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4/6/2005 23:12:22
"Em 2005, quando é celebrado o ano da mulher latino-americana, a Costa Rica (18) está em primeiro lugar no continente. A nação centro-americana é seguida de longe pela Colômbia (30), Uruguai (32) e a Argentina (35). Peru (47), Chile (48), Venezuela (49) e México (52) não são bem colocados devido ao desempenho fraco em todas as cinco categorias do índice. As exceções são as colocações da Venezula (13), do Chile (20) - e do Brasil (21) - na categoria oportunidade econômica. O problema nesses caso não parece ser uma falta de oportunidade, uma vez que a mulher já entrou no mercado de trabalho. A questão é seu acesso a treinamento educacional e diretos básicos, que possibilitaria seu ingresso na força de trabalho."
O Brasil obteve a 51ª colocação, ficando atrás de Países como Bangladesh, China e Indonésia
Genebra, 16 de Maio de 2005 ? O World Economic Forum divulgou hoje, em Londres, o primeiro ranking global com o objetivo de quantificar a ?diferença entre gêneros? em 58 países.
Sob o título de ?Poder das Mulheres: Medindo a Diferença Global Entre Gêneros?, o relatório mede a diferença entre mulheres e homens em cinco questões primordiais:
1) Participação econômica ? remuneração igual para trabalhos iguais;
2) Oportunidade econômica ? acesso ao mercado de trabalho, não restrito apenas a empregos sem qualificação e de baixa renda;
3) Poder político ? representação das mulheres em estruturas decisórias;
4) Sucesso educacional ? acesso à educação;
5) Saúde e bem-estar ? acesso a cuidados médicos reprodutivos.
O Brasil obteve a 51ª colocação no ranking. Embora o País tenha ficado em 21º lugar no sub-índice de oportunidade econômica (à frente de nações com os Estados Unidos, o Reino Unido e a Alemanha, que ficaram respectivamente em 46º, 41º e 28º) e em 27º em sucesso educacional (desbancando França e Portugal, respectivamente os 31ºs e 36ºs) o desempenho verde-amarelo nos outros tópicos prejudicou o seu resultado geral. O Brasil foi o penúltimo em poder político ? perdendo apenas para a Jordânia ? e o 53º em saúde e bem-estar.
A pesquisa é, em sua maior parte, baseada em dados primários colhidos por organizações internacionais (Banco Mundial, Nações Unidas, Organização Mundial do Trabalho). Pesquisas de opinião foram usadas em apenas dois dos sub-itens ? oportunidade econômica e saúde e bem-estar ? na forma da Pesquisa de Opinião Executiva ? a mesma que é utilizada no Relatório de Competitividade Global do World Economic Forum.- realizada em 2004 com 9 mil lideres empresariais em 104 Países (*).
?O Forum desenvolveu essa pesquisa para auxiliar o trabalho dos governos, agências multilaterais, líderes e ONGs, ao criar um indicador de desempenho para mensurar a diferença entre os gêneros em cada país. O nosso objetivo fundamental é permitir que as nações identifiquem os seus pontos fortes e fracos numa área de suma importância no seu processo de desenvolvimento. Além disso, o estudo gera a possibilidade de que países possam aprender com a experiência de outros que foram bem-sucedidos no tema, ? disse Augusto Lopez-Claros, Economista Chefe e Diretor do Programa de Competitividade Global do World Economic Forum.
O estudo oferece aos líderes de cada país medidas quantitativas de sua performance. Esses podem assim priorizar as áreas para mudanças, possibilitando a implementação de políticas corretivas. Segundo o texto do estudo, chegar à igualdade entre os gêneros é um processo lento, uma vez que desafia uma das mais profundas atitudes humanas. A pesar dos esforços de inúmeras organizações, são necessárias mais do que mudanças na lei para mudar práticas nos lares, nas comunidades e no ambiente decisório.
No projeto, são compreendidos todos os 30 países da OECD e 28 outros mercados emergentes. Dez países da União Européia estão entre os primeiros 15 colocados no ranking da pesquisa. As nações Nórdicas - Suécia, Noruega, Islândia, Dinamarca e Finlândia - estão no topo da lista, como os países com a menor ?diferença entre gêneros?. Com sociedades bastante liberais, um histórico de governos abertos e transparentes, além de sistemas de segurança abrangentes que oferecem garantias para grupos vulneráveis, as mulheres desses países têm acesso a uma série de oportunidades políticas, educacionais e de trabalho e desfrutam de um padrão de vida mais alto que as mulheres de outras regiões. Embora nenhum país tenha conseguido eliminar a diferença entre os gêneros, os países Nórdicos tiveram mais êxito, conseguindo reduzir essa diferença e, de forma clara, oferecer um modelo prático para o resto do mundo.
Em 2005, quando é celebrado o ano da mulher latino-americana, a Costa Rica (18) está em primeiro lugar no continente. A nação centro-americana é seguida de longe pela Colômbia (30), Uruguai (32) e a Argentina (35). Peru (47), Chile (48), Venezuela (49) e México (52) não são bem colocados devido ao desempenho fraco em todas as cinco categorias do índice. As exceções são as colocações da Venezula (13), do Chile (20) - e do Brasil (21) - na categoria oportunidade econômica. O problema nesses caso não parece ser uma falta de oportunidade, uma vez que a mulher já entrou no mercado de trabalho. A questão é seu acesso a treinamento educacional e diretos básicos, que possibilitaria seu ingresso na força de trabalho.
Segue abaixo um breve resumo dos resultados para o resto do Globo:
Países Nórdicos:
Os Países Nórdicos ocupam as primeiras cinco posições no ranking, com a Suécia na liderança. Nas cinco categorias examinadas, esses países também aparecem 19 vezes entre os primeiros dez colocados, com pontuações muito altas nas categorias de saúde e bem-estar, educação e poder político. As pontuações variam entre 1 e 7, com a nota 7 representando o nível máximo de igualdade entre gêneros, e os países Nórdicos são os únicos com pontuação total acima de 5.
?A experiência dos países Nórdicos é um indicador útil para fins de comparação ? um exemplo excelente dos resultados de um esforço contínuo que durou bastante tempo. Eles também ocupam posições privilegiadas no ranking de competitividade global do World Economic Forum ? parece que esses países enxergaram o incentivo econômico de igualdade das mulheres: os países que não aproveitam plenamente de metade dos seus recursos humanos estão claramente minando o seu potencial competitivo,? continuou Lopez-Claros.
União Européia:
Os países da UE se saem bem no ranking, de forma geral, com 10 membros da UE entre os primeiros 15 colocados. Além dos três países Nórdicos que também são membros da UE (Suécia, Dinamarca e Finlândia), o Reino Unido (8), e a Alemanha (9) saem na frente. Mesmo assim, o desempenho desses países difere nas cinco categorias investigadas. O Reino Unido é muito forte nas categorias de poder político (5) e desempenho educacional (4), enquanto a Alemanha se destaca nas categorias poder político (6) e saúde e bem-estar (10). Alguns dos novos membros da UE estão bem colocados, com a Latvia (11), Lituânia (12) e a Estônia (15), bem á frente da Bélgica (20), Portugal (23) e Espanha (27). A Itália (45) e a Grécia (50) possuem as colocações mais baixas da UE, refletindo os baixos níveis de participação política das mulheres em órgãos de tomada de decisões, e pontuações fracas em termos de oportunidades ? por exemplo, a desenvolvimento de carreiras entre mulheres profissionais e trabalhadoras técnicas.
Suíça:
A Suíça está colocada bem abaixo dos seus vizinhos da Europa Ocidental, chegando na 34a colocação. Embora esteja bem nos quesitos saúde e bem-estar (7), e relativamente bem em poder político (17) ? um feito notável para um país que concedeu o direito ao voto às mulheres apenas em 1971 ? o país não se sai tão bem nas categorias de participação econômica (por exemplo, renda menor entre mulheres comparado com homens, taxas reduzidas de mão-de-obra feminina) e de oportunidades econômicas, além de educação, sendo um dos muito poucos países desenvolvidos com níveis de matrícula educacional consistentemente menores entre mulheres que níveis entre homens.
Estados Unidos e a Oceania:
Os Estados Unidos (17) estão abaixo de muitas nações da Europa Ocidental, e também perde para a Nova Zelândia (6), Canadá (7) e a Austrália (10). O país se destaca na área de educação (8), com desempenho um pouco pior nas categorias de participação econômica e poder político. Mas os Estados Unidos se saem mal especificamente nas categorias de oportunidade econômica, e saúde e bem-estar, afetadas pela falta de benefícios de licença maternidade e as limitações de auxílio do governo na área de cuidados infantis. Além disso, o ranking dos EUA cai na categoria saúde e bem- estar, comparado com outros países desenvolvidos, pelo grande número de adolescentes com filhos, e pela taxa relativamente alta de mortalidade materna ? especialmente com o número alto de médicos disponíveis.
Europa Central e Oriental:
Os antigos países soviéticos, como a Polônia (19), Hungria (24), e as repúblicas Tchecas (21) e Eslovacas (25) se saem bem, refletindo fato de que esses países durante muito tempo vivenciaram uma ideologia de igualdade da ?mulher trabalhadora?, embora numa situação onde a mulher carregava muita responsabilidade em casa e no trabalho. A Federação Russa (31) possui um desempenho semelhante ao da China, conseguindo uma melhor colocação por meio do bom desempenho na categoria participação econômica (3), mas comprometida pelo baixo nível de poder político (47) e saúde e bem-estar (57).
Ásia:
A China (33) pontua bem na categoria participação econômica (9), mas está colocada quase no final dos rankings na categoria educação (46) e poder político (40). O objetivo de igualdade de gêneros do governo Chinês ainda está muito abaixo das expectativas. Mesmo assim, a China é o país asiático com a melhor colocação, seguida pelo Japão (38). Nações de grande extensão e grandes populações como a Índia (53), o Paquistão (56), e a Turquia (57) e o Egito (58) ocupam algumas das posições mais baixas dos rankings. As suas colocações refletem as grandes disparidades entre homens e mulheres e m todas as cinco áreas do índice: participação econômica, oportunidade econômica, sucesso educacional, poder político e saúde e bem-estar, com a única exceção da boa pontuação da Índia na categoria de poder político (24), que pode ser um bom sinal para o futuro.
Nota aos Editores:
O Relatório está disponível gratuitamente no www.weforum.org/gendergap
Os autores do relatório são Augusto Lopez-Claros, Economista Chefe e Diretor do Programa Global de Competitividade, e Saadia Zahidi, Economista Programa Global de Competitividade do World Economic Forum.
Augusto Lopez-Claros apresentará os resultados do relatório em Londres no dia 16 de Maio, as 10.30 BST, em Nova York no dia 26 de Maio as 08.30 EST e em Washington DC no dia 26 de Maio das 17.30 as 19.00 EST.
1A Pesquisa de Opinião Executiva é uma pesquisa compreensiva anual desenvolvida pelo World Economic Forum. Em 2004, aproximadamente 9.000 empresários em 104 economias do mundo inteiro foram pesquisados. O questionário da pesquisa foi desenvolvido para abranger uma grande variedade de fatores importantes num ambiente de negócios saudável, que incluem fatores trabalhistas, a qualidade do sistema educacional do país, a infra-estrutura e o nível de desenvolvimento institucional. A pesquisa também oferece informações raras sobre áreas como o custo e disponibilidade de assistência infantil, o impacto das leis de maternidade sobre o recrutamento de mulheres, a prevalência de contratação de mulheres no setor privado, e desigualdade salarial.
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Divulgado por Rachel Moreno