Prece, a linguagem do amor
       
       

              A alguém que perguntou se a oração era necessária, visto que Deus conhece, presumivelmente, os desejos de todos os corações, ‘Abdu’l-Bahá respondeu:

              "Se uma pessoa amiga sentir amor por outra, terá vontade de lhe dizer. Embora saiba que esta não ignora o seu sentimento, contudo terá vontade de lhe dizer... Deus conhece os desejos de todos os corações, mas a prece é um impulso natural, provindo do amor do homem a Deus...
              "Não é preciso que a prece seja em palavras; pode ser em pensamento e atitude. Faltando esse amor e desejo, é inútil tentar forçá-los. Palavras sem amor nada valem. Se alguém conversar convosco como um dever desagradável, sem amor nem prazer pelo encontro, desejareis palestrar com Ele?"

      - Artigo em Fortnightly Review, junho de 1911, por Miss E. S. Stevens.

              Em outra palestra, disse:

              "Na oração mais elevada, o homem suplica só por amor a Deus, e não por medo Dele ou do inferno, nem pela esperança de atingir graças ou o céu... Quando uma pessoa se enamora de um ser humano, torna-se-lhe impossível deixar de mencionar o nome do objeto de seu amor. Quanto mais difícil ainda é deixar de mencionar o Nome de Deus quando se vem a amá-Lo... O homem espiritual não acha prazer em outra coisa que não seja a comemoração de Deus."

      - Das notas de Miss Alma Robertson e outros peregrinos, novembro e dezembro de 1900.

       

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