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ROBERTO DA SILVA
O Professor Roberto da Silva foi um menino
de rua, criado por 12 anos na FEBEM de São
Paulo, juntamente com mais 3 irmãos que nunca
conheceu. Depois da maioridade passou 6 anos na prisão.
Em 1996, defendeu a tese de mestrado em Educação
na Universidade de São Paulo, recebendo nota
10 com distinção e louvor. Publicou
um livro relatando a história das crianças
que, como ele, foram abandonadas e criadas em instituições
do Estado, e tornou-se uma das maiores autoridades
em problemas relacionados à criança
e ao adolescente.
Por seus próprios esforços, localizou
seus irmãos, depois de 35 anos de separação,
como também localizou cerca de 60 crianças
cujos irmãos foram separados, enquanto estavam
sob custódia do Estado. Com todos os dados
em mãos, promoveu uma ação de
indenização por danos morais contra
o Governo do Estado de São Paulo, responsabilizando-o
pela destruição das famílias
de centenas de crianças e por telas jogado
no caminho da marginalidade e da criminalidade. Por
sua atuação, foi convidado por Comissões
de Direitos Humanos de diversos estados, inclusive
da Câmara dos Deputados, para falar sobre a
situação da criança no Brasil,
e também no exterior.
Publicou livros e diversos artigos e matérias
sobre o assunto. Atualmente, é Diretor de Desenvolvimento
Social da Prefeitura de Santos, onde é responsável
por todo o trabalho de atendimento à crianças,
adolescentes e população de rua. É
também, coordenador nacional de adoção,
professor universitário e está concluindo
doutorado em Educação pela USP.
Em 1996, foi destaque do Programa Fantástico
da Rede Globo. Foi eleito personalidade do ano, em
1996, pelo Grupos e Associações de Apoio
à Adoção e pela Fundação
Rotarianos de São Paulo (categoria Ensino Superior).
Em 1998, foi indicado para outorgação
do título de Cidadão Paulistano da Câmara
Municipal de São Paulo, em 1998.
Faz parte da Brazilian Studies Association da University
New México, USA. É pesquisador Associado
do Núcleo de Estudos da Violência da
USP e pesquisador Associado da Ècole de Haute
Studies en Sciencias Sociales da França.
CENTRO
DE ATENDIMENTO À VITIMA DE CRIME – CEVIC
O Centro de Atendimento à Vitima de Crime –
CEVIC, foi originalmente concebido em um encontro
promovido pela Comissão de Direitos Humanos
da OAB/SC, no ano de 1996. Esteve presente ao encontro
como palestrante a Professora Esther Kosowiski –
então, vice-presidente da Sociedade Mundial
de Vitimologia, que versou sobre o tema “Vitimologia”,
expondo dentre outros assuntos, à respeito
da existência de centros de atendimento à
vitima nos USA, Europa, Argentina e Chile, apresentando
também a Declaração dos Direitos
da Vítima promulgada pela ONU, em 1985. A partir
daí pensou-se na implantação
de tal iniciativa em Santa Catarina.
A CEVIC segue a diretriz da ONU aprovada em 1985,
através da Resolução 40/34, que
estabelece a “Declaração das Nações
Unidas dos Princípios Básicos de Justiça
para Vítimas de Delitos e Abuso de Poder”
e recomenda medidas em nível internacional
para melhorar o acesso à justiça, ao
tratamento justo, ao ressarcimento, à indenização
e à assistência social às vítimas,
assim como a adoção de políticas
públicas.
É
um processo inédito no país no que se
refere a proteção dos direitos e acesso
gratuito a serviços de assistência às
vítimas de crimes, envolvendo a participação
de organismos preocupados com a defesa dos direitos
humanos na esfera internacional, federal e estadual.
Este projeto visa servir de modelo para implantação
em outros Estados, significando assim, uma iniciativa
impar no campo da prevenção e combate
a violência. Ele consiste em uma forma de vivenciarmos
na prática nossa cidadania, uma vez que a vítima
até então, estava desprovida da assistência
a que tem direito.
Os objetivos específicos do CEVIC consistem
em: garantir o respeito e a proteção
aos Direitos Humanos; proporcionar atendimento gratuito
às vítimas de crimes contra a pessoa,
os costumes, o patrimônio e o abuso de poder;
propiciar a clientela, atendimento e acompanhamento
sistemático interdisciplinar nas áreas
jurídica, social e psicológica, visando
sua reestruturação moral, emocional
e social; realizar pesquisas científicas através
do Banco de Dados do CEVIC, com o objetivo de desenvolver
políticas preventivas e melhoria da qualidade
no atendimento à clientela; prevenir, controlar
e combater a violência, através do atendimento
prestado à clientela, bem como de palestras
informativas e educativas junto à comunidade;
formar, capacitar e assessorar equipes técnicas
para atuar na área de atendimento às
vítimas de crimes; atender às vítimas
de crimes, em parceria com outras instituições
que trabalham junto à questão da violência.
MOVIMENTO
NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
Luta pela Vida, Contra a Violência
O Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH,
tem 16 anos de história na luta pela defesa
e implementação dos Direitos Humanos
no Brasil, tendo como lema a “Luta pela Vida,
Contra a Violência”.
Na publicação sobre os mecanismos de
proteção dos direitos humanos, editado
pelo MNDH, é feita uma apresentação
sobre os aspectos básicos da luta de promoção
dos direitos humanos. A publicação afirma
que a luta pela promoção dos direitos
humanos reside na difusão das normas de proteção.
O livro relata que no ano em que é comemorado
o cinqüentenário da Declaração
Americana dos Direitos e Deveres do Homem e da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, o MNDH, iniciou a
divulgação de Projetos de Leis que dispõem
sobre matéria de direitos humanos, que encontram-se
em tramitação no Congresso Nacional
e que, aprovados, constituirão instrumentos
importantes na luta em prol dos direitos humanos.
O MNDH pretende de um lado com a publicação,
difundir a Lei no 9.455/97, que define os crimes de
tortura. De outro, criar a articulação
necessária para que o Congresso Nacional priorize
a aprovação do Projeto de Lei no 4.715/94
que transforma o CDDPH – Conselho Nacional de
Defesa dos Direitos da Pessoa Humana em Conselho Nacional
dos Direitos Humanos e do Projeto de Lei no 3.599-A
de 1997 que estabelece normas para a organização
e a manutenção de programas especiais
de proteção à vítimas
e à testemunhas ameaçadas e institui
o Programa Federal de Assistência à Vítimas
e à Testemunhas Ameaçadas. O MNDH acredita
que publicando esses Projetos de Leis promoverá
a pressão necessária para que o Congresso
Nacional os aprove em regime de urgência urgentíssima.
RABINO HENRY I. SOBEL
Nasceu no dia 9 de janeiro de 1944, em Lisboa , Portugal.
É cidadão dos Estados Unidos da América
e residente permanente no Brasil, desde 1970.
Estudou no Hebrew Union College – Jewish Institute
of Religion (Nova York). É Bacharel em Literatura
Hebraica, com Mestrado em Letras e Ordenação
Rabínica (1965-1970).
É
Rabino da Congregação Israelita Paulista,
São Paulo, Brasil, desde 1970. É Presidente
do Rabinato da Congregação Israelita
Paulista, desde 1983. Professor de Estudos Judaicos,
Universidade de São Paulo, Centro Brasileiro
de Estudos Judaicos (1970-1975). Coordenador da Comissão
Nacional de Diálogo Religioso Católico-Judaíco.
Órgão da Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil (1981). Presidente do Comitê
Brasileiro Pró Judeus na CEI, órgão
da Confederação Israelita do Brasil
(1985-1992). Membro da Diretoria da Confederação
Israelita do Brasil e Diretor para Assuntos Inter-Religiosos
(1991-1996). Membro do Executivo do Congresso Judaico
Latino-Americano e Assessor para Assuntos Inter-Religiosos
(1991). Membro da Comissão Especial de Apuração
de Patrimônios Nazistas, sob os auspícios
da Presidência e do Ministério da Justiça
do Brasil (1997). Presidente da Comissão de
Ética e Direitos Humanos da Confederação
Israelita do Brasil (1998).
É
Membro do Conselho Diretor do World Union for Progressive
Judaism, Nova York; Membro do Central Conference of
American Rabbis, Nova York; Membro do Comitê
de Julgamento do prêmio “Direitos Humanos”,
outorgado pela Presidência da República
(1995); Membro da Sociedade Brasileira de Bioética
(1997).
Tem várias publicações, como“O
Inexistente na Lei Talmúdica”, Hebreu
Union College. Junho de 1970; “O Problema do
Mal e a Filosofia de Martin Buber”, HERANÇA
JUDAICA, 1973; Judaísmo é Otimismo.
Prédicas e Ensaios, Editora Perspectiva, 154
páginas. Setembro de 1974; “O Futuro
do Judaísmo no Brasil”, publicado em
CONSERVATIVE JUDAISM. Volume XXXIV, No.5 maio/junho
de 1981. Nova York; “Judaísmo e Messianismo”,
publicado em ECUMENICAL TRENDS (Graymoor Ecumenical
Insitute, Nova York), Volume II, No.5 maio de 1982;
Os Porquês do Judaísmo, Congregação
Israelita Paulista, 240 páginas, novembro de
1983; “A Guerra Mais Longa: Israel no Líbano”,
publicado em JUDAISM, Volume 32, No.4, outono de 1983.
Nova York; O Judeu na Década de 80, Editora
Cultura, 576 páginas, março de 1984;
“América Latina: Realidade Política,
Social e Econômica”, publicado em FORUM
(World Zionist Organization), No.51/52, primavera/verão
de 1984, Jerusalém; “Teologia da Libertação:
a Responsabilidade na América Latina”,
publicado em CHRISTIAN JEWISH RELATIONS (Intitute
of Jewish Affairs, Congresso Judaíco Mundial),
Volume 21 Número I, primavera de 1988, Londres.
Henry Sobel recebeu as seguintes distinções:
“The Stephen Weisberg Prize for a meritorious
student”, Hebrew Union College – Jewish
Institute of Religion, Nova York, 1968; Distinção
por Serviço Ecumênico, Arquidiocese Metropolitana
de São Paulo; Medalha Anchieta (cidadão
honorário), conferido pela Municipalidade de
São Paulo; Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul,
Grau Comendador; Doutor Honoris Causa, Hebrew Union
College – Jewish Institute of Religion, Nova
York, março de 1995; Prêmio Direitos
Humanos outorgado pela Pensamento Nacional das Bases
Empresariais, novembro de 1996; Prêmio Dirigente
Comunitário 1996, outorgado pela RESENHA JUDAICA;
Prêmio Franz de Castro Holzwarth de Direitos
Humanos, outorgado pela ordem dos Advogados do Brasil/
São Paulo, dezembro e 1997.
NIELSEN DE PAULA PIRES
Professor Adjunto do Instituto de Ciência Política
e Relações Internacionais da Universidade
de Brasília. Nielsen tem especialização
em Sociologia do Desenvolvimento, Política
Internacional e latino-americana, Planificação
Econômica e Pesquisa para a Paz.
É
Coordenador do Núcleo de Estudos Carinhos e
latino-americanos – CEAM, da Universidade de
Brasília. De 1986 à 1990, foi Diretor
do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares
– CEAM, da Universidade de Brasília.
De 1986 à 1990, foi Coordenador Adjunto do
Curso de Especialização sobre América
Latina (pós-graduação Lato Senso),
Departamento de Ciência Política e Relações
Internacionais, Universidade de Brasília, Patrocínio
da Organização dos Estados Americanos
– OEA e Ministério de Relações
Exteriores do Brasil. Foi Coordenador do Mestrado
em Ciência Política do Departamento de
Ciência Política e Relações
Internacionais da Universidade de Brasília,
de 1986 à 1987. De 1982 à 1985 foi Coordenador
dos Programas de Mestrado e Doutorado em Estudos latino-americanos
da Divisão de Estudos de pós-graduação
da Faculdade de Ciências Políticas e
Sociais da Universidade Autônoma do México.
Nielsen tem várias publicações,
podendo ser citado “Pobreza, ingressos y nuevo
modelo de desarrolo en Brasil”, Persona y Sociedad,
Ilades, Santiago do Chile”, “ONU, balanço
e perspectivas”, Humanidade, Brasília”,
“Relações Internacionais e a Pesquisa
para a Paz: novos paradigmas”, São Paulo
em Perspectiva, São Paulo”, “Breve
Bibliografia sobre Investigaciones para La Paz”,
Vários Autores, Ilades, Santiago do Chile”,
“Pesquisas para a Paz no Contexto das Relações
Internacionais”, Humanidades, Universidade de
Brasília”, “A Questão da
Hegemonia Mundial na década do 90”, São
Paulo em Perspectiva”, “Participação
Popular e Cidadania. A Igreja no Processo Constituinte,
Vários Autores, Estudos da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil, São Paulo”,
entre outros.
Pires é membro do “Nomination Commission”
da International Peace Research Association da Alemanha.
De 1995 à 1997, foi vice-presidente do Conselho
Latino-Americano de Pesquisa para a Paz (CLAIP) da
Guatemala. De 1990 à 1992, foi membro do Peace
Education Commission da IPRA, Suécia. Foi membro
do Conselho da Associação Internacional
de Pesquisa para a Paz – IPRA, de 1988 à
1990. Foi membro do Conselho Consultivo da Revista
Contexto Internacional do Instituto de Relações
Internacionais da Pontifícia Universidade Católica
do Rio de Janeiro, de 1987 à 1996 e é
membro do Conselho Editorial dos Cadernos de Sociologia
do Programa de pós-graduação
em Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências
Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
Brasil, membro da Associação Mexicana
de Relações Internacionais e membro
da Associação Chilena de Cientistas
Sociais.
REDE MULHER DE EDUCAÇÃO
Quebradeiras de Côco do Tocantins
A Rede Mulher de Educação está
indicando o nome de sua sócia-educadora, Raimunda
Gomes da Silva, conselheira da Rede Mulher de Educação
e líder na área de promoção
da cidadania e educação de gênero
junto às quebradeiras de coco babaçú
do Tocantins, como concorrente ao Prêmio Cidadania
Mundial 1998.
Raimunda, atualmente atua na coordenação
da Secretaria da Mulher do Conselho Nacional dos Seringueiros,
trabalhando nos sete estados amazônicosa, na
tentativa de criar organizações de mulheres.
Silva é lavradora e filha de lavradores, mãe
de sete filhos. Já viajou mundo afora representando
as mulheres trabalhadoras rurais, falando da sua luta
para muita gente importante. Também já
sentou para negociar com o Presidente Fernando Henrique
Cardoso e ministros brasileiros.
É
uma líder rural. Iniciou o movimento das mulheres
a partir de 1986. Depois da morte do padre Josino,
Raimunda, foi convidada a ir para São Paulo
para falar do problema da terra e do seu assassinato.
Ali, pela primeira vez, ela viu mais de 500 mulheres
reunidas dialogando sobre “Os Direitos da Mulher
na Nova Constituição”. Foi uma
jornada organizada em parceria com a Rede Mulher de
Educação, na zona sul de São
Paulo. Em 1987, a Rede Mulher de Educação
ofereceu uma oficina na região onde Raimunda
mora. A oficina foi denominada “Mutirão
de Educação Popular com Mulheres”.
Em 1988, foi dividido o Estado do Tocantins e foi
criada a Federação dos Trabalhadores
na Agricultura do Estado do Tocantins – FETAET,
da qual Raimunda foi vice-presidente.
Foi ao Canadá a convite da Rede Mulher, para
um Seminário organizado pelo Conselho de Educação
de Adultos do Quebec. Viajou à França,
convidada pela Dra. Herilda Balduino, Direitos Humanos.
Lá visitou uma Associação de
Trabalhadores Sem Terra, quatro Ordens de Advogados
e Movimentos de Mulheres. Teve encontros em vários
países, onde foi discutido a questão
do empobrecimento e da violência. Em 1996, foi
à Nova Iorque, junto com uma comitiva de 7
pessoas. Em 1994, participou da Assembléia
da Rede Mulher e fez parte do Conselho Fiscal, do
qual foi reeleita na mesma função em
1997. Em 1995, foi convidada pela Women’s Enviroment
and Development Organization – WEDO, para participar
da Conferência de Beijing sobre a Mulher, Desenvolvimento
e Paz, e a Rede assessorou Raimunda na apresentação
na Tenda das Mulheres sobre Economia Alternativa.
Em 1995, foi eleita Coordenadora da Secretaria da
Mulher Trabalhadora Rural Extrativista do Conselho
Nacional dos Seringueiros, que atua em sete Estados
da Amazônia.
OBS.: O material de divulgação contém
fotos.
MARGARIDA BULHÕES PEDREIRA GENEVOIS
Margarida é formada em Biblioteconomia, pela
Universidade Nacional, RJ, formada em Enfermagem de
Guerra, pelo Curso da Universidade Nacional, RJ, formada
em Curso Superior de Literatura, Arte, História
Contemporânea, Sorbonne, Paris, e em Ciências
Sociais, pela Escola de Sociologia e Política,
São Paulo.
Foi Assessora Técnica do Presidente da Fundação
Estadual do Bem Estar Social do Menor – FEBEM,
São Paulo. Trabalhou na criação
e direção do Posto de Puericultura,
creche, clube da mães, Jornal Correio Feminino,
do Serviço Social da Fazenda São Francisco
da Cia. Rhodia Brasileira, em Campinas, de 1944 à
1968.
A Fazenda São Francisco era uma comunidade
de 2.500 pessoas. Desenvolvi um trabalho com mulheres
de operários e colonos da fazenda. O Posto
de Puericultura serviu como orientação
das mães para cuidados com os filhos, consultas
médicas, atendimento ambulatorial, distribuição
de remédios e alimentos às crianças
carentes. Foi instalada uma creche anexa ao Posto
de Puericultura para tratamento e recuperação
de crianças carentes subnutridas e fracas.
Genevois organizou e dirigiu o Centro de Formação
Cultural e Promoção Social, em 1985.
No Centro foram ministrados cursos sobre assuntos
da atualidade para conscientização da
mulher, levando-as a uma maior participação
em todos os campos sociais.
É
membro da Comissão Justiça e Paz de
São Paulo, a convite do Cardeal Dom Paulo Evaristo
Arns. Foi secretária da Comissão Justiça
e Paz de São Paulo, de 1974 à 1982.
Vice-presidente da Comissão Justiça
e Paz de São Paulo, 1982. Presidente da Comissão
Justiça e Paz de São Paulo, 1983, reeleita
em 1984. Fez parte do I Conselho Nacional dos Direitos
da Mulher de 1984 à 1988. Foi membro da Comissão
Teotônio Vilela (presos e encarcerados), desde
sua fundação em 1985. Presidente da
Comissão Justiça e Paz de São
Paulo, 1990, reeleita em 1991 e 1992. Foi do Conselho
Nacional dos Direitos da Mulher, 1995. Conselho da
Cátedra de Educação em Direitos
Humanos, Tolerância e Paz – IEA –
UNESCO/USP, 1996. Membro da Comissão de Direitos
Humanos da USP, 1998. Fez parte da Rede Brasileira
de Educação em Direitos Humanos, 1996.
Organizou e Coordenou o I Congresso Brasileiro de
Educação em Direitos Humanos, 1997,
e o I Encontro de Educadores em Direitos Humanos,
1997.
Margarida participou de vários congressos.
ANTÔNIO
AUGUSTO CANÇADO TRINDADE
Doutor em Direito Internacional Público pela
Universidade de Cambridge, Inglaterra, com a tese:
“O Esgotamento de Recursos Internos no Direito
Internacional”, agraciada com o Prêmio
Yorke pela Faculdade de Direito da Universidade de
Cambridge, 1979.
É
Professor Titular da Universidade de Brasília,
Professor de Direito Internacional Público
do Instituto Rio Branco, Itamaraty, Juiz e vice-presidente
da Corte Interamericana de Direitos Humanos. É
ex-Diretor do Instituto Interamericano de Direitos
Humanos, San José, Costa Rica. Ex-Consultor
Jurídico do Ministério das Relações
Exteriores. É membro do Instituto de Direito
Internacional. Diplomado do Instituto Internacional
de Direitos Humanos, Strasbourg, França. Membro
do Instituto Internacional de Direito Humanitário,
San Remo.
Antônio Trindade é autor de inúmeros
livros e artigos sobre o tema “proteção
internacional dos direitos humanos”, publicados
em várias línguas. Dentre as publicações,
cabe citar: “Evolução e Fortalecimento
da Proteção Internacional dos Direitos
da Pessoa Humana em sua Ampla Dimensão”
in Cançado Trindade, Antônio Augusto
(ed.) A Proteção dos Direitos Humanos
nos Planos Nacional e Internacional: Perspectivas
Brasileiras (Seminário de Brasília,
1991), Instituto Interamericano de Direitos Humanos
e Friedrich Naumann – Stiftung, San José
da Costa Rica/Brasília, Brasil, 1992. Direitos
Humanos e Meio-Ambiente: Paralelo dos Sistemas de
Proteção Internacional, Porto Alegre,
1993. “Direito Internacional dos Direitos Humanos,
Direito Internacional Humanitário e Direito
Internacional dos Refugiados: Aproximação
ou Convergências” in Cançado Trindade,
Antônio Augusto, Peytrignet, Gérard,
Ruiz de Santiago, Jaime As Três Vertentes da
Proteção Internacional dos Direitos
da Pessoa Humana, Co-Edição Instituto
Interamericano de Direitos Humanos, Comitê Internacional
da Cruz Vermelha, Alto Comissariado das Nações
Unidas para os Refugiados, San José, Costa
Rica, 1996. “El Sistema Interamericano de Protección
de los Derechos Humanos (1948-1995): Evolución,
Estado Actual y Perspectivas” in Bardonnet,
Daniel y Cançado Trindade, Antônio Augusto
(editores) Derecho Internacional y Derechos Humanos
– Droit Internacional et Droits de L’homme
Académie de Droit Intenational de la Haye y/et
Instituto Interamericano de Derechos Humanos, San
José/La Haye, 1996. “A II Conferência
Mundial de Direitos Humanos: O Legado de Viena”
in Cançado Trindade, Antônio Augusto
(Ed.) A Incorporação das Normas Internacionais
de Direitos Humanos no Direito Brasileiro, San José,
Costa Rica, Instituto Interamericano de Direitos Humanos,
1996.
O Professor Cançado Trindade vem lutando, ao
longo de toda a sua carreira, pela adesão do
Brasil aos instrumentos internacionais de proteção
dos direitos humanos, particularmente pelo reconhecimento,
pelo Governo Brasileiro, da jurisdição
obrigatória da Corte Interamericana de Direitos
Humanos. Foi no decorrer de sua gestão à
frente da Consultoria Jurídica do Ministério
das Relações Exteriores, e inspirado
por sugestão sua, que o Governo Sarney decidiu
finalmente assinar os dois pactos de Direitos Sociais
e Econômicos e Civis e Políticos das
Nações Unidas.
LEONARDO BOFF
Nasceu no dia l4/12/1938, em Concórdia Santa
Catarina, neto de imigrantes italianos, vindos para
o Rio Grande do Sul no final do século XIX.
Fez seus estudos primário e secundário
em Santa Catarina (Concórdia), no Paraná
(Rio Negro) e S.Paulo (Agudos). Cursou filosofia em
Curitiba e teologia em Petrópolis, RJ. Entrou
na Ordem Franciscana, em l959.
Doutorou-se em teologia e filosofia pela Universidade
de Munique, na Alemanha em l970.
Durante 22 anos foi professor de teologia sistemática
e ecumênica em Petrópolis, junto aos
Franciscanos. Foi um dos criadores da Teologia da
Libertação. Professor de teologia e
espiritualidade em vários centros de estudo
no Brasil e no exterior. Professor visitante nas universidades
de Lisboa (Portugal), Salamanca (Espanha), Harvard
(EUA), Basel (Suiça) e Heidelberg (Alemanha).
É
doutor honoris causa em política pela Universidade
de Turin e em teologia pela Universidade de Lund (Suiça).
Ganhou vários outros prêmios no Brasil
e no exterior sempre vinculados aos direitos humanos
e à causa dos oprimidos.
De l970-l985, chefiou o editorial da Editora Vozes.
Coordena a publicação de Teologia e
Libertação e a edição
das obras completas de C.G.Jung. Foi redator da Revista
Eclesiástica Brasileira de l970-1984, da Revista
de Cultura Vozes de l984-1992, da Revista Internacional
Concilium, edição brasileira de l070-1995
e de Fé e Política desde l986.
Em l984 em razão de suas teses, ligadas à
Teologia da Libertação, apresentadas
no livro Igreja: carisma e poder foi submetido a um
processo pela ex-Inquisição em Roma.
Em 1985 foi condenado a um ano de "silêncio
obsequioso" e deposto de todas as suas funções.
Dada a pressão mundial sobre o Vaticano, retornou
a elas em l986. Em l992 sendo de novo pressionado
com novo "silêncio obsequioso" pelas
autoridades de Roma, renunciou suas atividades de
padre. Continuou como teólogo da libertação,
escritor e assessor das comunidades eclesiais de base
e de movimentos sociais. Atualmente, a partir de l993,
é professor de Ética, Filosofia da Religião
e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
É
autor de mais de 60 livros nas áreas de teologia,
espiritualidade, filosofia, antropologia e mística.
Muitos traduzidos nos idiomas modernos.
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