Gardée, Floresta Amazônica, e Zorba, o Grego.
Como artista convidada já dançou com as mais importantes companhias de balé, tais como: Saddler’s Wells Royal Ballet, Fundación Tereza Carreño (Venezuela), Ballet dell’Opera di Roma (Itália) entre outras.
Entre suas partners internacionais estão os mais expressivos nomes da dança mundial, como Júlio Bocca, Fernando Bujones, Lazaro Carreño, Alexander Godunov, Richard Gragun, Slawomir Wozniak e Jean Yves Lormeau.
Recebeu do Governo dos Estados Unidos da América do Norte, através da Comissão Fulbright e do Governo da Inglaterra, bolsas de estudos para aperfeiçoamento da dança.
Já se apresentou, em praticamente todos os Estados do Brasil tendo levado em 1992, para diversas capitais brasileiras o espetáculo ANA BOTAFOGO IN CONCERT.
Em 1995, na qualidade "etoile" convidada da Companhia de Ópera de Lodz (Polônia) interpretou o papel principal feminino do Balé Zorba, o Grego, dançando em várias cidades do Brasil.
Em todas as excursões, no Brasil e no exterior, Ana Botafogo tem merecido, tanto do público como da crítica especializada, os maiores elogios.

 


ELZA PEREIRA CORREIA MÜLLER

· Membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
· Professora de História, formada pela Universidade Estadual de Londrina.
· Coordenadora Geral Especial da Mulher, do Governo Municipal de Londrina.
· Coordenadora do Grupo Interestadual da Saúde da Mulher.
· Fundadora do Comitê Permanente em Defesa da Vida e da Cidadania - Londrina.
· Fundadora do Conselho da Condição Feminina de Londrina.
· Fundadora e primeira presidente da Frente Democrática da Mulher Londrinense.
· Fundadora do Centro de Atendimento à Mulher (1993).
· Membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
· Membro do Conselho Municipal de Assistência Social.
· Membro da Comissão Municipal de Prevenção e Controle da DST/AIDS.
· Membro da Comissão de Aleitamento Materno - CALMA.
· Assessoria à criação do Centro Integrado de Atendimento à Mulher - CIAM, Bauru/ SP.
· Idealizadora da Oficina de Tecelãs "Sempre Viva"- Londrina (1994)
· Premiada pelo IBAM/FORD, em 1994, na "Primeira Mostra de Experiências Municipais sobre Defesa da Mulher contra a Violência", pelo trabalho realizado em Londrina.
· Militante em Movimentos Sociais, em especial de mulheres, desde a década de 60
· Realizadora das Semanas Municipais da Mulher, em Londrina, desde 1993, de 01 a 08 de março.
· Presta assessoria à criação de Coordenadorias Especiais da Mulher em Prefeituras circunvizinhas de Londrina.
· Presta assessoria à criação de Clubes de Mães, Associações Femininas e Organizações de Mulheres em diversos bairros periféricos de Londrina.

 


MOEMA LIBERA VIEZZER

· Fundadora Presidente da Rede Mulher de Educação com trabalho articulado sobre as relações de gênero nos setores populares na cidade de São Paulo e também em áreas rurais.

· Sócia Fundadora e participante de várias entidades e Redes:

Instituto Ecoar pela Cidadania/SP
Núcleo de Formação para gestão do Meio Ambiente/SP
Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais
Conselho Diretor do CEMINA - Projetos e Assessoria para a Mulher/RJ
REPEM - Rede Brasileira de Educação Ambiental.

· Coordenadora de vários projetos de pesquisa/intervenção sobre a situação da mulher na América Latina e particularmente no Brasil.

· Coordenadora de vários programas de educação ambiental na área não-formal em diferentes instituições.

· Especialização em educação de adultos.

· Especialização em relações sociais de gênero.

· Especialização em cooperação técnica.

 


ODILA MARIA FRATINI

· Pedagoga, ex-irmã franciscana. Especialidade em psicologia, professora, diretora da escola de sua congregação de 1º e 2º graus. Retirou-se da congregação para se dedicar as crianças e adolescentes carentes de Carazinho (RS).
· Trabalhou junto a Fundação Estadual do Bem Estar do Menor a FEBEM (Fundação Estadual do Bem Estar do Menor) e a CEBEM (Centro de Bem Estar do Menor).
· É autora de diversos projetos: Lares substitutos e Lares vicinais, Meninos de Rua, Engraxates etc.
· Participou junto a comunidade, na criação e instalação do Lar da Menina para o atendimento a criança e ao adolescentes com risco de vida.
· Exerceu atividades como "Comissária de Menores" junto ao Juizado da Infância e da Adolescência - onde além de serviços de aconselhamento realizou estudos de casos e processos de encaminhamento de adoção.
· Em 1991 teve ativa participação na elaboração da vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente, criando o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA CAR-Carazinho) na qual até hoje é membro integrante da sua diretoria.
· De 1992 a 1995 fez parte da 1º Diretoria do Conselho Tutelar de Carazinho.
· Atualmente além de trabalhos comunitários é Diretora da Escola de 1º grau São José - Círculo Operário - que atende 500 alunos em sua maioria filhos de operários.
· Sempre atuou favorecendo as classes mais necessitadas.

Títulos recebidos

· 1975 - Presidente do MOBRAL de Carazinho oferecido pela Prefeitura Municipal.
· 1976- Mérito de Participação Comunitária conferido pelo MOBRAL.
· 1977 - Personalidade destaque 1977 no trabalho em prol da assistência ao menor de Carazinho.
· 1981 - Membro do Conselho Comunitário de Assistência aos Presidiários de Carazinho.
· 1986 - Cidadã Honorária de Carazinho.
· 1987 - Mulher Destaque 1987.
· 1988 - Líder Comunitária.
· 1992 - "Mulher de Ouro".

 


IVONE AMÂNCIO BEZERRA CARLOS DE SOUZA

Graduada em Engenharia Agrônoma pela Escola Superior de Agricultura de Lavras, MG (ESAL), 1991.
Especialista em Educação Ambiental pela Strathclyde University, Jordanhill College, Glasgow, Escócia (UK), 1971.
Responsável pela Educação Ambiental de Aracruz Celulose S.A., desde 1992.
Consultora de Meio Ambiente - Aracruz Celulose, desde 1995.
Primeira brasileira indicada pelo British Council para se especializar em educação ambiental pelo Jordanhill College, Universidade de Strathclyde (Escócia), pela defesa da inclusão da educação ambiental de maneira interdisciplinar, no ensino dos 1o. e 2o. graus. Esta defesa gerou a obra Meio Ambiente: Uma Proposta para a Educação, escrita em co-autoria com a pedagoga Maria de fátima Costa e lançada durante a Rio-92.
Jurada do Concurso Mundial de Textos e Artes que gerou a obra Tomorrow Belongs to The Children lançado durante a Rio-92 (Comunidade Internacional Bahá’i e UNICEF).
Palestrante há mais de 20 anos, tendo conseguido abranger, com sua mensagem holística de meio ambiente e de desenvolvimento sustentável, cerca de 200.000 pessoas, dos mais variados segmentos da sociedade brasileira.
Autora do Livro A Gotinha Sapeca (1984,1986) que desperta no público infanto-juvenil a compreensão para as questões que envolvem o ambiente. Esta obra recebeu o prêmio Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores e foi selecionada para o Programa Sala de Leitura do MEC. É considerada uma das obras precursoras da questão ambiental no país.
Autora do documento Redação Científica, utilizado no treinamento de pesquisadores da rede EMBRAPA/EMCAPA, 1987.
Autora do método de desbloqueio em comunicação e leitura utilizado no Programa de Difusão Cultural nas Escolas, do Departamento Estadual de Cultura do Espírito Santo, 1988.
Autora e ilustradora da série de Educação Ambiental da Secretaria de Estado para Assuntos do Meio Ambiente (SEAMA-ES), composta por cinco cartilhas que focalizam os ecossistemas locais, 1988, 89.
Autora e ilustradora da série de Poemas para Crianças, da Editora Bahá’i do Brasil, composta por seis livros, visando a educação infantil nos princípios preconizados por ‘Abdu’l-Bahá (1986/1993). Desta série, o livro Poema da Paz para Crianças, recebeu menção especial da UNESCO, no Ano Internacional da Paz.

 


FUNDAÇÃO "O BOTICÁRIO" DE PROTEÇÃO À NATUREZA

A Fundação "O Boticário de Proteção à Natureza" é uma instituição sem fins lucrativos, que nasceu da identificação d’O Boticário com a natureza nas suas múltiplas formas de expressão. Mantida pelo grupo o Boticário, a Fundação, além de executar projetos próprios, apoia financeiramente projetos conservacionistas em todo o Brasil.
A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, foi criada pelo Grupo o Boticário em 25/09/90 e seus primeiros projetos tiveram início em 1991.
Seus objetivos incluem a Conservação do Meio Ambiente e da Natureza; colaborar, por meios adequados, com a ecologia; fixar convênios com outras Fundações; estimular e promover trabalhos e pesquisas sobre ecologia; promover a arborização urbana; patrocinar e promover estudos da fauna e flora; preservar os refúgios de vida silvestre, reservas biológicas, parques nacionais e outras unidades de conservação; recuperação de áreas degradadas; patrocinar campanhas de concientização ou mobilização da sociedade para a preservação de sítios ecológicos.
Desde 1990, a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza já aprovou mais de 320 projetos que estão em desenvolvimento ou concluídos, relacionados aos mais diversos aspectos da conservação da natureza.
A Fundação, recebeu vários prêmios dentre eles o "Top de Marketing/92", em junho de 1993, concedido pela ADVB - Seção do Paraná. Recebeu o Diploma "Ação Verde", concedido pelo Banco Crefisul pelo trabalho em favor do meio ambiente (08/12/93). Recebeu também o III Prêmio Expressão de Ecologia, promovido pela Editora Expressão Sul, nas categorias Especial e Marketing Ecológico em dezembro de 1995.

 


GRUPO MULHER - EDUCAÇÃO INDÍGENA - GRUMIN

Área de atuação: Direitos Humanos, Educação, Combate à Violência e Desenvolvimento.
Esta entidade participou de inúmeras Conferências Internacionais: Genebra, Havana, França, Índia, Luxemburgo, Argentina, Berlim, China etc.
Criou uma cartilha de Educação Indígena intitulada: AKAJUTIBIRÓ - que significa "Terra do Índio Potiguara", que é uma nova concepção de alfabetização que preserva a cultura indígena e também promove a valorização da mulher como mãe e trabalhadora. Enfatiza também a importância do trabalho com a terra e preserva a identidade cultural indígena.
Dados: Dos 10 milhões de índios na época do Descobrimento do Brasil, restam apenas pouco mais de 300 mil espalhados em 209 tribos, num total de 5 mil aldeias no Brasil.
O GRUMIN fundou a Casa da Mulher Indígena em 1992 localizada no município de Baía da Traição, na Paraíba. É um local no qual as mulheres desenvolvem atividades voltadas para a recuperação do ensino tradicional aliado à capacitação profissional do povo indígena. Lá as mulheres indígenas fabricam redes, colchas, toalhas, panos de prato e artesanatos em geral, servindo como fonte de renda para elas mesmas.
A Casa da Mulher Indígena oferece cursos de corte e costura, criação de cabras, educação sexual, farmácia comunitária e alfabetização de adultos.
O 3o Informativo Grumin de janeiro de 1996 contendo a declaração das Mulheres Indígenas em Pequim, China é dedicado à duas índias Xucuru - Kariri - a tia Severina Potiguara e a nossa saudosa amiga bahá’í, Quitéria Celestino da Silva. Como diz o textos: "Nossas irmãs do céu."
O GRUMIN trabalha em defesa das mulheres indígenas de todo o país, principalmente no Amazonas onde apoia a Associação das Mulheres Indígenas SATERÉ MAUÉ a Associação das Mulheres do Alto Rio Negro.
A Presidente do GRUMIN, Eliane Potiguara foi homenageada pelo PEN - Club Internacional - pela autoria do livro: "A Terra é a Mãe do Índio" que é material didático editado pelo GRUMIN.

 


MOVIMENTO FEMININO COMUNITÁRIO DO
RIO GRANDE DO SUL - MOFECOM

O MOFECOM tem participado de lutas em favor da mulher, como em 1982, quando foi protagonista, em Carazinho, na luta pela aposentadoria da mulher agricultora, pela participação da mesma nas estruturas sindicais e pela equiparação da previdência rural e urbana. Apoiou a luta pela profissionalização da dona-de-casa e defesa da saúde integral da mulher.
Em Porto Alegre o movimento encontrou um grupo de mulheres imbuídas do ideal comunitário e instalou um núcleo em 1986, sendo transformado por mudança estatutária para Movimento Estadual, com eleição e posse da 1a Diretoria Estadual em 29 de junho de 1988.
Além desses dois municípios, o MOFECOM tem núcleos com diretorias já instaladas, nos municípios de Esteio e Caxias do Sul.
Como frisa sua filosofia: "A MULHER CRESCENDO COM A COMUNIDADE", o MOFECOM apresenta a figura da Mulher ao lado do Homem, com a consciência voltada para os problemas comunitários, na linha sócio-educativa-cultural. O MOFECOM promove a MULHER, tanto no seu primeiro reduto - o lar - como no seu campo maior - a comunidade.
O movimento Feminino Comunitário do Estado do Rio Grande do Sul - MOFECOM/RS - tem pautado, nesses nove anos de atividades, um comportamento de pioneirismo em áreas onde até então, a mulher ficava à margem das decisões sindicais e dos seus direitos fundamentais, sendo no município de Carazinho um movimento de vanguarda, somado ao de Passo Fundo e Erechim que, ecoando no estado e no país mudou a situação da mulher agricultora. Ainda, o MOFECOM/RS se caracteriza pelo equilíbrio, na sociedade, das relações HOMEM-MULHER, chamando a atenção de ambos para a necessidade de um crescimento conjunto em todos os campos da existência humana e do início de um processo irreversível de mútuo consentimento e aceitação das etapas que se estabelecem, frutos das mudanças contínuas pelas quais passa a sociedade no seu rítmo histórico. Sua filosofia "A MULHER CRESCENDO COM SUA COMUNIDADE" é o retrato escrito do próprio movimento, que significa "dinamismo", "caminhar em frente".
Lutando com inúmeras dificuldades, principalmente de ordem financeira, o MOFECOM/RS tem se fortalecido e conseguido vencer, graças ao altruísmo de inúmeras mulheres valorosas que tem sido o esteio deste grande trabalho em favor da mulher, do homem, do jovem, da criança, enfim da própria Comunidade.

 

 

 

 
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