A TÍTULO DE INTRODUÇÃO
Eis aqui, em suas mãos, uma obra única. Uma obra da
qual podemos aspirar o aroma do sagrado. Estas páginas apresentam,
com a maior pureza possível, as vidas e feitos marcantes de
três personagens únicos que vêm encantando o mundo com
a visão de um novo mundo, de uma nova esperança de vida,
de um resgate de virtudes há muito soterradas na desilusão
de passadas gerações. Lenine Fiuza Lima, seu autor,
enquanto presidente da renomada Academia de Letras do Distrito Federal,
vem buscar na expressão límpida e terna do cordel, o instrumento
ideal para contar estas histórias, estas vidas, estes sinais eloqüentes
anunciando que Deus está próximo de Sua criatura. Muito mais
próximo que o palpitar de seu próprio coração.
Dentro da mais bela tradição nordestina, dos cantadores de
violas em noites enluaradas, seja em volta de fogueiras improvisadas
ou em meio ao burburinho das feiras de Caruaru ou de Juazeiro do Norte,
vemos emergir este poema épico anunciando, uma vez mais o surgir
da estrela de Belém, uma Belém que agora se chama Teerã
proclamando o renascimento do filho de um carpinteiro, antes conhecido
como Jesus, o Nazareno e que agora se chama Bahá’u’lláh,
a Glória de Deus.
Lenine - todo vestido de poesia, paramentado de gibão de couro -
vem cantar e encantar com seus versos enxutos, límpidos, brilhantes.
Versos que tomam vida própria, vibram e sonham. Versos que nascem
com a luz do Espírito. E nos deixa assim inebriados com as dores
e sofrimentos passados e repassados por aqueles que ousam levantar o Chamado
de Deus em um tempo carcomido pela cegueira espiritual, pela miséria
moral de seus concidadãos, mas um tempo também prenhe de
esperanças e anseios, os mais nobres e elevados que um século
tão formidável pôde produzir.
É o tempo da unidade. Da paz. Da felicidade. Enxuguem as lágrimas,
toquem as violas, voem as graúnas: o poeta voltou, novo em folha,
com uma mensagem recendendo a marmelo e marcada pelo verde da esperança,
aquele mesmo verde dos “olhos de Kalu sobre a plantação”.
Agora, esta plantação começa a florir no próprio
coração humano. (Washington Araújo)