Ó Filho da Luz!
Esquece-te de tudo, menos de Mim, e comunga com Meu Espírito.
Eis a essência de Meu mandamento; volve-te, pois, a isso.
- Bahá’u’lláh, As Palavras Ocultas, n. 16, Árabe
Ó Filho do Espírito!
Não me peças o que Nós não
te desejamos; que estejas contente, então, com aquilo que ordenamos
por amor a ti, pois é o que te dará proveito se com isto te
contentares.
- Bahá’u’lláh, As Palavras Ocultas, n. 18, Árabe
Ó Forma Movediça de Pó!
Eu desejo comunhão contigo, mas tu
não quiseste pôr confiança em Mim. A espada de tua rebelião
abateu a árvore de tua esperança. Em todos os tempos, estou
perto de ti, mas tu estás sempre longe de Mim. Glória imperecível,
Eu te destinei, mas tu escolheste infindável desonra. Enquanto ainda
houver tempo, volta e não percas tua oportunidade.
- Bahá’u’lláh, As Palavras Ocultas, n. 21, Persa
Entoa, ó Meu servo, os versículos
de Deus por ti recebidos, assim como os entoam os que Dele se aproximaram,
a fim de que a doçura de tua melodia possa acender tua própria
alma e atrair os corações de todos os homens. Se alguém,
recluso em seus aposentos, recitar os versículos revelados por Deus,
os anjos do Todo-Poderoso, dispersando-se, difundirão por toda parte
a fragrância das palavras emanadas de seus lábios, o que fará
vibrar o coração de todo homem justo. Embora esse efeito lhe
permaneça, a princípio, despercebido, cedo ou tarde, no entanto,
a virtude da graça a ele concedida, deverá exercer influência
sobre sua alma.
- Bahá’u’lláh, Seleções dos Escritos de Bahá’u’lláh,
CXXXVI, p. 185
Adora tu a Deus de tal modo eu, se tua adoração
te levasse ao fogo, isso não te faria alterar tua adoração,
e tão pouco a alterarias se o paraíso te fosse a recompensa.
Assim - e somente assim - deveria ser a adoração digna do
Deus Uno e Verdadeiro. Se por causa de medo tu O adorasses, isto não
seria próprio na santificada Corte de Sua presença, e não
se julgaria este um ato que fosse dedicado por ti à Unicidade de
Seu Ser. Ou se a Deus adorasses mirando o paraíso, nutrindo a esperança
de atingi-lo, estarias fazendo da criação de Deus Seu companheiro,
apesar do fato de ser o paraíso desejado pelos homens.
Tanto o fogo como o paraíso se curvam e prostram
diante de Deus. O que é digno de Sua Essência é adorá-Lo
por amor a Ele, sem medo do fogo, nem esperança do Paraíso.
Quando é oferecida a adoração verdadeira,
quem adora é salvo do fogo e entra no paraíso do beneplácito
de Deus, mas não deve ser este, entretanto, o motivo de seu ato.
O favor e a graça de Deus, porém, manam sempre de acordo com
as exigências de Sua inescrutável sabedoria.
A oração mais aceitável é
aquela oferecida com a máxima espiritualidade e ardor; prolongá-la
não tem sido, nem és estimado por Deus. Quanto mais desprendida
e pura a oração, mais aceitável é na presença
de Deus.
- O Báb, Seleções dos Escritos do Báb, p. 83,
84.