home > Notícias

Notícias

Corpo de Jurados elege 9 ganhadores do "Cidadania Mundial - 2007"

20/11/2007 17:54:47

Em sessão deliberativa ocorrida na Sede Nacional dos Bahá´ís do Brasil, em Brasília, DF, o Corpo de Jurados do ?X Prêmio Cidadania Mundial 2007?, reuniu-se na noite do dia 19 de novembro de 2007, às 19h30m, para deliberar dentre as 117 candidaturas ao Prêmio Cidadania Mundial, em sua 10a. Edição, quais as 9 (nove) instituições e indivíduos que têm trabalhado no Brasil com ações unificadas em defesa do meio-ambiente do planeta.

O Júri, composto por 9 pessoas, foi assim formado: Carlos Alberto Vieira (Fundo das Nações Unidas para Ciência e Tecnologia, UNESCO), Massami Uyeda (Ministro do Superior Tribunal de Justiça, STJ), Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho (Secretario Municipal de Meio Ambiente da Cidade de São Paulo), Josias de Souza (Corpo Editorial do Jornal Folha de São Paulo), Herilda Balduíno de Oliveira (Ordem dos Advogados do Brasil), Lisa Perskie (Diretora-Executiva da Escola das Nações/School of the Nations), Venus Pezeshk (Ambientalista), Washington Araújo (Comunidade Bahá´í do Brasil). Esteve ausente por motivo de viagem à região Quilombola de Macapá (AP), o ambientalista Chico Floresta, não conseguindo vôo para participar dessa histórica sessão deliberativa.

Foram eleitos para receberem o ?X Prêmio Cidadania Mundial ? 2007?, no próximo dia 6 de dezembro de 2007, em Brasília, as seguintes instituições e indivíduos:

1. José Goldemberg (São Paulo)
2. Suzana Pádua (Brasília, DF)
3. Apromai - Associação dos Produtores e Moradores da Área de Influência da Reserva Biológica Augusto Rushi (Santa Teresa, ES)
4. Fundação SOS Mata Atlântica (São Paulo)
5. Oca Brasil (Alto Paraíso De Goiás, GO)
6. Projeto Arboreto - Universidade Federal Do Acre (Rio Branco, AC)
7. Projeto Saúde e Alegria - PSA (Santarém, Pará)
8. Sociedade Semear - Sociedade de Estudos Múltiplos, Ecológico e de Artes (Aracaju, SE)
9. Universidade Federal de Sergipe (São Cristóvão, SE)


Aos interessados, instituições ou indivíduos, desejosos de se congratular com os ganhadores dessa que é a mais importante honraria concedida pela Comunidade Bahá´í do Brasil a instituições e indivíduos que trabalham pela cidadania mundial, pela justiça e pelo desenvolvimento dos povos, informamos os endereços eletrônicos dos vencedores, logo abaixo de breves informações biográficas e/ou institucionais.

(((((((((((()))))))))

CATEGORIA INDIVIDUAL


JOSÉ GOLDEMBERG (São Paulo)

Um dos maiores nomes brasileiros em ciência, tecnologia e, especialmente, energia. Foi reitor da Universidade de São Paulo - USP, Ministro da Educação, titular da Secretaria de Ciência e Tecnologia (hoje Ministério) e Secretário interino do Meio Ambiente, da Presidência da República em 1992. No Estado de São Paulo, já foi Secretário da Educação e participou de vários órgãos de deliberação coletiva, como Eletrobrás, COMGA, Companhia Energética de São Paulo - CESP e ELETROPAULO, dentre outros. É autor de inúmeros artigos e livros, sobre Física, ciência, tecnologia e questões energéticas. Recentemente publicou o livro Energy for a Sustainable World, em co-autoria com Thomas B. Johnston (Suécia), Amulya K.N. Reddy (India) e Robert H. Williams (EUA), editado pela Willey Eastern (India), 1987. Em 1994 a Universidade de Tel Aviv criou, em sua homenagem, a "Cadeira José Goldemberg de Física Atmosférica". Foi designado Presidente do grupo que preparou o World Energy Assessment para as Nações Unidas e do Conselho Mundial de Energia (1998/2001). Também participou da Comissão Internacional de Barragens (1999/2000).

e-mail - goldemb@iee.usp.br

((((((((((((((((())))))))))))))))

SUZANA PÁDUA (Brasília, DF)

Educadora ambiental, Suzana Pádua iniciou com o marido, Cláudio, um projeto de pesquisas para salvar uma espécie ameaçada, o mico-leão preto, e acabaram expandindo para a conservação da Mata Atlântica do Interior no Pontal do Paranapanema, São Paulo e, eventualmente, para outras regiões da Mata Atlântica e da Amazônia. Para isso, investiram em áreas como educação ambiental, envolvimento comunitário, recuperação de habitat, políticas públicas e outras que surgiram com o correr do tempo.

Fundadora do IPÊ ? Instituto de Pesquisas Ecológicas. Uma instituição que acredita que o ser humano tem dever ético com a biodiversidade. Por isso, com educação, ciência e negócios sustentáveis, promove a conservação dos recursos socioambientais do Brasil.

O IPÊ dedica-se à conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável por meio de pesquisa, formação de profissionais, educação ambiental, programas de geração de renda e negócios sustentáveis, além de influenciar políticas públicas. Os projetos incluem conservação de espécies e ecossistemas ameaçados, plantio de árvores, programas de educação ambiental, alternativas de desenvolvimento sustentável para comunidades locais e capacitação em temáticas variadas para públicos diversos.

Em termos educacionais, o Centro Brasileiro de Biologia da Conservação contribui para a formação de profissionais brasileiros e de outros países latinos em temáticas socioambientais. Atualmente, em parceria com a Natura, o IPÊ está construindo um novo campus onde será oferecido um Mestrado, aprovado pelo Ministério da Educação, nas áreas da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável. O objetivo é formar uma massa crítica que contribua para a proteção da vida no planeta.

O IPÊ criou a Unidade de Negócios Sustentáveis (com apoio da Avina) para aumentar sua visibilidade, promover e comercializar produtos comunitários e firmar parcerias com empresas, o que é fundamental para a sustentabilidade institucional de longo prazo. Com o fortalecimento institucional, o IPÊ tem investido em administração e nos programas que desenvolve. Já as empresas parceiras vêm desempenhando sua responsabilidade sócio-ambiental de forma criativa, participando dos projetos conjuntos.

E-mail: suzana@ipe.org.br

((((((((((((((((())))))))))))))))

CATEGORIA INSTITUCIONAL


APROMAI - ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES E MORADORES DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA RESERVA BIOLÓGICA AUGUSTO RUSHI (Santa Teresa, ES)

A Associação de Produtores e Moradores da Área de Influência da Reserva Biológica Augusto Ruschi - APROMAI, inscrito no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica do Ministério da Fazenda sob o n° 04.301.782/0001-50, entidade ambientalista sem fins lucrativos foi fundada em 2001 com a finalidade de promover o desenvolvimento sustentável da região do entorno da ReBio Augusto Ruschi, Ladeira Virgílio Lambert,144,Centro, Santa Teresa- ES, Cep:29650-000. A Associação conta com aproximadamente 550 famílias associadas. E durante sua existência vem desenvolvendo trabalhos junto a comunidade, diagnósticos sócio-ambiental, elaboração, execução de projetos e eventos e realizando parcerias com diversas entidades tais como o SEBRAE, INCAPER, Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, Petrobras, Aracruz Celulose e IBAMA, visando alcançar um modelo de desenvolvimento auto-sustentável com o objetivo de melhorar as condições de vida da comunidade permitindo assim uma relação harmônica com o meio ambiente.

A Reserva Biológica Augusto Rushi é hoje umas das maiores áreas de preservação federal da região serrana do estado do Espirito Santo, possuindo cerca de três mil e seiscentos hectares de florestas, localizada no Corredor Central da Mata Atlântica, com contribuição para três importantes bacias hidrográficas do estado: a bacia do Rio doce, Piraqueaçu e bacia dos Reis Magos. Considerando o plano de manejo da ReBio, a área de influência da mesma é de 6 km a partir da linha de sua divisa, abrangendo portanto parte dos municípios de Santa Teresa, Santa Leopoldina, Fundão, Ibiraçú e João Neiva. A região de seu entorno possui uma área de aproximadamente seis mil hectares de equivalente importância ambiental, contando com cerca de 550 famílias estabelecidas junto a fragmentos florestais que funcionam como um cordão de isolamento que contribui com a preservação da Reserva.

A APROMAI atualmente participa da REDE MATA ATLÂNTICA (rede de intercâmbio de ong?s da mata atlântica), filiada ao FÓRUM DAS ONG?S do Espirito Santo e reconhecida como entidade ambientalista pelo MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE através do Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA).

E-mail: apromai@apromai.com.br

((((((((((((((((())))))))))))))))

FUNDAÇÃO SOS MATA ATLÂNTICA (São Paulo)

Fundada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma entidade privada, sem vínculos partidários ou religiosos e sem fins lucrativos. Seus principais objetivos são defender os remanescentes da Mata Atlântica, valorizar a identidade física e cultural das comunidades humanas que os habitam e conservar os riquíssimos patrimônios natural, histórico e cultural dessas regiões, buscando o seu desenvolvimento sustentado. A Mata Atlântica é um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta e, embora se estendesse originalmente por 17 Estados brasileiros, 93% de sua cobertura já foi devastada.

A humanidade estava apenas iniciando seu despertar para o desenvolvimento com respeito aos direitos das futuras gerações, ainda na década de 80, mas as primeiras respostas para garantir o cuidado e a proteção ao meio ambiente já começavam a ser dadas. É nesta década que o mundo assiste aos protestos de manifestantes contra petroleiros e usinas atômicas, enquanto acompanha a incipiente construção do conceito de desenvolvimento sustentável.

De um lado, vai-se gerando a idéia de desenvolvimento à longo prazo, com a difusão do termo 'sustentável' pelo relatório Brundtland, no âmbito da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU (Organização das Nações Unidas), em 1983. De outro, amplia-se a organização da sociedade em torno da criação de ONGs e a participação para a tomada de decisões sobre seu futuro comum.

No Brasil, o processo de abertura política acarreta em conquistas inéditas: do direito ao voto, da aprovação da Lei de Interesses Difusos, com o fortalecimento do Ministério Público, e da possibilidade de participação nas questões ambientais em instâncias públicas como os Conselhos de Meio Ambiente, até a Assembléia Nacional Constituinte que, em 1988, legitima um novo modo de garantir a cidadania e os direitos das futuras gerações brasileiras.

No conjunto de transformações e oportunidades colocadas pelos 80, um grupo de pessoas que já atuavam em outras entidades, dentre cientistas, empresários, jornalistas e defensores da questão ambiental se aproxima e lança as bases para a criação da primeira ONG destinada a defender os últimos remanescentes de Mata Atlântica no país, a Fundação SOS Mata Atlântica. O ideal de conservação ambiental da entidade, criada em 1986, associa-se ao objetivo de profissionalizar pessoas e partir para a geração de conhecimento sobre o bioma. A proposta representa também um passo adiante no amadurecimento do movimento ambientalista no país.

e-mail - info@sosma.org.br

((((((((((((((((())))))))))))))))

OCA BRASIL (Alto Paraíso de Goiás, GO)

Dentre seus membros, provenientes das mais diversas áreas do conhecimento humano encontram-se pessoas com formação em economia, biologia, medicina, direito, antropologia, agronomia, arquitetura, ambientalismo, pedagogia, magistério, artesanato, artes plásticas, musica, enfim uma variada gama de indivíduos com ideal comum conservacionista e humanitário. São hoje mais de 250 pessoas ligadas diretamente a instituição, sendo que no município de Alto Paraíso e fora dele são inúmeras as pessoas diretamente envolvidas.

Suas atividades consolidadas como instituição em 1997, já são amplamente conhecidas junto a comunidade local sendo que recentemente, em projeto Lei nº 594/99, aprovado pela Câmera dos Vereadores e sancionado pelo Prefeito do Município a Oca Brasil a/c foi declarada de Utilidade Pública Municipal. Seus horizontes hoje, já atravessam as fronteiras do Estado e do País.

Atualmente a Oca Brasil vem apoiando grupos étnicos da região, entre eles os Kalunga, população afro descendente do Sitio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, localizado nos municípios goianos de Monte Alegre, Teresina de Goiás e Cavalcante. Também possui um programa de integração cultural junto a comunidade indígena Xavante, situada no Estado do Mato Grosso, e a comunidade indígena Krahô, situada no norte do Estado de Tocantins possibilitando aos membros destas, um contato direto humano e multidimensional.

Hoje nas dependências da Oca Brasil a/c estão em pleno andamento obras que propiciarão a curto e médio prazo o atendimento em instalações apropriadas de inúmeras atividades atinentes a seus objetivos sociais.

A sede principal da Oca Brasil em Alto Paraíso, está situada em área nobre da Cidade, em terreno de aproximadamente 100.000 m2, onde hoje já estão prontas uma série de construções, outras em fase de acabamento, além de uma grande horta comunitária que já vem prestando inestimáveis serviços, um projeto de agro floresta em desenvolvimento avançado alem de viveiro de espécies nativas do cerrado.

e-mail - oca@ocabrasil.org.br

((((((((((((((((())))))))))))))))

PROJETO ARBORETO - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE (Rio Branco, AC)

O Arboreto, um dos setores do Parque Zoobotânico (PZ) da Universidade Federal do Acre (UFAC), têm sua origem no chamado "Experimento Arboreto", instalado no início da década de oitenta. O experimento foi idealizado com o intuito de estudar o comportamento de cerca de 150 espécies arbóreas, em sua maioria nativas da região amazônica, em diferentes condições de luminosidade, com objetivo de gerar informações que subsidiem projetos de recuperação de áreas degradadas, principalmente através de Sistemas Agroiflorestais (SAF's). Em 1992, ao completar dez anos de experimento, o Arboreto constituiu-se como projeto de pesquisa, com objetivo de compartilhar resultados com pequenos produtores rurais e populações tradicionais do Estado do Acre, propondo modelos de sistemas agroflorestais com as espécies mais promissoras. As primeiras ações de campo foram na Reserva Extrativista "Chico Mendes", em parceria com o Centro de Formação do Seringueiro e financiamento da Fundação Ford. A partir de 1996, o Arboreto iniciou uma parceria com a Comissão Pró-Índio do Acre (CPI/AC), no intuito de assessorar o Programa de Formação de Agentes Agroflorestais Indígenas.

A partir de 1998, o Arboreto vem desenvolvendo um programa piloto de capacitação agroflorestal junto a 13 famílias do Projeto de Assentamento Dirigido Humaitá, localizado no município de Porto Acre/AC. O projeto teve início com um diagnóstico sócio-ambiental, seguido de um planejamento comunitário de atividades, cujos resultados revelaram potencialidades, levantaram problemas enfrentados pela comunidade, bem como possíveis ações que pudessem solucioná-los. No início de 1999, baseado nas demandas da comunidade, teve início o programa de capacitação em sistemas agroflorestais e a instalação de áreas experimentais através de pesquisa participante.No final de 1999, o Arboreto inicia um trabalho com as comunidades indígenas Apurinã de Boca do Acre/AM. O objetivo do projeto é validar a metodologia de educação agroflorestal desenvolvida pelo Arboreto como método pedagógico adaptável às diferentes realidades sócio-econômicas e culturais de pequenos produtores e populações tradicionais da Amazônia, e, ao mesmo tempo, contribuir para o etnodesenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas no projeto.

Paralelamente aos trabalhos de pesquisa/extensão agroflorestal, o Arboreto, em uma área experimental no campus da UFAC, mantém dois hectares de sistemas agroflorestais e testa tecnologias agroflorestais, tais como: coquetéis de leguminosas, cercas-vivas, plantio na taboca, árvores de serviço, barreiras vivas contra fogo e espécies madeireiras de rápido crescimento.

Atualmente, o Arboreto vêm subsidiando políticas públicas através de uma parceria com a Secretaria de Produção do Governo do Estado do Acre (SEPRO), com objetivo de capacitar técnicos extensionistas de sete municípios acreanos. O programa de capacitação em sistemas agroflorestais, denominado "Educadores Agroflorestais", vem sendo desenvolvido paralelamente à capacitação de produtores assentados no Projeto Pólos Agroflorestais idealizado pelo atual Governo do Estado.

A sede do Arboreto está localizada no campus da Universidade Federal do Acre, mais especificamente no Parque Zoobotânico (PZ), uma área de cem hectares de vegetação primária e secundária, onde encontra-se instalado o "Experimento Arboreto", próximo a completar vinte anos desde a sua implantação. O PZ, setor que concentra os trabalhos de pesquisa da UFAC, possui cerca de cinqüenta pessoas envolvidas diretamente em suas atividades, entre pessoal administrativo, pesquisadores, funcionários e estagiários bolsistas. O Programa Integrado do Parque Zoobotânico (PIPZ), busca a integração dos seus diversos setores - viveiro de produção de mudas, Herbário, Laboratório de Sementes, Setor de Uso da Terra e Mudanças Globais, Projeto Ilhas de Alta Produtividade, Fenologia e Botânica Econômica, Educação Ambiental e Arboreto - no intuito de estudar os ecossistemas naturais e antrópicos do Estado do Acre, com vistas a subsidiar a geração de propostas viáveis de manejo com base sustentável, visando contribuir com a melhoria das condições de vida das populações locais, através de uma interação efetiva com a comunidade acadêmica da UFAC e demais instituições de pesquisa e desenvolvimento.

Contato: Campus Universitário Reitor Aulio Gelio Alves de Souza - Rodovia BR 364, nº 6637 (Km 04) ? Distrito Industrial - Caixa Postal 500 ¤ Cep: 69915-900 Rio Branco ? Acre

((((((((((((((((())))))))))))))))

PROJETO SAÚDE E ALEGRIA - PSA (Santarém, Pará)

Atua na Amazônia desde 1987 em comunidades extrativistas dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, localizadas na zona rural dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro - oeste do Estado do Pará. A partir de 2003, iniciou de forma gradual a ampliação de sua área de cobertura para 143 localidades, envolvendo cerca de 29 mil beneficiários. Tem por objetivo apoiar processos participativos e integrados de desenvolvimento comunitário global e sustentado, geridos pela própria população, interativos e alterativos às políticas públicas, e capazes de se multiplicar a partir das dinâmicas e realidades locais, contribuindo de maneira demonstrativa com experiências concretas na constituição de políticas sociais e ambientais na Amazônia.

Conta com uma equipe interdisciplinar de médicos, agrônomos e educadores das diversas áreas que visita regularmente para as comunidades promovendo o Desenvolvimento Integrado através de ações voltadas para a organização comunitária; saúde; produção e manejo agroflorestal; geração de renda; educação, arte e cultura; gênero; infância e juventude; comunicação popular e pesquisa participativa.

Partindo da realidade local, das necessidades mais prementes e da contrapartida dos moradores, o Saúde & Alegria busca soluções simples e adaptadas a partir dos recursos disponíveis nas próprias comunidades. Os programas procuram envolver todos os segmentos e faixas etárias - lideranças, produtores rurais, monitores de saúde, parteiras tradicionais, mulheres, professores, jovens e crianças - capacitando-os como multiplicadores das ações e estimulando a auto-gestão. São eleitos métodos abertos e apropriados de construção multilateral do saber, despertando o desejo pelo aprendizado, o que torna a evolução do conhecimento algo prazeroso, dinâmico e inerente à vida de cada um. A arte, o lúdico e a comunicação são os principais instrumentos de educação, participação e mobilização, tais como o Circo e a Rede Mocoronga (o termo "mocorongo" é utilizado na região para designar quem nasce em Santarém-PA). Através de diagnósticos e pesquisa participativas, os principais indicadores sociais são monitorados de maneira simples, objetiva e de fácil compreensão pelos moradores, permitindo o acompanhamento técnico continuado dos resultados e o planejamento conjunto de acordo com as prioridades encontradas. A partir de um Fórum Intercomunitário composto por lideranças representativas de toda área de atuação, as ações são permanentemente avaliadas e delineadas de modo a instrumentalizar gradativamente a população para assumir a gestão de todo o processo.

e-mail: psa@saudeealegria.org.br

((((((((((((((((())))))))))))))))

SOCIEDADE SEMEAR - SOCIEDADE DE ESTUDOS MÚLTIPLOS, ECOLÓGICO E DE ARTES (Aracaju, SE)

A Sociedade de Estudos Múltiplos, Ecológica e de Artes - Sociedade SEMEAR - é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público-OSCIP criada em dezembro de 2001, por um grupo de pessoas que comungam das mesmas preocupações e interesses, visando ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, através do fortalecimento da cidadania em suas diversas formas de expressão. Visando a atuação efetiva em um meio ambiente social e natural que impõe desafios às organizações voltadas para o terceiro setor, a Sociedade SEMEAR elaborou o seu planejamento estratégico que levará ao alcance dos seus objetivos, cumprimento da sua missão e concretização da sua visão de futuro.

Esse planejamento estratégico foi elaborado durante o primeiro ano de vida da Sociedade SEMEAR, período reservado para a aglutinação de novos voluntários, sondagem do mercado, estabelecimento de contatos e parcerias, detalhamento do planejamento, elaboração de bancos de dados integrados, de manuais, de formulários, de material de divulgação, estabelecimento de rotinas e outros procedimentos. Esse período de um ano foi também utilizado para a construção do complexo-sede da Sociedade SEMEAR, que abriga centro de treinamento com capacidade instalada para 1.210 alunos/hora/dia em salas de aula convencionais e outros 198 alunos/hora/dia em laboratório de informática com um aluno por microcomputador, galeria de artes com amplo espaço para exposição e recepção do público visitante, livraria com cyber-café interligada à galeria de arte em espaço adequado para lançamento de livros e realização de tardes de autógrafos, auditório com 230 lugares (escamoteáveis para uso de outro lay-out), espaço multiuso com 450 m² de área utilizável (235 m² de área coberta e 215 m² de área descoberta), além de instalações de serviço e de apoio a esses múltiplos usos do espaço do complexo-sede.

A Sociedade SEMEAR tem como visão ser uma Instituição de referência na promoção da cidadania no Nordeste brasileiro. A Sociedade SEMEAR tem como visão ser uma Instituição de referência na promoção da cidadania no Nordeste brasileiro.

E-mail: sociedadesemear@infonet.com.br

((((((((((((((((())))))))))))))))

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (São Cristóvão, SE)

O GRAF nasceu da iniciativa de um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe no Depto. de Engenharia Agronômica ? UFS/DEA. O grupo entende que existe uma carência na região de Sergipe, principalmente nas zonas rurais, onde apresenta um cenário ambiental, social e econômico com muitas deficiencias. Sergipe possui uma área, onde 90% é utilizada por pastagens e o plantio intensivo da cana, restando apenas algumas manchas da floresta costeira, mata de restinga, mata ciliar, cerrados arbustivos e caatinga.

O Grupo aposta como alternativa para a melhoria na qualidade de vida das populações rurais a médio prazo, o uso de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Para alcançar esta premissa, é necessário a aplicação de várias ações tais como:

Facilitar a interface de conhecimentos entre pesquisadores, acadêmicos, técnicos, produtores e suas respectivas associações, nas áreas do ensino, da extensão, da capacitação e do desenvolvimento de Sistemas agroflorestais nas zonas rurais Nordestinas, bem como em temas diretamente relacionados com a recuperação de terras degradadas.

Incentivar o desenvolvimento de sistemas agroflorestais, para que possa ser uma proposta efetiva de alternativa para uma agricultura sustentável, mais adequada à realidade local.
Prestar assistência a produtores rurais, suas associações na identificação e elaboração de projetos de desenvolvimento ou demonstração, com forte componente agroflorestal, bem como prestar ou orientar na captação de recursos e na implementação dos projetos.

Promover e apoiar o desenvolvimento de atividades agroflorestais dentro dos grupos das zonas rurais como forma de parceria com o GRAF.

Ser um centro de referência em sistemas agroflorestais e de formação de educadores agroflorestais. Atualmente, a Rede Ecovida conta com 21 núcleos regionais, abrangendo em torno de 170 municípios. Seu trabalho congrega, aproximadamente, 200 grupos de agricultores, 20 ONGs e 10 cooperativas de consumidores. Em toda a área de atuação da Ecovida, são mais de 100 feiras livres ecológicas e outras formas de comercialização.

Email: graf@ufs.br
Email: mjcsanto@ufs.br


Início