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1998: Alguns registros da premiação

1998

Biografia dos Agraciados
Resumos biográficos dos agraciados

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Resumos biográficos dos agraciados com o Prêmio Cidadania Mundial 1998


ROBERTO DA SILVA

CENTRO DE ATENDIMENTO À VITIMA DE CRIME – CEVIC
MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
RABINO HENRY I. SOBEL
NIELSEN DE PAULA PIRES
REDE MULHER DE EDUCAÇÃO
MARGARIDA BULHÕES PEDREIRA GENEVOIS
ANTÔNIO AUGUSTO CANÇADO TRINDADE
LEONARDO BOFF

 


ROBERTO DA SILVA

O Professor Roberto da Silva foi um menino de rua, criado por 12 anos na FEBEM de São Paulo, juntamente com mais 3 irmãos que nunca conheceu. Depois da maioridade passou 6 anos na prisão.

Em 1996, defendeu a tese de mestrado em Educação na Universidade de São Paulo, recebendo nota 10 com distinção e louvor. Publicou um livro relatando a história das crianças que, como ele, foram abandonadas e criadas em instituições do Estado, e tornou-se uma das maiores autoridades em problemas relacionados à criança e ao adolescente.

Por seus próprios esforços, localizou seus irmãos, depois de 35 anos de separação, como também localizou cerca de 60 crianças cujos irmãos foram separados, enquanto estavam sob custódia do Estado. Com todos os dados em mãos, promoveu uma ação de indenização por danos morais contra o Governo do Estado de São Paulo, responsabilizando-o pela destruição das famílias de centenas de crianças e por telas jogado no caminho da marginalidade e da criminalidade. Por sua atuação, foi convidado por Comissões de Direitos Humanos de diversos estados, inclusive da Câmara dos Deputados, para falar sobre a situação da criança no Brasil, e também no exterior.

Publicou livros e diversos artigos e matérias sobre o assunto. Atualmente, é Diretor de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Santos, onde é responsável por todo o trabalho de atendimento à crianças, adolescentes e população de rua. É também, coordenador nacional de adoção, professor universitário e está concluindo doutorado em Educação pela USP.

Em 1996, foi destaque do Programa Fantástico da Rede Globo. Foi eleito personalidade do ano, em 1996, pelo Grupos e Associações de Apoio à Adoção e pela Fundação Rotarianos de São Paulo (categoria Ensino Superior). Em 1998, foi indicado para outorgação do título de Cidadão Paulistano da Câmara Municipal de São Paulo, em 1998.

Faz parte da Brazilian Studies Association da University New México, USA. É pesquisador Associado do Núcleo de Estudos da Violência da USP e pesquisador Associado da Ècole de Haute Studies en Sciencias Sociales da França.

 

 


CENTRO DE ATENDIMENTO À VITIMA DE CRIME – CEVIC

O Centro de Atendimento à Vitima de Crime – CEVIC, foi originalmente concebido em um encontro promovido pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/SC, no ano de 1996. Esteve presente ao encontro como palestrante a Professora Esther Kosowiski – então, vice-presidente da Sociedade Mundial de Vitimologia, que versou sobre o tema “Vitimologia”, expondo dentre outros assuntos, à respeito da existência de centros de atendimento à vitima nos USA, Europa, Argentina e Chile, apresentando também a Declaração dos Direitos da Vítima promulgada pela ONU, em 1985. A partir daí pensou-se na implantação de tal iniciativa em Santa Catarina.

A CEVIC segue a diretriz da ONU aprovada em 1985, através da Resolução 40/34, que estabelece a “Declaração das Nações Unidas dos Princípios Básicos de Justiça para Vítimas de Delitos e Abuso de Poder” e recomenda medidas em nível internacional para melhorar o acesso à justiça, ao tratamento justo, ao ressarcimento, à indenização e à assistência social às vítimas, assim como a adoção de políticas públicas.

É um processo inédito no país no que se refere a proteção dos direitos e acesso gratuito a serviços de assistência às vítimas de crimes, envolvendo a participação de organismos preocupados com a defesa dos direitos humanos na esfera internacional, federal e estadual. Este projeto visa servir de modelo para implantação em outros Estados, significando assim, uma iniciativa impar no campo da prevenção e combate a violência. Ele consiste em uma forma de vivenciarmos na prática nossa cidadania, uma vez que a vítima até então, estava desprovida da assistência a que tem direito.

Os objetivos específicos do CEVIC consistem em: garantir o respeito e a proteção aos Direitos Humanos; proporcionar atendimento gratuito às vítimas de crimes contra a pessoa, os costumes, o patrimônio e o abuso de poder; propiciar a clientela, atendimento e acompanhamento sistemático interdisciplinar nas áreas jurídica, social e psicológica, visando sua reestruturação moral, emocional e social; realizar pesquisas científicas através do Banco de Dados do CEVIC, com o objetivo de desenvolver políticas preventivas e melhoria da qualidade no atendimento à clientela; prevenir, controlar e combater a violência, através do atendimento prestado à clientela, bem como de palestras informativas e educativas junto à comunidade; formar, capacitar e assessorar equipes técnicas para atuar na área de atendimento às vítimas de crimes; atender às vítimas de crimes, em parceria com outras instituições que trabalham junto à questão da violência.

 


MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
Luta pela Vida, Contra a Violência

O Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH, tem 16 anos de história na luta pela defesa e implementação dos Direitos Humanos no Brasil, tendo como lema a “Luta pela Vida, Contra a Violência”.

Na publicação sobre os mecanismos de proteção dos direitos humanos, editado pelo MNDH, é feita uma apresentação sobre os aspectos básicos da luta de promoção dos direitos humanos. A publicação afirma que a luta pela promoção dos direitos humanos reside na difusão das normas de proteção.

O livro relata que no ano em que é comemorado o cinqüentenário da Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o MNDH, iniciou a divulgação de Projetos de Leis que dispõem sobre matéria de direitos humanos, que encontram-se em tramitação no Congresso Nacional e que, aprovados, constituirão instrumentos importantes na luta em prol dos direitos humanos.

O MNDH pretende de um lado com a publicação, difundir a Lei no 9.455/97, que define os crimes de tortura. De outro, criar a articulação necessária para que o Congresso Nacional priorize a aprovação do Projeto de Lei no 4.715/94 que transforma o CDDPH – Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana em Conselho Nacional dos Direitos Humanos e do Projeto de Lei no 3.599-A de 1997 que estabelece normas para a organização e a manutenção de programas especiais de proteção à vítimas e à testemunhas ameaçadas e institui o Programa Federal de Assistência à Vítimas e à Testemunhas Ameaçadas. O MNDH acredita que publicando esses Projetos de Leis promoverá a pressão necessária para que o Congresso Nacional os aprove em regime de urgência urgentíssima.

 


RABINO HENRY I. SOBEL

Nasceu no dia 9 de janeiro de 1944, em Lisboa , Portugal. É cidadão dos Estados Unidos da América e residente permanente no Brasil, desde 1970.

Estudou no Hebrew Union College – Jewish Institute of Religion (Nova York). É Bacharel em Literatura Hebraica, com Mestrado em Letras e Ordenação Rabínica (1965-1970).

É Rabino da Congregação Israelita Paulista, São Paulo, Brasil, desde 1970. É Presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista, desde 1983. Professor de Estudos Judaicos, Universidade de São Paulo, Centro Brasileiro de Estudos Judaicos (1970-1975). Coordenador da Comissão Nacional de Diálogo Religioso Católico-Judaíco. Órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (1981). Presidente do Comitê Brasileiro Pró Judeus na CEI, órgão da Confederação Israelita do Brasil (1985-1992). Membro da Diretoria da Confederação Israelita do Brasil e Diretor para Assuntos Inter-Religiosos (1991-1996). Membro do Executivo do Congresso Judaico Latino-Americano e Assessor para Assuntos Inter-Religiosos (1991). Membro da Comissão Especial de Apuração de Patrimônios Nazistas, sob os auspícios da Presidência e do Ministério da Justiça do Brasil (1997). Presidente da Comissão de Ética e Direitos Humanos da Confederação Israelita do Brasil (1998).

É Membro do Conselho Diretor do World Union for Progressive Judaism, Nova York; Membro do Central Conference of American Rabbis, Nova York; Membro do Comitê de Julgamento do prêmio “Direitos Humanos”, outorgado pela Presidência da República (1995); Membro da Sociedade Brasileira de Bioética (1997).

Tem várias publicações, como“O Inexistente na Lei Talmúdica”, Hebreu Union College. Junho de 1970; “O Problema do Mal e a Filosofia de Martin Buber”, HERANÇA JUDAICA, 1973; Judaísmo é Otimismo. Prédicas e Ensaios, Editora Perspectiva, 154 páginas. Setembro de 1974; “O Futuro do Judaísmo no Brasil”, publicado em CONSERVATIVE JUDAISM. Volume XXXIV, No.5 maio/junho de 1981. Nova York; “Judaísmo e Messianismo”, publicado em ECUMENICAL TRENDS (Graymoor Ecumenical Insitute, Nova York), Volume II, No.5 maio de 1982; Os Porquês do Judaísmo, Congregação Israelita Paulista, 240 páginas, novembro de 1983; “A Guerra Mais Longa: Israel no Líbano”, publicado em JUDAISM, Volume 32, No.4, outono de 1983. Nova York; O Judeu na Década de 80, Editora Cultura, 576 páginas, março de 1984; “América Latina: Realidade Política, Social e Econômica”, publicado em FORUM (World Zionist Organization), No.51/52, primavera/verão de 1984, Jerusalém; “Teologia da Libertação: a Responsabilidade na América Latina”, publicado em CHRISTIAN JEWISH RELATIONS (Intitute of Jewish Affairs, Congresso Judaíco Mundial), Volume 21 Número I, primavera de 1988, Londres.

Henry Sobel recebeu as seguintes distinções: “The Stephen Weisberg Prize for a meritorious student”, Hebrew Union College – Jewish Institute of Religion, Nova York, 1968; Distinção por Serviço Ecumênico, Arquidiocese Metropolitana de São Paulo; Medalha Anchieta (cidadão honorário), conferido pela Municipalidade de São Paulo; Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, Grau Comendador; Doutor Honoris Causa, Hebrew Union College – Jewish Institute of Religion, Nova York, março de 1995; Prêmio Direitos Humanos outorgado pela Pensamento Nacional das Bases Empresariais, novembro de 1996; Prêmio Dirigente Comunitário 1996, outorgado pela RESENHA JUDAICA; Prêmio Franz de Castro Holzwarth de Direitos Humanos, outorgado pela ordem dos Advogados do Brasil/ São Paulo, dezembro e 1997.

 


NIELSEN DE PAULA PIRES

Professor Adjunto do Instituto de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade de Brasília. Nielsen tem especialização em Sociologia do Desenvolvimento, Política Internacional e latino-americana, Planificação Econômica e Pesquisa para a Paz.

É Coordenador do Núcleo de Estudos Carinhos e latino-americanos – CEAM, da Universidade de Brasília. De 1986 à 1990, foi Diretor do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares – CEAM, da Universidade de Brasília. De 1986 à 1990, foi Coordenador Adjunto do Curso de Especialização sobre América Latina (pós-graduação Lato Senso), Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais, Universidade de Brasília, Patrocínio da Organização dos Estados Americanos – OEA e Ministério de Relações Exteriores do Brasil. Foi Coordenador do Mestrado em Ciência Política do Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade de Brasília, de 1986 à 1987. De 1982 à 1985 foi Coordenador dos Programas de Mestrado e Doutorado em Estudos latino-americanos da Divisão de Estudos de pós-graduação da Faculdade de Ciências Políticas e Sociais da Universidade Autônoma do México.

Nielsen tem várias publicações, podendo ser citado “Pobreza, ingressos y nuevo modelo de desarrolo en Brasil”, Persona y Sociedad, Ilades, Santiago do Chile”, “ONU, balanço e perspectivas”, Humanidade, Brasília”, “Relações Internacionais e a Pesquisa para a Paz: novos paradigmas”, São Paulo em Perspectiva, São Paulo”, “Breve Bibliografia sobre Investigaciones para La Paz”, Vários Autores, Ilades, Santiago do Chile”, “Pesquisas para a Paz no Contexto das Relações Internacionais”, Humanidades, Universidade de Brasília”, “A Questão da Hegemonia Mundial na década do 90”, São Paulo em Perspectiva”, “Participação Popular e Cidadania. A Igreja no Processo Constituinte, Vários Autores, Estudos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, São Paulo”, entre outros.

Pires é membro do “Nomination Commission” da International Peace Research Association da Alemanha. De 1995 à 1997, foi vice-presidente do Conselho Latino-Americano de Pesquisa para a Paz (CLAIP) da Guatemala. De 1990 à 1992, foi membro do Peace Education Commission da IPRA, Suécia. Foi membro do Conselho da Associação Internacional de Pesquisa para a Paz – IPRA, de 1988 à 1990. Foi membro do Conselho Consultivo da Revista Contexto Internacional do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, de 1987 à 1996 e é membro do Conselho Editorial dos Cadernos de Sociologia do Programa de pós-graduação em Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil, membro da Associação Mexicana de Relações Internacionais e membro da Associação Chilena de Cientistas Sociais.

 


REDE MULHER DE EDUCAÇÃO

Quebradeiras de Côco do Tocantins

A Rede Mulher de Educação está indicando o nome de sua sócia-educadora, Raimunda Gomes da Silva, conselheira da Rede Mulher de Educação e líder na área de promoção da cidadania e educação de gênero junto às quebradeiras de coco babaçú do Tocantins, como concorrente ao Prêmio Cidadania Mundial 1998.

Raimunda, atualmente atua na coordenação da Secretaria da Mulher do Conselho Nacional dos Seringueiros, trabalhando nos sete estados amazônicosa, na tentativa de criar organizações de mulheres.

Silva é lavradora e filha de lavradores, mãe de sete filhos. Já viajou mundo afora representando as mulheres trabalhadoras rurais, falando da sua luta para muita gente importante. Também já sentou para negociar com o Presidente Fernando Henrique Cardoso e ministros brasileiros.

É uma líder rural. Iniciou o movimento das mulheres a partir de 1986. Depois da morte do padre Josino, Raimunda, foi convidada a ir para São Paulo para falar do problema da terra e do seu assassinato. Ali, pela primeira vez, ela viu mais de 500 mulheres reunidas dialogando sobre “Os Direitos da Mulher na Nova Constituição”. Foi uma jornada organizada em parceria com a Rede Mulher de Educação, na zona sul de São Paulo. Em 1987, a Rede Mulher de Educação ofereceu uma oficina na região onde Raimunda mora. A oficina foi denominada “Mutirão de Educação Popular com Mulheres”. Em 1988, foi dividido o Estado do Tocantins e foi criada a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Tocantins – FETAET, da qual Raimunda foi vice-presidente.

Foi ao Canadá a convite da Rede Mulher, para um Seminário organizado pelo Conselho de Educação de Adultos do Quebec. Viajou à França, convidada pela Dra. Herilda Balduino, Direitos Humanos. Lá visitou uma Associação de Trabalhadores Sem Terra, quatro Ordens de Advogados e Movimentos de Mulheres. Teve encontros em vários países, onde foi discutido a questão do empobrecimento e da violência. Em 1996, foi à Nova Iorque, junto com uma comitiva de 7 pessoas. Em 1994, participou da Assembléia da Rede Mulher e fez parte do Conselho Fiscal, do qual foi reeleita na mesma função em 1997. Em 1995, foi convidada pela Women’s Enviroment and Development Organization – WEDO, para participar da Conferência de Beijing sobre a Mulher, Desenvolvimento e Paz, e a Rede assessorou Raimunda na apresentação na Tenda das Mulheres sobre Economia Alternativa.

Em 1995, foi eleita Coordenadora da Secretaria da Mulher Trabalhadora Rural Extrativista do Conselho Nacional dos Seringueiros, que atua em sete Estados da Amazônia.
OBS.: O material de divulgação contém fotos.

 


MARGARIDA BULHÕES PEDREIRA GENEVOIS

Margarida é formada em Biblioteconomia, pela Universidade Nacional, RJ, formada em Enfermagem de Guerra, pelo Curso da Universidade Nacional, RJ, formada em Curso Superior de Literatura, Arte, História Contemporânea, Sorbonne, Paris, e em Ciências Sociais, pela Escola de Sociologia e Política, São Paulo.

Foi Assessora Técnica do Presidente da Fundação Estadual do Bem Estar Social do Menor – FEBEM, São Paulo. Trabalhou na criação e direção do Posto de Puericultura, creche, clube da mães, Jornal Correio Feminino, do Serviço Social da Fazenda São Francisco da Cia. Rhodia Brasileira, em Campinas, de 1944 à 1968.

A Fazenda São Francisco era uma comunidade de 2.500 pessoas. Desenvolvi um trabalho com mulheres de operários e colonos da fazenda. O Posto de Puericultura serviu como orientação das mães para cuidados com os filhos, consultas médicas, atendimento ambulatorial, distribuição de remédios e alimentos às crianças carentes. Foi instalada uma creche anexa ao Posto de Puericultura para tratamento e recuperação de crianças carentes subnutridas e fracas.

Genevois organizou e dirigiu o Centro de Formação Cultural e Promoção Social, em 1985. No Centro foram ministrados cursos sobre assuntos da atualidade para conscientização da mulher, levando-as a uma maior participação em todos os campos sociais.

É membro da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, a convite do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Foi secretária da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, de 1974 à 1982. Vice-presidente da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, 1982. Presidente da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, 1983, reeleita em 1984. Fez parte do I Conselho Nacional dos Direitos da Mulher de 1984 à 1988. Foi membro da Comissão Teotônio Vilela (presos e encarcerados), desde sua fundação em 1985. Presidente da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, 1990, reeleita em 1991 e 1992. Foi do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, 1995. Conselho da Cátedra de Educação em Direitos Humanos, Tolerância e Paz – IEA – UNESCO/USP, 1996. Membro da Comissão de Direitos Humanos da USP, 1998. Fez parte da Rede Brasileira de Educação em Direitos Humanos, 1996. Organizou e Coordenou o I Congresso Brasileiro de Educação em Direitos Humanos, 1997, e o I Encontro de Educadores em Direitos Humanos, 1997.

Margarida participou de vários congressos.

 

 

 

ANTÔNIO AUGUSTO CANÇADO TRINDADE

Doutor em Direito Internacional Público pela Universidade de Cambridge, Inglaterra, com a tese: “O Esgotamento de Recursos Internos no Direito Internacional”, agraciada com o Prêmio Yorke pela Faculdade de Direito da Universidade de Cambridge, 1979.

É Professor Titular da Universidade de Brasília, Professor de Direito Internacional Público do Instituto Rio Branco, Itamaraty, Juiz e vice-presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos. É ex-Diretor do Instituto Interamericano de Direitos Humanos, San José, Costa Rica. Ex-Consultor Jurídico do Ministério das Relações Exteriores. É membro do Instituto de Direito Internacional. Diplomado do Instituto Internacional de Direitos Humanos, Strasbourg, França. Membro do Instituto Internacional de Direito Humanitário, San Remo.

Antônio Trindade é autor de inúmeros livros e artigos sobre o tema “proteção internacional dos direitos humanos”, publicados em várias línguas. Dentre as publicações, cabe citar: “Evolução e Fortalecimento da Proteção Internacional dos Direitos da Pessoa Humana em sua Ampla Dimensão” in Cançado Trindade, Antônio Augusto (ed.) A Proteção dos Direitos Humanos nos Planos Nacional e Internacional: Perspectivas Brasileiras (Seminário de Brasília, 1991), Instituto Interamericano de Direitos Humanos e Friedrich Naumann – Stiftung, San José da Costa Rica/Brasília, Brasil, 1992. Direitos Humanos e Meio-Ambiente: Paralelo dos Sistemas de Proteção Internacional, Porto Alegre, 1993. “Direito Internacional dos Direitos Humanos, Direito Internacional Humanitário e Direito Internacional dos Refugiados: Aproximação ou Convergências” in Cançado Trindade, Antônio Augusto, Peytrignet, Gérard, Ruiz de Santiago, Jaime As Três Vertentes da Proteção Internacional dos Direitos da Pessoa Humana, Co-Edição Instituto Interamericano de Direitos Humanos, Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, San José, Costa Rica, 1996. “El Sistema Interamericano de Protección de los Derechos Humanos (1948-1995): Evolución, Estado Actual y Perspectivas” in Bardonnet, Daniel y Cançado Trindade, Antônio Augusto (editores) Derecho Internacional y Derechos Humanos – Droit Internacional et Droits de L’homme Académie de Droit Intenational de la Haye y/et Instituto Interamericano de Derechos Humanos, San José/La Haye, 1996. “A II Conferência Mundial de Direitos Humanos: O Legado de Viena” in Cançado Trindade, Antônio Augusto (Ed.) A Incorporação das Normas Internacionais de Direitos Humanos no Direito Brasileiro, San José, Costa Rica, Instituto Interamericano de Direitos Humanos, 1996.

O Professor Cançado Trindade vem lutando, ao longo de toda a sua carreira, pela adesão do Brasil aos instrumentos internacionais de proteção dos direitos humanos, particularmente pelo reconhecimento, pelo Governo Brasileiro, da jurisdição obrigatória da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Foi no decorrer de sua gestão à frente da Consultoria Jurídica do Ministério das Relações Exteriores, e inspirado por sugestão sua, que o Governo Sarney decidiu finalmente assinar os dois pactos de Direitos Sociais e Econômicos e Civis e Políticos das Nações Unidas.

 


LEONARDO BOFF

Nasceu no dia l4/12/1938, em Concórdia Santa Catarina, neto de imigrantes italianos, vindos para o Rio Grande do Sul no final do século XIX. Fez seus estudos primário e secundário em Santa Catarina (Concórdia), no Paraná (Rio Negro) e S.Paulo (Agudos). Cursou filosofia em Curitiba e teologia em Petrópolis, RJ. Entrou na Ordem Franciscana, em l959.

Doutorou-se em teologia e filosofia pela Universidade de Munique, na Alemanha em l970.
Durante 22 anos foi professor de teologia sistemática e ecumênica em Petrópolis, junto aos Franciscanos. Foi um dos criadores da Teologia da Libertação. Professor de teologia e espiritualidade em vários centros de estudo no Brasil e no exterior. Professor visitante nas universidades de Lisboa (Portugal), Salamanca (Espanha), Harvard (EUA), Basel (Suiça) e Heidelberg (Alemanha).

É doutor honoris causa em política pela Universidade de Turin e em teologia pela Universidade de Lund (Suiça). Ganhou vários outros prêmios no Brasil e no exterior sempre vinculados aos direitos humanos e à causa dos oprimidos.

De l970-l985, chefiou o editorial da Editora Vozes. Coordena a publicação de Teologia e Libertação e a edição das obras completas de C.G.Jung. Foi redator da Revista Eclesiástica Brasileira de l970-1984, da Revista de Cultura Vozes de l984-1992, da Revista Internacional Concilium, edição brasileira de l070-1995 e de Fé e Política desde l986.

Em l984 em razão de suas teses, ligadas à Teologia da Libertação, apresentadas no livro Igreja: carisma e poder foi submetido a um processo pela ex-Inquisição em Roma. Em 1985 foi condenado a um ano de "silêncio obsequioso" e deposto de todas as suas funções. Dada a pressão mundial sobre o Vaticano, retornou a elas em l986. Em l992 sendo de novo pressionado com novo "silêncio obsequioso" pelas autoridades de Roma, renunciou suas atividades de padre. Continuou como teólogo da libertação, escritor e assessor das comunidades eclesiais de base e de movimentos sociais. Atualmente, a partir de l993, é professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

É autor de mais de 60 livros nas áreas de teologia, espiritualidade, filosofia, antropologia e mística. Muitos traduzidos nos idiomas modernos.

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