Papel vital dos indígenas na construção de comunidades

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Papel vital dos indígenas na construção de comunidades

“Vocês [povos indígenas] são uma raça grandiosa; seu povo no Novo Mundo, antes da chegada do homem branco, levantou grandes cidades e templos lindos.”

A afirmação, ainda no século 20, de Amatu'l-Bahá, uma das referências bahá’ís no trabalho junto às populações originárias, tem ecoado na forma como a comunidade bahá’í atua no mundo todo. O Brasil, hoje, mostra exemplos vivos das contribuições dos povos indígenas para a construção de comunidades fortes e autônomas.  

O interesse da juventude indígena em se capacitar para o serviço abnegado às suas comunidades por meio dos cursos do Instituto Ruhí possibilitou a abertura de novas aulas para crianças, grupos de pré-jovens, círculos de estudos e reuniões devocionais em oito agrupamentos no Brasil.

No Agrupamento Kiriri, na comunidade Gado Velhaco, na Bahia, um grupo de pré-jovens iniciou suas atividades em fevereiro deste ano, com a ajuda das animadoras Cláudia Silva, 23 anos, e Elza Silva, 21 anos.

Como não tinham um local fixo para os estudos, os próprios participantes, com a ajuda de pessoas mais velhas, resolveram construir uma casa de palha onde esta atividade e uma aula de crianças pudessem acontecer. O local, erguido em março, trouxe mais conforto e contagiou a todos da localidade.

“Cada um leva sua cadeira e limpa o lugar antes da atividade. Toda a comunidade está utilizando o espaço”, conta Elza.

Estes exemplos de apoio mútuo e serviço abnegado e desprendido são evidências das palavras escritas pela Casa Universal de Justiça na mensagem de 2 de março de 2013 aos bahá’ís do Irã:

“Toda nação e todo grupo - na verdade cada indivíduo - em maior ou menor grau, dará sua contribuição para o surgimento da civilização mundial em cuja direção a humanidade se move  irresistivelmente.”

 

Expectativa é que cerca de 40 indígenas brasileiros possam participar da inauguração do Templo do ChileTemplo do Chile

Atualmente, calcula-se que cerca de 400 mil indígenas, de mais de 200 etnias, vivam no território brasileiro  -  uma parcela significativamente reduzida dos mais de 5 milhões que habitavam a região antes da chegada dos europeus. 

Conscientes da contribuição indígena para o desenvolvimento dessa nova civilização, que respeita a plena diversidade de culturas, a comunidade bahá’í brasileira está se organizando para que pelo menos quarenta representantes indígenas possam participar das atividades ligadas à inauguração do Templo Bahá’í da América do Sul, que acontecerão de 13 a 16 de outubro de 2016, em Santiago, Chile.

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