A VIDA DE BAHÁ’U’LLÁH
O Mensageiro de Deus para estes
tempos
Em pleno império do Islã
E, no século passado,
Foi que Mirzá Husayn Ali
- é o nome que Lhe foi dado
Recebeu carinho e bens
Em Seu lar nobre e abastado.
Mas o bem por Deus mandado,
O amor de maior grandeza
Muito mais que uma linhagem,
Era a infinita riqueza
De ser sábio e ser gentil
Neste mundo de incerteza,
A iluminada beleza
Do Seu Ser, desde criança,
Era um milagre de luz
A clarear, com segurança,
As questões mais complicadas,
A dor e a desesperança,
Vinha de Deus essa herança
De, sem a escola ter ido,
Ser assim - puro e bondoso
Digno, culto e escolhido
Para falar de justiça
Num mundo tão dividido.
Até Seu Pai, que era tido
Ser um ministro decente,
Foi falsamente acusado
Por certo tipo de gente.
Bahá’u’lláh provou na corte
Que ele era honesto e inocente.
Para ter vida de crente,
Desposou Ásiyih Khánum,
Que dos filhos que Lhe deu
- por Seu perfil incomum -,
‘Abdu’l-Bahá se tornou
A Ceia do Seu Jejum,
E farto como nenhum
Do divino pensamento
Do Seu Pai, seria o Selo
Da Unidade e o Provimento
Dos Mistérios e Sinais
Da Letra e do Testamento,
Porquanto, em nenhum momento,
Este filho esteve ausente.
Desde o exílio para o Iraque,
Na travessia inclemente
Das montanhas desoladas,
Esteve sempre presente.
E a alma do Pai, docemente,
Lhe disse que dedicasse
A vida aos pobres e fracos.
E por onde Ele passasse
E visse um desamparado,
Sua desdita amparasse.
Por isso, diante do impasse
De ser ministro de alguém,
Bahá’u’lláh, órfão de Pai,
Serenamente também
Recusou as honrarias
Pra ter as Graças do Além.
Foi assim que a esse bem
Se apegou, abandonando
As terras, o luxo, a herança.
E, nesse instante, abraçando
A causa do Báb, fez-Se
Um seguidor doce e brando,
A história conta que é, quando
O poder dos maus se abala,
Que eles usam a força bruta
E, se o justo não se cala,
Eles prendem, afligem e matam
Pois, morto, o justo não fala,
Mas a voz de Deus exala
Seu perfume em cada escrito.
Bahá’u’lláh, mesmo no cárcere
Em Teerã, como um proscrito
Preso às correntes de ferro,
Era santo, era bendito.
E, nesse lugar maldito,
Sua alma resplandeceu!
A revelação divina,
De repente, aconteceu!
E a missão, a essência e a fé
Das mãos de Deus recebeu.
Orou, pensou, escreveu
E, em dez anos de segredo,
Foi exilado no Iraque,
Enfrentou ameaça e medo,
Com a família e os seguidores
Nas agruras do degredo,
Em Bagdá, muito cedo,
Judeus, cristãos, maometanos,
Professantes de Zoroastro,
Notáveis e soberanos,
Gente leiga e sacerdotes
Vinham abrandar-Lhe esses danos.
Mas sempre existem tiranos.
E os mullás se revoltaram.
Foram aos governos do Irã
E dos turcos, e falaram:
Disseram muitas mentiras,
Só acusaram e acusaram ...
Por tudo que eles tramaram,
O exílio havia de vir.
Mas, antes, em Bagdá,
Num Jardim, Deus a sorrir
Fez que Ele se proclamasse
Aquele que veio unir.
Unir a terra e aplaudir
A humanidade reunida.
Declarar chegado o tempo
De mais amor, de mais vida:
Uma Nova Ordem pro mundo,
De paz - por Deus prometida,
Assim se deu e, em seguida,
Padeceu como exilado:
Partiu de Constantinopla
E terminou confinado
Em Akká, mas era livre
Pois tinha Deus ao seu lado.
Assim mesmo encarcerado,
Porque trazia na vida
As mensagens do senhor
na Palavra Prometida,
Rompeu trevas e silêncios
- sua Missão foi cumprida.
E a Causa está redigida,
Tudo por Deus foi mandado:
Nas orações, nas epístolas,
Nos escritos revelados
E nas letras majestosas
Do Seu Livro Mais Sagrado,
Longe na idade, cansado
Das torturas e aflições,
Assinou Seu Testamento
Cheio de fé e orações
E a Deus entregou o Espírito,
Suas obras e canções.
E entregou aos corações
Esta beleza de história!
Nós vamos contá-la ao mundo!
Dizer num culto à memória
Que Deus ao ver Bahá’u’lláh
Exclamou: - “eis Minha Glória!”