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Bahá'u'lláh
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A Fé
Bahá'í em
Brasília Um
histórico |

Esplanada dos Ministérios, Brasília, Distrito
Federal
No início dos anos 60,
duas pioneiras bahá’ís provenientes do Rio Grande do Sul, sucessivamente,
logo depois da inauguração de Brasília, fixaram residência na então, recém
nascida, Capital Federal do Brasil. Foi a partir destas duas mulheres
dedicadas, a primeira proveniente de Porto Alegre, Ivone Zinn e a segunda,
de Uruguaiana, Ingeborg Stracke -que começou a surgir a Comunidade Bahá’í
no coração do Planalto Central. Em abril de 1972, com a vinda da família
Ghobad, iraniana e mais alguns amigos bahá’ís que abraçaram os
ensinamentos bahá’ís, completou-se o número de nove bahá’ís adultos, o
suficiente para ser formada, a primeira Assembléia Espiritual Local dos
Bahá’ís de Brasília. Esta Instituição Bahá’í que tem por fim coordenar as
atividades bahá’ís em cada localidade e promover aí, os ideais
espirituais, educacionais e humanitários da Fé Bahá’í para benefício não
só de seus membros, como também de toda sociedade teve, seu registro
histórico publicado no Diário Oficial na data de 19 de fevereiro de
1973.
Coincidentemente, a cada 21 de abril, data da inauguração
de Brasília, – que é uma data sagrada no calendário bahá’í por assinalar
a proclamação feita por Bahá’u’lláh como Manifestante de Deus para os
dias atuais, em todo o mundo bahá’í são eleitas Assembléias Espirituais
Locais em cada comunidade bahá’í local.
A Comunidade Bahá’í onde quer que seja
estabelecida, sempre é reconhecida por desenvolver diversos projetos
educacionais e sociais. E, não podia ser diferente aqui em Brasília. O
número de adeptos crescia e, em 1o. de setembro de 1980 com a vinda das
famílias bahá’ís americanas: Walker, Sacco e Frasunkiewics - foi
criada a Escola das Nações.
A Escola oferece educação do pré escolar ao 2o. grau,
e está situada no Lago Sul. Desde a sua fundação até os dias atuais, vem
desenvolvendo com brilhantismo um projeto educacional de qualidade com
valores baseados em uma educação bilíngue (inglês/portu- guês) para crianças
do Brasil e de outras nações.
Fundada na crença da natureza espiritual do homem e na
unidade do gênero humano, seu objetivo principal é desenvolver e em cada
pessoa sua capacidade de pensar e de amar, no contexto de servir à humanidade.
Com um programa educacional baseado em atividades, os alunos aprendem
como buscar o conhecimento, para acompanhar a explosão de informações
que caracteriza a nova era em que vivemos. Valores morais e éticos tais
como: honestidade, respeito, cooperação, cortesia e justiça, formam o
currículo desta Escola.
Em julho de 1987 a Sede da Assembléia
Espiritual Nacional dos Bahá’ís do Brasil, orgão composto por nove membros
anualmente eleito, foi transferida da cidade do Rio de Janeiro para
Brasília, Distrito Federal e passou a funcionar, durante nove anos, em um
local provisório até a aquisição de uma bela residência às margens do Lago
Sul, em 1996.
Esta Instituição máxima nacional tem como propósito estimular,
unificar e coordenar por meio de freqüentes consultas pessoais, as múltiplas
atividades dos bahá’ís e das Assembléias Locais, bem como os outros diversos
assuntos gerais da Causa Bahá’í no Brasil. Esta transferência histórica
deu um novo impulso às atividades desenvolvidas pelos bahá’ís da Capital
Federal.
No dia 28 de maio de 1992, o Congresso
Nacional enalteceu-se ao promover sessão solene em comemoração ao
Centenário do Passamento de Bahá’u’lláh, Fundador da Fé Bahá’í. Mais
adiante, já com a Comunidade Bahá’í bem mais atuante na sociedade
brasiliense, ocorreu outra sessão solene, desta vez para marcar os 75 anos
da Fé Bahá’í no Brasil e o retorno da visita ao Brasil, da Sra. Ruhíyyih
Rabbani (86), última remanescente da família sagrada de Bahá’u’lláh,
esposa do amado Guardião da Fé, Shoghi Effendi.
Também em 1992, a Assembléia
Legislativa do Distrito Federal realizou sessão solene pelo Centenário do
Passamento de Bahá’u’lláh. Repetindo este ato, em maio de 1998, já por
iniciativa da Presidente desta Casa, Sra. Lúcia Carvalho – primeira mulher
a presidir no Brasil uma Assembléia Legislativa.
Em setembro de 1997 a Comunidade Bahá’í teve uma grande
atuação na Primeira Conferência Internacional dos Direitos Humanos, no
Centro de Convenções de Brasília, patrocinada pela Ordem dos Advogados
do Brasil. Nesta ocasião foram especialmente convidados o Conselheiro
Kiser Barnes do Centro Internacional de Ensino e a escritora Sra. Olya
Roohizadegan. O Sr. Barnes participou dos debates que abordavam o tema
do “Racismo” e proferiu uma palestra sobre “Multiculturalismo e Direitos
Humanos”.
A Sra. Roohizadegan lançou seu livro
no auditório do Departamento de Direito, da Universidade de Brasília e
durante a Primeira Conferência Internacional de Direitos Humanos participou
de um Encontro com a Imprensa narrando muito das torturas, aprisionamento
e mortes que os bahá ís no Irã, berço da Fé Bahá’í sofrem por serem bahá’ís,
sendo ela própria uma testemunha e vítima desta barbárie. Na noite de
16 de setembro de 1997, como parte da programação desta Conferência Internacional,
a Sra. Roohizadegan foi uma das agraciadas com o Prêmio
Cidadania Mundial – 1997. Esta Premiação foi criada no ano de 1994,
pela Comunidade Bahá’í do Brasil com o intuito de homenagear aqueles que
promovem a Unidade do Gênero Humano. Na ocasião receberam também esta
distinção máxima da Comunidade Bahá'í do Brasil, o jurista Hélio Bicudo,
Herbert de Souza (in memoriam), a Associação para o Desenvolvimento Coesivo
da Amazônia (ADCAM), Fundo Cristão para Crianças (FCC), Projeto Axé da
Bahia, dentre outros.
Em dezembro de 1998, no auditório Tancredo Neves do Ministério
da Justiça, com a presença da Ministra da Administração, Sra. Cláudia
Costin, ocorreu a entrega do IV Prêmio Cidadania Mundial 1998.
Naquela memorável ocasião receberam o prêmio o rabino
Henri Sobel, o jurista Antonio Augusto Cançado Trindade, Roberto da Silva,
Margarida Genevois, professor Nielsen de Paula, o Movimento Nacional de
Direitos Humanos (MNDH), o Centro de Atendimento à Vítima do Crime (Cevic),
Quebradeiras de Côco do Tocantins
E a história bahá’í de Brasília se
enriquece a cada dia através da dedicação dos membros que a compõe - são
pessoas comuns que têm um amor enorme pela humanidade e que trabalham dia
e noite pela implantação da unidade e da paz
mundial. |