‘Abdu’l-Bahá afirmou que::
"Um mediador se nos apresenta necessário entre o homem e o Criador - alguém que receba a plena luz do Esplendor e a irradie sobre a humanidade, do mesmo modo que a atmosfera da Terra recebe e difunde o calor dos raios solares."
"Se desejamos orar, devemos ter algum objeto em que nos concentrarmos. Se nos voltamos para Deus, devemos dirigir nosso coração a algum centro. Se o homem adora a Deus de outro modo a não ser através do Seu Manifestante, deve primeiro formar um conceito de Deus, e este conceito é criado pela sua mente. Já que o finito não compreende o Infinito, assim Deus não pode ser compreendido deste modo. O que a mente humana concebe é-lhe compreensível. Mas aquilo que o homem pode compreender não é Deus. O conceito de Deus que o homem forma para si é apenas um fantasma, uma imagem, uma ilusão. Nenhuma conexão há entre o Ser Supremo e tal conceito.
"Se alguém deseja conhecer a Deus, deve encontrá-Lo no espelho perfeito, Cristo ou Bahá’u’lláh. Em qualquer desses espelhos poderá ele ver refletido o Sol Divino. Do mesmo modo que conhecemos o sol físico pelo seu brilho, pela sua luz e calor, assim também conhecemos a Deus, o Sol Espiritual, quando Ele se irradia do templo de Seu Manifestante, pelos Seus atributos de perfeição, pela beleza das Suas qualidades, e pelo esplendor da Sua luz."
Diz Ele ainda:
"A menos que o Espírito Santo se torne o intermediário, não podemos receber diretamente as graças de Deus. Não deixes de considerar a verdade, pois é evidente perceber, que uma criança não pode ser instruída sem o auxílio de um professor, embora seja o saber uma das graças divinas. O solo não se cobre de verdura e vegetação sem a chuva das nuvens; por conseguinte a nuvem é a intermediária entre a graça divina e o solo... A luz tem um centro e se alguém desejar procurá-la de outro modo que não seja do seu centro, jamais a atingirá... Volta a tua atenção para os dias de Cristo; algumas pessoas julgavam que sem a emanação Messiânica fosse possível atingir a verdade, mas foi precisamente essa idéia que se tornou a causa da sua privação."
Um homem que tenta adorar a Deus sem se dirigir a Seu Manifestante é como um homem numa masmorra, tentando através de sua imaginação gozar as glórias da luz do sol.